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segunda-feira, dezembro 07, 2020
quinta-feira, junho 11, 2020
Apesar dos planos, serem da nossa responsabilidade, o resultado final está fora do nosso controlo
Podemos possuir boas intenções e fazer planos, mas não conseguimos controlar os resultados. A vida é difícil, precisamos de preparar-nos para o imprevisto, improvisando através de resiliência
segunda-feira, junho 01, 2020
Primeiro as pessoas e depois as coisas
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
à(s)
segunda-feira, junho 01, 2020
Sem comentários:
Etiquetas:
assertividade,
auto estima,
auto-afirmações,
comunicação,
coragem,
espiritualidade,
familia,
gestão de emoções,
honestidade,
inspiração,
intimidade,
meditação,
mudança,
partilha,
perdoar,
reflexão
quarta-feira, maio 27, 2020
Sonho, magia e sentido
quinta-feira, maio 21, 2020
O auto conhecimento e a felicidade
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
à(s)
quinta-feira, maio 21, 2020
Sem comentários:
Etiquetas:
agradador,
assertividade,
atitudes,
competências,
comunicação,
coragem,
dor,
emoções,
espiritualidade,
gestão de emoções,
honestidade,
inspiração,
meditação,
medo,
mudança
terça-feira, maio 19, 2020
sexta-feira, abril 10, 2020
domingo, março 11, 2018
" A Recuperação é uma dádiva"
“A Recuperação é uma dádiva, que só foi possível acolhê-la quando
me rendi, baixando os braços com humildade, pedindo ajuda.”
Vivi muitos anos a acreditar que controlava o
uso de drogas. Uma vida dupla, com muita manipulação, “a brincar com a vida”.
Tempos limpa, tempos a usar, tempos a fazer tratamentos, a construir e a
destruir. A última recaída, levou-me rapidamente a um estado de degradação, um
completo descontrolo facilitado com dinheiro que meu pai deixou quando faleceu.
Completamente obcecada pelas
drogas e a usar compulsivamente à procura de algo que não sabia o que era.
Comecei a ter medo de morrer, mas também tinha medo de deixar as drogas e viver
sem elas. Desconectada de mim. Onde é que eu estava? E foi essa necessidade
de me encontrar, mais o amor das minhas filhas que deu coragem para parar de
usar, mais uma vez…
Pedir ajuda foi a primeira etapa.
Por um lado, sentia-me tão frágil e por outro, queria viver.
Rendi-me perante os factos
evidentes da minha destruição total como ser humano. A mais visível era a
componente física, mas a mais dolorosa, era destruição da minha alma, invisível
a olho nu, mas visível ao meu olhar- uma mágoa enorme, vergonha, desespero,
frustração e muita confusão.
Foi quando conheci o programa dos
12 passos que comecei uma viagem diferente. Encontrei pessoas como eu, que
tinham problemas com drogas e que queriam aprender a viver sem ter que as usar.
As identificações sucederam-se, o sentimento de pertença e amor contribuíram
para que começasse a acreditar, que afinal o meu caso, não era um caso perdido,
como tantas vezes ouvi.
Após muitas lágrimas e desabafos,
deixei-me guiar, deixei de querer controlar tudo em mim. Abri a mente e o
coração e só aí começou a aceitação. Aceitei, sou uma adicta, impotente perante
a minha doença e contribuiu para perder o domínio da minha vida. Com a
experiência que tinha do passado, sabia que estar apenas abstinente não era
suficiente, era preciso algo mais. Saber que tinha uma doença e a aceitação deram-me
um certo alívio – podia fazer algo – converter a adicta activa e destrutiva na adicta
em recuperação e construtiva. Estava determinada a fazer diferente, precisava
de mudar atitudes e comportamentos. Não mudar os estímulos externos, que
ilusoriamente tantas vezes tinha feito, mas mudar os estímulos internos. Descobri
em mim, muitas coisas através daqueles que partilhavam comigo, foram muitas
vezes o meu espelho. Descobri que era arrogante, teimosa, orgulhosa, insegura,
o que para mim foi um choque, mas que permitiu ter consciência. Nunca tinha
olhado para mim e a partilha é mágica. Nasceu, muitas vezes, luz no meu coração
e alívio. Eu não estava sozinha. Foi o início de um percurso, que até hoje, eu
acarinho e afago, com gratidão!
