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terça-feira, setembro 08, 2009

O Ponto de Partida



Para aqueles individuos que são "apanhados" na adicção activa, seja drogas ilicitas, incluindo o alcool, e/ou licítas, o jogo, codependencia, trabalho, sexo, compras, disturbio alimentar, compras (shopaholics), shoplifting (furto) estes homens e mulheres sentem-se impotentes perante tal "adversário" - o seu comportamentos; a sua doença.

Paradoxalmente, a recuperação indiviudal inicia-se precisamente neste especifico ponto de partida - a impotência e a perda do controlo. A partir do momento em que o individuo parar de resisitir, através da lógica adictiva, e viver na negação surge uma "luz no fundo do túnel". È o inicio e o nascimento de algo novo e diferente, como uma folha de papel em branco. Nesse sentido, a recuperação assume diversas formas e estilos. É um processo orgânico e activo de busca de conhecimento e da pratica da solidariedade e entreajuda. Avanços e recuos...é Ok cometer erros.

A vontade de viver uma vida preenchida e enriquecida pelos principios e valores espirituais, não religiosos sem dogmas e divindades, assume um papel preponderante, no proposito, com "conteudo" e honesto nos relacionamentos com as outras pessoas.

Atraves da criatividade, da espiritualidade, do sonho, da contemplação e da espontaniedade o adicto descobre a "arte" de viver uma vida plena. Afinal, foi para isso que nascemos, mesmo sabendo que a vida está repleta de desafios e obstáculos. Não buscamos a perfeição mas o conhecimento para uma consciência elevada.

Somos seres humanos que buscamos a espiritualidade ou somos seres espirituais que procuramos ser humanos?

Clique no link e veja o video. Comente/responda em Recuperar das Dependências.

domingo, setembro 06, 2009

A conduzir sob o efeito de drogas



Como é do conhecimento geral conduzir sob o efeito de drogas licitas, incluindo o alcool, e ou ilicitas pode provocar acidentes e até a morte, isto é transformar a viatura numa arma letal com vítimas inocentes. É crime.
Recordo um episodio que ilustra na perfeição a Negação de quem conduz e consome drogas licitas, incluindo o alcool e ou ilicitas. Vou tentar ilustrar uma situação corriqueira.

Um grupo três amigos sai de um Bar após uma horas a conversar e a beber alcool. Está na hora de voltar a casa porque a noite já vai longa. Dirigem-se para o carro que os aguarda, estacionado no parque a dez metros de distância do referido Bar. Durante o trajecto o Victor, que não bebeu bebidas alcoolicas, decide ser ele a conduzir a viatura, que neste caso até não era a sua, visto os seus dois amigos estarem sob o efeito do alcool, afirma:

- "Eh pessoal, vou eu a conduzir, vocês os dois estão com os copos. Tu, Luís não estás em condições de levar o teu carro. Pode acontecer algum acidente. Vou leva-los a casa e depois entrego-te o carro amanhã. Se fores a conduzir ainda acontece alguma desgraça."

Imediatamente, o amigo Luís responde indignado:
-"O quê?! Com os copos?! Quem é que está com os copos?!Quem eu?!Ouve lá, ó Vitor... quem leva o carro sou eu...O carro é meu. Entra lá para dentro, porque comigo os miudos vão sempre atrás...ahahah!!!..." E tira a chave do bolso das calças, abre a porta e senta-se ao volante.

Questão:
1. O que é que você fazia nesta situação se fosse o Vitor? Entrava no carro com os amigos ou encontrava outra alternativa de forma a chegar a sua casa? Por ex. táxi.
2. Se decidisse entrar no carro e se houvesse um acidente grave, como consequência do efeito do alcool, com varios feridos graves você (Vitor) considera que seria também culpado e responsavel?

Responda a estas questões e envie um mail para xx.joao@gmail.com o titulo (Assunto): A conduzir sob o efeito de drogas

Clique no link e veja o video.

http://www.youtube.com/watch?v=t_jyvLcaMio


quarta-feira, setembro 02, 2009

Merecem algo melhor que o pior que podem aguentar - part II



As necessidades das crianças são negligenciadas
Quando pensamos em indivíduos (membros de família) com comportamentos adictivos associados a drogas, ao álcool, jogo, distúrbio alimentar, compras (shopaholics), shoplifting (furto) e sexo na nossa comunidade, raramente imaginamos que também nós podemos estar expostos a este tipo de adversidade. Recordo inúmeros casos de indiviudos que afirmam “Quando surgem notícias relacionadas com este tipo de problemas, imediatamente pensamos que só acontece aos outros”. Pense, se acontecer na sua propria familia e dentro da sua propria casa? Quais as medidas necessarias a tomar de forma a proteger as crianças das consequencias da adicção?

Na realidade, ninguém tem o desejo de ser “apanhado na rede” da adicção. Mas, infelizmente os factos e a realidade, é bem diferente.

Aquelas famílias (progenitores) que são confrontadas com a adicção (drogas ilícitas, incluindo o alcool, e/ou licitas, jogo, sexo, codependencia, distúrbio alimentar, compras, furto) são expostas a uma determinada pressão e evidenciam algumas consequências na relação com o/os seu/s filho/os.
Alguns exemplos:
1. Os progenitores desenvolvem crenças negativas e distorcidas sobre o seu papel (pai ou mãe, em alguns casos ambos os progenitores). Ex. Sentem que falharam redondamente, como pais. Sentem-se incompetentes. Oiço desabafos “Como posso ser um exemplo para o meu filho/a se tive problemas com drogas, álcool,ou jogo ou relações, sexo? Não tenho esse direito porque me sinto culpado/a".

quinta-feira, agosto 27, 2009

Lição de Vida - Espiritualidade

"Running the Sahara"
Como é possivel 3 atletas correrem 6.920 Km em Africa? Atravessaram o Senegal, a Mauritânia, o Mali, o Niger, a Líbia e para terminar o Egipto. Esta corrida durou 111 dias. Qual o objectivo desta corrida na vidas destes tres homens (Charlie, Ray e o Kevin) e em todos aqueles que participaram nesta aventura?
Um dos aspectos mais interessantes que gostaria de contemplar prende-se com a Resiliência, o Trabalho de equipa e o Proposito/Sentido de vida. Reflete o anseio na evolução humana em nos superar e vencer os obstaculos na vida.
A adicção não escolhe pessoas, qualquer um está exposto e vulneravel. Esta corrida é sem duvida uma lição de vida (espiritual) para todos. Fabuloso e Brutal.

Veja o link e comente em Recuperar É Que Está a Dar

http://www.runningthesahara.com/

quinta-feira, agosto 13, 2009

Uma viagem pelo inferno até...à esperança.

