- Qual é o limite entre fazer compras, como algo inofensivo, proporciona sensações prazerosas, cuidar da imagem, estatuto, seguir tendências/modas, socializar e o comportamento compulsivo e repetitivo (craving/desejo intenso) cujas consequências é a perda total do controlo (impotência, agir no prazer imediato, sensação de alheamento, isolamento, ansiedade e depressão)?
- Considera que perde o controlo do seu comportamento e comprar, gastar dinheiro? Peça ajuda e fale procure esclarecimento/informação.
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quarta-feira, março 13, 2024
My Shopping Addiction Is Out Of Control | Compulsive Shoppers | Our Stories
Comportamentos adictivos - compras, gastar dinheiro.
quarta-feira, maio 02, 2018
Jogar ou não jogar; eis as consequências
Quando um individuo identifica um problema relacionado com o
jogo (qualquer atividade offline ou online que envolva apostar, jogar e
ganhar) constata, que a sua capacidade de tomar decisões, das mais básicas às mais
complexas, fica afetada, nestas situações especificas, um dos sinais inequívocos
é a perda de controlo. O individuo não consegue prever, com antecedência qual
vai ser o resultado das suas ações, no que ao jogo diz respeito. Mesmo assim,
consciente, da sua impotência, o individuo, devido ao desejo intenso (craving) continua a jogar (apostas, vídeo
jogos, poker, raspadinhas, bingo, etc.) apesar das consequências negativas a nível
profissional, familiares, financeiras e económicas, obrigações sociais, etc. A
maioria dos jogadores patológicos não revela muita apreensão quanto ao dinheiro
que envolve a atividade/jogo. Esta preocupação poderá existir, após já não ter
mais dinheiro para jogar e vê-se obrigado e interromper o jogo e a enfrentar as
devidas consequências, por exemplo; dividas, gastar dinheiro do orçamento familiar,
pedir dinheiro emprestado, gastar poupanças, etc. Todavia, este período de
remorso é temporário e de curta duração. Inclusivamente, algumas famílias apelidam
a esta fase; “fase de cordeiro” de “promessas e juras” que rapidamente são
quebradas; o círculo vicioso reinicia mais uma e outra e outra vez.
Alguns sinais associados ao jogo patológico
Serie de derrotas – cada vez que lançamos moeda ao ar e
aparecer “cara”, as possibilidades de isso acontecer são de 50%. Isto significa
que se eu lançar a moeda ao ar, dez vezes seguidas e aparecer “cara”, nada me
garante que à 11ª vez que repetir o mesmo ato, voltar a lançar moeda saia “cara”,
porque as possibilidades continuam a ser de 50%. O resultado de cada lançamento
não é determinante e não interfere no lançamento seguinte; a moeda não possui
memoria. Muitos jogadores patológicos pensam que perder várias apostas, de
seguida, vão iniciar uma serie de vitorias. Na realidade, apesar de perder,
nada nos garante que a seguir vamos ganhar/vencer.
Sorte – Cruzar os dedos, ferraduras, amuletos, santinhos,
bruxaria, crucifixos, soprar nos dados, etc. Muitos jogadores patológicos acreditam
que este tipo de superstição ou outras, não mencionadas, poderá mudar a sua
sorte. Outros acreditam que devem jogar sempre na mesma máquina ou vestir a
camisa da sorte ou escolher um número da sorte aumentam as probabilidades de
vencer. Na realidade, este tipo de amuletos ou outras coisas não possuem
qualquer interferência na possibilidade de ganhar. É o tipo de jogo que cada um
seleciona que determina se ganha ou perde.
- De acordo com um estudo, é mais perigoso o jogo online (apostas, poker, vídeo jogos) do que o jogo físico, por exemplo, casino. O jogador patológico é capaz de estar mais de 10 horas focado no jogo que selecionou para si e estar online facilita o comportamento repetitivo.
quinta-feira, janeiro 11, 2018
São necessarios mais consensos do que divergências contra o estigma, a negação e a vergonha
Ao longo do meu trajeto profissional, desde 1993, escuto utentes
motivados para recuperar (mudar) dos comportamentos adictivos, apesar da
impotência e da perda do controlo, consequência da adicção (dependência de
drogas lícitas ou ilícitas, incluindo o álcool, jogo patológico, sexo
compulsivo, perturbação do comportamento alimentar, dependência emocional,
videojogos, Internet) que colocam questões, com toda a legitimidade, sobre o
tipo de tratamento mais adequado. É perfeitamente legitimo terem duvidas e/ou
questões, todavia, as repostas não são de acordo com as suas expectativas e
naturalmente, possuem a predisposição para ficarem resistentes ou ambivalentes.
Quem é que gosta de mudar de atitudes e comportamentos? O ser humano foge da
mudança.
Ao contrario do que acontecia há vinte anos atrás, atualmente existe
imensa informação, mas os mitos e tabus teimam em persistir sobre a adicção, ao
longo dos anos, atribui-se a causa do comportamento adictivo ao stress, ao esposo/a, “às companhias”,
problema de infância, período atribulado (separação/divorcio, desemprego,
doença), trauma, conflitos familiares. Quando pensamos na causa e no tratamento
da adicção, tudo isso, representa apenas uma parte do problema. Os próprios
investigadores e terapeutas seniores não encontram um consenso sobre esta matéria.
Na realidade, quando pretendemos tratar indivíduos doentes da
adicção somos conduzidos para um universo muito mais complexo; refiro-me aos fatores
neurológicos, biológicos, psicológicos e sociais. Atualmente, graças aos
avanços tecnológicos (ressonância magnética) é possível compreender as
implicações da adicção no cérebro – modelo de doença (estrutura cerebral responsável pela motivação, memoria, atenção/controlo e recompensa/prazer).
