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sexta-feira, março 29, 2013
Contra factos não há argumentos sobre o consumo de drogas
Vidas despedaçadas, com consequências irreversíveis, de acordo com estimativas das Nações Unidas, as mortes por ano relacionadas com com o consumo de drogas, no Mundo, podem atingir entre 99 mil e as 253 mil pessoas. De acordo com a mesma noticia, o canábis é a substância psicoactiva mais consumida, seguido pelas anfetaminas, os consumos de cocaína e heroína estabilizaram.
«O canabis não mata, mas pode conduzir à loucura.»
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
à(s)
sexta-feira, março 29, 2013
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quinta-feira, abril 12, 2012
O problema não é o álcool, são as pessoas.
No seguimento das recentes declarações Secretario de
Estado Adjunto e da Saúde, nos meios de comunicação social, sobre a prevenção, direccionada aos jovens, afirmou, tem
“falhado tudo” considero relevante abordar a questão do álcool e as pessoas.
Nunca é demais, relembrar que a nossa cultura promove e
incentiva o consumo/abuso de bebidas alcoólicas, em jovens menores de idade. Vejamos
os resultados do estudo do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT). De
acordo com a referida notícia, no Jornal de Noticias, o estudo do IDT sobre o
consumo de álcool, tabaco e drogas em meio escolar refere que os jovens
portugueses começam a consumir álcool cada vez mais cedo, beber em maiores
quantidades e a embriagarem-se mais vezes. Estes fenómeno, sobre os jovens beberem
maiores quantidades e embriagarem-se mais vezes já motivo de investigação e
medidas excecionais de prevenção, quer seja nos Estados Unidos da América (EUA)
ou no Reino Unido há pelo menos dez anos ou mais, é designado de Binge Drinking
(beber álcool cujo intuito é a intoxicação/embriaguez). Em Portugal, não existe
Prevenção, por exemplo em relação ao binge
drinking. Até há data da publicação deste post, ainda é permitido por lei,
aos jovens menores de idade, consumirem/abusarem de bebidas alcoólicas com a
conivência dos políticos, dos tribunais, da ordem dos médicos e dos advogados.
Segundo o mesmo estudo, efetuado pelo IDT, 37% dos alunos
com 13 anos (menores de idade) já experimentou beber álcool, numero que sobe
para 90,8% nos jovens com 18 anos. Depois destes dados, pergunto:
Na minha opinião pessoal, estes números são apenas a ponta
do iceberg. Em algumas zonas remotas
do país, tipo aldeias, não existe controlo sobre este fenómeno.
quinta-feira, julho 14, 2011
segunda-feira, novembro 16, 2009
Varias vozes; a mesma experiência

Decidi juntar apenas alguns relatos de pessoas, que me chegam todos os dias, cujas vidas foram sujeitas ao trauma da adicção activa. No dia que consigamos falar a uma só voz, na busca de soluções, encontraremos uma luz ao fundo túnel. Todas os dados dos intervenientes foram modificados de forma a manter a confidencialidade. Todos os nomes são fictícios.
"Tenho 34 anos, sou casada e tenho um filho de 5 anos. Na altura da minha gravidez passei um período muito conturbado pois sofri represálias no emprego. Durante este tempo recriminei-me pela gravidez. Quando finalmente tudo estava a acalmar, fui abaixo pois o meu filho passou também por uma fase muito má e estive cerca de 9 meses com insónias, acabei por ser medicada com ansiolitico e antidepressivo. Passados uns meses deixei a medicação e recomecei a fazer ginástica que havia parado durante a gravidez e a preocupar-me mais comigo - fisicamente. O meu marido sempre foi gordinho e antes de eu engravidar, ele estava com quase 100 kg, consultou uma nutricionista e perdeu muito peso, mais tarde voltou a ganhar quando o bebé nasceu. Também ganhei alguns kilos e tornei-me muito preocupada em emagrecer mas também comecei a sentir cada vez mais incomodada com o excesso de peso do meu marido. Controlo diariamente o peso, faço exercício duas a três vezes por semana e sinto-me bem assim. O problema é que estendi este controlo ao meu marido e tento controlar o que ele come só pelo facto, de repugnar vê-lo tão gordo. Mudei a alimentação em casa e incentivei-o a fazer exercício. Ele começou a andar de bicicleta estando agora muito mais magro. Continuo a incentivá-lo e sinto-me agora mais atraída por ele estando a nossa vida íntima muito melhor, mas continuo obcecada com o que ele come e se comete excessos sinto-me em pânico que ele volte a engordar e fico chateada com ele. Os meus cumprimentos, Emília"
domingo, novembro 01, 2009
Um dia o gigante desperta irreconhecivel

Uma história antiga que se perpetua no tempo
No dia 21 de Outubro de 2009 assisti a um documentário (TV) sobre actividades criminosas, numa determinada cidade onde obviamente, os dependentes de drogas ilícitas ocuparam um lugar de destaque. Quase no final do referido programa surgiu um relato de uma mãe, cujo filho se tinha tornado dependente (adicto a drogas ilícitas). Ao ouvir esta mãe fiquei apreensivo e trouxe recordações de outros relatos semelhantes, sobre as consequências imprevisíveis da adicção activa no indivíduo, na família e na comunidade. Neste caso especifico, foram as drogas ilícitas, mas podemos acrescentar drogas lícitas, ex. o álcool, jogo, relações dependentes, sexo. Será que se podia fazer algo a fim de evitar a tragédia? Naquela situação, estavam reunidos todos os ingredientes para a “bomba” rebentar - violência física, verbal, abuso constante e adicção activa - “mistura volátil e explosiva”.