Após a oportunidade de ajuda (atraves de uma mão amiga)...surge a esperança.
Para quem vive no "inferno" da adicção activa, sonha que um dia, mesmo remoto...possa tornar-se realidade.
Veja o trailer e comente em Recuperar É Que Esta a Dar.

http://www.lostinwoonsocket.com/trailer.html

quarta-feira, agosto 05, 2009

Recuperar é receber e dar apoio digno e valido

Recuperação é assim... "Nothing Else Matters"
Porque um dia também podemos precisar, afinal estamos todos vulneraveis às adversidades da vida.
Veja o vdeo do Ytube do vocalista dos Metallica, James Hetfield:

http://www.youtube.com/watch?v=sv7E7QWsr1A&feature=fvsr

because nothing else matters... recuperar é que está a dar

terça-feira, agosto 04, 2009

Merecem algo melhor que o pior que podem aguentar



As necessidades das crianças são negligenciadasAs crianças, cujos lares são afectados pela adicção, um dos pais ou ambos são adictos (drogas lícitas, incluindo o alcool, e/ou ilícitas, o jogo, distúrbio alimentar, sexo, trabalho, compras - shopaholics, furto - shoplifting, codependencia) são inseguras e carentes de afectos e “desligadas” das suas verdadeiras emoções – ex. abandono e inadequação.

Nos primeiros anos de vida, estas crianças apresentam problemas de comportamento em casa e na escola. No ensino primário surgem problemas de literacia (escrita e leitura). Durante a adolescência as dificuldades nos relacionamentos com os professores e/ou grupo de pares transformam a escola numa experiencia adversa que culmina com o insucesso escolar. Este tipo de experiências, sem a monitorização parental, pode desencadear atitudes e comportamentos que conduzem à delinquência juvenil.

As crianças quando expostas aos comportamentos adictivos podem ficar incapacitadas, a nível competências individuais e sociais, a fim de se realizarem como indivíduos, como consequência de ambientes familiares caóticos. Convém salientar que, na maioria dos casos, os comportamentos adictivos surgem associados (comorbildiade) a outros tipos de problemas de saúde mental; a ansiedade e/ou a depressão, também podemos acrescentar o  isolamento social, problemas nos relacionamentos (ex. falta de intimidade e desconfiança) e a violência doméstica.

Obviamente, este tipo de comportamentos caóticos coloca toda a família numa enorme pressão que pode se perpetuar – paradoxalmente, é encarado algo normal e familiar (homeostase).

sábado, julho 25, 2009

As Drogas e o Amor

Algumas drogas licitas podem interferir negativamente na capacidade de expressar sentimentos/comportamentos relacionados com o amor e o sexo - intimidade.
Estas drogas afectam o funcionamento do nosso cerebro.
Veja o video da Dra Helen Fisher sobre o tema. Siga o link.
Comente em Recuperar É Que Esta a Dar.

http://www.youtube.com/watch?v=IcG6J-8OwAo

segunda-feira, julho 20, 2009

A Filosofia dos 12 Passos - Evidência cientifica



Estudos recentes procuram revelar a forma como a abordagem espiritual, não religiosa sem dogmas e divindades, influencia o individuo na recuperação da adicção. 
Para indivíduos dependentes de drogas lícitas, incluindo o alcool, e/ou ilícitas a filosofia dos 12 Passos, dos Alcoólicos Anónimos (AA) provoca causa um impacto profundo e positivo na manutenção da abstinência e no estilo de vida. Estes resultados comprovam-se através dos Grupos de Ajuda-Mutua desde 1935, ou de uma abordagem num contexto (setting) terapêutico (profissional) por atraves do Modelo Minnesota de Hazelden Foundation ou do 12 Step Facilitation.
Nos últimos anos, alguns investigadores estudaram a abordagem através do qual a filosofia dos 12 Passos, dos AA, influencia os resultados deste programa espiritual, não religioso sem dogmas e divindades, de recuperação da adicção. Os estudos revelam:
1. Existência de uma rede social de apoio na manutenção da abstinência,
2. Efeito da auto-eficácia (desenvolvimento de competências cognitivas e emocionais),
3. Confiança na manutenção da abstinência (sobriedade). Consequentemente, estes três factores são promotores de saúde e de prevenção do abuso de drogas lícitas, incluindo o alcool, e/ou ilícitas.

A espiritualidade, não religiosa sem dogmas e divindades, na recuperação da adicção é outra componente importante que contribui para o impacto da filosofia dos 12 Passos dos AA. É um paradoxo, reconhecido ao longo da história, sobre os seres humanos quando sujeitos a experiencias geradoras de sofrimento e carência estas revelam-se uma oportunidade para um despertar espiritual. Os fundadores dos Alcoólicos Anónimos, Bill W e o Bob S., descobriram que a adicção às drogas e/ou álcool proporciona uma disposição emocional para determinadas experiências espirituais. Espiritualidade, não religioso sem dogmas e divindades, é o núcleo central do programa do AA, da qual os 12 passos fazem parte. Os princípios espirituais referem a admissão da doença da adicção (dependência de drogas lícitas, incluindo o álcool, e/ou  ilícitas) a necessidade em confiar no outro indiviudo em recuperação e no programa e o compromisso em manter um “contacto consciente” com um poder superior não religioso, sem dogmas e divindades, exterior ao indivíduo. Este conceito é individual e imaterial.

quarta-feira, julho 08, 2009

Recuperação - uma forma de arte

5 historias diferentes, um objectivo em comum - Recuperação.
Apesar da destruição e do inferno causada pela adicção activa a recuperação proporciona esperança, tolerância, dignidade, fé e unidade. Uma jornada que merece ser vivida...
Siga o link e comente:


terça-feira, julho 07, 2009

Prevenção e intervenção no ambiente de trabalho




Desde há uma década, que em Portugal, alguns empresários têm vindo a preocupar-se acerca dos efeitos negativos que ocorrem nas suas empresas, como resultado de empregados que abusam (uso problemático) de álcool e drogas. 

Sabia que a grande maioria dos indivíduos com dependência de álcool e/ou drogas estão empregados. Segundo um estudo o álcool é a substancia eleita e a que mais preocupação gera no local de trabalho. Estima-se que exista, um milhão de indivíduos que abusam de álcool (750 mil alcoólicos crónicos) e 45 mil dependentes de drogas. Se incluirmos as drogas psicoactivas lícitas, por auto medicação - não monitorizado por um médico; ex. benzodiazepinas -ansioliticos e tranquilizantes, assim como o uso concomitante de várias substâncias diferentes, ex. álcool e tranquilizantes, o problema aumenta exponencialmente dentro da empresa e sendo transversal na sociedade.

Consequências graves no trabalho
É do senso comum quando se refere que aqueles trabalhadores que apresentem problemas de abuso de álcool e/ou drogas licitas e/ou ilícitas são menos produtivos,
Apresentam atrasos no horário laboral,
Conflitos entre chefia e colegas,
Ficam doentes com mais frequência,
Absentismo,
Intoxicação no trabalho,
Lesões e acidentes de trabalho (a si mesmos e aos colegas),
Problemas disciplinares,
Desemprego/tribunal/rescisão de contracto.

terça-feira, junho 30, 2009

Da Lua ao Alcoolismo...um pequeno passo

O famoso austronauta americano Buzz Aldrin no seu livro relata a sua jornada da Lua ao Alcoolismo. Admite o periodo negro e atribulado, associado ao alcool e depressão, e depois salienta os seus 30 anos de sobriedade (resiliência, coragem e dignidade).O alcoolismo não acontece só aos outros.
A vergonha não pode prevalecer em relação à esperança e à recuperação.
Definitivamente, Recuperar É Que Está a Dar,
siga o link e comente:

http://www.msnbc.msn.com/id/31491377/ns/today_books-biography_and_memoirs/

sábado, junho 27, 2009

Escolhas de Vida, Vida de Escolhas

A Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis convida Vossa Excelência para o Colóquio
"Escolhas de Vida, Vida de Escolhas", integrado no Dia Mundial de Luta Contra a Droga,
que se realiza no dia 26 de Junho de 2009, pelas 16 horas, na sala polivalente da Biblioteca
Municipal Ferreira de Castro, em Oliveira de Azeméis.

