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quinta-feira, abril 22, 2021
quinta-feira, fevereiro 11, 2021
quinta-feira, agosto 06, 2020
Quebrar o silêncio disfuncional
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quinta-feira, agosto 06, 2020
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quinta-feira, junho 04, 2020
Seres imperfeitos
O ser humano precisa de proteger-se contra a sua própria humanidade imperfeita. A perfeição é um mito, que o ser humano persegue embriagado pela sua própria arrogância. Exigimos aos outros que sejam aquilo que nós não conseguimos ser, um reflexo das ilusões e imaginação. Este fenómeno, é uma fonte geradora de conflitos, competição desenfreada e guerra de egos e sexos. Por exemplo, porque é que ficamos tão ofendidos, com a mentira alheia, quando nós próprios também mentimos? Por um conjunto complexo de factores e contextos sociais, sofremos algumas desilusões por parte de pessoas significativas, mas nós também já desiludimos outras.
O talento que dispomos, não serve para nos contentarmos com aquilo que já atingimos ou concluímos. Lá porque alcançarmos o "estatuto" ou o mérito, isso não significa que o trabalho tenha acabado. Podemos estar no caminho certo, mas precisamos de continuar a explorar, humildemente, o universo do autoconhecimento.
quinta-feira, maio 21, 2020
O auto conhecimento e a felicidade
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quinta-feira, maio 21, 2020
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sexta-feira, abril 26, 2019
130ª Dica Arte Bem Viver - Mudança de comportamentos
Olá,
Dê as boas
vindas à mudança, mas antes pense no seguinte. Olhe à sua volta, preste atenção
e irá constatar que pessoas e coisas à sua volta estão em mudança. O próprio
universo, desde as mais pequenas partículas às mais de 500 biliões de galáxias,
incluindo o planeta Terra, tudo está em movimento. Todavia, este princípio, nos seres humanos é
diferente, não se aplica à forma como nos comportamos e sentimos, mesmo
naquelas situações que colocam em causa, e/ou em perigo, a nossa felicidade e
até a nossa saúde. Nós resistimos à mudança; essa é a nossa opção.
Segundo
alguns estudos, o nosso cérebro é extremamente eficiente em nos recordar sobre
as mais diversas maneiras como reagimos a determinados acontecimentos. Da mesma
forma, o cérebro é igualmente eficiente em nos fornecer sugestões para as mais
diversas situações. Isto é, perante determinadas acontecimentos e/ou situações
reagimos de acordo com determinados padrões armazenados, que consideramos mais
proveitosos. Este tipo de padrão revela-se útil, quando precisamos de tomar as
devidas precauções, por exemplo, como evitar uma longa fila de trânsito, na
auto-estrada, escolhendo uma estrada secundária com menos trânsito? Mas o mesmo
padrão pode revelar-se prejudicial, quando sugere que façamos resistência à mudança,
por exemplo, a algumas rotinas ou hábitos prejudiciais ou perigosos.
quarta-feira, outubro 25, 2017
106ª Dica Arte Bem Viver de 31.03.2013
Olá
Sentimento de posse vs. Sentimento de pertença nos
relacionamentos de intimidade.
Nascemos livres e morremos livres. A uma dada altura do desenvolvimento,
por exemplo, no início da idade adulta, abraçamos o desafio de seguirmos as
nossas próprias convicções, ideais, crenças, necessidades, valores, através da
coerência e da integridade, reconhecido pelo nosso próprio cunho/identidade. O desenvolvimento
pessoal depende da liberdade de escolha e expressão, mas por outro lado,
dependemos de relações significativas; sistema complexo e (des) sincronizado de
dinâmicas, enraizados na cultura da família, da comunidade e da sociedade.
O sentimento de posse é o oposto ao sentimento de pertença.
Se somos livres, de acordo com os direitos humanos universais, qualquer ser
humano não pode ser dominado/controlado pela obsessão do outro. Erradamente,
existem tradições que evocam o amor (e o sexo) e a necessidade de se sentir
íntimo e especial para alguém através do sentimento de posse; é um mito.
O sentimento de posse é alimentado pela exaltação sofrida,
melodramática e os jogos psicológicos de domínio (amor dependente), onde
exigimos ao outro a responsabilidade em satisfazer a nossa própria felicidade
fantasiosa e as expectativas irreais (vitimização). Isto é, como não
conseguimos preencher as nossas próprias necessidades básicas e estar seguros,
exigimos ao outro que faça o trabalho por nós; “Se realmente gostas de mim… não deves fazer isto ou aquilo… e/ou tens
que fazer aquilo que te peço/imploro senão fico a sofrer por tua causa”.
Nestas alturas, fazemos exigências que ninguém pode satisfazer porque são as
nossas ilusões e fantasias que alimentam o sentimento de posse. Sabia que a
violência doméstica está associada ao sentimento de posse?