quarta-feira, junho 22, 2016
Dica Arte Bem Viver de 06/08/2012 (Reeditada)
Motivação intrínseca e a motivação extrínseca.
Olá,
Qual é o tipo de motivação que o move, desde que acorda até
que vai para a cama, todos os dias? Você está satisfeito com os resultados
obtidos? Como é que ativamos a motivação? Dependemos de fatores extrínsecos e
fatores intrínsecos.
Nesta dica irei abordar um estudo efetuado por três
investigadores - Dr. Mark Lepper, Dr. David Greene e o Dr. Robert Nisbet sobre
a motivação. Estes investigadores observaram uma turma de alunos do
pré-escolar, ao longo da varias semanas, e identificaram crianças que gostavam
de desenhar. Depois os investigadores desenvolveram uma experiência para testar
o efeito de recompensar a atividade pela qual aquelas crianças tinham
preferência especial - desenhar. As crianças foram distribuídas por três grupos:
- O primeiro grupo era da recompensa esperada. Mostraram a todas elas um certificado de bom aluno e perguntaram se queriam fazer desenhos para receber o premio.
- O segundo grupo era da recompensa inesperada. Neste caso os investigadores limitaram-se a perguntar às crianças se queriam desenhar. Aos que aderiram à tarefa, os investigadores entregavam os certificados de bons alunos após terminarem os desenhos.
- O terceiro grupo era o dos que não tinham qualquer recompensa. Os investigadores limitaram-se a perguntar às crianças se queriam desenhar, todavia, não fizeram referencia a qualquer recompensa/certificado de bom aluno.
Duas semanas depois, durante o tempo livre que dispunham
entre as aulas, foram entregues marcadores e papel de desenho. As crianças que
tinham feito parte do grupo da recompensa inesperada ou sem recompensa
desenharam com prazer e utilizaram todo o tempo disponível, enquanto as
crianças que esperavam ser recompensadas revelaram muito menos interesse a
desenhar e passaram menos tempo a faze-lo. Segundo os investigadores, as
recompensas extrínsecas, referentes ao primeiro grupo - «se fizeres isto
recebes aquilo» revelaram um efeito negativo. Este tipo de recompensas
extrínsecas exige que as pessoas prescindam de alguma autonomia. De acordo com
os investigadores, também foram conduzidas experiências semelhantes com
adultos.
Voltando à questão acima formulada, você está satisfeito com
os resultados obtidos? Considera que a sua motivação depende excessivamente da
recompensa extrínseca? De bónus, de prémios. Ou a sua motivação intrínseca depende
de causas, de um propósito no sentido da vida, baseado em causas/campanhas (por
exemplo, estar ligado a causas de apoio a problemas sociais na sociedade) e
valores morais universais/espirituais, sem dogmas ou divindades?
O ponto de partida para qualquer discussão sobre a motivação
no emprego/empresa está relacionado está com o vencimento/retorno do
investimento. As empresas e os empregados sabem isto. As empresas precisam de
empregados e os empregados precisam das empresas; a motivação de ambos gira em
torno do mesmo tema; recompensas extrínsecas, vulgo «ganhar a vida» e se o
retorno do investimento/vencimento não corresponder às expectativas e/ou não
for adequado a probabilidade da motivação cair a pique é enorme.
segunda-feira, junho 15, 2015
Dica Arte Bem-Viver de 24 de abril de 2011
A Vida reserva-nos um vasto leque de surpresas...algumas são
positivas outras dolorosas.