Oradores:
Luís Almeida Vasconcelos – Técnico Superior do Instituto da Droga e da Toxicodependência e Investigador do Instituto de Ciências Sociais (ICS) – Universidade de Lisboa

Augusto Pinto – Médico do Centro Regional de Alcoologia do Centro – Instituto da Droga e da
Toxicodependência

João Alexandre Rodrigues – Técnico de Comportamentos Aditivos

Comentario: Recuperar É Que Está a Dar esteve em Ol. de Azemeis. Agradeço ao Raul e à Camara Municipal o convite para participar como orador neste coloquio sobre o tema das dependências.
Estas oportunidades são extremamente uteis, porque para além da aprendizagem e experiencia profissional, é uma oportunidade unica para se estar em contacto com o publico interessado nesta materia.

sexta-feira, junho 26, 2009

Dia Nacional da Recuperação da Dependência de Substancias


Aproveito o dia de hoje, alusivo ao Dia Mundial Contra a Droga para aplaudir todos aqueles, sem excepção (homens, mulheres) que estão em recuperação das Dependencias (novo e saudavel estilo de vida) e que contribuem para uma sociedade melhor, sendo membros dignos e activos nas suas familias e na nossa comunidade - "sobreviventes".

Na minha opinião, esta "guerra contra a droga" é uma "ferramenta" politica sem qualquer efeito pratico e concreto. Não "cola" e as pessoas realmente não percebem o que se passa. Não acho que seja possivel algum dia, erradicar a droga da nossa sociedade. É uma rede demasiado complexa que sobrevive e irá manter-se activa - é uma "guerra fantasma".

Existem institições, profissionais e pessoas anónimas (rostos e vozes) que assumem um compromisso honesto e abnegado para a RECUPERAÇÃO das dependências, em vez de procurarem somente o lucro e o prestigio.

Capital de Recuperação das Dependências é: Resiliência, compromisso, honestidade, entre-ajuda, espiritualidade, responsabilidade, tolerância, determinação, altruismo, amizade, motivação, liderança, fé e esperança, equilibrio, emoções, impotência e entrega, trabalho e gestão financeira, dor e perda, familia e sociedade.

sexta-feira, junho 12, 2009

Apanhada na Rede

Tenho 35 anos e nunca consumi drogas. Namoro há cerca de 2 anos com o Alberto (nome fictício), de 38 anos. O problema é o facto de me ter apercebido que o Alberto tem um problema com drogas. Sempre soube que ele consumia drogas desde a adolescência ( todas !) mas, desde que estamos juntos, pensei que fosse uma questão controlada e meramente social. Ou seja, sabia que por vezes, quando saía com os amigos, ao fim de semana costumava consumir cocaína. Nos últimos meses, percebi que na verdade não é assim.

O Alberto consome cocaína e por vezes cannabis todos os fins-de-semana. Em ocasião social "apropriada" ou não. Por mais que tente demove-lo ele nunca conseguiu resistir ou cumpre o prometido. Isto está a afectar gravemente a nossa relação, e mais importante que isso, estou certa que ele tem um problema e não sei como ajudar, até porque ele não o reconhece. É complicado falar com ele sobre este assunto, mas nas poucas vezes em que consegui, o que ele me disse foi: "Não tenho nenhum problema com drogas, o problema que tive com drogas está resolvido há 10 anos. Neste momento o único problema que tenho com drogas… és tu. Consumo drogas quando me apetece porque gosto, não me sinto mal e isso não afecta a minha vida profissional."

Já tentei várias coisas para tentar demovê-lo, já pedi a amigos que sei que ele tem em conta que o aconselhem. Nada tem resultado. Não sei o que fazer. Nesta altura, a única coisa que me parece restar é contar à mãe do Alberto (ela sabe que ele teve problemas com drogas na adolescência e pelo que sei fez o que estava ao alcance dela e na altura pareceu resultar.). Tenho receio por outro lado que isto degrade de vez a nossa relação e também a relação dele com os pais, agora que tem 38 e não 18! E seja ainda pior. Pode dar-me a sua opinião sobre este assunto? Há alguma coisa que me aconselhe?
Desde já muito obrigada pela sua opinião e ajuda.Subscrevo-me
Isabel (nome fictício)

Boa noite Isabel
Após ler o seu email apresso-me a felicita-la por pedir ajuda.
Apesar da minha limitação na informação sobre o caso do Alberto posso sugerir algumas orientações e algum “alimento pró pensamento”. Vou abordar duas questões importantes quanto ao problema da dependência de substâncias.

A primeira questão, e talvez para sua surpresa, está direccionada para a Isabel. Mantenha-se atenta ao seu comportamento. Isto é, não encobrir, esconder, não facilitar, não negar, não pactuar com coisas que não é capaz de cumprir ou com coisas que você não acredite, assim como minimizar as consequências da dependência do Alberto, na sua vida (trabalho, amizades, família, saúde mental – cognitivo-comportamental, etc.) e na vossa relação (observar que o Alberto não está presente, disponível, mentira, preocupação, na vossa intimidade, etc) . Você corre o serio risco de se tornar codependente (preocupação constante e dolorosa sobre o Alberto e o problema do Alberto) se enveredar pelo caminho da protecção e socorro, em detrimento dos seus valores e da sua família, seguindo um apelo interior (irracional) de ajudar, quando na realidade não está a fazer, pelo contrario, está a contribuir para a progressão e deterioração da doença. Obviamente que a Isabel não é culpada absolutamente de nada, todavia é importante definir limites e critérios na ajuda e no socorro. Pode ficar apanhada na “rede” da dependência, pelas suas emoções e pelos seus comportamentos, afinal você é um ser humano.

A segunda questão está direccionada para o problema do Alberto. Procure informação sobre o abuso e a dependência de substâncias psico-activas (drogas licitas e ilícitas, incluindo o álcool). Informação é poder. A dependência é um processo da qual o Alberto perdeu totalmente o controlo da sua vida e do consumo de substâncias. A componente lazer e social desaparecem totalmente. Torna-se incapaz de prever, com exactidão, as consequências do seu comportamento quando está sob o efeito e ou quando está abstinente, vulgo ressaca. Pela discrição do seu email o Alberto quando confrontado recorre a um sistema de defesa; racionalização, minimização, negação, culpar os outros ou coisas, racionalizar. Este muro - isolamento - que ele constrói, é extremamente difícil quebrar, todavia pode retirar tijolo-a-tijolo. Não confronte o Alberto com base na sua intuição. Reflicta as consequências com factos e coisas específicas e concretas (contrario de abstractas e generalistas). Pode socorrer-se de outras pessoas, mas lembre-se, coisas específicas e concretas. Faça uma lista de coisas que estão directamente relacionadas com as drogas e outros comportamentos disfuncionais; mentiras, promessas quebradas, juras, desonestidade, objectos ou coisas relacionadas com drogas.