O sentimento de pertença reforça os afetos e os limites saudáveis
nas relações porque existe a liberdade de ser; é um acordo mútuo, apoiado na
confiança, na honestidade e na coesão, onde ambas as pessoas têm a legitimidade
à sua individualidade, ao seu desenvolvimento e crescimento. Respeitam os
limites e os compromissos do acordo; vivem abertos à mudança, à lealdade, à
intimidade e aos desafios do dia-a-dia. As pessoas não permanecem estáticas,
pelo contrário, as pessoas mudam e o mesmo acontece aos relacionamentos. É um
processo orgânico onde não existem acordos com garantia vitalícia, dependem
somente da liberdade. Os parceiros pertencem ao mesmo projeto/relação de
intimidade (acordo) porque se revêm nos mesmos princípios, sonhos e objetivos.
Potencie o sentimento de pertença e repudie o sentimento de
posse.
Exclusivamente, para si, votos de uma semana livre nos afetos
«O amor tem a virtude, não apenas de desnudar dois amantes
um em face do outro, mas também cada um deles diante de si próprio.» Cesare
Pavese.
Cumprimentos
- Considera que esta dica também pode ser útil a alguém seu conhecido? Se a resposta é sim, partilhe a dica através do seu correio electrónico.
Nota: caso você
esteja interessado/a em receber a dica, na sua caixa de correio eletrónico, é
simples, basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt
e escreva Dica Arte Bem Viver no assunto
da mensagem . Todos os seus dados são confidenciais. Bem haja
quarta-feira, outubro 12, 2016
Viver em função de números compromete a autoestima
«Não é o peso que dita a saúde e o amor próprio» Redefinir Imagem Corporal
E atrevo-me a acrescentar, peso e imagem. Contrariamente, ao
que podemos pensar, algumas pessoas com o peso e imagem, dito, «ideal» não são
pessoas com autoestima, visto adotarem comportamentos e dietas disfuncionais,
em relação a uma alimentação saudável e equilibrada. No caso da perturbação do
comportamento alimentar (anorexia, bulimia, ingestão compulsiva, vulgo binge eating) é o equivalente à ditadura
dos números (vive-se em função do numero das calorias, do peso na balança e da imagem).
Segundo o Dr. Walter Kaye, investigador da Universidade da
Califórnia (San Diego, EUA) afirma que as crianças predispostas a desenvolver a
perturbação do comportamento alimentar são perfecionistas, ansiosas e os
comportamentos são orientados por desafios rigorosos, competição excessiva e
extremamente exigentes consigo próprios, assim como, estão vulneráveis às
dietas restritivas e à imagem corporal. Contudo, a perturbação do comportamento
alimentar revela-se mais complexa do que as características perfecionistas e
pessoas extremamente competitivas.
Normalmente, quando temos acesso a informação sobre a
perturbação do comportamento alimentar (PCA) são através de noticias, nas
revistas ou na televisão, de figuras publicas a assumirem o seu problema. Na
maioria dos casos, são mulheres, atrizes ou modelos. Desta forma, podemos ficar
com a ideia errada, de que a perturbação do comportamento alimentar está
somente associada aos fatores externos; à pressão cultural do «corpo perfeito»
e às pessoas do sexo feminino. Apesar dos fatores culturais, das questões familiares
e ou eventos traumáticos, estarem associados à perturbação do comportamento
alimentar, de acordo com a investigação mais recente, não são assim tão
relevantes como se pensava, os fatores determinantes que contribuem para o PCA
estão localizados no cérebro (funcionamento de algumas estruturas cerebrais – circuitos
neuronais). É fundamental, compreender os fatores associados à doença, a fim de,
desenvolverem-se abordagens inovadoras ao tratamento. Para a maioria das
pessoas, sentar-se à mesa, proporciona sensações agradáveis, contudo para as
pessoas com perturbação do comportamento alimentar, a mesma situação
proporciona sensações desconfortáveis e preocupantes. Aparentemente, isso acontece
por questões biológicas (International
Journal of Eating Disorders, 2012).
quarta-feira, janeiro 06, 2016
Dica Arte Bem Viver de 29/01/2012
Perfeição vs. Cometer erros
Olá
A perfeição é um mito, uma fantasia e uma obsessão imposta
pela nossa sociedade. Na obsessão pela perfeição almejamos o controlo das
sensações e resultados imediatos. Vivemos numa correria constante, a fim de
adquirir o tão ambicionado reconhecimento e sucesso, onde o que fazemos nunca é
suficiente. Na perfeição, vivemos em piloto automático, precisamos de ser mais
e ter mais. Nos padrões rígidos estabelecidos pela sociedade é imposto:
- "Tenho que ser melhor que tu..." porque "se não conseguir ser melhor do que tu, não tenho valor"
- "Tenho que ter mais coisas que tu..." porque " se não tiver mais coisas do que tu, não serei valorizado."