Uma das surpresas mais arrebatadoras e avassaladoras é que a
vida humana é frágil perante a adversidade, na doença, no acidente, na perda,
na dor e na possibilidade da morte.
Todos, sem excepção, fugimos da morte, ou melhor dizendo, do
eventual sofrimento do desaparecimento, porque na realidade ninguém sabe o que
é, quando chega a hora e o minuto e como é. Ninguém esteve lá e voltou para
contar; se é bom ou se é mau. Se existe o paraíso ou o inferno. Sentimos medo
de algo que aprendemos a recear; sofremos mais com a antecipação da morte, do
que com o momento, porque quando chegar provavelmente não iremos ter outra escolha e só nos resta aceitar a
realidade tal como nos é apresentada.
Não somos educados, desde o nascimento e ao longo da vida,
na compreensão e aceitação (culto do luto, do desapego e da preparação para a
morte -desaparecimento) de que a vida tem um fim. Somos seres limitados e
egocêntricos, mas podemos fazer escolhas, no dia-a-dia, que dignifiquem o dom e
o agradecimento da Vida. Alguns exemplos; durante toda a vida celebramos o
nosso aniversario, assim como também celebramos o aniversario do outro, ou
quando conseguimos enfrentar e aceitar a adversidade como uma oportunidade de
(re)nascer, em conjunto com outros seres humanos, e quando aprendemos a importância
de valores morais universais, tais como, a Amizade, o Amor, a Solidariedade, o Propósito,
Fé e Esperança, a Felicidade, a Gratidão entre outros.
Para terminar gostaria de acrescentar a seguinte afirmação,
sobre uma experiência pessoal profundamente transformadora e espiritual; após a
morte do meu pai tornei-me num homem.
Desejo-lhe uma semana recheada de momentos transformadores
que reforcem o dom e o agradecimento da Vida. A compreensão do fim da vida,
pode ser uma força motivadora e catalisadora, para o (re)nascer na transformação
à qual estamos sujeitos; se é para mudar que seja para melhor.
Recuperar É Que Está A Dar seja da doença, da Adicção
activa, da separação, da crise, da recaída, da depressão, do divorcio, da
separação, da vergonha e do isolamento, e do desemprego,
- Se desejar receber a Dica Arte Bem-Viver, na sua caixa de correio eletronico, é simples, basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. . É gratis e todos os seus dados são confidenciais. Na data desta publicação a Dica já conta com 215 exemplares, desde 2011
sexta-feira, março 20, 2015
Dia Internacional da Felicidade
20 de março de 2015 – Dia Internacional da Felicidade
A felicidade não está reservada somente para algumas pessoas.
É um direito e uma responsabilidade individual que cada um de nós deve zelar no
seu dia-a-dia.
Alguns dados sobre a
natureza da felicidade
- Os resultados de um estudo revelam que a felicidade depende não apenas de quão bem estão as coisas, mas sobretudo se estão melhor do que o esperado.
Este estudo reforça a necessidade de cada um de nós possuir
um propósito no rumo da vida. Algo, maior que o nosso egocentrismo, que
dedicamos uma parte substancial do talento, que sejamos persistentes e que
consigamos assumir um compromisso honesto e abnegado.
- De acordo com um estudo sobre a felicidade, será mais saudável haver uma multiplicidade de sentimentos (positivos e negativos) do que somente sentimentos positivos ou sentimentos negativos isoladamente.
É Ok sentir. Não existem sentimentos “bons” ou “maus”, “certo”
ou “errado”. É Ok expressar os sentimentos e compreender a informação/mensagem
anexa a fim de desenvolvermos a literacia emocional/espiritual. Este estudo apela ao equilíbrio; a alegria
faz mais sentido, após períodos de tristeza. Sem desafios ou adversários não
existe êxito. A gratidão e a empatia são uns excelentes lubrificantes dos vínculos
nos relacionamentos de intimidade, principalmente, após períodos adversos,
conflituosos e conturbados. Sentir é uma manifestação indissociável à condição
humana e à expressão do self.