Espero que tenha contribuído com alguma luz no túnel.

Se desejar, caso seja residente na área do Porto, recorrer às consultas, caso contrário pode optar pelas consultas Online. Estou disponível para ajudar.

Gostava de saber se permite que publique, nos blogues, o seu pedido de ajuda corajoso, garanto total confidencialidade de todos os seus dados e do Alberto. È confidencial e seguro. O seu pedido de ajuda pode servir de “exemplo” visto as dependências afectarem a vida de milhares pessoas.

Os meus sinceros cumprimentos

quinta-feira, junho 11, 2009

Adicção ao sexo - A perda do controlo é um sintoma

Comportamentos disfuncionais acerca de sexo podem interferir negativamente e tornar caotico a vida daqueles que "alinham" no prazer imediato e no frenezim gerado por esta energia "poderosa". A vergonha, a impotencia e a perda de controle paralelamente à obsessão e à compulsividade são sinais de adicção.
Sabia que o sexo é uma fonte natural de prazer? Qual é o limite que é preciso ultrapassar de forma a que o sexo seja uma fonte de sofrimento?
É possivel interromper este frenezim constante e "indomável"atraves da "rendição" e pedir ajuda.
O actor da famosa serie X-Files, David Duchovny pediu ajuda.
Caso precise da qualquer tipo de esclarecimento sobre a adicção ao sexo envie um email para xx.joao@gmail.com. Todos os dados são confidenciais
Siga o link e comente:

http://www.youtube.com/watch?v=ZQrJA4eZCOY

domingo, junho 07, 2009

Jornal Expresso - A negação e o alcoolismo



Não posso deixar de expressar a minha estupefacção ao ver publicado no Jornal Expresso de sábado (06/06/2009), do qual sou leitor, num dos cadernos - Actual, um artigo sobre um conhecido artista, que não vou referir o nome, visto a minha critica ser direccionada ao trabalho jornalístico, na abordagem à problemática do álcool. Segundo a jornalista a dependência é realçada, mas desvalorizada no conteúdo.

Sendo o referido artista uma figura publica e segundo a notícia estar a viver “…o auge da sua popularidade.” parece completamente descabido, visto parte significativa do artigo, fazer alusão ao alcoolismo em jeito de novela, apelando ao glamour antiquado e desfasado da realidade, alusivo ao sexo, drogas e rock`n` rollcaracterístico do meio artístico, em Inglaterra e nos EUA nos anos 60. Esta máxima tornou-se moda, perpetuando-se no tempo, afectando negativamente a vida de milhares de artistas - homens e mulheres - e pessoas anónimas. Infelizmente, muitos deles já não fazem parte do mundo dos vivos, felizmente outros permanecem em recuperação (mudança de estilo vida) das suas dependências. Qualquer profissional ou indivíduo dedicado e comprometido com a recuperação das dependências rejeita este tipo de jornalismo nos dias de hoje.

O alcoolismo é uma doença grave que afecta milhares de pessoas e famílias inteiras, incluindo as crianças. È um problema de saúde publica em Portugal. Segundo alguns dados existem 1.800.000 indivíduos com problemas com o álcool em Portugal. Apesar de a nossa cultura continuar a reforçar o consumo e o abuso do álcool, não será digno para aqueles que sofrem de alcoolismo, esta doença ser tratada com o devido respeito? Sim, claro.

É urgente “desmontar” e descodificar estes mitos, crenças e novelas que teimam em permanecer resistentes na nossa cultura sobre as dependencias de substâncias psicoactivas lícitas, inlcuindo o alcool e as ilícitas, parece existir pessoas e instituições interessadas em “imortaliza-los”, infelizmente os meios de comunicação social são peritos em gerar a confusão nesta materia em vez de prestarem um serviço digno e especializado às pessoas. É indispensável proteger as crianças e os adolescentes vulneráveis, que idolatram os seus ídolos, a estes fenómenos culturais/artisticos disfuncionais, e assim prevenir novos casos de dependência. O problema das dependências não acontece só aos outros. Na realidade, todos nós conhecemos casos de excelentes artistas que sucumbem à dependência activa e que são notícia pelos piores motivos.

domingo, maio 31, 2009

Facilitador/a financeiro - "Patrocinador"



Um dependente financeiro (D.F.) precisa de um facilitador financeiro (F.F.), a que apelido de “Patrocinador”, assim como, um facilitador financeiro precisa de um dependente financeiro. Este relacionamento pode gerar atitudes e comportamentos de dependência disfuncional entre ambos e caso existam, as crianças também são prejudicadas. Qualquer dependência patológica (perda do controlo) afecta todas áreas da vida de ambos parceiros (ex. casal), refiro-me à inexistência de por ex. da confiança, da comunicação honesta, a auto-estima, assertividade e à intimidade.
Pena de si mesmo e o síndrome do salvador/salvadora
O indivíduo que “patrocina” financeiramente exerce um papel semelhante ao co-dependente (parceiro/a do individuo dependente de drogas, incluindo o álcool) exerce na vida de um alcoólico ou dependente de drogas, isto é, sente-se realizado ao participar activamente na solução dos problemas do outro – uma missão impossível (mito do salvador, herói, controlo), descorando as consequências que essa facilitação – patrocínio - surte na sua vida pessoal e social. Na realidade, não só coopera na progressão da doença da adicção activa como se prejudica a si mesmo. Já acompanhei indivíduos co-dependentes tão disfuncionais (ex. deprimidos, ansiedade aguda, pânico, segredos – “vida dupla”, isolamento, mentira) como o próprio dependente de drogas.

Perda de controlo e o medo daquilo que os outros pensam
Os F.F. emprestam dinheiro em detrimento das suas próprias finanças. Sacrificam a segurança e a estabilidade do seu capital em benefício dos outros (dependentes financeiros). Não são assertivos o suficiente para recusar (dizer NÃO) aos pedidos relacionados com dinheiro, inclusive recorrem a empréstimos ou ficam endividados, visto não possuírem recursos suficientes para liquidar essas dívidas. Na maioria dos casos, depois de presentear o D.F., de “bandeja” com capital pretendido, os F.F. sentem raiva e ficam ressentidos, pela sensação de que os outros estão a tirar partido das suas fraquezas (abuso/vitimização). Aparentam sentir-se culpados por ter dinheiro e buscam o alivio das suas emoções dolorosas; invocando o bem/dar (altruísmo, o desprendimento de bens materiais, a solidariedade, a tolerância) – para prejuízo pessoal e beneficio dos outros. A percepção da sua auto-estima (auto conceito) é disfuncional, confundindo intimamente com a a causa em ajudar (facilitar) o outro.
O FF identifica-se como pessoa com valores e princípios, por ex. altruísmo, abnegação, solidariedade, apoiar os mais “fracos” e “desprotegidos”. Todavia, tal como acontece com ao codependente, que patrocina o consumo de drogas ou álcool, o facilitador financeiro não só afecta as suas próprios recursos financeiros como também adopta comportamentos permissivos e facilitadores que contribuem somente para adiar e interferir negativamente na recuperação do individuo dependente - “Tapa os buracos causados pelo dependente financeiro” e sente-se responsável por isso. Reage segundo impulsos e crenças disfuncionais.
Qual ou quais as consequências na vida de um F.F. quando proporciona ao outros aquilo que não tem, mas que engendra esquemas para ter? Sente-se desiludido, vergonha tóxica e sentimentos de culpa, ressentido e angustiado por perder o controlo do seu próprio comportamento. 