- "Eu sou mais ......... do que tu." porque "se eu não for mais .... do que tu, não serei gostado."
quarta-feira, janeiro 28, 2015
3 Factos importantes sobre os sentimentos
Gestão dos sentimentos e o auto conhecimento: É Ok sentir, é
sinonimo de estarmos saudáveis e vivos.
De acordo com determinados paradigmas disfuncionais somos
educados a: 1. “Manter a cabeça fria”, 2. “Manter as emoções ao largo”, 3. “Não
deixar que as paixões interfiram na logica” 4. A negar e/ou reprimir o medo, a
vergonha e a raiva 5. A valorizar as aparências em detrimento do Eu genuíno.
Como resultado, concebemos os sentimentos como uma faculdade mental excessiva,
imatura e "lamecha" um parceiro do pensamento racional que é
dispensável e imposta. Se o sentimento é doloroso sofremos com ele como um
intruso indesejado.
Não rotule os sentimentos de “bons” ou “maus”, “certo” ou
“errado”. Valorize todos os seus sentimentos, quer sejam de felicidade e
contentamento ou dolorosos e tristeza. É através dos sentimentos que tomamos
decisões, que buscamos a motivação para superar a adversidade, que damos azo à
criatividade, que intuímos sobre determinada situação importante, que nos
aproximamos ou afastamos de pessoas (encontros e desencontros), que valorizamos
as nossas necessidades.
Aprenda a discernir e a interpreta-los através da componente
cognitiva e assim desenvolver a sua literacia emocional.
Dica:
- O que é que me provocou este sentimento?
- O que é que eu penso em relação a _____________ . (incidente associado ao sentimento)?
- Qual é o significado do sentimento?
Partilhe os seus sentimentos com pessoas de confiança e
disponíveis para ouvir. Se deseja explorar os sentimentos, procure feedback
crítico. Recuperar é que está a dar.
quarta-feira, dezembro 10, 2014
Devemos viver no presente ou precisamos de contemplar o passado?
Gestão da dor e do conflito: Devemos viver no presente ou
precisamos de contemplar o passado?
Durante os momentos mais atribulados do devir, optar por
viver no momento presente, pode revelar-se uma excelente escolha. Reduz e
atenua a intensidade dos pensamentos bizarros e o estado de alerta excessivo
(medo); lixo toxico e inútil.
Diante a adversidade, da dor, do conflito, da impotência,
quando tudo o resto falha, após múltiplas tentativas sem sucesso para encontrar
a solução ou o alívio imediato, resta-nos concentrar todas as nossas
competências cognitivas, emocionais e espirituais no momento presente –
aqui-e-agora.
Viver no presente não significa ignorar os problemas, ser
irresponsável ou revelar falta de determinação. Significa perspectivar, seleccionar e optar pelos pensamentos construtivos aumentando assim o leque de escolhas viáveis e positivas.
Estamos a
cismar sobre aquilo que devíamos ou tínhamos ter feito? Com que frequência você
utiliza as palavras; 1. devia ou 2. tinha, sem que obtenha um resultado
esclarecedor ou apaziguador sobre o problema? Isto é, você utiliza o devia e o tinha somente para se punir ou castigar? Se a resposta é sim, opte
concentrar o pensamento no aqui-e-agora.
Se você está a atravessar uma fase dolorosa da sua vida e após sucessivas tentativas para modificar a situação falharem, quando não restarem mais opções,
especular sobre o passado ou futuro é uma perda de tempo e energia. Opte por
viver um dia de cada vez, aqui-e-agora.
domingo, setembro 08, 2013
27ª Dica Arte Bem-Viver de 25/09/2011
Olá
Ao longo da vida vamos alargando e/ou reforçando o leque de pessoas com as
quais vamos interagindo, cujo historial é completamente distinto uns dos
outros (diversidade). É um processo dinâmico que também influencia o nosso
próprio carácter e algumas das nossas competências individuais e sociais (ex.
família e cultura). Todavia, alguns de nós são seres mais sociáveis do que outros.
Sabia que não podemos escolher a família. Não podemos
escolher o patrão ou os colegas de trabalho. Mas podemos escolher o parceiro/a
romântico e/ou amigos. Nesta diversidade de papéis e seleções, existe um certo equilíbrio
nos afectos e nas vínculos entre uns e outros.
A dica de hoje refere-se à pressão social. Como é que cada um de nós gere a
pressão social? As decisões que você toma, para gerir a pressão social, estão
enquadradas com os seus valores, objectivos e ideias?
Dicas:
1. Acontece com frequência, alguém não aceitar o seu Não?
Essa pessoa teima em não dar importância ao que você diz ou faz? Pense nesta
questão e responda: "Serei daquelas pessoas que desiste daquilo que
acredita, para fazer a vontade aos outros? Isto é, mais uma vez, vou ceder e
retroceder quanto ao Não e continuar a sentir-me ignorado/a?”