Paralelamente, aos avanços tecnológicos, no plano das teorias do comportamento sabemos
graças ao Project Match, estudo patrocinado
pela National Institute on Alcohol Abuse
and Alcoholism (Treatment Research
Branch), nos EUA (desde 1989 a 1994) a seleção/eleição de três modelos comprovados
no tratamento: 1 Entrevista Motivacional 2 Terapia Cognitiva Comportamental e 3. Twelve Step Facilitation (oriunda
dos 12 Passos dos Alcoólicos Anónimos), mesmo assim e apesar dos esforços, dos avanços
e/ou teorias ainda não existem comprimidos, receitas, profissionais ou abordagens
terapêuticas milagrosas que funcionem para todos da mesma maneira, vulgo cura.
Talvez esta seja uma das razões para a existência teimosa dos tabus e mitos.
Cada caso é um caso e o utente é que faz o trabalho em recuperar da adicção,
nesse sentido, como profissionais, precisamos de saber como compreender, apoiar
e orientar. Anteriormente, como
profissionais, pensávamos que a inadequação do utente diante a teoria/modelo de
tratamento era devido à sua negação – “Ainda não bateu no fundo…ainda tem que sofrer
mais.”. Atualmente, pensamos que a inadequação, vulgo “negação” do utente pode
estar no modelo que apresentamos, porque os utentes, embora impotentes,
continuam a querer mudar o comportamento problema/adicção. Recordo alguns
casos, de utentes que acompanhei, em “negação”, mais tarde encontrei-os com
vidas saudáveis; segundo eles, recorreram a outros profissionais ou
instituições e outros conseguiram faze-lo sozinhos, certamente acompanhados por
familiares. Estes encontros serviam para questionar, refletir e pensar na minha
abordagem sobre a motivação e a mudança de comportamentos adictivos; estes
encontros foram verdadeiras lições transformadoras.
segunda-feira, outubro 24, 2016
9 Factos sobre a perturbação do comportamento alimentar
9 Factos sobre a perturbação do comportamento alimentar.
É possível recuperar.
sábado, março 24, 2012
Recuperar da adicção ao jogo
Chamo me Rogério Lima, moro em Alagoinhas/BA, no Brasil,
jogador compulsivo em recuperação há 270 dias, graças ao meu Poder Superior[i], às minhas reuniões de ajuda mutuo, aos meus amigos e ao amor que sinto pela minha
família.
É com muita felicidade e gratidão que aprendi a viver
um dia de cada vez, e tem dado certo. Sei o quanto preciso do meu ontem, para
fazer julgamentos de minhas imperfeições. Tenho muitas ferramentas para fazer o
meu hoje em abstinência, reformulando meus antigos comportamentos e acreditando
positivamente que só eu posso, mas não posso sozinho. Quanto ao meu amanhã e
seus resultados, somente meu Poder Superior poderá traçar este caminho.
Sei que tenho erros e acertos; tristezas e alegrias;
desânimo e vitalidade; isso acontece porque sou humano e carrego um turbilhão
de sentimentos. Hoje, vivendo o programa de doze passos, sei o quanto é
importante identificar e trabalhar essa intensidade de emoções que passam por
mim diariamente.
Compreendo que felicidade completa não existe, e também não
teria graça. Preciso encher minha alma de aceitação e renuncia, parece
contraditório, porém a vida é assim, viver o lado positivo e me manter invadido
de fé e serenidade para os problemas que venham a acontecer.
Aprendi a acreditar no tempo de Deus[ii],
durante esse 270 dias sem qualquer tipo de aposta, situações que imaginava
demorar a acontecer, simplesmente aconteceram. Defino isso como entrega! Algo
jamais praticado por mim.
segunda-feira, maio 23, 2011
terça-feira, março 31, 2009
As Drogas eleitas pela nossa sociedade

Somos uma sociedade (cultura) que promove e desenvolve
“o culto cool” e da moda associado ao consumo de drogas psicoactivas
adictivas - lícitas, incluindo o alcool, a nicotina e as drogas ilícitas. Será uma forma
diferente, original e criativa de pensar e experimentar sensações e/ou fazer coisas? Ou optamos pelo
caminho mais fácil (atalhos) na ânsia de procurar responder aos milhares de
estímulos e expectativas a que somos sujeitos, dia-a-dia?
Portugal é o país da Europa com menor numero de estudos
especializados realizados especificamente acerca do consumo de álcool e dos
problemas a ele associados (Simpura e tal.,2001).
Quais são as pessoas e ou
organizações interessadas em investigar as consequências autênticas do álcool
na nossa sociedade? Qual o interesse publico desta informação? Qual é o impacto e
o custo na sociedade portuguesa associado ao alcool? Na família, incluindo as crianças. E das outras drogas,
lícitas, medicamentos sujeitos a receita medica (ex. benzodiazepinas - tranquilizantes,
ansioliticos) e as drogas ilícitas?
Uma parte significativa da nossa população, cujos números
exactos (estudos epidemiológicos[i]) não se conseguem
obter com exactidão, (desde os jovens, aos adultos, incluindo a população
sénior) recorre com mais ou menos frequência, ao consumo de substâncias
psicoactivas susceptíveis de causar dependência, designado de auto medicação.
Usar drogas é um acto voluntario, uma escolha individual,
que pode ser sujeita ou não à pressão do grupo e do ambiente. Nem todos os
indivíduos que consomem substâncias psicoactivas adictivas desenvolvem um
problema de abuso ou dependência, assim como consumir esporádicamente seja sinónimo de
doença, mas existe um certo grau de risco (dependendo da potência/efeito da
substância, a dose administrada, a duração do consumo e das características do próprio consumidor).
Estes factores (neurologico-bio-psico-social) juntos podem contribuir para um
problema grave de saúde, familiar e profissional.
Cada um elege as drogas que lhe proporcionam o efeito
desejado. A mesma droga não é eleita por todos. Existem drogas para todos os
gostos. Algumas pessoas usam drogas por mera curiosidade, outros para se
divertirem, outros para praticarem desporto, praticar sexo, para “fugirem” ao
stress e à pressão diária, para trabalhar, para relaxarem, por motivos de
doença, outros recorrem às drogas porque abusam e por último aqueles que estão
dependentes (doença da adicção).