Impotência: agente catalízador para a mudança
A maioria dos indivíduos com distúrbios financeiros, reconhece a nível intelectual o básico de forma a manter uma situação financeira estável e duradoura ex. poupar para o futuro, não gastar mais do que aquilo que ganha e aprender a usufruir do sucesso financeiro de uma forma responsável e autónoma.
Todavia, como qualquer outro tipo de comportamento adictivo, a informação ou o conhecimento sobre uma gestão equilibrada das suas finanças pessoais não é de todo suficiente para mudar o comportamento disfuncional. Para a maioria dos dependentes de substâncias, incluindo o álcool, o sinal de alerta surge da pior forma, por ex. problema de saúde ou legais, separação ou divorcio, perda do trabalho.
Caso identifique comportamentos disfuncionais, que ao invés de proporcionar qualidade de vida, proporcionam tristeza, preocupação exagerada, ansiedade e solidão, peça ajuda.
A solução deste tipo de problemas e do sofrimento não está obviamente nos outros. Somos nós próprios que precisamos de mudar e viver a vida de acordo com princípios e valores, em vez de viver em função de pessoas e coisas.
Caso deseje esclarecimentos sobre este tema envie um email para xx.joao@gmail.com





terça-feira, maio 19, 2009

Dependência financeira




Nos tempos que correm a dependência financeira atinge dimensões serias e em alguns casos torna-se crónica, equiparável a viver com uma “doença para o resto da vida”, com a probabilidade de se manter activa de geração em geração.
Comportamentos adictivos e a perda de controlo
A dependência financeira é frequente em indivíduos que apresentam comportamentos adictivos, assim como as suas famílias (ex. drogas lícitas, incluindo o alcool, e ilícitas, o jogo, sexo, compras - shopaholics, shoplifting-furto, codependência). Recordo inúmeros casos em que um membro de família dependente de drogas, incluindo o álcool, e jogo afectou drasticamente todo o orçamento, recursos e o património familiar com o consentimento e permissividade de alguns membros da família. A vergonha tóxica, a raiva e o ressentimento, a obsessão e a compulsividade instalam-se e deterioram as relações familiares (homeostase).
A perda total do controlo associado ao dinheiro é uma das consequências mais significativas e dolorosas na vida de um indivíduo, seja dependente/adicto ou não por ex. atraves da falta de uma gestão responsável e construtiva, falta de autonomia dos seus recursos financeiros, bem como, a necessidade de viver dependente do ponto vista financeiro de outra/as pessoa/as e ou instituições. Alguns indivíduos adoptam comportamentos relacionados com dinheiro que não coincidem com os valores, ideais e ou objectivos pessoais e sociais, susceptíveis de sabotar todo e qualquer plano de estabilidade financeira (ex. poupanças). Representam, num contexto social, um status associado a um estilo de vida fausto, vivendo de mentiras, manipulações, ideais irrealistas, de créditos bancários acumulando dividas acima das suas possibilidades, efeito “bola de neve”.

quarta-feira, maio 13, 2009

A Esperança de um novo modo de vida

Olá! Sou a Marta e sou uma adicta em recuperação limpa de drogas há 9 anos e dois meses.

Gostava de partilhar aqui neste blogue um pouco sobre a minha experiência.

Na minha opinião, para interromper a dependência das drogas, em primeiro lugar temos de admitir a nossa adicção e a impotência perante as drogas e que precisamos de ajuda.

Assim sendo, com força de vontade e através da identificação de pessoas com os mesmos problemas, consegui parar de usar drogas e, parar para pensar; se estas pessoas conseguem eu também iria conseguir!

È possível recuperar um modo de vida saudável, pensando um dia de cada vez, procurando as ajudas certas e especializadas.

Quem deseja recuperar da dependência consegue, MAS É PRECISO QUERER, comigo foi assim.
Tive um percurso de drogas curto e duro.

Deu para ver muito rapidamente o que é o fundo do poço e levar ao desespero aqueles que mais gostam de mim. No entanto, a verdadeira lesada, magoada e cansada daquela vida era apenas eu, estava a destruir-me lentamente, dia após dia.

Só eu é que poderia mudar a minha vida, obviamente com ajuda de outras pessoas, pois sozinha não seria capaz. Finalmente, consegui deixar de viver naquela profunda solidão em que me encontrava.

Neste programa, conheci pessoas maravilhosas que me mostraram o lado bom da vida e o quanto é bom estar abstinente e em recuperação.

Hoje, sei que não estou sozinha é muito bom sentir isso.
Estou muito agradecida a este programa de recuperação dos 12 Passos de Narcóticos Anónimos.

Marta

Comentário: Gostaria de agradecer à Marta a sua amabilidade em partilhar connosco a sua experiência pessoal. Creio que para aqueles que desejam recuperar das dependências (comportamentos adictivos) a Esperança de um modo de vida diferente e saudável é aquilo que mais ambicionam, um dia de cada vez. Afinal, é possível viver abstinente de substâncias e feliz. A recuperação duradoura, no caso da Marta, é motivo de júbilo e de realização pessoal. Os meus parabéns e Recuperar É Que Está a Dar.

terça-feira, maio 12, 2009

Compras compulsivas - Shopaholics

Qual é o problema associado às compras? Será assim tão grave? Nem todas as pessoas que gastam dinheiro em produtos, acessórios ou equipamentos apresentam um problema de comportamento. Quem é que resiste aos saldos? Quem é que resiste a umas compras no centro comercial? Quem não pensa “Bolas, hoje tive um dia muito difícil mereço uma prenda”.


Identificar atitudes e comportamentos
Na realidade, ainda existe alguma controvérsia quanto ao estudo e ao diagnóstico, todavia é evidente que existem casos de indivíduos que necessitam de apoio e orientação. O meu principal objectivo é alertar as pessoas, de forma a que consigam PARAR e reflectir sobre a perda de controlo em relação ao frenesim, ao desassossego e às consequências negativas do seu comportamento associado às compras. Conheço alguns casos de pessoas que desenvolvem a compulsão das compras – “culto”. Algumas reconhecem este padrão de comportamento disfuncional, como uma bóia de salvamento - nos momentos de angústia, de raiva, frustração, tristeza, solidão. O problema não é as compras ou o dinheiro, somos nós que adoptamos comportamentos que geram comportamentos disfuncionais e adictivos.


Um estudo realizado nos EUA revela que este problema afecta 5.8% da população (Koran, e tal 2006) e é tão comum como a depressão. Os indivíduos com este distúrbio não conseguem deixar/parar de pensar sobre a sua necessidade e preocupação frequente, em fazer compras.



sexta-feira, maio 08, 2009

A pressão gerada pela ansiedade na escola

A ansiedade é uma resposta ao medo (fugimos ou atacamos). Pode ser caracterizado por um estado de alerta ou vigilia constante. Qualquer estudante sabe perfeitamente a pressão gerada pela expectativa e pela pressão durante a epoca de exame.