2. Se identificar um problema serio na comunicação com o seu
interlocutor, com tendência para se agravar (agressividade) opte por sair de
cena. Faça uma interrupção e abandone o local onde se encontra. Inspire e
expire. O problema na comunicação pode estar no conflito de posições
(paradigmas e preconceitos diferentes), a fim de se centrar no que é realmente
importante, invista nos interesses de ambas as partes para a solução. Aprenda
com isso.
3. Arrisque e decida com base na verdade (ética ou
moralidade) e na reciprocidade, abandone a posição do ego. Seja directo e
utilize as suas competências da comunicação (contacto visual, tom de voz,
linguagem corporal, ouvir sem interromper, postura).
4. Após identificar o problema procure as soluções
possíveis. Saiba antecipar que os critérios, de ambas as partes, são legítimos.
Será mais vantajoso, para o problema, se ambos encontrarem uma solução.
5. Coloque-se na posição do seu interlocutor. Irá
compreender o outro ponto de vista. Evite agir nos preconceitos e clarifique a
sua posição, isso não significa manter se intransigente. Separe as pessoas dos
problemas.
6. Aprenda a expressar os seus sentimentos, comece as frases
"Eu sinto..." em vez de "Tu és...". Respeite os sentimentos
das outras pessoas. Não adopte a culpa, como argumento, só agrava os problemas
já de si complexos e delicados, limita o dialogo.
7. Responsabilize-se pelos seus sentimentos e
comportamentos, ficará mais ciente do seu auto conceito e das suas limitações.
Saia da sua zona de conforto.
Votos de uma semana construtiva na gestão da pressão social
e valorização das competências individuais e sociais
Cumprimentos
Comentário: Sabia que a Dica Arte de Bem-Viver começou com uma "brincadeira" para os amigos, em Abril de 2011? Atualmente é enviada para mais de 500 pessoas e vários países de expressão portuguesa (Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e para os Estados Unidos da América. À data deste post vai na sua 129ª publicação. Caso deseje receber a Dica Arte Bem-Viver (semanal) basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva: Dica Arte Bem-Viver. Todos os dados são confidenciais. É grátis. Recuperar É Que Está A Dar.
segunda-feira, fevereiro 18, 2013
24ª Dica Arte Bem-Viver de 4/09/2011
Olá,
a Dica da Arte de Bem-Viver desta semana é dedicada ao Medo. Como bem sabe o medo faz
parte das nossas vidas. Sem ele (medo) não estaríamos vivos, mas se
levado a extremos pode contribuir para níveis elevados de ansiedade,
preocupação, pânico, ódio, agressividade. É uma questão de
saber e conseguir interpretar os pensamentos que originam o medo
(equilíbrio). Infelizmente aprendemos, na nossa cultura e agravado
pelo estilo de vida consumista e hedonista, a fugir e a negar as
emoções, acreditando que assim iremos livrar-nos do Medo. Na
realidade, esta atitude não funciona em abono da verdade, bem pelo
contrario, é necessário enfrenta-lo e conhece-lo. Sabia que uma das
manifestações mais comuns sobre o medo, no
dia-a-dia, é a projeção de cenários catastroficos geradores de
preocupação excessiva e controlo?
Pergunte
a si mesmo: Qual o motivo pela qual esta situação me está a causar
medo? Qual é o sentido em sentir este medo?
- Alguns medos mais comuns:
Medo
do abandono, medo da rejeição, medo da intimidade, medo do medo,
medo falhanço/sucesso, medo do desconhecido.
Da mesma maneira que valoriza a
gratidão e a felicidade, sugeria que abençoe o Medo, como uma
dádiva da Vida. É através do medo que desafiamos as nossas
questões existenciais mais complexas do nosso devir (intuição,
motivação, curiosidade, introspecção, reflexão) e desenvolvemos
as competências cognitivas e emocionais. Quando procuramos
identificar competências e recursos para enfrentar o Medo (paralisa,
incapacitante), isso significa que ao mudar de padrões/rotinas/status
(atitudes e comportamentos), por vezes as
coisas pioram antes de ficar melhor. Isto não é sinónimo de
falhanço, mas avanço. Identificou-se o medo, fomos apresentados a
ele.
Factos
sobre o medo. Conforme vamos crescendo e desafiando os nossos limites
(status) o medo não irá desaparecer. Paradoxalmente,
enfrenta-lo melhora os niveis de auto estima, o auto conceito e é
mais recompensador do que adotar condutas de evitamento (medo do
medo). Todos nós sentimentos medo em contextos desconhecidos.
A
coragem não é ausência do medo; mas o compromisso em transformar o
mito e/ou o status em realidade. Siga o seu
proposito (objetivos) e proporcione ao medo um sentido construtivo na
sua vida - Liberdade de escolha e expressão.
