- «Estou cansado de chorar,
- Estou cansado de gritar,
- Estou cansado de estar triste,
- Estou cansado de fazer de fingir,
- Estou cansado de estar só,
- Estou cansado de estar zangado,
- Estou cansado de sentir que estou louco,
- Estou cansado de sentir que estou preso,
- Estou cansado de sentir que preciso de ajuda,
- Estou cansado de saber o que tenho que fazer,
- Estou cansado de perder oportunidades,
- Estou cansado de sentir que sou diferente,
- Estou cansado de perder pessoas,
- Estou cansado de sentir que não tenho valor,
- Estou cansado de sentir um vazio dentro de mim,
- Estou cansado de sentir que não consigo libertar-me,
- Estou cansado de pensar que gostava de voltar atrás e começar tudo outra vez,
- Estou cansado com a vida, que gostava, mas que nunca irei ter,
- Acima de tudo, estou cansado de estar cansado.» Autor anónimo
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quarta-feira, agosto 30, 2017
O poder da escolha pessoal
Este texto reflete um rol de problemas na vida do individuo.
Reflete a frustração, a desilusão, o remorso e a ausência de esperança. Reflete
a impotência, característica daqueles que sofrem sintomas (físicos e
psicológicos) da adicção activa, seja a substâncias psicoactivas do sistema
nervoso central, vulgo drogas lícitas e/ou ilíctas, seja a comportamentos
adictivos (jogo, compras, sexo, dependência emocional, internet/redes sociais,
perturbação do comportamento alimentar). A impotência, incapacidade do
individuo em controlar a adicção, é por si só uma fonte inesgotável de dor e
sofrimento.
quarta-feira, agosto 27, 2014
REEL Recovery Highlight Reel 2013
Recuperar É Que Está A Dar. Apesar da complexidade da doença da adicção é possível recuperar.Se identifica um problema na sua vida, relacionado com drogas lícitas (alcool ou benzodiazepinas) ou ilícitas, você não está sozinho/a.
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
à(s)
quarta-feira, agosto 27, 2014
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sábado, julho 05, 2014
Filhos de pais alcoolicos
Este texto, enviado pela Renata, veio no seguimento de
uma publicação no Facebook onde solicitei o envio de experiências de adultos,
que tenham tido pais com problemas de álcool e/ou drogas ilícitas. Eis o relato
da Renata.
“Tenho um pai e uma irmã que bebem todos os fins de semana,
e às vezes, no meio da semana. Vivem dizendo que é normal, e que, como todos
fazem , que mal tem ? Mas percebo a incoerência nas atitudes, no modo de vida
maquiado como normal, porém completamente fora do contexto. Percebo atitudes
completamente diferentes do "viver em conjunto" o álcool ou a adicção
retirou deles o pé do chão, como se estivessem literalmente voando ou como se
vivessem em outro mundo sendo o convívio muito difícil dado ao fato que podemos
ser diferentes mas precisamos concordar em conectar.
Não há dessas pessoas o menor interesse em saber sobre isso
ou parar esse processo...sou adicta e “limpa” e esses familiares precisam de
ajuda mas talvez a única maneira de ajudá-los seja ficando bem longe!
João, acabo de expor-lhe minha realidade e tem a ver com o post sobre familiares adictos!
Obrigada”
Renata Ramos
Nota: Todos os
dados foram preservados com a devida autorização da autora. Contra o
estigma, a negação e a vergonha. Bem-haja Renata.
Comentário: Tal
como a Renata refere, a estrutura familiar aparenta estar afectada pelo álcool.
Segundo alguns estudos, nos EUA, referem:
- Os filhos de pais alcoólicos estão mais vulneráveis ao risco de desenvolverem problemas com substâncias psicoactivas – abuso e dependência.
- Os pais que apresentam problemas com álcool e/ou outras drogas podem influenciar os comportamentos dos seus filhos. O consumo e o abuso de drogas, incluindo o álcool, podem ser considerados permissivos entre a família, incluindo as crianças.
- As famílias afectadas pelo álcool e/ou outras drogas estão mais propensas ao conflito, comparativamente, aquelas famílias que não estão expostas ao problema do álcool e/ou drogas. Os problemas na família giram em torno do consumo e do abuso de substâncias psicoactivas.
- O ambiente familiar disfuncional, relacionado com o álcool e/ou outras drogas, propicia a negligencia das crianças e a falta de comunicação entre os seus membros; referências parentais, os papéis na estrutura e dinâmica da família e a gestão de conflitos.
