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sexta-feira, junho 03, 2022
sexta-feira, junho 08, 2018
121ª Dica Arte Bem Viver de 15.07.2013 (reeditada)
Olá,
Não existem pessoas ou famílias perfeitas, mas existe o dialogo, o perdão e a confiança. Família, a nossa
herança e identidade. A família são pessoas, todas diferentes, que não podemos escolher. Quando
nascemos, existem vínculos que nos unem, como um sistema e ocupamos um
determinado lugar na hierarquia/estrutura (seio familiar). Pressupõe-se que a
família seja um lugar seguro (pertença e reconhecimento) e os vínculos sejam de
confiança, mas na realidade, não existem famílias ou pessoas perfeitas.
Sabia que uma das fontes mais comuns de conflito reside
entre membros da mesma família? Alguns exemplos mais comuns da família
desestruturada; negligencia e abuso emocional, físico, sexual, relacionamento
disfuncional com o dinheiro, incompatibilidade e intransigência nas diferenças
de opinião, de convicções e valores (crenças retrogradas, rígidas,
perfeccionistas e preconceituosas baseadas na vergonha). Entre membros da família, a raiva excessiva e o ressentimento podem conduzir à fúria, à malícia,
traição, à hostilidade, ao segredo e ao ódio e em situações extremas à
violência. Alguns familiares, cultivam um ressentimento de
"estimação" entre si, capaz de durar uma vida inteira.
O que são os problemas na família? Qualquer acontecimento
que afete, um membro da família, imediatamente, afeta todos os outros (sistema
familiar). Por exemplo, se alguém fica doente, quem é que cuida da situação? Se
um membro da família tem problemas com o álcool como é que o sistema familiar
fica afetado? Se um pai discorda da mãe, agressivamente, qual é o papel dos
filhos? Se existe um divorcio, de que forma interfere no sistema familiar?
segunda-feira, janeiro 19, 2015
10ª Dica Arte Bem-Viver de 29/05/11
O poder do Silêncio
Desde cedo, não somos ensinados a interpretar o silêncio e a
tirar proveito dele de uma maneira construtiva. Por vezes, o silêncio revela a
verdade dentro de nós, principalmente se estabelecermos uma relação saudável e
honesta com o eu interior.
Faça esta pergunta a si próprio.
Como é que me sinto no aqui-e-agora?
Através do poder do silêncio conseguimos identificar a nossa
consciência, a intuição, atingir a introspecção e o poder da reflexão
construtiva. Celebramos os nossos sucessos e/ou sentimos as nossas frustrações e
angustias (dor) almejando um equilíbrio emocional.
Precisamos do silêncio para repor a ordem e o equilíbrio
depois de momentos de adversidade. Estabelecemos vínculos e conexões com as
outras pessoas à nossa volta de forma a não nos sentirmos sós e isolados do
mundo (solidão). Através do silêncio podemos reflectir sobre a importância
destes vínculos e conexões.
Utilizar o poder do silêncio para reflectir e inspirar-me
sobre o dia de Hoje.
Votos de uma semana repleta de desafios, surpresas e conquistas.
Comentário: Sabia
que a Dica Arte de Bem-Viver começou com uma "brincadeira", em Abril
de 2011, para os amigos? Atualmente é enviada para mais de 700 pessoas de
vários países de expressão portuguesa (Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e
para os Estados Unidos da América. À data deste post vai na sua 200ª
publicação. Caso deseje receber a Dica Arte Bem-Viver (semanal) basta enviar um
email para joaoalexx@sapo.pt. No
assunto da mensagem escreva: Dica Arte Bem-Viver. Todos os dados são
confidenciais. É grátis. Recuperar É Que Está A Dar.
domingo, julho 24, 2011
"Tal pai, tal filho", mas com rumos diferentes
Um garoto, a que vamos chamar Júlio, de 15 anos, quando
conversava evitava o olhar e falava muito baixo, todavia, era muito doce e
muito forte. Morava num bairro social, num T1, no mesmo prédio mas em dois andares diferentes. No primeiro
andar morava a avó que padecia de cancro, em fase terminal, no rés-do-chão
morava o pai alcoólico com um cão. Todos os dias, o rapaz levantava-se muito
cedo, tratava da casa, preparava o almoço, depois corria para a escola onde era
um óptimo aluno, mas muito solitário. Ao final da tarde e de regresso a casa,
fazia compras, não esquecia de levar o vinho, lavava o T1 onde o pai e o cão
tinham feito bastantes porcarias, vigiava os medicamentos, dava comer à pequena
família, depois à noite, quando a tranquilidade regressava, oferecia a si mesmo
um instante de felicidade, estudava.