Votos de uma semana com coragem
Comentário: Sabia que a Dica Arte de Bem-Viver começou com uma "brincadeira" para os amigos, em Abril de 2011? Atualmente é enviada para mais de 500 pessoas e vários países de expressão portuguesa (Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e para os Estados Unidos da América. À data deste post vai na sua 100ª publicação. Caso deseje receber a Dica Arte Bem-Viver (semanal) basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva: Dica Arte Bem-Viver. Todos os dados são confidenciais. É grátis. Recuperar É Que Está A Dar.
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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segunda-feira, fevereiro 18, 2013
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quarta-feira, maio 09, 2012
O problema, por Dan Keding
O problema
"Era uma vez um lavrador. Embora trabalhasse noite e dia,
nunca conseguia deixar de ser pobre. De cada vez que começava a sentir que
estava a tirar o melhor partido de uma situação, tudo acabava sempre por
falhar. Se num ano havia seca, no outro havia cheia. Se num ano os rebanhos
adoeciam, no ano seguinte os lobos dizimavam-nos. Se num ano o preço do cereal
descia, no ano seguinte o rei subia os impostos.
Certo dia, o lavrador estava sentado num tronco, cabisbaixo
e desesperado. De repente, apareceu uma estranha e grotesca criatura a dançar,
a cantar e a rir à volta do lavrador. Os pelos que lhe cobriam o corpo estavam
emaranhados, os olhos selvagens faiscavam e tinha os dentes pretos. O cheiro
que exalava quase fez o lavrador chorar.
— Quem és tu?
— Eu, bom homem, sou o teu problema. Só passei por aqui para
ter a certeza de que eras o mais infeliz possível!
— Monstro! Então é por tua causa que nunca coisa alguma me
corre bem?
— Pois é! Eu sou o teu azar, a tua desgraça. Sem mim, serias
um homem com sorte.
Rápido como o vento, o pobre homem agarrou o seu problema
pelo pescoço e amarrou-o com cordas fortes. Em seguida, abriu uma cova bem
funda e atirou a sua desgraça lá para dentro. Tapou-a com pedras e regressou a
casa.
No dia seguinte, a sorte começou a mudar. As ovelhas deram à
luz gémeos, as vacas começaram a dar duas vezes mais leite, as culturas
cresciam mais depressa e mais alto do que nunca, e as árvores estavam
carregadas de frutos. Todos os comerciantes queriam comprar os seus produtos e toda
a gente vinha adquirir os seus legumes, frutos e animais. Em poucas semanas, o
homem, que fora tão pobre, estava rico.
O lavrador tinha um vizinho que habitualmente era
bem-sucedido. Este homem rico sempre olhara com desdém para o lavrador e
ridicularizara o seu trabalho. Agora via que o lavrador estava quase tão rico
como ele e, ainda por cima, em tão pouco tempo. Um dia, não conseguiu aguentar
mais a curiosidade e foi visitá-lo.
— Parabéns, vizinho, pela sua recente boa sorte. Devo dizer
que estou admirado com a rapidez com que conseguiu fazer prosperar esta quinta.
Qual é o segredo?
— É simples. Encontrei a raiz do meu infortúnio. O meu
problema veio vangloriar-se da minha má-sorte e eu apanhei-o. Enfiei-o num
buraco fundo, que cobri com pedras, um buraco que fica na minha pastagem. Essa
é, sem dúvida, a razão pela qual finalmente tive sorte, depois destes anos
todos de trabalho e fracasso.
O lavrador rico não gostou que o vizinho tivesse finalmente
triunfado na vida. Naquela mesma noite, rastejou até ao buraco onde o problema
do vizinho estava enterrado. Durante toda a noite levantou as pesadas pedras e
cavou a terra até encontrar o problema. Desamarrou-o e pô-lo em liberdade.
— Muitíssimo obrigado — gritou o problema. — O senhor é um
verdadeiro amigo.
— Agora — disse o homem rico — podes voltar a atormentar o
teu antigo dono outra vez.
— Não, não, não! — Gritou o problema. — Aquele homem
tratou-me muito mal e atirou-me para dentro deste buraco. Mas o senhor foi tão
amável em libertar-me! Vai ser um amo muito melhor. Vou ficar consigo para
sempre. Assim foi e assim devia ser."
- Dan Keding, Stories of Hope and Spirit
- Little Rock, August House Publishers, 2004, (Tradução e adaptação)
quarta-feira, janeiro 04, 2012
Um caso sobre a progressão na adicção ao jogo
Uma noticia no Jornal de Noticias, de Dezembro 2011, referia
o seguinte “Derretia no casino 50 mil euros por noite.” De acordo com a
referida noticia este individuo a que vamos chamar Marques (nome fictício),
porque na realidade a verdadeira identidade não é relevante, era um indivíduo
que nas suas incursões noctívagas fazia-se sempre acompanhar por futebolistas
que mais tarde veio a burlar, e muitas vezes fazia questão de ser ele a pagar
as despesas nos bares e discotecas. Era visita assídua num Casino da zona norte
do país. Segundo o responsável das Relações Publicas do referido Casino, era
muito bom cliente, viciado em jogo, que com facilidade perdia milhares de euros.