- Alguns problemas identificados nas famílias com problemas de álcool e/ou outras drogas: Tendência para o incremento do conflito familiar, violência física e emocional, redução da coesão e da organização familiar, stress e isolamento, problemas de saúde e no trabalho, problemas/conflitos conjugais e financeiros, mudanças drásticas na estrutura familiar, incluindo as crianças.
O seu pai e/ou mãe tem um problema com álcool? Ou drogas?
Caso você seja filho/a de pais alcoólicos ou dependentes de drogas ilícitas
escreva um pequeno texto sobre a sua experiência a fim de ser publicada no meu
blogue. Pela minha experiência profissional de duas décadas e apesar de não
existir estudos sobre este tema, existem em Portugal centenas, de filhos de
pais alcoólicos ou dependentes de drogas, hoje adultos, que ainda sofrem em
silêncio o trauma, o estigma e a vergonha. Recuperar É Que Está A Dar
Importante: Todos
os dados são confidenciais. Sigilo total
sábado, maio 03, 2014
Dia-a-dia na recuperação das dependências
Apresento alguns excertos das pessoas, que diariamente
procuram a motivação necessária, a fim de recuperarem a dignidade, a estima e a
esperança num mundo em constante mudança. Todos nós, estamos expostos e vulneráveis
às mais diversas condições adversas e ao invés de ser a adversidade a definir o
rumo das nossas vidas, pelo contrário, somos nós seres fantásticos e
resilientes que decidimos romper com aquilo que nos prende à dor e ao
sofrimento.
No aconselhamento, as pessoas são o mais importante: os seus
falhanços são os meus falhanços e os seus sucessos também são os meus sucessos.
Ambos partilhamos esta aventura, porque o aconselhamento só é eficiente se o/a
terapeuta e o cliente estiverem em sintonia, na relação terapêutica de confiança, com o
mesmo propósito - recuperação.
Importante: Todos os dados foram alterados de forma a proteger a
identidade das pessoas e qualquer semelhança é pura coincidência.
- Durante a consulta com a Natália, 39 anos (nome fictício –
dependência emocional), abordamos a questão da intimidade nos relacionamentos
românticos de compromisso: a química do amor (êxtase e o desassossego, vulgo
paixão) e o amor duradouro (intimidade e o compromisso). Ela afirmava, com
legitimidade, que a fim de manter o relacionamento duradouro é necessário haver
entre os parceiros tempo para amar, sem este tempo a relação pode
deteriorar-se.
Nota: Sabia que a novidade e o inesperado, por exemplo,
quebrar a rotina e fazer coisas fora do comum, mantêm o amor duradouro. Não me
estou a referir à paixão
- Durante a consulta com o Daniel, 25 anos (nome fictício –
problemas com o Jogo), abordamos alguns factores que contribuem para o jogo
compulsivo; 1. Jogar (curiosidade, correr riscos e o perigo inerente das
apostas). 2. Gestão de sentimentos desconfortáveis, quebrar o tédio, a
ansiedade e o aborrecimento 3. Recompensa (prazer intenso) e oscilações bruscas
do humor.
Nota: Sabia que ganhar dinheiro não é o mais importante? O
mais importante é jogar e apostar.
- Durante a consulta com a Anita, 38 anos (nome fictício –
problemas com o álcool) e os seus pais abordamos os problemas associados ao
álcool e o estigma social. A vergonha de expor o problema e pedir ajuda é tão
doloroso que optaram por negar as evidências e as consequências negativas.
Durante 10 anos não se falou sobre o assunto, inclusive, com outros membros da
família. Afirmaram "Sentíamos que ninguém nos compreendia, pelo contrário,
conscientemente, optamos pelo silêncio e pelo isolamento."
Nota: Sabia que o álcool é uma droga e que o alcoolismo é um
problema de saúde publica?
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
à(s)
sábado, maio 03, 2014
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sábado, abril 12, 2014
Você sabia que é possível recuperar das dependências?
Sabia que:
O individuo dependente de drogas, incluindo o álcool,
gradualmente sofre alterações neurobiológicas, associado às estruturas do
cérebro responsáveis pela recompensa e prazer como consequência do consumo
frequente de substâncias psicoactivas. Estas alterações são responsáveis pelo craving (vontade irresistível e intensa
em voltar a consumir a droga de escolha) incapacitando o individuo de se manter
abstinente.
Muitos indivíduos dependentes de drogas, incluindo o álcool,
tentaram inúmeras vezes interromper e parar o abuso das substâncias
psicoactivas do Sistema Nervoso Central, que podemos designar «tentativas
caseiras» sem apoio profissional. Alguns são bem sucedidos, outros não, todavia segundo alguns estudos
nos EUA, revelam que a grande maioria dos indivíduos que fizeram essas
tentativas (caseiras) não conseguiram permanecer em abstinência durante longos
períodos de tempo.