As pessoas mais felizes gostam de pessoas. Partilhe a sua
felicidade e explore o seu mundo interior.
Ser feliz não é ser perfeito; é ser autêntico. Hoje e
sempre, seja o mais feliz possível.
sexta-feira, janeiro 30, 2015
Ernest Kurtz
1935 - 2015
No dia 19 de Janeiro de 2015 faleceu o conceituado e ilustre Dr. Ernest
Kurtz vítima de cancro no pâncreas.
O Dr. Kurtz estudou Historia da
Civilização Americana em Harvard (1978) e enquanto tirava o seu doutoramento em
Harvard, foi o primeiro investigador a quem foi concedido total acesso aos
registos dos Alcoólicos Anónimos onde mais tarde escreveu um livro. Foi
ordenado padre, na Igreja Católica Romana, em 1961 onde exerceu até 1979. No inicio dos anos 80, iniciou a carreira docente na Universidade da Geórgia. Foi também director de
uma instituição de tratamento, para indivíduos dependentes de álcool e drogas,
designada Guest House, onde outrora tinha estado internado e começado a sua
recuperação do alcoolismo.
Participou também como investigador no Departamento de
Psiquiatria da Universidade de Michigan e no Center for Self-Help Research.
Entre 1978 e 1999, colaborou na Universidade de Rutgers (Summer School of
Alcohol Studies) e entre 1987 e 1997, como palestrante na Universidade de
Chicago.
O Dr. Kurtz dedicou uma parte significativa da sua vida
profissional a investigar a adicção e a recuperação, com especial ênfase, a
influência da espiritualidade na recuperação. Era também alcoólico em
recuperação desde meados da década de 70.
Foi autor e co autor de vários livros
- “Not God; A History of Alcoholics Anonymous”, 1979
- “Vergonha e Culpa”, 2007
- Foi também co autor com Katy Ketcham dos livros: “The Spiritual Imperfection”, 1997 e “ Experiencing Spirituality”, 2004
"Historia e imperfeição são os meus temas
predilectos; não necessariamente nesta
ordem" Ernest Kurtz, 1996
Aproveito a oportunidade para prestar homenagem a tão distinta
figura. Morreu o homem; mas a sua herança irá permanecer intacta para a
eternidade. Ernest Krutz será sempre uma referência para todos aqueles que
trabalham na luta contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos
comportamentos adictivos em prol da recuperação do individuo, da família e da
sociedade. Os meus pêsames à sua família. Recuperar É Que Está A Dar.
quarta-feira, janeiro 28, 2015
3 Factos importantes sobre os sentimentos
Gestão dos sentimentos e o auto conhecimento: É Ok sentir, é
sinonimo de estarmos saudáveis e vivos.
De acordo com determinados paradigmas disfuncionais somos
educados a: 1. “Manter a cabeça fria”, 2. “Manter as emoções ao largo”, 3. “Não
deixar que as paixões interfiram na logica” 4. A negar e/ou reprimir o medo, a
vergonha e a raiva 5. A valorizar as aparências em detrimento do Eu genuíno.
Como resultado, concebemos os sentimentos como uma faculdade mental excessiva,
imatura e "lamecha" um parceiro do pensamento racional que é
dispensável e imposta. Se o sentimento é doloroso sofremos com ele como um
intruso indesejado.
Não rotule os sentimentos de “bons” ou “maus”, “certo” ou
“errado”. Valorize todos os seus sentimentos, quer sejam de felicidade e
contentamento ou dolorosos e tristeza. É através dos sentimentos que tomamos
decisões, que buscamos a motivação para superar a adversidade, que damos azo à
criatividade, que intuímos sobre determinada situação importante, que nos
aproximamos ou afastamos de pessoas (encontros e desencontros), que valorizamos
as nossas necessidades.