Algumas pessoas que se sentem lesadas e vitimas no processo reclamam 4.022
milhões de euros, todavia os seus rendimentos não permitiam tais gastos
faustosos. Na altura em que este post
é escrito, Marques encontra-se em prisão preventiva e está falido.
O problema relacionado com o jogo não se prende somente em
perder dinheiro, as consequências afectam todas as áreas da vida do indivíduo.
O jogo revela-se um problema quando interfere na relação com a família,
incluindo as crianças, com o trabalho, escola, afecta a reputação, afecta a
saúde mental e física, afecta os recursos financeiros,
domingo, outubro 04, 2009
A busca do alivio imediato pode ter consequências elevadas e dolorosas a medio longo prazo

Sabia que comer é uma fonte natural de prazer? Porque é tão difícil adaptar a hábitos alimentares regulares e saudáveis? Porque preferimos adiar, para mais tarde, o prazer de comer? Por ex. esperar pelo final do dia pela refeição mais importante, quer esteja ou não consciente ao escolher este tipo de comportamentos/ rotinas, estão criadas as condições e ambiente para o “festim” (ingestão compulsiva, apetite voraz, empanturrar-se - binge eating).
Desde muito cedo nas nossas vidas, descobrimos que existe um tipo de alimentos que quando ingeridos em certas quantidades, proporcionam uma sensação de alívio e bem estar (por ex. doces, e outros alimentos excessivamente caloricos). Para alguns indivíduos, ingerem alimentos porque lhes proporcionam o maior alívio possível. Comemos para aliviar a pressão do dia.
Desde muito cedo nas nossas vidas, descobrimos que existe um tipo de alimentos que quando ingeridos em certas quantidades, proporcionam uma sensação de alívio e bem estar (por ex. doces, e outros alimentos excessivamente caloricos). Para alguns indivíduos, ingerem alimentos porque lhes proporcionam o maior alívio possível. Comemos para aliviar a pressão do dia.
Caso não consigamos mointorizar pensamentos, sentimentos e comportamentos em relação à comida saudavel e diversificada podemos atingir o ponto crucial para o desenvolvimento da adicção (distúrbio alimentar). Só comemos (ingestão compulsiva, apetite voraz, “festim”, empanturrar-se) porque sentimos uma sensação de alívio, porque se assim se não fosse não o faríamos. Porque é que funciona? Existem determinados alimentos, que ingeridos em certas quantias podem ser responsáveis por uma cadeia de reacções químicas que interferem na regulação e funcionamento numa zona do nosso cérebro responsável pelo alívio da dor, também afecta e reduz a vigilância/estado de alerta.
sábado, janeiro 05, 2008
Controlo vs. Entrega - Influênciar

Controlo
"Um conceito disfuncional de crenças individuais e sociais sobre o controlo, será um dos grandes obstáculos à recuperação para qualquer adicto/a. Perda de controlo, luta pelo controlo e resistência ao controlo – são tópicos frequentes nas reuniões de interajuda dos 12 Passos dos Alcoolicos Anonimos e que normalmente geram grande discussão.
Controlo como uma Ilusão
Não se controla ou jamais se controlará pessoas e/ou algumas situações/eventos do dia-a-dia. A historia revela-nos que quantos mais os ditadores querem controlar uma nação inteira, mais violentos se tornam. Quanto mais se procura controlar a adicção de outra pessoa a probabilidade da adicção vir afectar negativamente a relação entre essas duas ou mais pessoas é enorme. Quando na realidade se começa a compreender que é completamente impossível controlar todos os nossos próprios comportamentos e crenças ou de outros à nossa volta, constata-se que o controlo não é nada mais do que pura ilusão.
Obstáculos ao 1º Passo dos Alcoolicos Anónimos (AA)- “Admitimos que éramos impotentes perante a nossa adicção; e que tínhamos perdido o domínio sobre as nossas vidas”
A ilusão, nos comportamentos adictivos, é um obstáculo real à aceitação do Primeiro passo, que refere “Somos impotentes perante a nossa adicção e que a nossa vida se tornou desgovernada”.
Controlo como uma Ilusão
Não se controla ou jamais se controlará pessoas e/ou algumas situações/eventos do dia-a-dia. A historia revela-nos que quantos mais os ditadores querem controlar uma nação inteira, mais violentos se tornam. Quanto mais se procura controlar a adicção de outra pessoa a probabilidade da adicção vir afectar negativamente a relação entre essas duas ou mais pessoas é enorme. Quando na realidade se começa a compreender que é completamente impossível controlar todos os nossos próprios comportamentos e crenças ou de outros à nossa volta, constata-se que o controlo não é nada mais do que pura ilusão.