Numa Universidade Espanhola foi desenvolvido um programa de forma a diagnosticar a e lidar com a ansiedade.
Seguir link:

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=31164

sábado, maio 02, 2009

As Dependências associadas ao dinheiro




Considero oportuno, visto alguns milhares de portugueses atravessarem tempos conturbados de desconfiança, de desespero, de reflexão, abordar um assunto polémico e ambíguo. Refiro me ao dinheiro e aos distúrbios a ele associados na nossa sociedade. São os momentos difíceis, de dor e privação que influenciam (aprendizagem) o nosso comportamento, refiro á relação entre o sofrimento e a motivação para mudança. Se nada muda; tudo fica na mesma.

Dependemos do dinheiro. Não podemos prescindir dele, assim como acabamos por permitir que nos influencie, cada caso um caso, seja de uma forma negativa (ex. ganância e cobiça) ou positiva (integridade, decência) sobre as nossas atitudes e acções. Podemos desenvolver uma relação de amor e ódio, parece ser um assunto tabu recheado de falsas crenças e mitos. Na minha opinião, o problema não é o dinheiro; mas sim aquilo que as pessoas pensam e fazem com o ele. Recordo um caso de uma pessoa que afirmava “Na minha família, ninguém podia mostrar dinheiro vivo, deve permanecer oculto – circulava debaixo da mesa.”

Qual é o comportamento das pessoas perante o dinheiro ou a falta de dele, numa cultura que promove e incentiva o consumo e o estatuto, associado ao prestigio, ao sucesso e ao poder?
Tenho constatado que o dinheiro e os comportamentos adictivos são temas transversais na nossa sociedade. Precisamos de dinheiro para viver e algumas pessoas precisam de dinheiro (extra) para "alimentar" a sua adicção activa ao longo das suas vidas, sejam substâncias (drogas lícitas, incluindo o álcool e a nicotina, ou ilícitas) e/ou comportamentos adictivos (jogo, compras - shopaholics, trabalho, sexo, distúrbio alimentar, shoplifting - furto). Nesta “indústria da adicção”, anualmente milhões de euros são despendidos em drogas (licitas e ilícitas), álcool, sexo, jogo, trabalho, furtos, compras e comida, assim como milhares de pessoas estão envolvidas direta e/ou indiretamente nesta problemática/adicção activa. De que forma a sociedade e a cultura são influenciadas pelas dependências associadas ao dinheiro (capital)? Os fins, obter prestigio, estatuto e sucesso financeiro, justificam os meios, pouco convencionais e/ou ilícitos?
Todos nós conhecemos alguém que apresenta uma incapacidade em gerir responsavelmente os seus recursos financeiros, mas podemos não saber qual a raiz do problema. Pode retirar dinheiro do seu ordenado, pedir dinheiro emprestado, enganar ou rouba de forma a manter a sua adicção activa -“Não olha a meios para atingir os fins.”

sexta-feira, abril 24, 2009

BBC2 - Alcoolismo na cultura e tradição na familia

Para os amantes do futebol devem recordar o caso do famoso George Best, jogador de futebol irlandês, nascido em Belfast,que entre 1963 e 1973 fez parte da equipa do Manchester United, onde joga o Cristiano Ronaldo. Conquistou varios premios ao longo da sua carreira a titulo individual e colectivo, também foi conhecido pelo seu temperamento impulsivo e agressivo.

A cadeia de televisão inglesa da BBC2 vai passar um programa, no proximo domingo dia 26 de Abril, onde relata o drama do alcoolismo na familia. Best faleceu em Novembro de 1995, aos 59 anos de idade vitima da doença do alcoolismo.

Ver mais clique no link:

http://www.bbc.co.uk/programmes/b00k71gw

quarta-feira, abril 22, 2009

Testemunho - Admitindo a impotencia

Boa tarde,
Não sei bem por onde começar, tenho um amigo toxicodependente, uma situação muito complicada. Ele é imigrante, esta ilegal, já foi um sem abrigo, actualmente depende da ajuda de algumas pessoas que lhe pagam alojamento e alimentação.

Há mais ou menos três anos fez uma desintoxicação no CAT (Centro de Atendimento Toxicodependência), nunca parou de consumir, mas consumia de uma forma espaçada, tipo uma ou duas vezes por semana, mas agora entrou numa fase de consumir quase todos os dias. Aguenta tipo dois dias, depois bebe um pouco e vai consumir. Está no programa de metadona do CAT com 80mlg.

Sei que tenho alguma culpa nisto, porque acabo por lhe dar sempre o dinheiro que ele diz ter de pagar aos traficantes, diz que lhe emprestam e depois tem de ir pagar o que consumiu. Isto poderá até ser verdade, mas acho que ele depois quando vai lá novamente paga e consome mais.
Ele tem hepatite C e HIV e está tomar medicação no Hospital. O médico já lhe disse que se não pára de consumir lhe retira a medicação. Sinceramente, penso que no CAT com os métodos deles, não vai a lado nenhum.

Ele diz que quer deixar, faz projectos para o futuro, mas acaba sempre por não conseguir concretizar. Ele tem apoio e carinho das pessoas amigas, mas nada parece surtir efeito. Não sei se ele vai conseguir deixar de consumir. Muito sinceramente, não acredito nos programas de internamento, por alguns meses, porque quando saem de lá muitos voltam aos consumos.

Desculpe, isto é mais um desabafo, sei que não devia lhe dar dinheiro, sei que me vai dizer que sou codependente, sei que me vai dizer que é ele que tem de mudar, que tem de ser responsabilizado pelo caminho que está a dar á vida dele. Provavelmente, não o sei ajudar. Sei que eles podem ser mentirosos, inventar histórias, tudo e mais alguma coisa, mas este meu amigo nem sempre mente, e nunca inventou grandes histórias.Obrigada por ler este meu email. Sei que não existem milagres, mas tenho pena que este meu amigo não pare de consumir.
Catarina (nome fictício)

Resposta: Bom dia
lamento que o seu amigo esteja numa situação tão delicada e dolorosa. A dependência das substâncias é uma doença multifacetada e complexa e o tratamento, como sabe, não é através da "eliminação de um vírus" através de uma vacina. São necessárias condições específicas para que o processo destrutivo seja interrompido.

Sugiro que contacte a Comunidade Vida e Paz. Vá ao Google e é fácil de aceder. Pode ser que eles tenham alguma ajuda disponível.

Gostaria de acrescentar que a doença das dependências também pode afectar seriamente as outras pessoas, principalmente aquelas pessoas que não conseguem desapegar-se emocionalmente do problema. Neste caso, refiro-me a si.

Rapidamente, vou ilustrar através deste exemplo.Imagine vai de avião numa viagem para a Austrália. De repente, o avião começa aos saltos e solavancos, a maioria dos passageiros fica em pânico e aos gritos, entretanto surge a voz do comandante, "Atenção por favor, coloquem as mascaras de oxigénio, o avião tem uns problemas no motor da asa esquerda e vamos tomar medidas para prevenir acidentes. Urgente."Nos lugares junto ao seu estão duas senhoras idosas atrapalhadas com as mascaras e começam a ficar em pânico. O que é que você faz?~

Imediatamente, deve colocar A SUA MASCARA DE OXIGENIO, EM PRIMEIRO LUGAR, porque como sabe corre o risco serio de ter consequências graves de saúde caso não tenha oxigénio para respirar. E só depois pode ajudar as senhoras idosas a colocar a mascara e a tranquiliza-las.