Aprenda a discernir e a interpreta-los através da componente
cognitiva e assim desenvolver a sua literacia emocional.
Dica:
- O que é que me provocou este sentimento?
- O que é que eu penso em relação a _____________ . (incidente associado ao sentimento)?
- Qual é o significado do sentimento?
Partilhe os seus sentimentos com pessoas de confiança e
disponíveis para ouvir. Se deseja explorar os sentimentos, procure feedback
crítico. Recuperar é que está a dar.
segunda-feira, janeiro 26, 2015
"O meu nome é..."
Amavelmente, a Editorial Bizâncio enviou-me o livro "O
meu nome é..." de Alastair Campbell (alcoólico em recuperação). Aproveito
para sugerir a sua sua leitura às pessoas interessadas sobre o tema do alcoolismo.
De
acordo com a minha experiência profissional de duas décadas, o álcool é a droga
mais perigosa: afecta o individuo, a sua família, incluindo as crianças, e a
sociedade. Algumas tradições culturais disfuncionais promovem e reforçam o
consumo e o abuso do álcool. Paradoxalmente, as mesmas tradições disfuncionais que reforçam o estigma, a negação e a vergonha associado ao alcoolismo.
Saiba mais em Editorial Bizâncio
segunda-feira, janeiro 19, 2015
10ª Dica Arte Bem-Viver de 29/05/11
O poder do Silêncio
Desde cedo, não somos ensinados a interpretar o silêncio e a
tirar proveito dele de uma maneira construtiva. Por vezes, o silêncio revela a
verdade dentro de nós, principalmente se estabelecermos uma relação saudável e
honesta com o eu interior.
Faça esta pergunta a si próprio.
Como é que me sinto no aqui-e-agora?
Através do poder do silêncio conseguimos identificar a nossa
consciência, a intuição, atingir a introspecção e o poder da reflexão
construtiva. Celebramos os nossos sucessos e/ou sentimos as nossas frustrações e
angustias (dor) almejando um equilíbrio emocional.
Precisamos do silêncio para repor a ordem e o equilíbrio
depois de momentos de adversidade. Estabelecemos vínculos e conexões com as
outras pessoas à nossa volta de forma a não nos sentirmos sós e isolados do
mundo (solidão). Através do silêncio podemos reflectir sobre a importância
destes vínculos e conexões.
Utilizar o poder do silêncio para reflectir e inspirar-me
sobre o dia de Hoje.
Votos de uma semana repleta de desafios, surpresas e conquistas.
Comentário: Sabia
que a Dica Arte de Bem-Viver começou com uma "brincadeira", em Abril
de 2011, para os amigos? Atualmente é enviada para mais de 700 pessoas de
vários países de expressão portuguesa (Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e
para os Estados Unidos da América. À data deste post vai na sua 200ª
publicação. Caso deseje receber a Dica Arte Bem-Viver (semanal) basta enviar um
email para joaoalexx@sapo.pt. No
assunto da mensagem escreva: Dica Arte Bem-Viver. Todos os dados são
confidenciais. É grátis. Recuperar É Que Está A Dar.
sexta-feira, novembro 28, 2014
Sou mãe de um adicto
“Sou a mãe de um adicto*” por dfdwilkins
Ser mãe de um adicto não é a mesma coisa que ser mãe de um
filho com cancro, diabetes ou VIH.
Ser mãe de um adicto não é a mesma coisa que ser mãe de um
filho que serve o seu país no estrangeiro com honra.
Ser mãe de um adicto não é a mesma coisa que ser mãe de um
filho que já não vive em casa, é chorado e lembrado todos os dias, pelos seus entes
queridos.