Obstáculos ao 1º Passo dos Alcoolicos Anónimos (AA)- “Admitimos que éramos impotentes perante a nossa adicção; e que tínhamos perdido o domínio sobre as nossas vidas”
A ilusão, nos comportamentos adictivos, é um obstáculo real à aceitação do Primeiro passo, que refere “Somos impotentes perante a nossa adicção e que a nossa vida se tornou desgovernada”.
O adicto/a procura quase sempre mascarar a sua incapacidade de controlar afirmando com convicção “Quem eu?! Eu consigo controlar...”
Quanto mais o adicto/a permanece agarrado a esta falsa crença, que está a controlar o seu comportamento problema, irá continuar imobilizado – “preso” no Primeiro Passo (impotência e desgovernabilidade), incapaz de progredir e evoluir (mudança) na sua recuperação.
A maioria dos adictos reconhece quando outras pessoas exclamam “Quanto mais quero controlar, mais difícil se torna sair do problema.”
Porque é que é tão difícil abolir este tipo de comportamento destrutivo? Porque abandonar este tipo de controlo é demasiado ameaçador à doença da adicção (lógica adictiva). Outro factor importante, para a maioria dos adictos, tem a ver com o seu historial no relacionamentos com pessoas do tipo autoritário (figuras/modelos autoritários), identificam o pânico em perder o controlo e a "intoxicação mental" provocada pela ilusão de poder.
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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sábado, janeiro 05, 2008
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12 Passos para recuperação,
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adicção sexo,
anorexia nervosa,
codependencia,
dependencia emocional,
mecanismos defesa,
medo,
recuperação,
vergonha tóxica
segunda-feira, novembro 19, 2007
O Medo na recuperação dos comportamentos adictivos

Todos sabemos que o medo tem uma perspectiva positiva e uma perspectiva negativa, ocupa ambos lados da mesma “moeda”, na recuperação dos comportamentos adictivos. Quem gosta de sentir o medo? Ninguém.
Também sabemos que o medo faz parte das nossas emoções; quer gostemos dele ou não. Não é evitar e/ou fugir dos nossos “demónios" e fantasmas que conseguiremos vence-los. Conforme vamos vencendo uns “fantasmas”... outros surgiram. Esta é uma verdade da qual não podemos descurar. Todavia é através da coragem, da esperança e da fé num Poder superior, não religioso sem dogmas e ou divindsades, que conseguimos reforçar a autoestima e auto conceito. È confrontando e enfrentando os medos que vamos descobrindo as virtudes e habilidades em recuperação da adicção (vitorias e sucesssos).
Através do exemplo positivo dos outros adictos em recuperação, o adicto pode colher “ferramentas” e experiencias úteis para o dia-a-dia. A recuperação é um processo de avanços e recuos, ao longo da vida, em muitos casos a adicção activa pode “mascarar” outro tipo de problema (comorbildiade, depressão, problemas de ansiedade, adicção cruzada, compulsividade, etc.).
Pessoalmente, já passei por um processo profundamente doloroso onde fui confrontado pelos meus “fantasmas” em que senti que não iria conseguir encontrar “forças” suficientes para “sobreviver” ao longo de aproximadamente três anos. Pensamentos catastróficos e irracionais, choque/dor, pânico, desilusão e frustração, depressão e ansiedade extrema invadiram-me e abalaram toda a “estrutura”. Foram tempos muito difíceis.
domingo, novembro 04, 2007
O "Preço" de ser Agradador/a

“Porque digo sim, quando quero afirmar que Não?”
Ser agradador/a tem um “preço”negativo, através da alienação, da hostilidade indirecta e do comportamento autodestrutivo, para o próprio agradador/a e para as outras pessoas, directa e ou indirecta:
1. O agradador/a tem a tendência para criar uma atmosfera tensa à sua volta, na comunicação, em que as outras pessoas evitam dar feedback honesto e espontâneo, como consequência esta atitude bloqueia o crescimento emocional (confiança) de ambas as partes.
2. O agradador/a, nos relacionamentos com os outros é capaz de gerar desconfiança e duvida. A atitude de ser sempre simpático e estar sempre disponivel, é bom demais para ser verdade. Gera uma sensação de incerteza e de insegurança nos outros. Nunca sabem se podem confiar ou se vão ser apoiados numa situação de crise que exija uma confrontação directa.
3. O agradador/a evita que os outros à sua volta cresçam emocionalmente. O agradador/a evita dar um feedbackgenuíno, impedindo assim, que os outros conheçam realmente as suas verdadeiras caracteristicas. Nos conflitos na comunicação, o/a agradador/a tem a tendência para forçar os outros a virar a agressividade contra eles próprios e a gerar sentimentos de culpa, frustração, e dependência nas relações intimas.