Um dia foi convidado para participar num projecto entre
turmas na escola. Ele, dois colegas e o professor estiveram a falar sobre o
assunto. Após a reunião, voltou para casa, para as suas duas divisões caóticas,
deslumbrado e aturdido de felicidade. Era a primeira vez na vida que lhe
falavam amigavelmente, que o convidavam para tratar de um assunto
insignificante e abstracto, tão diferente das provações incessantes que enchiam
a sua vida quotidiana. Esta conversa (reunião) insignificante, para um jovem de
um ambiente familiar normal, adquirira para o Júlio um deslumbramento muito
especial e distinto. Afinal, era possível conviver e fazer parte das coisas
normais e abstractas. Passados uns anos, antes do exame final do 12º ano, o Júlio,
exclamou “Se por desgraça, passar no exame, não poderei abandonar o meu pai, a
minha avó e o meu cão.”
Recordo outro indivíduo a que vamos chamar de Mário, 40
anos, alcoólico e dependente de drogas desde longa data, pai solteiro de duas
filhas jovens, que não conhece, vive, num bairro social, T1, com a sua mãe de 80 anos, mais dois irmãos,
um de 35 e o outro de 38 também dependentes de drogas e álcool, não
sabe ler e escrever e apresenta sérios problemas de saúde consequência da
dependência (no fígado). O seu pai morreu, com uma cirrose no fígado, vítima do
alcoolismo. O Mário, não completou a primeira classe, como não tinha “jeito”
para estudar, foi trabalhar na construção civil, com o seu pai. È um individuo
de tracto dócil, simpático e sempre esteve disponível para ajudar os outros.
Hoje o Júlio, com 40 anos, é professor universitário e o Mário, 40 anos, está dependente de álcool e outras drogas. O rumo de vida foi diferente para
estas duas crianças, ambas oriundas de famílias afectadas pela Adicção activa (Alcoolismo).
Talvez por ironia do destino cruel, tenha determinado um rumo diferente, no
caso do Júlio. Depois de passar no 12º ano, um dia o cão fugiu para a rua, o
pai alcoolizado perseguiu-o, cambaleante, e foi atropelado por um automóvel, uns
dias depois a avó faleceu no hospital de cancro. Liberto das suas obrigações
familiares, disfuncionais, conseguiu reunir os recursos (externos) e competências
(internas) que lhe permitiram moldar o temperamento doce, mas resistente, perante
as agressões da sua existência, mas determinantes no trajecto da sua vida.
O Mário dependente crónico de substâncias
psicoactivas, ainda permanece “agarrado” ao sistema caótico e disfuncional familiar,
no mesmo T1, apesar do seu trato dócil, simpático e disponível para ajudar os
outros. Começa a beber de manhã, para “sossegar” os tremores das mãos e de
tarde dorme para apaziguar os seus “fantasmas”, perdeu a esperança quanto a um
projecto de vida, incapacitado psicologicamente, pelos efeitos negativos do
álcool e drogas, e estigmatizado pela sociedade, como um “caso perdido” e cuja
profecia popular determina “Coitado, vai-lhe acontecer o mesmo que ao pai.”
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
à(s)
domingo, julho 24, 2011
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domingo, maio 15, 2011
Relacionamento de Intimidade
“Não me interessa qual o teu modo de vida. Quero saber o que
anseias, e se ousas sonhar os desejos do teu coração.
Não me interessa saber que idade tens. Quero saber se
arriscas procurar que nem um louco o amor, os sonhos, a aventura de estar vivo.