Sou a mãe de um adicto
Não existem maratonas, campanhas de angariação de fundos ou
campanhas de sensibilização com pessoas bonitas e famosas sobre os efeitos trágicos
desta doença
Não existem bandeiras hasteadas ou pulseiras coloridas que
sirvam para reconhecer, orgulhosamente, as acções do meu filho
Só existem lágrimas, gritos silenciosos e angustia quando
alguém bater à porta ou através de uma chamada telefónica com uma notícia trágica
de algo que possa ter acontecido ao meu filho
Sou a mãe de um adicto
Vejo o meu filho todos os dias, mas não estou feliz, embora ache,
com um certa dose de alívio, que a melhor maneira de o ajudar, não é querer
controlar, pelo contrário, é deixar que ele tenha a sua própria vida e aprenda
com as consequências das suas decisões
Quando oiço aquilo que ele diz, antecipo com medo e
preocupação o futuro do meu filho, apesar de tudo, ainda tenho uma réstia de esperança
Quando olho para o meu filho, questiono-me se algum dia irei
voltar a ter uma relação de confiança com ele, abraça-lo ou em último caso, se
irei voltar a vê-lo outra vez
sexta-feira, agosto 08, 2014
Nação resiliente no facebook 2014
Passatempo no Facebook sobre a gratidão. Pedi aos seguidores da plataforma para completarem a seguinte afirmação: - Estou grato/a por… e enviar uma
mensagem a fim de o seu conteúdo ser publicado aqui no blogue.
Faça uma lista de 5 coisas pelas quais está grato/a.
Eis as respostas:
- Silvia Rivera
Estou grata por estar viva!
- Renata Ramos
1-Grata por estar viva. 2- Grata por minha filha. 3- Grata
por manter-me abstinente de drogas e poder enxergar tudo melhor. 4- Grata por
minha família. 5- Grata por ter o conhecimento do funcionamento da vida, do
universo e poder ter o cuidado com cada pensamento. Bem-haja!
- Iris Maria
1-Por ter FÉ 2- Por
estar viva. 3- Por apoiar meu filho quando muitos viraram as costas. 4- Pelo
seu Blogue esclarecedor e verdadeiro. 5- Por estar aprendendo a AGIR.
- Suzete Pereira
Grata por ter encontrado FA e por ter podido trabalhar os
passos, por ter aprendido a viver o agora, por ter aprendido a ter uma fé
saudável, por tentar amar incondicionalmente (e muitas outras).
- Mafalda Mimoso
Eu estou grata por 1. Ser resiliente 2. Amor e ajuda dos
familiares e amigos 3. Viver rodeada pela Natureza 4. Evoluir em termos
interiores 5. Ser optimista.
- Maria Aparecida Nunes
Estar viva!
- Cristina Moreno Neca
Por tudo.... inclusive os problemas q me serviram de
"lição."
- José António Reis Ferreira
Finalmente me amar!
- Ana Gomes
Estar livre do que me aprisionava há três anos atrás.
- Fátima Silva Hoffmeister
Sou grata a Deus pelo dom da vida, por ter aprendido a ser
grata, por rever alguns conceitos pré- estabelecido (falsa crença), Pelas
pedras no caminho, retira-las é minha responsabilidade, e a responsabilidade
leva ao crescimento!
- Genoveva Costa
Educar o meu filho de forma não ser co- dependente.
- Evelise Fonseca
Vida, saúde, amor-próprio, família, conciliação.
- Emília Machado
Ser mulher, mãe, filha, livre, amada, sobrevivente, viva! e
SER feliz!!
- Cristina Moreno Neca
Estar viva, ter Filhos, ter Amigos, ser saudável, ter
trabalho.
- Patrícia Bento
Ser mãe; Vontade de viver; família; amor; saúde ainda q com
pequenos problemas; e mais algumas.
- António Rodrigues
A: Deus, N.A., Amigos, Família e a tudo o que sou!
- Maria Aparecida Nunes
Estou grata por estar viva, por ter um trabalho, conseguir separar
e ficar livre da dependência emocional, saber que sou uma pessoa melhor, ter um
relacionamento melhor com meus filhos após a separação!