Gostaria de saber se posso publicar o seu email, salvaguardando todos os seus dados pessoais. Através do seu caso pode ajudar outros. A vida está repleta de adversidades e desafios podemos aprender lições que nos ajudem no caminho da auto realização e da solidariedade.

Você parece uma pessoa cheia de qualidades, mas não se esqueça da sua "mascara de oxigénio."

Os meus sinceros cumprimentos

segunda-feira, abril 20, 2009

Não, a mais odiada vs. abençoada palavra nos encontros interpessoais



Não - é a palavra que mais detestamos ouvir quando somos contrariados e assim impedidos de satisfazer a nossa vontade. Desde a tenra idade até à idade adulta odiamos ouvir o Não. Recorremos à manipulação, à desonestidade, à mentira, à culpa e até em situações extremas à violência verbal (intimidação) e/ou física de forma a evitar ouvir o Não da outra pessoa. Na maioria das vezes, é preciso “pressionar” os nossos neurónios para aceitar o Não e continuar com a vida em frente.
Como é que nos sentimos quando estamos a comunicar e precisamos de dizer Não, de forma a satisfazer as nossas necessidades, mas infelizmente, acabamos por dizer; Sim, só para agradar?

Todos nós, sem excepção, no dia-a-dia somos confrontados com situações onde é extremamente difícil dizer Não à outra pessoa ou a um grupo de pessoas. Por ex. combinar um jantar com uns amigos num dia, umas horas depois, você é convidado para jantar em casa dos pais. O patrão pede para ficar umas horas extra no trabalho, quando nesse dia, você tem outros planos para essa noite. Um professor solícito pede apoio, para um trabalho extra de investigação, e você está sem tempo disponível. Você comprou uma camisola e de repente surge uma amiga e diz “Epá, a tua camisola é muito gira! Podias emprestar. Vá lá!” ou alguém que “implora” que o acompanhe a qualquer sítio, e você não está na disposição para tal.

Se você frequentemente se sente pressionado e desconfortável, e em vez de ser assertivo, é agradador e passivo, acabando por sentir-se infeliz e inseguro, então chegou a altura da sua vida para se questionar e procurar as razões e as crenças (expectativas disfuncionais) pela qual diz Sim - sempre com um sorriso amarelo ou o oposto, com um ar de miserável (pena de si mesmo) - quando na realidade quer dizer Não.

Pode recear perder alguém se disser Não, por ex. o namorado/a ou o amor do marido/mulher, sentir que pode afectar a relação negativamente gerando uma discussão enorme entre si e o seu parceiro/a. Pode perder um amigo ou uma amiga. Pode até pensar que as outras pessoas não vão gostar mais de si, se disser –  Não - e sentir-se rejeitado. Fugindo ao Não acaba por assumir uma postura de zelador (pacificador, agradador a qualquer custo) e complacente (adapta-se e molda-se aquilo que pensa/calcula que os outros pensam de si) mantendo a relação frágil e dependente. Evita, a qualquer “preço”, que a relação se submeta às adversidades normais, oriundas das diferenças de opinião entre parceiros ou amigos, histórias e perfis diferentes, etc.

Com o tempo, você acaba frustrado e desiludido, porque na realidade não existem pessoas e relações perfeitas. Afinal, somos humanos e a vida é uma aprendizagem constante. No nosso quotidiano, acontece com mais frequência do que nós imaginamos, ficarmos desiludidos com as outras pessoas, mas nós também desiludimos os outros.

Você tal como imensas pessoas, podem sentir culpadas quando dizem Não, por terem aprendido a evitar seguir o seu próprio caminho na vida, evitando assim magoar as emoções dos outros, você sentir que é um fardo pesado. Nesse sentido, estão criadas as condições para acabar por se sentir responsável pelas emoções das outras pessoas, como se a felicidade delas depende-se da sua necessidade de agradar.

quinta-feira, abril 09, 2009

Adicção ao Sexo

Adicção ao Sexo segundo dr Patrick Carnes (reputado investigador americano sobre a adicção ao sexo).
Vergonha, Perda de Controle, Preocupação constante (ex. 24 horas sobre 24 horas), Problemas familiares (casais e filhos) e financeiros (prostituição, internet) são apenas alguns dos sintomas.
É possivel interromper o ciclo de destruição atraves da recuperação (mudança de estilo de vida - MEV)
Veja o video e comente. Clique no link

http://www.youtube.com/watch?v=CIza2yEGw90

quarta-feira, abril 08, 2009

Meditar


“Nem com outrem nem por ti somente
Cometas jamais acção de que
Envergonhar-te possas.
E acima de tudo respeita-te
A ti próprio.
A justiça em actos e palavras
Pratica-la-ás depois.
Pela menor das coisas não te habitues
A decidir-te sem reflectires.”


Pitágoras (sec. VI a.c.)
Versus de Ouro

segunda-feira, abril 06, 2009

Fases de Recuperação atraves da Abstinência




Ao longo dos anos tenho observado indivíduos dependentes de substâncias psico activas / adictivas, lícitas, incluindo o alcool, e/ou ilícitas que são admitidos em tratamento, quer seja em regime residencial de internamento ou através das consultas tradicionais presenciais (terapia individual), e ao mesmo tempo, também acompanho individuos que permanecem abstinentes, como parte do seu programa de recuperação duradoura, a que apelido de mudança de estilo de vida (M.E.V.) através de princípios espirituais - não religioso, sem dogmas e divindades - que promovem o conhecimento interior das suas emoções, auto-conceito, competências e talentos, e uma conexão emocional com os outros e o mundo a sua volta (integração activa na sociedade).


Após a admissão em tratamento, em regime residencial de internamento,  é iniciada a primeira fase (crucial) - interrupção do consumo de substâncias psicoactivas (auto-medicação de drogas, incluindo o álcool) geradoras de problemas e consequências negativas, ex. perda do controlo dos seus comportamentos, problemas de saúde e familiares, legais e profissionais. Para alguém dependente de drogas, incluindo o álcool, este “passo” é realmente assustador.

A síndrome da Abstinência (Ressaca - dor/sofrimento físico e psicológico) dura aproximadamente entre 15 a 30 dias, cada caso um caso. Hoje em dia, o sofrimento é mitigado por outras drogas lícitas, receitadas por médicos, que permitem ao indivíduo o desmame gradual das substâncias psicoactivas/adictivas até ficar abstinente - “limpo”.