Não me interessa saber quais os planetas que estão em
quadratura com a tua lua. Quero saber se tocaste o centro da tua própria dor,
se estiveste aberto às traições da vida ou se te encolheste e te fechaste com medo
de outros sofrimentos! Quero saber se consegues sentar-te com a dor, a minha ou
a tua, sem te mexeres para a esconder, disfarçar ou compor. Quero saber se
consegues viver a alegria, a minha ou a tua; se consegues dançar com loucura e
deixar que o êxtase te encha até às pontas dos pés e das mãos sem nos
advertires para termos cuidado, sermos realistas ou nos relembrares as
limitações do ser humano.
Não me interessa se a história que me contas é verdadeira.
Quero saber se consegues desapontar o outro para seres verdadeiro contigo
mesmo; se consegues suportar a acusação de traição e não atraiçoares a tua própria
alma. Quero saber se consegues ser fiel e, por isso digno de confiança. Quero
saber se consegues ver beleza mesmo num
dia não muito bonito, e se consegues alimentar a tua vida da presença de Deus. Quero
saber se consegues viver com o erro, o teu e o meu, e mesmo assim ficar de pé à
beira de um lago e gritar à Lua prateada, “Sim!”.
domingo, maio 16, 2010
Filhos Adultos de Pais Adictos no Activo
As crianças também são afectadas pelas consequências dos Comportamentos Adictivos (drogas lícitas, incluindo o álcool e a nicotina, e as ilícitas, o jogo, relações de dependência, distúrbio alimentar, shoplifting - furto, sexo, compras - shopaholics). Aos olhos das crianças os pais são seres idoletrados e "perfeitos"...neste sentido podem estar vulneráveis, e serem negligênciadas, e em alguns casos são vitimas de abuso emocional, físico e sexual. Algumas crianças adaptam a disfuncionalidade e a insanidade ao longo das suas vidas desestruturadas.
Se você é filho ou filha de pais adictos conte a sua historia e envie um email para xx.joao@gmail.com.
Todos os dados pessoais são confidenciais e tratados com o máximo sigilo.
Recuperar É Que Está a Dar
Conheço adultos, que foram filhos de pais (pai ou mãe ou ambos) dependentes de substâncias psicoactivas que ainda sofrem em silêncio as agruras da Adicção activa dos pais. A vida para alguns deles é sinónimo de sofrimento, ilusão, rigidez de pensamento (controlo). Em muitos casos essas crianças, quando adultos envolvem-se em relações disfuncionais, de abuso e de dependência.
Desde cedo os filhos de pais adictos no activo perdem a inocência, a espontaneidade e a auto estima.
Se você é filho ou filha de pais adictos conte a sua historia e envie um email para xx.joao@gmail.com.
Todos os dados pessoais são confidenciais e tratados com o máximo sigilo.
Recuperar É Que Está a Dar
sexta-feira, maio 08, 2009
A pressão gerada pela ansiedade na escola
A ansiedade é uma resposta ao medo (fugimos ou atacamos). Pode ser caracterizado por um estado de alerta ou vigilia constante. Qualquer estudante sabe perfeitamente a pressão gerada pela expectativa e pela pressão durante a epoca de exame.
Numa Universidade Espanhola foi desenvolvido um programa de forma a diagnosticar a e lidar com a ansiedade.
Seguir link:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=31164
Numa Universidade Espanhola foi desenvolvido um programa de forma a diagnosticar a e lidar com a ansiedade.
Seguir link:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=31164
sábado, junho 07, 2008
Dar e Receber Abraços
O abraço: é comunicar, é pertencer, é apoiar, é proteger, é arriscar, é confiar, é amor proprio, é entregar, é respeitar, é segurança, é amizade... é gratis.
Quem já recebeu um abraço daqueles que nos eleva a alma sabe o que é...quem não sabe experimente!