Um dos sintomas mais comuns associado ao abuso e à
dependência de drogas, incluindo o álcool, e o jogo é:
1. Drogas: continuar a usar e a justificar apesar das consequências
negativas, "É só mais uma vez..."
2. Álcool: continuar a beber e a justificar, apesar das
consequências negativas, "É só mais um copo..."
3. Jogo: continuar a jogar e a justificar o
comportamento problemático apesar das consequências negativas, "Vou jogar mais uma vez para recuperar o dinheiro perdido."
Enquanto a
dependência das substâncias psicoactivas e/ou do comportamento não forem
contempladas no tratamento a tendência é para que os sintomas se agravem cada
vez mais. Segundo a Associação Americana da Medicina da Adicção
a adicção é uma doença crónica.
Sabia que a dependência de drogas, incluindo o álcool,
afecta as competências cognitivas do individuo. Uma das mais comuns identificadas
em dependentes é o pensamento rígido - "tudo ou nada". Algumas
afirmações mais comuns por indivíduos dependentes: "Se não for à minha maneira, não quero." ou
"Eu é que sei, sou assim e ninguém tem nada com isso." ou "Como
não sou capaz de deixar o vicio das drogas/do álcool, sou um falhado."
Um dos mitos sobre o consumo de cocaína, está associado à
inexistência da dependência física desta substância psicoactiva, isto é, as
pessoas pensam erradamente, visto não existirem sintomas físicos, não ficar
dependentes. Na verdade, de acordo com a minha experiência profissional, o
consumo de cocaína, numa perspectiva social, pode estar na origem de vários problemas, e
em ultimo caso, na dependência.
Quando a família se confronta com um dos membros, com
problemas de drogas ilícitas e/ou jogo, sofre um grande choque, pode ser de tal
forma traumático, que a tendência pode ser negar as evidencias. Todavia, negar
não é a abordagem mais apropriada. Qual será a abordagem mais eficiente? Se
pretende saber a resposta a esta questão envie um email para xx.joao@gmail.com
sábado, abril 05, 2014
REEL Recovery Film Festival
sexta-feira, março 28, 2014
Como é que posso mudar o meu parceiro?
Relacionamentos de intimidade e a adicção: Como é que posso
mudar o meu parceiro que está doente? Não pode, mas pode mudar o seu comportamento
e as dinâmicas da relação.
Ao contrário daquilo que se pode pensar, a maior grande
parte dos indivíduos dependentes de substâncias psicoactivas, lícitas e/ou ilícitas,
vulgo drogas, ou comportamentos adictivos, por exemplo, jogadores compulsivos e
adictos ao sexo não são pessoas que vivem isolados da sociedade, não são
sem-abrigo, não estão todos hospitalizados ou internados em centros de
tratamento, pelo contrário, têm as suas esposas/maridos, famílias e filhos,
carreiras profissionais, e apesar do estigma e da negação, são indivíduos
activos no trabalho e mais ou menos integrados na sociedade. Por falta de
informação sobre a adicção e o impacto na família e na comunidade (sociedade)
temos a tendência para negar as evidências; as coisas têm o valor que nós
decidimos que elas tenham.
São homens e mulheres adictos que têm os seus parceiros;
namorados/as ou esposas/maridos. Na maioria dos casos, as esposas/maridos e/ou
namorados/as sabem da existência do problema no parceiro/a, ou pelo menos,
apesar de falta de conhecimento ou informação, têm a consciência de que algo
não está bem e que é preciso mudar. Infelizmente, devido à complexidade dos
relacionamentos e da adicção não sabem como faze-lo, por causa de vários
factores. Um deles é gerarem vínculos que reforçam os seus papéis de zeladores
e cuidadores. Isto é, assumem o poder e a responsabilidade de zelar pelo
parceiro/a. Eles e elas adaptam as suas rotinas do dia-a-dia às vicissitudes e
à adversidade (comportamento problema) relacionada com o impacto da adicção na
relação, vivendo num estado eminente de ambivalência, alerta e preocupação. Afinal,
no universo das relações, quem é que não tem problemas sobre o comportamento do
marido? Da esposa? Do namorado? Da namorada? Todos nós. Contudo, nesta situação
especifica da adicção, o problema, para além de se agravar e afectar gravemente
os afectos, paradoxalmente, também pode ser atenuado, compreendido e/ou
resolvido. A questão é: Como.
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