Existe uma relação entre a oferta e a procura que faz com
que hoje as drogas estejam mais disponíveis e presentes no dia-a-dia das
pessoas, comparativamente à 15 anos atrás. Provavelmente, todos nós
conhecemos, directa (ex. um familiar, ou amigos) ou indirectamente (ex. amigo
do amigo), alguém que nesta altura tenha ou já tenha passado por um problema
com drogas, incluindo o álcool.
Porque é que uns sofrem horrores e destruição nas suas
vidas, associado às drogas psicoactivas adictivas, incluindo o álcool, ex
dependência (doença/adicção) e outros não?
Através do consumo de drogas aprende-se a oscilação das
emoções e descobre-se todo um “novo mundo” de novas experiências sensoriais e
singulares que de outro modo não seria possível experienciar.
A dependência às drogas lícitas, incluindo o alcool e a nicotina,
e/ou ilícitas psico-activas, é uma doença do cérebro (adicção). Sabemos que o
consumo de drogas altera a percepção (ideias, compreensão) e o funcionamento
normal do cérebro (neuroquímica/neurotransmissores) enveredando o
adicto na senda da gratificação imediata, procura aquela sensação de
prazer e/ou bem-estar única capaz de gerar energia extra, capaz de modificar e
ou atenuar (dormente) as emoções dolorosas; ex. raiva e ressentimento, o medo e
a insegurança, rejeição numa relação romântica, despedimento (frustração),
perda de alguém querido, cansaço físico e/ou sensação de falta de energia,
ansiedade e ou sentir-se deprimido etc. As drogas psicoactivas modificam a
forma como as pessoas sentem, pensam e agem.
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Jogo Patologico Online

1 - Qual o perfil e o padrão do jogador compulsivo na internet? Quais os sinais de alerta?
Em Portugal, ainda não existem estudos fidedignos sobre este problema, todavia, já existem profissionais determinados a avaliar o perfil do jogador. É ainda difícil, identificar o perfil do Jogador Compulsivo na Internet (JCI). Pode ser qualquer jovem ou adulto (homem ou mulher). Ao contrário do que acontece com a dependência de substâncias adictivas (drogas licitas e ilícitas, incluindo o álcool) o individuo que joga online não apresenta sinais/sintomas evidentes a nível físico, cognitivo e comportamental. No indivíduo que joga compulsivamente online é extremamente difícil observar qualquer destes sintomas.
Pode ser alguém com poder financeiro que desvia fundos para jogar on-line, por ex. o homem/mulher de negócios que aplica os recursos financeiros das suas empresas e/ou dos seus sócios nas apostas. Alguém que utiliza o cartão de credito. Pode ser qualquer individuo que retira dinheiro da sua conta e/ou do seu cônjuge, do filho/a e que aplica nas apostas on-line (ex. desporto) de uma forma compulsiva. O dia-a-dia do JCI gira em torno do jogo on-line. É o assunto nº 1 na sua vida.
O JCI pode ter sido um indivíduo honesto, mas cujo comportamento adictivo o levou a cometer actos ilegais (fraude, roubo, falsificações, crimes de “colarinho branco”, etc.). São pessoas competitivas, energéticas, inquietas e que facilmente se aborrecem quando as aquelas actividades não envolvem risco. Podem mostrar-se demasiado preocupados com a aprovação dos outros e ser generosos ao ponto da extravagancia.
A actividade associada ao jogo proporciona oscilações drásticas no humor. Os altos, são muitos altos (por ex. quando se pensa em vencer, quando se consegue mais um empréstimo, quando se ganha um premio, etc.) e de imediato, os baixos, são muito baixos (por ex. quando se perde todo o dinheiro – ex. 10.000 €, não consegue recuperar o dinheiro do ordenado que foi apostada, quando se é confrontado pelas dividas e/ fraudes, quando se rouba e mente “promessas sucessivas quebradas”, quando já não existem álibis para angariar mais fundos para apostar, quando se descobre uma falsificação, a angustia e o pânico e em ultimo caso ideias sobre o suicídio).
Segundo o DSM IV (Manual de Diagnostico de Psiquiatria) define alguns critérios associados ao jogo patológico:
1. Preocupação com o jogo (por ex., preocupa-se em reviver experiências de jogo passadas, avalia possibilidades e/ou planeia a próxima aposta, e/ou pensa em esquemas para obter dinheiro para jogar).
2. Necessidade de apostar quantias de dinheiro mais elevadas (arriscar), a fim de obter a excitação desejada.
3. Esforços repetidos e fracassados no sentido de controlar, reduzir ou interromper o jogo.
4. Ansiedade ou irritabilidade, quando tenta reduzir ou parar de jogar.
5. Jogar como forma de fugir dos problemas ou aliviar uma sensação de mal-estar (por ex., sentimentos de impotência, culpa, vergonha, ansiedade, depressão).
6. Após perder dinheiro no jogo, frequentemente regressa no dia seguinte a fim de recuperar as perdas.
7. Recorre à mentira (familiares e outros) para encobrir a extensão do seu envolvimento no jogo (consequências nocivas).
8. Pratica actos ilegais, tais como a falsificação, fraude, furto etc., para financiar o jogo.
9.Coloca em perigo ou destruiu uma relação significativa, o emprego ou uma evento educacional ou profissional associado ao jogo.
10. Recorre a outras pessoas com o fim de obter dinheiro para aliviar uma situação financeira desesperada causada pelo jogo.