Vamos dar e receber abraços "iluminados" e abençoados.
sábado, setembro 15, 2007
Hierarquia das Necessidades Humanas e a Adicção

Hierarquia das necessidades humanas, segundo Maslow 1962; Weil 1973; Miller 1981; Glasser 1985
1. Sobrevivência
2. Segurança
3. Toque, contacto físico
4. Atenção
5. Efeito-espelho
6. Orientação
7. Escuta atenta
8. Ser verdadeiro
9. Participar
10. Aceitação
Os outros estão conscientes, levam a sério e admiram o seu “Eu Verdadeiro”. Liberdade para ser o Eu Verdadeiro.
Tolerância para com os sentimentos pessoais.
Validação.
Respeito.
Pertença e amor.
11. Oportunidade para chorar as perdas e para crescer
12. Apoio
13. Lealdade e confiança
14. Realização
Pericia, Poder, Controlo.
Criatividade.
Sentido de Unicidade.
Contribuir
15. Alterar o estado de consciência, transcender o vulgar
16. Sexualidade
17. Divertimento
18. Liberdade
19. Nutrição
20. Amor incondicional (incluindo ligação a um Poder Superior)
Comentário: Como podemos verificar na hierarquia das necessidades humanas, segundo Maslow, Weil, Miller e Glasser, a sobrevivência é a primeira e a segurança logo a seguir. O que é que isto nos diz acerca da natureza da adicção, ex. álcool e ou outras drogas, jogo, sexo, dependencia emocional, compras, disturbio alimentar, shoplifting (furto)?
2. Segurança
3. Toque, contacto físico
4. Atenção
5. Efeito-espelho
6. Orientação
7. Escuta atenta
8. Ser verdadeiro
9. Participar
10. Aceitação
Os outros estão conscientes, levam a sério e admiram o seu “Eu Verdadeiro”. Liberdade para ser o Eu Verdadeiro.
Tolerância para com os sentimentos pessoais.
Validação.
Respeito.
Pertença e amor.
11. Oportunidade para chorar as perdas e para crescer
12. Apoio
13. Lealdade e confiança
14. Realização
Pericia, Poder, Controlo.
Criatividade.
Sentido de Unicidade.
Contribuir
15. Alterar o estado de consciência, transcender o vulgar
16. Sexualidade
17. Divertimento
18. Liberdade
19. Nutrição
20. Amor incondicional (incluindo ligação a um Poder Superior)
Comentário: Como podemos verificar na hierarquia das necessidades humanas, segundo Maslow, Weil, Miller e Glasser, a sobrevivência é a primeira e a segurança logo a seguir. O que é que isto nos diz acerca da natureza da adicção, ex. álcool e ou outras drogas, jogo, sexo, dependencia emocional, compras, disturbio alimentar, shoplifting (furto)?
Na minha perspectiva, revela imenso sobre a forma como o ser humano recorre às substancias e actividades/comportamentos como uma mecanismo de defesa (sobrevivência). Algo não está bem, ou não nos sentimos suficientemente bem na nossa “pele”.
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
à(s)
sábado, setembro 15, 2007
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recuperação
quarta-feira, agosto 22, 2007
Vergonha Tóxica no âmago da Adicção
"A Vergonha Tóxica" pelo Reverendo Leo Booth e o Dr John Bradshaw“Sou a Vergonha Tóxica
"Qualquer tipo de abuso nas relações de intimidade “alimenta” a Vergonha Tóxica – “alimenta-se” do sentimento de inadequação e da rejeição, da debilidade e do desconforto, incapaz de valorizar as potencialidades e habilidades pessoais e única. O auto conceito é distorcido pela Vergonha Tóxica.
A Vergonha Tóxica é superior à culpa. Com a culpa, você fez algo errado, mas consegues reparar o dano. Consegue desenvolver competências cognitivas e emocionais e superar o dano provocado, através de reparações concretas.
A Vergonha Tóxica significa que existe algo está errado dentro de si, não é possível fazer nada para modificar isso, é intrínseco. Você considera, seriamente, que é uma pessoa inadequada e “defeituosa” por natureza, na sua condição humana. A Vergonha Tóxica é o núcleo da “ferida” no “coração" da criança.
Recentemente, uma meditação poderosa foi revista, originalmente escrita por Leo Booth que realça alguns dos aspectos da Vergonha Tóxica, explorado no livro de John Bradshaw “Healing the Shame That Binds You.”