Esta história começa num país bem distante do nosso. Uma mãe solteira de um filho que após a infância exibia traços de personalidade de um jovem com tendência para a musica e com um futuro promissor. Esta mãe, que apelido de Carol afirmava que o seu filho era um ser encantador, bem-disposto e dedicado. Mais tarde, a Carol começou a identificar comportamentos estranhos e bizarros no filho. Um dia, ela descobriu que o seu filho de 14 anos tomava drogas ilícitas. A partir dessa altura o inferno invadiu esta casa de família
quinta-feira, outubro 11, 2007
Alguns dados preocupantes sobre as consequências do álcool na nossa sociedade

Sabia que vários estudos sobre relação entre álcool e suicídio apontam para uma influência do álcool nos comportamentos e na ideação suicida, a diversos níveis. Se por um lado existe uma relação directa entre o consumo de álcool e a prevalência das taxas de suicídio pode-se concluir também que a presença do álcool potencializa a probabilidade da ocorrência de comportamentos relacionados com o suicídio.
Comprova também que este potencializar de comportamentos suicidas acontece não apenas no âmbito da população em geral, mas também em grupos específicos como os idosos, os adolescentes, ou em grupos com determinadas perturbações mentais.
Também a relação entre as características presentes em situações de intoxicação por álcool (como a impulsividade, hostilidade e a agressividade) e o suicídio foi estudada e considerada estatisticamente significativa. Através dos estudos de Christoffersen & Soothill, 2003, o consumo de álcool, por parte dos pais, durante os anos de formação dos filhos potencializa comportamentos suicidas dos filhos.
Comprova também que este potencializar de comportamentos suicidas acontece não apenas no âmbito da população em geral, mas também em grupos específicos como os idosos, os adolescentes, ou em grupos com determinadas perturbações mentais.
Também a relação entre as características presentes em situações de intoxicação por álcool (como a impulsividade, hostilidade e a agressividade) e o suicídio foi estudada e considerada estatisticamente significativa. Através dos estudos de Christoffersen & Soothill, 2003, o consumo de álcool, por parte dos pais, durante os anos de formação dos filhos potencializa comportamentos suicidas dos filhos.
Sabia que Aproximadamente 20% da população entre os 15-64 anos tem problemas de dependência de álcool e outras substâncias psicoactivas. Os custos sociais e económicos decorrentes desta problemática sugerem ser elevados, sobrecarregando o sistema de saúde, prisional e contributivo. Todavia, parece não haver interesse publico em se efectuar estudos sobre o impacto económico (custos) da toxicodependência e do alcoolismo.
Sabia que Quase todos os estudantes de 15-16 anos (>90%) beberam álcool em algum momento da sua vida, começando em média aos 12 ½ anos de idade, e embriagando-se pela primeira vez aos 14 anos. A quantidade média bebida numa única ocasião por jovens de 15-16 anos é acima de 60g de álcool, e chega a quase 40g no Sul da Europa. Mais de 1 em 8 (13%) dos jovens entre 15-16 anos embriagaram-se mais de 20 vezes na sua vida, e mais de 1 em 6 (18%) fizeram “binge drinking” (5 ou mais bebidas numa única ocasião cujo intuito é a intoxicação) três ou mais vezes no último mês. Os rapazes continuam a beber mais e a ficar embriagados com mais frequencia do que as raparigas, com uma redução pequena na diferença absoluta entre eles. A maior parte dos países mostram uma subida no “binge-drinking” para os rapazes desde 1995 a 1999 e a 2003, e quase todos os países mostram isto para as raparigas (resultados semelhantes são encontrados para países sem pesquisa ESPAD e usando outros dados). Por detrás desta tendência global, podemos ver uma subida no “binge-drinking” e na embriaguez na maioria da UE de 1995 a1999, seguidos por uma tendência muito mais ambivalente desde então (1999-2003).