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
à(s)
sexta-feira, dezembro 19, 2008
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terça-feira, dezembro 16, 2008
Pedido de Ajuda Corajoso - Adicção Sexo
"Caro Senhor,
Peço-lhe que me dê uma ajuda ou orientação pois sinto que necessito de auxílio. Tenho 48 anos, solteiro, sou gay e tenho um comportamento sexual adicto. Estou numa relação com uma pessoa, que amo, e faço-a sofrer com a minha atitude. Não gosto deste meu comportamento que me leva à traição, remorso, ansiedade, vazio e insatisfação. Quero ultrapassar este meu vício em sexo. Gostaria que me desse uma orientação ou indicasse alguém, ou grupo, que me pudesse ajudar, perto da minha zona de residência, que é Fátima (cidade ficticia)
Grato pela atenção"
Francisco (nome ficticio)
Resposta:
Bom dia
compreendo perfeitamente e lamento que esteja a atravessar uma fase dificil com a pessoa com quem vive e com a sua propria vida.
Acompanho casos identicos ao seu, e tal como o Francisco, só encontraram alguma paz de espirito nas suas vidas quando pediram ajuda sincera e honesta.
Na sua zona nao conheço nenhum grupo mas atraves dos grupos existentes, por ex em Lisboa, pode beneficiar de algum apoio atraves de adictos ja com alguma experiencia de recuperação. Consulte http://recuperarequeestaadar.blogspot.com na coluna da direita na secção - blogues interessantes "Adictos ao Amor e ao Sexo Anónimos (AASA)".
Gostaria de acrescentar uma questão importante para si. Se o Francisco constata que perdeu o controlo do seu comportamento, identifica a compulsividade e a obsessão, se faz promessas sucessivas que vai fazer diferente ao seu companheiro mas nao consegue cumpri-las, se você passa grande parte do seu dia-a-dia a pensar, a pensar em comportamentos adictivos relacionados com o sexo e na procura da satisfação imediata, tenha muito cuidado porque a partir de uma certa altura irá perdendo, e cada vez mais acentuado o controlo dos seus impulsos e comportamentos, dos seus valores e da sua vida. Só conseguirá retomar o controlo da sua vida após um tratamento em regime de internamento intensivo.
Se for este o seu caso sugiro que seja internado o mais rapidamente possivel, para o seu proprio bem, porque o Francisco já não estará apto a se responsabilizar pelas suas atitudes, comportamentos destrutivos e insanos. Então será preciso um Plano de Intervenção.
Se desejar posso apoia-lo atraves das consultas online, Se estiver interessado pode enviar um mail que reencaminhar-lhe-ei toda a informação necessaria sobre o aconselhamento online.
Gostaria de publicar o seu pedido de ajuda corajoso nos meu blogues, visto existirem imensas pessoas que sofrem em silencio (aterradas e cristalizadas) e que podem seguir o seu exemplo de coragem e humildade. Garanto-lhe total confidencialidade em relação aos seus dados pessoais.
Estou ao seu dispôr para o ajudar a resolver os problemas que o afecta neste momento.
Atenciosamente
Peço-lhe que me dê uma ajuda ou orientação pois sinto que necessito de auxílio. Tenho 48 anos, solteiro, sou gay e tenho um comportamento sexual adicto. Estou numa relação com uma pessoa, que amo, e faço-a sofrer com a minha atitude. Não gosto deste meu comportamento que me leva à traição, remorso, ansiedade, vazio e insatisfação. Quero ultrapassar este meu vício em sexo. Gostaria que me desse uma orientação ou indicasse alguém, ou grupo, que me pudesse ajudar, perto da minha zona de residência, que é Fátima (cidade ficticia)
Grato pela atenção"
Francisco (nome ficticio)
Resposta:
Bom dia
compreendo perfeitamente e lamento que esteja a atravessar uma fase dificil com a pessoa com quem vive e com a sua propria vida.
Acompanho casos identicos ao seu, e tal como o Francisco, só encontraram alguma paz de espirito nas suas vidas quando pediram ajuda sincera e honesta.
Na sua zona nao conheço nenhum grupo mas atraves dos grupos existentes, por ex em Lisboa, pode beneficiar de algum apoio atraves de adictos ja com alguma experiencia de recuperação. Consulte http://recuperarequeestaadar.blogspot.com na coluna da direita na secção - blogues interessantes "Adictos ao Amor e ao Sexo Anónimos (AASA)".
Gostaria de acrescentar uma questão importante para si. Se o Francisco constata que perdeu o controlo do seu comportamento, identifica a compulsividade e a obsessão, se faz promessas sucessivas que vai fazer diferente ao seu companheiro mas nao consegue cumpri-las, se você passa grande parte do seu dia-a-dia a pensar, a pensar em comportamentos adictivos relacionados com o sexo e na procura da satisfação imediata, tenha muito cuidado porque a partir de uma certa altura irá perdendo, e cada vez mais acentuado o controlo dos seus impulsos e comportamentos, dos seus valores e da sua vida. Só conseguirá retomar o controlo da sua vida após um tratamento em regime de internamento intensivo.
Se for este o seu caso sugiro que seja internado o mais rapidamente possivel, para o seu proprio bem, porque o Francisco já não estará apto a se responsabilizar pelas suas atitudes, comportamentos destrutivos e insanos. Então será preciso um Plano de Intervenção.
Se desejar posso apoia-lo atraves das consultas online, Se estiver interessado pode enviar um mail que reencaminhar-lhe-ei toda a informação necessaria sobre o aconselhamento online.
Gostaria de publicar o seu pedido de ajuda corajoso nos meu blogues, visto existirem imensas pessoas que sofrem em silencio (aterradas e cristalizadas) e que podem seguir o seu exemplo de coragem e humildade. Garanto-lhe total confidencialidade em relação aos seus dados pessoais.
Estou ao seu dispôr para o ajudar a resolver os problemas que o afecta neste momento.
Atenciosamente
domingo, agosto 03, 2008
Três características que adictos ao sexo apresentam em comum

Sabia que os adictos ao sexo partilham algumas características, em comum, para alem daqueles comportamentos compulsivos que desencadeiam e despoletam o agir nos sentimentos (acting out / perda do controlo) – ex. masturbação, relacionamentos heterossexuais e/ou homossexuais,voyeurism, etc. Frequentemente, também partilham algo em comum - uma historia de abuso nas suas vidas.
