domingo, fevereiro 07, 2010

Percurso de vida - Continuidade do gene e o altruísmo

1.Reprodução/descendentes/espécie

 2.Nascimento/segurança e protecção/despertar




 3.Carácter/aprendizagem/curiosidade





4.Transformação/pertencer/autonomia

5.Família/valores/compromisso/intimidade


6.Transformação/experiência/mudança

7.Morte/natureza/mistério


Os comportamentos adictivos (adicção) fazem parte da nossa condição humana. Somos influenciados por um conjunto de factores (bio-psico-social e ambiente) que determinam as nossas escolhas e decisões. Assim aconteceu e irá acontecer sucessivamente com os nossos familiares ao longo das gerações. Por. ex. adicção ao álcool (hereditário). 
Da mesma forma que através da reprodução proporcionamos a continuidade da espécie o mesmo também sucede com a adicção, cancro, diabetes (genes). "Uma mão lava a outra... e outra volta a sujar".

Todavia, aparentam surgir novas pessoas "iluminadas", ideias e abordagens que reforçam a importância da recuperação dos comportamentos adictivos e cujo potencial transforma a nossa cultura disfuncional/paradoxo. Graças ao avanço das novas tecnologias, da ciência e da experiência empírica, destaco as pessoas especiais (profissionais e individuos em recuperação).  Por ex. apesar de a nossa cultura (ainda) reforçar o consumo de bebidas alcoólicas e determinadas drogas lícitas e ou ilícitas, a pornografia, o jogo, a dependência emocional nas relações, a perfeição "imperfeita", o estigma, a negação,a vergonha tóxica e o preconceito existem pessoas especiais que reúnem a motivação, a determinação, a humanidade (Esperança) e o compromisso para a causa/missão da recuperação dos comportamentos adictivos, cultura diferente e inovadora baseado em valores e pessoas. Por.ex. pessoas especiais (anónimas e publicas) que são associadas a determinadas causas de cariz social e do ambiente.

Se pensar na vida como um percurso de (nascimento) a (morte - permanece uma incógnita) o que podemos aprender com a natureza da adicção? A adicção aparenta ser um mecanismo humano que é despoletado e adoptado em defesa do "ego" (arma/amortecedor) e de sobrevivência quanto a evitar/enganar o sofrimento,a dor, a perda, a rejeição e o abandono, perda do controlo, a vergonha, o medo. 

Apresentamos imensas semelhanças com ao animais ao longo do percurso da vida. O que podemos aprender com eles? Aparentam não desenvolver comportamentos adictivos, pelo contrario, desenvolveram as competências necessárias para se adaptarem e assim salvaguardar a sua espécie e tendo como "inimigo" o apelidado "desenvolvimento da civilização". Para os animais, o todo (sobrevivencia do individuo) é mais importante que a soma das partes. 

Os comportamentos adictivos podem ser uma defesa do "ego" (egoismo) e uma consequência da ausência de valores morais, sociais e espirituais, não religioso sem dogmas e divindades, onde a nossa cultura promove o consumismo, elitismo retrogado, o individualismo (poder, sucesso e prestigio a qualquer preço), o fundamentalismo, discriminar com base em preconceitos, a negação e o estigma, as aparências, etc.

Precisamos de pessoas especiais que valorizem a liberdade, a criatividade (novas ideias e conceitos), a esperança, a honestidade, a universalidade, o altruísmo, a coesão do grupo, viver no presente.
Afinal, Recuperar É Que Está a Dar.




quinta-feira, fevereiro 04, 2010

A adicção activa e a preparação para a mudança



Sou um “deslumbrado” pelo comportamento humano e os comportamentos adictivos, em particular. Como profissional, obviamente aprendo com aqueles que procuram ajuda…a verdadeira (a mudança) – “escola da vida”. Refiro-me às competências individuais, sociais e espirituais, não religioso sem dogmas e divindades, em lidar com a adversidade, a imprevisibilidade e a impotência (doença da adicção). Apesar das diferenças da personalidade, existem valores morais e espirituais, não religioso sem dogmas e divindades, que nos unem e nos tornam flexíveis e mais corajosos nos momentos mais criticos do devir. Somos seres gregários, precisamos uns dos outros e o que aprendemos hoje pode não se aplicar amanhã. Estamos em mudança permanente.

Para um indivíduo com comportamentos adictivos (drogas lícitas, incluindo o álcool e as ilícitas, jogo, distúrbio alimentar, relações de dependência emocional, codependência, sexo, compras compulsivas - shopaholics,shoplifting - furto) aceitar ajuda profissional é o resultado de um estado de sofrimento, desgaste físico , emocional e espiritual progressivo e profundo – sente-se um falhado/a, desconfiado, angustiado, isolado e sofre de níveis altíssimos de desilusão. Sofreu um processo degradante transformador, como costumo afirmar, a escala de valores foi invertida, em vez de o individuo se valorizar; auto destroi-se. Em muitos casos, o adicto/a nem se apercebe dessa mudança disfuncional. Aquilo que criticou e julgou nos outros; acabou por fazer o mesmo ou pior. o adicto perdeu o controlo dos seus sentimentos e comportamentos, perante si próprio, as outras pessoas significativas (ex. filhos/as, amigos, colegas de trabalho, família) e necessita de ser salvo e removido à sanidade. Imagine-se num barco em alto mar, de repente começa a afundar, e você está sozinho, mesmo sendo um marinheiro experiente e orgulhoso (muitos adictos/as no activo[i] são indivíduos com imensa experiência e orgulho) precisa de ser ajudado e salvo, o mais rapidamente possível de forma a conseguir sobreviver.