Sabia que Os jovens carregam uma quantidade desproporcionada das consequencias negativas do alcool, com mais de 10% da mortalidade jovem feminina e cerca de 25% da mortalidade jovem masculina a ser devida ao álcool. Infelizmente, pouca informação existe acerca da extensão dos danos sociais nos jovens, embora 6% dos jovens entre 15-16 anos na EU declarem envolvimento em brigas e 4% declarem sexo desprotegido devido ao seu consumo de álcool.
Sabia que Quase todos os estudantes de 15-16 anos (>90%) beberam álcool em algum momento da sua vida, começando em média aos 12 ½ anos de idade, e embriagando-se pela primeira vez aos 14 anos. A quantidade média bebida numa única ocasião por jovens de 15-16 anos é acima de 60g de álcool, e chega a quase 40g no Sul da Europa. Mais de 1 em 8 (13%) dos jovens entre 15-16 anos embriagaram-se mais de 20 vezes na sua vida, e mais de 1 em 6 (18%) fizeram “binge drinking” (5 ou mais bebidas numa única ocasião cujo intuito é a intoxicação) três ou mais vezes no último mês. Os rapazes continuam a beber mais e a ficar embriagados com mais frequencia do que as raparigas, com uma redução pequena na diferença absoluta entre eles. A maior parte dos países mostram uma subida no “binge-drinking” para os rapazes desde 1995 a 1999 e a 2003, e quase todos os países mostram isto para as raparigas (resultados semelhantes são encontrados para países sem pesquisa ESPAD e usando outros dados). Por detrás desta tendência global, podemos ver uma subida no “binge-drinking” e na embriaguez na maioria da UE de 1995 a1999, seguidos por uma tendência muito mais ambivalente desde então (1999-2003).
Sabia que Os jovens carregam uma quantidade desproporcionada das consequencias negativas do alcool, com mais de 10% da mortalidade jovem feminina e cerca de 25% da mortalidade jovem masculina a ser devida ao álcool. Infelizmente, pouca informação existe acerca da extensão dos danos sociais nos jovens, embora 6% dos jovens entre 15-16 anos na EU declarem envolvimento em brigas e 4% declarem sexo desprotegido devido ao seu consumo de álcool.
quarta-feira, julho 18, 2007
Efeitos da dependência de substâncias psicoactivas e alcoolismo nas crianças da familia
Como consequência da adicção, muitas vezes as crianças são as mais esquecidas e negligenciadas pela progressão da doença dentro da família. O dependente de substâncias está obcecado pelas drogas, o alcoólico fica obcecado pelo beber compulsivo e a família também fica focada nos comportamentos do dependente/alcoólico consciente do efeito nocivo nas crianças - porque elas são esquecidas. Perante este drama na família, os adultos não dispõem de disponibilidade para acompanhar as crianças no seu desenvolvimento, visto andarem preocupados uns com os outros.Algumas afirmações, acerca das CRIANÇAS feitas por alguns profissionais :
- Têm baixa auto-estima
- É provável que o rendimento escolar seja reduzido (ex. absentismo) ou são demasiado responsaveis (excelentes notas), comportando-se como uns “adultos” pequenos. Não usufruem do convívio (brincadeiras) com outras crianças da sua idade, tornam-se perfecionistas e demasiado exigentes consigo mesmos.
São mais facilmente afectadas por sentimentos de frustração e rejeição do que aquelas crianças cujos lares não existe o factor álcool/drogas.
Têm problemas de ajustamento nos relacionamentos (consigo mesmo e com os outros, por ex.auto conceito, limites ) durante a adolescência e na transição para a fase adulta.
Papeis que as crianças desempenham no seio da familia disfuncional
Acerca do papel desempenhado pelo “rebelde“ é verdade aquilo que se afirma; é a criança que recebe mais atenção e por vezes é o “ bode espiatorio“ de alguns problemas existentes na familia, é aquele que mais tarde, provavelmente, irá pedir ajuda ou receber apoio, caso surgem problemas, contudo este papel é desempenhado por uma minoria nas familias de alcoolicos e ou dependentes de substâncias psicoactivas.
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