Caracteristiscas:
1. 97% dos adictos ao sexo referem um historial de abuso emocional.
2. 83% dos adictos ao sexo referem um historial de abuso sexual.
3. 71% dos adictos ao sexo referem um historial de abuso físico.
Interessante, não é? Contudo para algumas pessoas não é surpresa. Para a maioria dos adictos este historial (fatores) de “ligação dos pontos” é determinante na adicção e pode ser um indicador, contribuindo assim, para o seu discernimento de forma a desencadear uma mudança de aitutdes e comportamentos adictivos, ao inves de negar, e interromper a progressão da adicção activas nas suas vidas e iniciar a recuperação.
Fonte: Dr Patrick Carnes
Comentario: Ao longo da minha experiencia profissional confirmo estes dados no acompanhamento de individuos adictos ao sexo. Para alguém que apresente a adicção ao sexo, em muitos casos, não consegue encontrar razões e ou motivos para tal comportamentos disfuncionais. Recordo alguns pacientes afirmarem... "Sinto-me um bicho ou um animal, sem sentimentos..." outros referem "Parece que sou um tarado sexual, só penso nisto com a agravante de este tipo de comortamento gerar ansiedade e sofrimento...".
Podera desencadear uma mudança no discernimento, significativa de comportamentos e atitudes, se identificar que em dada altura da sua vida foi vitima de um e/ou varios episodios de abuso (fisico, emocional e ou sexual).
Recordo uma historia veridica de um padre que abusava sexualmente de um menino de coro da sua igreja. Mais tarde, quando se descobriu, este incidente, a investigação veio revelar que este padre, enquanto menino de coro, também tinha sido vitima de abuso sexual de outro padre da mesma igreja.
Nessa igreja praticava se o abuso sexual ha muitas gerações.
Os episodios de abuso, mais frequentes praticam-se dentro da propria estrutura familiar. O sexo é uma fonte natural de prazer, todavia se identifica comportamentos geradores de ansiedade, pânico e sofrimento em relação ao sexo, peça ajuda.
1. 97% dos adictos ao sexo referem um historial de abuso emocional.
2. 83% dos adictos ao sexo referem um historial de abuso sexual.
3. 71% dos adictos ao sexo referem um historial de abuso físico.
Interessante, não é? Contudo para algumas pessoas não é surpresa. Para a maioria dos adictos este historial (fatores) de “ligação dos pontos” é determinante na adicção e pode ser um indicador, contribuindo assim, para o seu discernimento de forma a desencadear uma mudança de aitutdes e comportamentos adictivos, ao inves de negar, e interromper a progressão da adicção activas nas suas vidas e iniciar a recuperação.
Fonte: Dr Patrick Carnes
Comentario: Ao longo da minha experiencia profissional confirmo estes dados no acompanhamento de individuos adictos ao sexo. Para alguém que apresente a adicção ao sexo, em muitos casos, não consegue encontrar razões e ou motivos para tal comportamentos disfuncionais. Recordo alguns pacientes afirmarem... "Sinto-me um bicho ou um animal, sem sentimentos..." outros referem "Parece que sou um tarado sexual, só penso nisto com a agravante de este tipo de comortamento gerar ansiedade e sofrimento...".
Podera desencadear uma mudança no discernimento, significativa de comportamentos e atitudes, se identificar que em dada altura da sua vida foi vitima de um e/ou varios episodios de abuso (fisico, emocional e ou sexual).
Recordo uma historia veridica de um padre que abusava sexualmente de um menino de coro da sua igreja. Mais tarde, quando se descobriu, este incidente, a investigação veio revelar que este padre, enquanto menino de coro, também tinha sido vitima de abuso sexual de outro padre da mesma igreja.
Nessa igreja praticava se o abuso sexual ha muitas gerações.
Os episodios de abuso, mais frequentes praticam-se dentro da propria estrutura familiar. O sexo é uma fonte natural de prazer, todavia se identifica comportamentos geradores de ansiedade, pânico e sofrimento em relação ao sexo, peça ajuda.
terça-feira, julho 22, 2008
Comportamentos identificados na Adicção ao Sexo

De acordo com o Dr. Patrick Carnes existem três níveis na Adicção ao Sexo.
1º nível - Alguns comportamentos identificados
Masturbação, relacionamento heterossexual, pornografia, prostituição e homossexualidade .
Neste nível, aparentemente, não existem vitimas. De qualquer forma a exploração (logro) bem como a vitimização podem ser encontradas.
Opinião publica associada a estes comportamentos adictivos – Ambivalência ou critica negativa.
2º nível - Alguns comportamentos identificados
Exibicionismo, voyeurism, telefonemas sobre comportamentos indecentes e/ou obscenos.
Neste nível existe sempre uma vitima.
Opinião publica associada a estes comportamentos adictivos – Pessoas doentes e comportamentos patéticos (ex. tara). Em muitos casos estas pessoas são objecto de anedotas que desvalorizam as consequências negativas (dor, sofrimento, isolamento, etc.) no adicto.
3 nível - Alguns comportamentos identificados
Molestar crianças, incesto e violação.
Existe sempre uma vitima.
Opinião publica associada a estes comportamentos adictivos – Ódio, intolerância e raiva. Os perpetuadores (violadores) são visto como, algo que não é humano, e sem hipótese de receberem qualquer tipo de ajuda/apoio.
Patrick Carnes, Ph.D é reconhecido nos EUA em temas relacionados com a adicção e a recuperação. È também o director executivo de novos programas para a adicção ao sexo e trauma
Comentario: Há três anos acompanho, em consultas um individuo, que apresentava a adicção ao sexo (nivel um e nivel dois). Esta pessoa viveu durante vinte anos "escondido" - (vidas duplas) da sua familia, amigos e sociedade.Quer ele e quer a sua familia viviam em negação do problema (vergonha, sentimentos de culpa, medo e raiva, isolamento e segredos) contribuindo assim para a progressão da doença.