Existem porém casos excepcionais de indivíduos que por um conjunto de razões/sintomas clínicos necessitam de recursos extra e mais prolongados (medicação - monitorizada pelo medico) a fim de permanecerem compensados e estáveis de forma a conseguirem assimilar e aderir ao programa de tratamento. Muitos destes casos, podem estar relacionados com as consequências da dependência das drogas (ex. neuroquímica do cérebro).
  • Fase Sindroma de Abstinência (Ressaca) 0 – 15 dias de abstinência
Alguns sintomas físicos e psicológicos: Cansaço, vómitos, vontade em usar drogas, incluindo o álcool (nesta fase, conheci indivíduos que ingeriram “aftershave” e álcool puro), pesadelos, suores frios, insónia, irritabilidade, deprimido, angustia e ansiedade, alterações extremas do humor, redução do apetite, dificuldade no raciocínio, na concentração e memória, dores de cabeça, perda do controle dos seus comportamentos (impulsos), atitude negativa e baixa resistência física á dor,
Nota: Observei indivíduos, em tratamento, descompensados psicologicamente, que apresentaram alguns destes sintomas, sem que o seu problema estivesse relacionado com drogas (ex. comportamento compulsivo ao sexo).

  • Fase da “Lua-de-mel” 16 - 45 dias de abstinência
Alguns Sintomas: “Andar na lua”, euforia, super-confiante - “Está tudo bem…Sinto bem”, Conseguiu ultrapassar a ressaca - sinonimo de dor e sofrimento vs. alivio. Demasiado optimista, negação e ambivalência, o aidcto interrompeu a compulsividade associado aos consumos, e nesta fase pensa que agora já consegue consumir drogas ou álcool de uma forma controlada, conhece outras pessoas que têm o desejo de parar de usar drogas, aprende que a adicção às substâncias psicoactivas é uma doença.

sábado, abril 04, 2009

Partilha/Testemunho


“Olá! Sou a Catarina (nome fictício) e vou aqui deixar o meu testemunho sobre Anorexia/Bulimia e a minha Recuperação.
Tenho 23 anos, sou do Algarve e desde os 13 anos que sofro desta problemática.

Desde que me lembro nunca me aceitei e sempre me achei inferior aos outros e “gorda”.

Mas isto veio a piorar quando o “senhor de vermelho” apareceu, o meu corpo, como o de qualquer mulher começou a alargar e eu comecei a entrar em paranóia.
A minha vida girava em torno de pensamentos sobre a gordura e a comida e já antes pela tenra idade não tinha sido capaz de deixar de comer. Até ao dia que decidi que era desta, se emagrecesse eu ia ser feliz, então deixei de comer.

Passava os dias a leite, água e pastilhas elásticas. Em pouco tempo, começaram a notar-se os quilos a desaparecer e a ficar mais feliz. A verdade é que nunca fui gorda, o meu peso máximo era de 59 quilos para 1,65m de altura.

Enfim, lá emagreci e parecia que tudo corria bem. Nesta altura, mudei de escola, de amigos e numa de afirmação comecei a fumar charros. A doença ainda não tinha afectado a minha vida social e eu fazia-o para agradar os outros.

Com os charros, voltaram os quilos a mais. Passava os dias “ganzada[i]” e deixei de pensar no meu corpo, comia e depois sentia me culpada, mas o mais importante eram as “ganzas[ii]”, e voltei a engordar.

No ano a seguir depois de ir para o Liceu voltei a sentir me horrível e muito gorda, até pensava que o rapaz de quem gostava não gostava de mim porque era gorda, etc.

terça-feira, março 31, 2009

As Drogas eleitas pela nossa sociedade



Somos uma sociedade (cultura) que promove e desenvolve “o culto cool” e da moda associado ao consumo de drogas psicoactivas adictivas - lícitas, incluindo o alcool, a nicotina e as drogas ilícitas. Será uma forma diferente, original e criativa de pensar e experimentar sensações e/ou fazer coisas? Ou optamos pelo caminho mais fácil (atalhos) na ânsia de procurar responder aos milhares de estímulos e expectativas a que somos sujeitos, dia-a-dia?


Portugal é o país da Europa com menor numero de estudos especializados realizados especificamente acerca do consumo de álcool e dos problemas a ele associados (Simpura e tal.,2001). 
Quais são as pessoas e ou organizações interessadas em investigar as consequências autênticas do álcool na nossa sociedade? Qual o interesse publico desta informação? Qual é o impacto e o custo na sociedade portuguesa associado ao alcool? Na família, incluindo as crianças. E das outras drogas, lícitas, medicamentos sujeitos a receita medica (ex. benzodiazepinas - tranquilizantes, ansioliticos) e as drogas ilícitas?
Uma parte significativa da nossa população, cujos números exactos (estudos epidemiológicos[i]) não se conseguem obter com exactidão, (desde os jovens, aos adultos, incluindo a população sénior) recorre com mais ou menos frequência, ao consumo de substâncias psicoactivas susceptíveis de causar dependência, designado de auto medicação.

Usar drogas é um acto voluntario, uma escolha individual, que pode ser sujeita ou não à pressão do grupo e do ambiente. Nem todos os indivíduos que consomem substâncias psicoactivas adictivas desenvolvem um problema de abuso ou dependência, assim como consumir esporádicamente seja sinónimo de doença, mas existe um certo grau de risco (dependendo da potência/efeito da substância, a dose administrada, a duração do consumo e das características do próprio consumidor). Estes factores (neurologico-bio-psico-social) juntos podem contribuir para um problema grave de saúde, familiar e profissional.

Cada um elege as drogas que lhe proporcionam o efeito desejado. A mesma droga não é eleita por todos. Existem drogas para todos os gostos. Algumas pessoas usam drogas por mera curiosidade, outros para se divertirem, outros para praticarem desporto, praticar sexo, para “fugirem” ao stress e à pressão diária, para trabalhar, para relaxarem, por motivos de doença, outros recorrem às drogas porque abusam e por último aqueles que estão dependentes (doença da adicção).

Existe uma relação entre a oferta e a procura que faz com que hoje as drogas estejam mais disponíveis e presentes no dia-a-dia das pessoas, comparativamente à 15 anos atrás. Provavelmente, todos nós conhecemos, directa (ex. um familiar, ou amigos) ou indirectamente (ex. amigo do amigo), alguém que nesta altura tenha ou já tenha passado por um problema com drogas, incluindo o álcool.
  
Porque é que uns sofrem horrores e destruição nas suas vidas, associado às drogas psicoactivas adictivas, incluindo o álcool, ex dependência (doença/adicção) e outros não?

Através do consumo de drogas aprende-se a oscilação das emoções e descobre-se todo um “novo mundo” de novas experiências sensoriais e singulares que de outro modo não seria possível experienciar.

A dependência às drogas lícitas, incluindo o alcool e a nicotina, e/ou ilícitas psico-activas, é uma doença do cérebro (adicção). Sabemos que o consumo de drogas altera a percepção (ideias, compreensão) e o funcionamento normal do cérebro (neuroquímica/neurotransmissores) enveredando o adicto na senda da gratificação imediata, procura aquela sensação de prazer e/ou bem-estar única capaz de gerar energia extra, capaz de modificar e ou atenuar (dormente) as emoções dolorosas; ex. raiva e ressentimento, o medo e a insegurança, rejeição numa relação romântica, despedimento (frustração), perda de alguém querido, cansaço físico e/ou sensação de falta de energia, ansiedade e ou sentir-se deprimido etc. As drogas psicoactivas modificam a forma como as pessoas sentem, pensam e agem.