4. Por causa do seu estado agradador/a permanente, os outros á sua volta nunca sabem se a relação vai sobreviver a um possível conflito, caso a discussão surja espontaneamente. O agradar compromete seriamente a intimidade, porque as outras pessoas estão constantemente à defesa.
6. O agradador/a , ao reprimir a sua agressividade, pode pagar um preço a nível fisiológico, somantizando[1] problemas e a nível psicológico desenvolve um tipo de alienação e isolamento.
7. O comportamento do agradador/a torna-se irreal. Coloca limitações severas e rígidas nas suas relações, em ultimo caso, é vitima do seu próprio comportamento disfuncional.
[1] "Somatizar é manifestar no corpo, na forma de uma doença ou um sintoma, algum conflito interno (psíquico). Por exemplo, uma pessoa ansiosa que sente dor de cabeça, de estômago, como resultado da sua ansiedade."
segunda-feira, outubro 29, 2007
Valores Espirituais e Equilibrio na Caminhada da Vida

Para aqueles que estão num processo de recuperação da adicção activa sabem muito bem a importância da espiritualidade, conceito não religioso sem dogmas e divindades, na mudança de estilo de vida.
Ninguém nasce adicto ao álcool ou outras drogas lícitas e ou ilícitas, ao jogo, a relacionamentos disfuncionais e dependencia, disturbio alimentar, sexo, compras (shopaholic),shoplifting (furto).
Qual foi o estilo de vida, a dada altura, que conduziu à adicção activa? Comportamento impulsivo? Não haver limites? Sensação de invencibilidade e controlo? Necessidade de “auto-medicação” com drogas licitas, incluindo o alcool, e/ou ilícitas? Dor, depressão e ansiedade?
Provavelmente existem muitas explicações, para aquele dia em que o adicto identifica, a perda do controlo, e inicia a dependencia (adicção) - está “apanhado na rede”. Ao longo da minha experiência em trabalhar com adictos, nunca ouvi ninguém afirmar que contemplava, nos seus planos pessoais, um dia tornar-se adicto. Sabemos que as consequências negativas da adicção activa, paralelamente ao prazer induzido pelas substâncias e comportamentos adictivos, todos reportam fases da sua vida de confusão, dor profunda, desorientação, isolamento, ressentimento, depressão, etc. Todas as áreas da vida de um adicto/a são afectadas, mais tarde, procuram-se as soluções para sair do problema. Geográficas, casamentos, filhos, dinheiro, novos empregos, etc. Nalguns casos, já é demasiado tarde. Porque tentou-se tudo, mas o resultado, afinal não é o desejado. O que é que é que resta fazer?
A médio prazo a sensação de vazio acompanhado com a inadequação e desilusão, pelo estigma, a negação, a vergonha, a revolta e a insegurança regressa ainda mais intensa e só é superada pelas “curas milagrosas”, de curta duração, até se retornar, novamente, ao “velhos” comportamentos do passado (ciclo adictivo); usar substâncias alteradoras do humor, jogo, sexo, relacionamentos disfuncionais e dependencia, disturbio alimentar, shoplifting (furto), compras (shopaholics). Estes são os mecanismos da lógica adictiva que permite atenuar o desconforto emocional. Nesta fase, reinicia-se o círculo adictivo onde não existe saída possível. A esperança desaparece. Este processo disfuncional pode levar uma vida inteira. Por ex. o individuo com disturbio alimentar andar uma vida inteira à procura da dieta milgrosa restritiva (efeito iô-iô). O individuo sente que cristalizado para atingir e realizar as suas ambições, aquilo que apelido “ um espectador da vida”. As coisas acontecem, mas não muda, nada muda, mesmo. Até ao dia do “julgamento final” em que pede ajuda ou é oferecido ajuda “seria” e construtiva.
A médio prazo a sensação de vazio acompanhado com a inadequação e desilusão, pelo estigma, a negação, a vergonha, a revolta e a insegurança regressa ainda mais intensa e só é superada pelas “curas milagrosas”, de curta duração, até se retornar, novamente, ao “velhos” comportamentos do passado (ciclo adictivo); usar substâncias alteradoras do humor, jogo, sexo, relacionamentos disfuncionais e dependencia, disturbio alimentar, shoplifting (furto), compras (shopaholics). Estes são os mecanismos da lógica adictiva que permite atenuar o desconforto emocional. Nesta fase, reinicia-se o círculo adictivo onde não existe saída possível. A esperança desaparece. Este processo disfuncional pode levar uma vida inteira. Por ex. o individuo com disturbio alimentar andar uma vida inteira à procura da dieta milgrosa restritiva (efeito iô-iô). O individuo sente que cristalizado para atingir e realizar as suas ambições, aquilo que apelido “ um espectador da vida”. As coisas acontecem, mas não muda, nada muda, mesmo. Até ao dia do “julgamento final” em que pede ajuda ou é oferecido ajuda “seria” e construtiva.
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