O seu casamento foi uma "farsa" e a rotura final surgiu quando o seu filho mais velho, de apenas 12 anos, após escutar o pai ao telefone, decidiu contar à sua mãe que o progenitor efectuava telefonemas obscenos com outras mulheres. Esta incidente contribui para uma crise, na familia, conduzindo-o para internamento, em tratamento. É divorciado. Hoje em dia procura adoptar uma atitude mais construtiva e saudavel sobre a sua conduta. É uma pessoa valida na nossa sociedade e digna de confiança. Recuperar é que está a dar
domingo, fevereiro 17, 2008
Dr. George Vaillant e o Alcoolismo

13º Congresso Brasileiro de Alcoolismo. Rio de Janeiro - 12 e15 de Agosto de 1999
“Meio século de tratamento doloroso induzido através de emetina (alcalóide pulvéreo branco, extraído da noz da ipecacuanha, é um emético potente e perigoso, usado principalmente no tratamento da disenteria) também não mudou a história natural do alcoolismo.
E a recuperação do abuso do álcool também não depende de força de vontade. Em quase nenhum estudo relacionado com a recuperação do alcoolismo a força de vontade do indivíduo, no momento da admissão, foi prognóstico de recuperação.
Como disse Mark Twain, "Acho muito fácil deixar de fumar; deixei vinte vezes". Estudos a longo prazo demonstram que o tratamento (placebo) é quase tão eficaz quanto a desintoxicação.
O poder que a dependência de substâncias psicoactivas adictivas exerce sobre os seres humanos não reside em nosso córtex. O poder da dependência nas nossas mentes está localizada no que foi chamado o nosso cérebro de réptil. O poder localiza-se no campo das transformações celulares, em células do cérebro – o nucleus accumbens e o tegmentum superior. Estas transformações estão fora do alcance da força de vontade, além do alcance do condicionamento e também fora do alcance do insight psicanalítico.
A natureza do poder que a dependência exerce sobre o cérebro humano são expressados pelo provérbio japonês, "Primeiro o homem toma uma bebida, então a bebida toma uma bebida, então a bebida toma o homem". Não existe nenhuma droga para fins clínicos — excepto os opiáceos — que em estudos a longo prazo, obtenham êxito no tratamento do alcoolismo. Depois de algum tempo, o nosso cérebro de réptil simplesmente nos convence a não tomar o remédio que estraga a nossa bebida. O dissulfiram não é melhor do que um placebo. Não existem estudos a longo prazo sobre as novas pílulas mágicas como naltrexona e acamprosato. Desconfio que por bons motivos.
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Recuperação de substâncias adictivas, incluindo o tabaco

Nesta altura é um tema que tem gerado imensa polémica por causa da nova lei anti-tabaco. Na minha opinião, ainda bem, contudo acabará por passar e só mais tarde iremos avaliar os benefícios. Pessoalmente, já encontrei imensos. Penso que esta nova lei pode suscitar um despertar de consciência individual/publico do problema associado ao tabaco e assim contribuir com um pequeno empurrão junto daqueles que contemplam parar de fumar, bem como, melhorar os ambientes fechados - livres de fumo.
A grande maioria dos adictos a drogas, incluindo o álcool, fumam tabaco há já alguns anos, antes mesmo de inicarem os consumos das drogas lícitas, incluindo o alcool, e as ilícitas. Muitos começam a fumar tabaco no inicio da pré-adolescência, mesmo antes de algum dia pensarem em consumir outro tipo de drogas. Para alguns especialistas é o inicio do processo adictivo a substâncias alteradoras do humor (Dr. Abraham J. Twerski) – “portas” que se abrem sucessivamente umas as outras.
O inicio do consumo de tabaco é como um ritual de passagem para a idade adulta onde se procura a independência e a autonomia – esta cultura, tal como acontece com o consumo de bebidas alcoólicas, é passada de geração em geração. Apesar de o tabaco ser uma substância toxica e adictiva, a curiosidade de experimentar e a sensação de impunidade e invencibilidade (risco e perigo), a pressão do grupo de pares, são algumas das características comuns da maioria dos jovens que se sobrepõem ao bom senso (contemplar os benefícios a médio e longo prazo (ex. saúde e aspectos financeiros; poupança), a assertividade (ex. dizer não quando sujeito á pressão dos amigos), resiliência, interpretação correcta das mensagens (ex. publicidade), a informação e discussão aberta do assunto. Muitos jovens afirmam “Dizem por aí que faz mal à saúde e à carteira,... então porque é que os meus pais, tantos jovens e adultos continuam a faze-lo?!!"
Na verdade, é uma acto social (status) puxar de um cigarro, de um charuto ou cachimbo, mesmo sabendo que prejudica a própria saúde e a dos outros (fumadores passivos).
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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sexta-feira, fevereiro 15, 2008
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terça-feira, fevereiro 05, 2008
Descobertas recentes relacionadas com a Dependência

Segundo o Jornal de Notícias de 15/1/2008 cientistas chineses anunciaram a descoberta de 396 genes relacionados com a dependência de drogas como a cocaína, o ópio, a nicotina e álcool, o que pode abrir caminho para tratar o abuso dessas substâncias , informou a imprensa estatal chinesa.
A equipa de cientistas da Universidade de Pequim descobriu também a informação genética relacionada com dependência e identificou cinco trilhas biológicas comuns ao vicio nas quatro substâncias, segundo o jornal oficial chinês China Daily.
Comentário: Estas investigações revelam importantes avanços no diagnostico e tratamento da dependência (adicção) das substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o alcool e a nicotina, e as ilícitas, nos indivíduos possibilitando um conhecimento mais alargado e profundo deste problema altamente complexo.