“O meu nome é Vergonha Tóxica
Já existia durante a tua concepção,
Nas hormonas da vergonha da tua própria mãe,
Sentes o meu fluido no ventre da tua mãe,
Cheguei mesmo antes de tu conseguires dizer a primeira palavra,
Antes de saberes que existias,
Antes de teres aprendido alguma coisa,
Cheguei quando aprendias a andar,
Quando te encontravas exposto e sem protecção,
Quando estavas vulnerável e a precisar de amor,
Antes que tenhas aprendido a criar quaisquer limites,
O meu nome é Vergonha Tóxica.”
“Cheguei quando tudo era inofensivo e mágico,
Antes de saberes que eu existia, já lá estava à tua espera,
Separei-te da tua genuinidade e da espontaneidade,
Perfurei-te até ao cerne da tua alma,
Fiz com que desenvolvesses sentimentos de imperfeição e inadequação,
Fiz com que desenvolvesses sentimentos de desconfiança, de malícia, em te sentires um idiota,
De insegurança e duvida, de insignificância e de inferioridade,
Fiz com que te sentisses diferente das outras pessoas,
Comprovei que afinal havia algo errado contigo,
Abalei as tuas crenças espirituais,
O meu nome é Vergonha Tóxica.”
“Existo antes de desenvolveres a tua consciência,
Antes da culpa,
Antes da moralidade,
Sou a tua principal emoção,
Sou a voz interior que segreda palavras de censura,
Sou o tremor e a inquietação interior que te atravessa sem que consigas qualquer tipo de reposta lógica,
O meu nome é Vergonha Tóxica.”
“Vivo no segredo,
Nas profundezas húmidas e escuras da depressão e do desespero,
Apareço sempre pelas costas, estou sempre pronta a humilhar-te quando te apanho desprevenido,
Sou indesejável, inconveniente e não sou “bem vinda”,
Fui a primeira chegar,
Já existia desde o principio de tudo,
Como Adão e Eva,
Sou “o assassino dos inocentes “,
O meu nome é Vergonha Tóxica.”
“Sou originaria de sistemas perfeccionistas e rígidos – controladores, oportunistas, de abuso, do ridículo, da negligencia e do abandono,
Sou alimentada pela intensa e chocante raiva parental,
Pela crueldade dos irmãos,
Sujeita à humilhação das outras crianças,
Sou um reflexo horrível ao espelho,
O contacto físico com os outros é algo assustador e “sujo”,
Sou a ignorante, a desajeitada e a idiota que estraga sempre tudo,
Sou fortalecida por uma cultura racista e sexista,
Como o inocente condenado pelo fanático religioso,
Sou os medos e pressões na escola,
Sou a hipocrisia dos políticos,
Os sistemas de multi-gerações da vergonha disfuncional
O meu nome é Vergonha Tóxica.”
“Consigo transformar uma mulher, um homem, um judeu, um preto, um gay, um oriental ou uma criança preciosa;
Num estorvo, numa falhada, numa vitima, numa inútil,
Trouxe comigo a dor crónica,
A dor que não se vai embora,
Sou o predador que te persegue de dia e noite,
Todos os dias e em todo o lado.
Não tenho limitações,
Tentas esconder-te de mim,
Mas não consegues,
Porque vivo dentro de ti,
Faço-te sentir que não há esperança,
E não vale a pena sequer tentar,
O meu nome é Vergonha Toxica.”
“A minha dor é insuportável e canalizo-a para os outros através da necessidade de controle,
do perfeccionismo, desdém, criticismo, inveja, critica, poder e ódio,
A minha dor é tão intensa,
Que precisas de a esconder com adicções, papeis rígidos, representações,
Ou defesas inconscientes do ego.
A minha dor é tão intensa,
Que precisas de “adormecer” e fugir a qualquer custo,
Consigo convencer-te que já parti; que não existo; experimentas a minha ausência e o vazio,
O meu nome é Vergonha Tóxica.”