- Emília Machado
Sou grata por sobreviver ao meu uso, a ser uma pessoa
melhor, ser mulher, mãe, amiga, esposa, família, amada, muito grata por ter
outro modo de vida, e ser muito feliz!
Bem hajam pela participação. Recuperar é que está a dar.
Bem hajam pela participação. Recuperar é que está a dar.
sexta-feira, julho 11, 2014
Desafio ou estorvo
Considera que precisa de mudar algo na sua vida? Você está
numa fase de ambivalência? Se a resposta a estas duas questões é sim, este post é para si.
Alguns factores servem para desmotivar:
- Definir objectivos ambíguos e irreais.
- Focar a atenção somente em problemas insolúveis.
- Cismar pela negativa - andar sempre a queixar-se daquilo que não pode, não consegue e não resulta.
- Falta de reconhecimento, ambição e não participar no processo de mudança com acções construtivas – agente de mudança.
- Comparar e justificar o infortúnio com o sucesso dos outros.
- Relacionar-se com pessoas, que afirmam "Não vais conseguir" ou “Não vale a pena tentares, porque não vais ser és capaz.”
- Ansiedade extrema e projectar no futuro as desilusões e falhanços do passado como se fosse uma profecia; acreditar que vão voltar a acontecer. Consequentemente iremos ficar paralisados e incapazes de criar novas alternativas.
Assuma inteira responsabilidade pelos seus sentimentos e
comportamentos. Cabe a nós decidir o rumo das nossas acções, de acordo com os
sentimentos que estamos a sentir em determinada altura e em alinhamento com as
nossas convicções. Quando conseguimos reunir a motivação necessária conseguimos
feitos extraordinários e fora do comum.
1. Escreva uma lista das vantagens e das desvantagens na mudança.
2. Escreva uma lista das opções e dos recursos que dispõe a fim
de reforçar as competências necessárias.
3. Escreva uma lista de pessoas que o/a apoiam na mudança.
4. Os seus objectivos precisam de ser específicos, realistas, auto motivacionais, medíveis no tempo, atingíveis e de fácil compreensão.
“ O desejo de fazer alguma coisa porque se considera essa
coisa profundamente satisfatória e pessoalmente desafiadora é o que inspira os níveis
mais elevados de criatividade, quer nas artes, quer nas ciências ou nos
negócios.
Teresa Amabile, Professora da Universidade de Harvard
sexta-feira, maio 30, 2014
Há palavras que mudam as pessoas
É através da palavra que expressamos os pensamentos e os sentimentos.
É através da palavra que comunicamos as nossas necessidades uns com os outros.
A palavra é uma ferramenta que utilizamos para enaltecer e legitimar,
mas também se pode transformar numa arma para humilhar e ofender.
- Quais são as palavras que normalmente, você utiliza para se
valorizar? Considera que também utiliza as mesmas palavras para valorizar as pessoas significativas?
- Quais são as palavras que normalmente, você utiliza para se criticar? É uma critica construtiva ou o oposto? Considera que também utiliza as mesmas palavras para criticar o outro?
No dia-a-dia, monitorize o efeito das seguintes palavras no
seu desenvolvimento pessoal:
"Sou estúpido/a",
"Sou feio/a",
"Não sou boa pessoa",
"Não presto para nada",
"Não
sou capaz"
“Eu devia…”
“Eu tenho…”.
Pare de usar estas palavras
contra si. Pode estar a criar, na sua mente, uma ideia disfuncional
(pensamentos automáticos negativos), de algo que não tem valor.
Mude as suas palavras e mude o seu mundo interior
sábado, maio 17, 2014
Independentemente das crenças de cada um, somos seres espirituais
"Não somos seres humanos que almejamos um rumo espiritual. Somos seres espirituais que nos transformamos ao longo da vida." Pierre Teilhard de Chardin
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