Saliento que a investigação cientifica (neurobiologia), bem como, todos os outros campos de conhecimento têm contribuído significativamente para o tratamento da adicção às drogas nestes últimos vinte anos. Todavia, os consumidores de “crack”, metanfetamina e cocaína, quando desejam sair da dependência, assim como os profissionais da área, são confrontados com a impotência visto não existir um tratamento (clinico; que proteja estes individuos contra o craving das drogas estimulantes – fixação/desejo intenso em usar) como existe para os opiáceos (ex. a heroina) e o álcool refiro-me por ex. aos antagonistas e à metadona.
Apesar dos grandes avanços na investigação, na minha opinião, não basta apenas a descoberta de um novo fármaco (milagroso) para acabar de vez com este flagelo que afecta tantas famílias, incluindo as crianças. A experiência empírica revela-nos que a “descoberta” da metadona e naltrexone não resolveu, e não resolve, o problema da heroina e do alcoolismo, atenua e reduz os danos associados ao consumo.
A adicção às drogas é um sistema complexo que carece mais do que apenas um fármaco “milagroso” para ser tratado na sua totalidade (corpo e mente). São necessarias pessoas (sociedade) determinadas, honestas e reslientes
Agradeço à Dra. Madalena Muñoz www.madalenamunoz.com ter contribuido com este artigo. Bem haja!
sábado, janeiro 19, 2008
Comportamentos/mecanismos defensivos observados em tratamento

A minha experiência profissional como técnico de aconselhamento na área da adicção foi exercida, desde 1993, no tratamento em regime de internamento, de curta duração (12 semanas). Acredito que o tratamento, neste tipo especifico de regime, realmente funcione. Na minha opinião pessoal a duração do tratamento primário (ambiente livre de drogas e álcool, intensivo e protegido) terá a duração de oito semanas (dois meses), máximo, 12 semanas. Duração que considero suficiente para a maioria dos pacientes, contudo gostaria de salientar - “cada caso um caso”. Termiando este periodo de doze semanas, e mediante uma avaliação do caso pela equipa de profissionais, acredito existir condições de os utentes passarem para o regime de apartamento de reinserção/ halfway/extended care ou ambulatório. A grande maioria dos pacientes necessita de regime de apartamento de reinserção/ halfway/extended care ou ambulatório que pode ter a duração mínima de seis meses até um ano. Contudo não gostaria de falar sobre a duração e o tipo de tratamento, o assunto que gostaria de abordar tem a ver com alguns tipos de comportamento que normalmente são observados e adoptados em pacientes em tratamento.
Como é do conhecimento geral, quem sofre de dependência, seja substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o alcool e as ilícitas ou comportamentos, como o jogo, sexo, compras (shopaholics), copdependencia, disturbio alimentar, shoplifting (furto) só realiza que de facto está em apuros quando a adicção se encontra numa situação avançada e em alguns casos ”fora de controlo” apresentando todo um conjunto de mecanismos (irracionais e disfuncionais) utilizados para manter o comportamento problema, seja consumir substancias ou jogo, comida, sexo, compras, gastar dinheiro. O adicto no activo utiliza todos os meios ao seu alcance, refiro estrategias (mecanismos) disponíveis para atingir os fins (prazer imediato, alivio, recompensa). Ninguém é admitido em tratamento, em regime de internamento, com a sua vida organizada e feliz, bem pelo contrario. Com a agravante, de a família (pessoas significativas) passar por uma fase critica, também eles estão seriamente afectados psicologicamente (doente) pelo problema. Todos os membros são atingidos pelo problema. Isto significa que adoptam, ao longo da progressão da adicção, comportamentos problemáticos, disfuncionais e facilitadores. Evitam ver, sentir e confiar. Adopta-se a “regra do silêncio”.
Não existem culpados. Claro que uns casos mais extremos e dramáticos que outros, mas todos, inclusive a família e amigos/as, sem excepção, experimentam e conhecem a impotência, a obsessão e a compulsão, a negação e a ambivalência, o sentimento de culpa e a vergonha, baixa auto estima, a raiva e o ressentimento, o medo e a angustia, a depressão e a ansiedade e o isolamento emocional. Neste sentido, o problema pode atingir proporções gravíssimas se não for abordado por profissionais competentes. Se não houver mudança nas rotinas, atitudes e comportamentos, nada muda. Nada mesmo.
sexta-feira, julho 20, 2007
A toxicodependencia é uma doença do cérebro

" A toxicodependencia é uma doença do cérebro, e isso interessa"
"Os avanços cientificos dos ultimos 20 anos têm mostrado que a toxicodependencia é uma doença crónica, recidivante (recaídas e deslizes) que resulta do efeito prolongados das drogas no cerebro. Tal como muitas outras doenças cerebrais, a toxicodependencia abrange aspectos comportamentais e de contexto social que são partes importantes do próprio disturbio. Assim, as abordagens terapêuticas mais efectivas incluirão componentes biológicas, comportamentais e de contextualização social. Reconhecer a toxicodependencia como uma doença crónica, recidivante, caracterizada pela procura e uso compulsivo de drogas pode ter impacto nas estrategias globais de saúde, nas politicas sociais, diminuir os custos sociais e de saude associados ao uso de drogas e à toxicodependencia. (...) Uma grande barreira é o tremendo estigma associado a quem consome drogas, ou pior, é toxicodependente. A mais beneficiadora perspectiva publica dos toxicodependentes é a de considera-los vítimas da sua situação social. Contudo, a visão mais comum é a de que os toxicodependentes são pessoas fracas ou más, sem vontade de orientar as suas vidas com moral e de controlar os seus comportamentos e gratificações. (...) O abismo de implicações entre a perspectiva da "pessoa má" e a perspectiva do "sofredor de doença crónica" é tremendo. A título de exemplo, há muitas pessoas que acreditam que os individuos toxicodependentes nem sequer merecem tratamento. Este estigma, e o tom moralista subjacente, conduzem a uma sobreposição significativa em todas as decisões relacionadas com o uso de drogas e os toxicodependentes. Outra barreira resulta de algumas pessoas que trabalham nos campos da prevenção e do tratamento da toxicodependência mantêm ideologias entranhadas que apesar de usualmente diferentes, na origem e na forma, das idieologias do publico geral, podem ser igualmente problemáticas"
Artigo retirado da revista Cérebro Toxicodependente - boletim de neurociencias cognitivas e neuroimagem na toxicodependencia da Biopress
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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sexta-feira, julho 20, 2007
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terça-feira, julho 17, 2007
Preocupação excessiva sobre usar drogas

Preocupação/ fixação (alguns exemplos: rituais, memorias, sentimentos, crenças e associações sobre drogas, incluindo o álcool). Preocupação /fixação - Atenção excessiva e intensa sobre o consumo de drogas lícitas, incluindo o álcool, e ilícitas, vulgo craving.