“Sou o âmago da codependência,
Sou a falência espiritual,
A lógica do absurdo,
A repetição da compulsividade,
Sou o crime, a violência, o incesto e a violação,
Sou o apetite voraz que alimenta as adicções,
Sou insaciável e cheio de luxuria,
Sou a traição, sou um manipulador nato,
Modifiquei-te naquilo que és, naquilo que aparentas ser,
Aniquilo a tua alma e atravesso gerações,
O meu nome é Vergonha Tóxica”
“Esta meditação evoca a transformação da criança maravilhosa e como ela se converte numa criança magoada, abusada e inadequada. A perda da capacidade de sonhar e das suas crenças conduz à falência espiritual, não religiosa sem dogmas e divindades. A criança maravilhosa é abandonada e deixada sozinha. É uma criança invisível ao olhar dos adultos.
Como escreve Alice Miller em “For Your Own Good”, a situação da criança é ainda mais traumática que o sobrevivente de um campo de concentração. "Os condenados de um campo de concentração odeiam livremente os seus carrascos. A oportunidade de partilhar os seus sentimentos com os seus companheiros previne-os do acto de rendição. A criança não pode expressar as suas emoções, por ex. não pode e não deve odiar o seu pai. Ela não pode odiá-lo, ela receia que ele a deixe de amar como consequência dessa sua traição. Entretanto a criança, ao contrario dos condenados do campo de concentração, é confrontada pelo tormento do pai que ama. A criança continua a viver essa angústia, sofrendo de uma forma passiva e atormentada, reprimindo as emoções, projectando e expressando as suas emoções de uma forma que só ela pode e sabe.
É Recuperando esta Criança ”Interior” que se inicia a jornada de acolhimento e libertação.”~
Comentário: Na recuperação da adicção aprende-se a recuperar a Criança Interior, numa jornada espiritual, não religiosa sem dogmas e divindades
sexta-feira, agosto 03, 2007
Por favor, Ouçam Aquilo Que Eu Não Digo

Por vezes, identificar e exprimir os sentimentos/emoções pode ser uma tarefa ardua e desconhecida. Na linguagem das emoções, não existe a lógica isolada (racionalidade), por exemlo 2+2= 4. Nas emoções amamos, e no outro extremo odiamos. Em recuperação da adicção, aprende-se o valor dos sentimentos e a compreender a forma como esses sentimentos interferem no dia-a-dia, com um propósito e sentido.
A "Criança Interior" tem uma ligação muito forte às atitudes, às emoções e aos comportamentos (passado e presente). Em recuperação, descobre-se essa "Criança Interior" e aprende-se a protege-la e a permitir que ela se expresse, sem criticas destrutivas ou julgamentos rígidos, perfecionistas e ou falsos preconceitos moralistas . Aprende-se a valorizar a sua criatividade, a sua espontaneidade, a honestidade e a simplicidade. É um trabalho interior de descoberta e partilha ao longo da vida.
Criança Interior (Child Within)
"Não te deixes enganar por mim,Não te deixes enganar pela cara que eu ponho,
Porque eu uso uma mascara, mil mascaras, mascaras que tenho medo de tirar,
E nenhuma delas sou eu.
O fingimento é uma arte que está enraizada em mim,
Mas não te deixes enganar.
Por amor de Deus não te deixes enganar."
"Posso dar a impressão que sou seguro,
Que está tudo tranquilo e sereno dentro e fora de mim,
Que a confiança é o meu nome e a frieza o meu jogo,
Que está tudo sob controle dentro de mim, está tudo calmo.
E não preciso de ninguém."
"Mas não acreditem em mim.
À primeira vista a minha cara pode parecer suave,
Mas a aparência é a minha mascara,
Inconstante e enganadora está sempre a esconder-se.
Debaixo da aparência não há satisfação.
Debaixo da aparência existe a confusão, medo e solidão
Mas eu escondo isto. Não quero que ninguém o saiba."
"Entro em pânico com a ideia dos meus medos e fraquezas serem expostos.
É por isso que criei inquietantemente uma mascara para me esconder,
Uma fachada sofisticadamente despreocupada,
Para me ajudar a fingir,
Para me proteger daquele olhar de relance de quem verdadeiramente me vê.