Para aqueles que são adictos a substâncias psicoactivas, incluindo o álcool, este tipo de pensamento/atenção/ fixação/associação frequente e intenso sobre drogas pode tornar-se intrusivo e/ou obsessivo e ser algo extremamente desconfortável, gerador de ansiedade, principalmente para aqueles que se encontram em recuperação (abstinentes) há menos de doze meses. Por outro lado, sabendo dos riscos associados ao craving é importante adoptar algumas medidas protectoras a fim de prevenir deslize ou recaída. Para aqueles que identificam esta preocupação/atenção intensos (craving), não significa que algo esteja errado, pelo contrario, faz parte das recordações do passado (memorias e habitos enraizados). É possível, com o tempo, encontrar formas construtivas de lidar e aceitar esta situação. Por exemplo; o individuo saber que esta atenção/preocupação é passageira. Não significa que quem esteja exposto a este tipo de pensamentos/fixação esteja à "beira de uma recaída", contudo será benéfico falar, com alguém significativo, sobre estes pensamentos intrusivos e/ou obsessivos e sobre os sentimentos que podem despoletar, principalmente o medo, a raiva, a vergonha, o ressentimento, o sentimento de culpa. Este tipo de pensamentos/fixação (craving) também podem ser parte da doença da adicção. Pode revelar-se útil, às pessoas interessadas procurarem mais informação sobre o conceito e as dinâmicas desta doença, ex neurobiologia e efeitos psicológicos da adicção. Tal como acontece, com outras doenças cronicas, por exemplo, os doentes diabéticos precisam de tomar conhecimento sobre os cuidados a ter em relação à doença.
Algumas questões que podem ajudar sobre pensamentos intrusivos - preocupação/fixação/associação (craving) no dia a dia.
1. O seu pensamento/preocupação/fixação em consumir drogas /beber pairava na sua cabeça, quando podia estar a pensar noutro tipo de coisa qualquer?
2. Pensou em consumir drogas/beber sem identificar o motivo pelo qual este tipo de pensamento ocorreu ?
3.Quais são as situações, memórias, associações ou acontecimentos que podem “despoletar” este tipo de pensamentos intensos sobre consumir drogas/beber?
Por exemplo: Discussões, entrevistas de emprego, estar sozinho ou no meio de muita gente, cometer erros, crises. Questione o pensamento intrusivo (craving): "Como é que posso lidar de uma forma positiva com esta situação sem consumir drogas?" Existem várias alternativas, antes mesmo de consumir qualquer droga na busca do prazer/alívio imediato.
Algumas questões que podem ajudar sobre pensamentos intrusivos - preocupação/fixação/associação (craving) no dia a dia.
1. O seu pensamento/preocupação/fixação em consumir drogas /beber pairava na sua cabeça, quando podia estar a pensar noutro tipo de coisa qualquer?
2. Pensou em consumir drogas/beber sem identificar o motivo pelo qual este tipo de pensamento ocorreu ?
3.Quais são as situações, memórias, associações ou acontecimentos que podem “despoletar” este tipo de pensamentos intensos sobre consumir drogas/beber?
Por exemplo: Discussões, entrevistas de emprego, estar sozinho ou no meio de muita gente, cometer erros, crises. Questione o pensamento intrusivo (craving): "Como é que posso lidar de uma forma positiva com esta situação sem consumir drogas?" Existem várias alternativas, antes mesmo de consumir qualquer droga na busca do prazer/alívio imediato.
A recaída é um fenomeno comum a muitas adicções

A recaída é um fenómeno comum à adicção, substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o álcool e a nicotina, e as ilícitas. O mesmo fenómeno ocorre com os comportamentos, refiro-me ao o jogo, sexo, codependência, distúrbio alimentar, compras - shopaholics, shoplifting - furto. Muitas adictos/as ficam vulneráveis e expostas à recaída, em relação a determinadas atitudes, sentimentos e comportamentos, em recuperação, antes mesmo de iniciarem os consumos/comportamentos adictivos ou experimentarem a fixação/preocupação exagerada em consumir substâncias/comportamentos adictivos. Perdem a capacidade em se auto-avaliar e monitorizar (pensamentos e sentimentos) agem (comportamentos) no desejo irresistível (craving) e reiniciam os consumos de substâncias lícitas, incluindo o álcool, ilícitas, ou comportamentos adictivos (o jogo, sexo, distúrbio alimentar, compras. A estes comportamentos que despoletam e antecipam a recaída podemos designar de atitudes e comportamentos disfuncionais que boicotam a recuperação/abstinência.
Conheço adictos/as, que recaíram, quando colocados perante a questão "Se as coisas estavam a correr bem durante a recuperação/abstinência, porque é que optas-te por recair?" Resposta: "Não sei...não sei porque é que fui consumir drogas e álcool"
De forma o leitor/a conseguir discernir sobre determinados conceitos em relação à adicção vamos designar 1. adicção às substâncias psicoactivas licítas, incluindo o álcool e as ilícitas e 2. Adicção comportamentos (jogo, sexo, distúrbio alimentar, codependência/relacionamento de dependência, compras - shopaholics, shoplifting - furto). Existem adictos que são simultaneamente adictos a substâncias e a alguns comportamentos. Por ex. substâncias psicoactivas e distúrbio alimentar ou jogo e substâncias psicoactivas.
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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