Mas é esse olhar precisamente a minha salvação."
"É a minha única esperança, eu sei isso.
Isto é, se for seguido pela a aceitação,
se for seguido pelo amor.
É a única coisa que me pode libertar de mim mesmo,
Das paredes da prisão que eu próprio construi,
Das barreiras que tão minuciosamente ergui,
É a única coisa que me assegurará,
Daquilo que não posso assegurar a mim próprio;
- “Que realmente eu tenho valor...”
Mas eu não te digo isto. Não me atrevo . Tenho medo.
Tenho medo que o desvendar ao teu olhar não seja seguido pela aceitação,
Que não seja seguido pelo amor."
"Tenho medo que me menosprezes, que rias,
E o teu riso irá destruir-me.
Tenho medo que bem no fundo eu não seja nada, que realmente não seja boa pessoa
E tenho medo que tu vejas isto e me rejeites.
Por isso, jogo o meu jogo, o meu desesperado jogo do “Faz de conta”,
Com uma fachada de segurança por fora
e uma criança a tremer por dentro."
"Começa então o sumptuoso mas vazio desfile de mascaras,
E a minha vida torna-se numa farsa.
Mantenho contigo um dialogo inútil num tom de conversa superficial.
Conto-te tudo, que na realidade nada é,
que realmente tem significado,
e que está chorar dentro de mim.
Por isso, quando eu estiver a ir pelo mesmo “caminho”,
Não te deixes enganar por aquilo que estou a dizer,
Por favor, tenta ouvir aquilo que eu não digo,
Aquilo, que eu gostaria de ser capaz de dizer,
Aquilo que por necessidade, gostava de poder falar,
Mas que não sou capaz de dizer."
"Eu não gosto de me esconder,
Eu não gosto de fazer jogos falsos e superficiais.
Eu quero parar de jogar esses jogos.
Eu quero ser genuíno, expontâneo e ser eu mesmo,
Mas tu tens que me ajudar.
Tens de ficar de mão estendida à minha espera,
Mesmo que isso pareça a ultima coisa que eu queira."
"Só tu podes tirar da minha visão; a fixação vazia do estado “vegetal”.
Só tu me podes “acordar” para viver a vida.
Cada vez que tu és carinhoso, gentil e encorajador,
Cada vez que tentas compreender, porque realmente te importas,
No meu coração começam a crescer “asas”,
Umas “asas” muito pequenas,
Umas “asas” muito trémulas,
Mas são “asas” !"
"Com o teu poder de tocar os meus sentimentos,
Podes dar um “sopro” de vida,
Eu quero que tu saibas isso.
Eu quero que saibas o quanto és importante para mim,
E como podes ser um Criador – um Criador à imagem de Deus –
De uma pessoa que sou eu,
Se quiseres.
"Tu sozinho podes derrubar a barreira atrás da qual eu tremo,
Tu sozinho podes tirar as mascaras,
Tu sozinho podes libertar-me do meu mundo sombrio de pânico e incerteza,
Da minha “prisão” solitária,
Se assim o decidires.
Por favor, decide que sim. Não me deixes passar “ao lado.”
"Não vai ser fácil para ti.
Uma forte convicção de que não tenho valor construiu fortes muralhas.
Quanto mais perto tu chegares a mim,
Mais cegamente poderei ripostar.
É irracional, apesar do que os livros dizem sobre o ser humano,
Muitas vezes eu sou irracional.
Eu luto para manter, aquelas mesmas coisas que choro por largar.
Mas dizem-me que o amor é mais forte do que ”fortes muralhas”,
E aí reside a minha esperança."
"Por favor, tenta vencer essas barreiras,
Com mãos firmes,
Mas com mãos gentis,
Porque a criança que sou é muito sensível.
Quem sou eu, tentas tu imaginar,
Sou alguém que conheces muito bem,
Porque sou todos os homens que já encontraste,
E todas as mulheres que já conheceste."
Alimento para o pensamento construtivo, Recuperar É Que Está A Dar.
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
à(s)
sexta-feira, agosto 03, 2007
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