sexta-feira, Julho 11, 2014

Desafio ou estorvo


Considera que precisa de mudar algo na sua vida? Você está numa fase de ambivalência? Se a resposta a estas duas questões é sim, este post é para si. 
Alguns factores servem para desmotivar: 
  • Definir objectivos ambíguos e irreais. 
  • Focar a atenção somente em problemas insolúveis. 
  • Cismar pela negativa - andar sempre a queixar-se daquilo que não pode, não consegue e não resulta. 
  • Falta de reconhecimento, ambição e não participar no processo de mudança com acções construtivas – agente de mudança. 
  • Comparar e justificar o infortúnio com o sucesso dos outros. 
  • Relacionar-se com pessoas, que afirmam "Não vais conseguir" ou “Não vale a pena tentares, porque não vais ser és capaz.” 
  • Ansiedade extrema e projectar no futuro as desilusões e falhanços do passado como se fosse uma profecia; acreditar que vão voltar a acontecer. Consequentemente iremos ficar paralisados e incapazes de criar novas alternativas.


Assuma inteira responsabilidade pelos seus sentimentos e comportamentos. Cabe a nós decidir o rumo das nossas acções, de acordo com os sentimentos que estamos a sentir em determinada altura e em alinhamento com as nossas convicções. Quando conseguimos reunir a motivação necessária conseguimos feitos extraordinários e fora do comum.
1. Escreva uma lista das vantagens e das desvantagens na mudança.
2. Escreva uma lista das opções e dos recursos que dispõe a fim de reforçar as competências necessárias.
3. Escreva uma lista de pessoas que o/a apoiam na mudança.
4. Os seus objectivos precisam de ser específicos, realistas, auto motivacionais, medíveis no tempo, atingíveis e de fácil compreensão.

“ O desejo de fazer alguma coisa porque se considera essa coisa profundamente satisfatória e pessoalmente desafiadora é o que inspira os níveis mais elevados de criatividade, quer nas artes, quer nas ciências ou nos negócios.
Teresa Amabile, Professora da Universidade de Harvard



sábado, Julho 05, 2014

Filhos de pais alcoolicos

Este texto, enviado pela Renata, veio no seguimento de uma publicação no Facebook onde solicitei o envio de experiências de adultos, que tenham tido pais com problemas de álcool e/ou drogas ilícitas. Eis o relato da Renata.

“Tenho um pai e uma irmã que bebem todos os fins de semana, e às vezes, no meio da semana. Vivem dizendo que é normal, e que, como todos fazem , que mal tem ? Mas percebo a incoerência nas atitudes, no modo de vida maquiado como normal, porém completamente fora do contexto. Percebo atitudes completamente diferentes do "viver em conjunto" o álcool ou a adicção retirou deles o pé do chão, como se estivessem literalmente voando ou como se vivessem em outro mundo sendo o convívio muito difícil dado ao fato que podemos ser diferentes mas precisamos concordar em conectar.
Não há dessas pessoas o menor interesse em saber sobre isso ou parar esse processo...sou adicta e “limpa” e esses familiares precisam de ajuda mas talvez a única maneira de ajudá-los seja ficando bem longe!
João, acabo de expor-lhe minha realidade e tem a ver com o post sobre familiares adictos!
Obrigada”
Renata Ramos

Nota: Todos os dados foram preservados com a devida autorização da autora. Contra a contra o estigma, a negação e a vergonha. Bem-haja Renata.

Comentário: Tal como a Renata refere, a estrutura familiar aparenta estar afectada pelo álcool. Segundo alguns estudos, nos EUA, referem:
  • Os filhos de pais alcoólicos estão mais vulneráveis ao risco de desenvolverem problemas com substâncias psicoactivas – abuso e dependência.
  • Os pais que apresentam problemas com álcool e/ou outras drogas podem influenciar os comportamentos dos seus filhos. O consumo e o abuso de drogas, incluindo o álcool, podem ser considerados permissivos entre a família, incluindo as crianças.
  • As famílias afectadas pelo álcool e/ou outras drogas estão mais propensas ao conflito, comparativamente, aquelas famílias que não estão expostas ao problema do álcool e/ou drogas. Os problemas na família giram em torno do consumo e do abuso de substâncias psicoactivas.
  • O ambiente familiar disfuncional, relacionado com o álcool e/ou outras drogas, propicia a negligencia das crianças e a falta de comunicação entre os seus membros; referências parentais, os papéis na estrutura e dinâmica da família e a gestão de conflitos.   
  • Alguns problemas identificados nas famílias com problemas de álcool e/ou outras drogas: Tendência para o incremento do conflito familiar, violência física e emocional, redução da coesão e da organização familiar, stress e isolamento, problemas de saúde e no trabalho, problemas/conflitos conjugais e financeiros, mudanças drásticas na estrutura familiar, incluindo as crianças.


O seu pai e/ou mãe tem um problema com álcool? Ou drogas? Caso você seja filho/a de pais alcoólicos ou dependentes de drogas ilícitas escreva um pequeno texto sobre a sua experiência a fim de ser publicada no meu blogue. Pela minha experiência profissional de duas décadas e apesar de não existir estudos sobre este tema, existem em Portugal centenas, de filhos de pais alcoólicos ou dependentes de drogas, hoje adultos, que ainda sofrem em silêncio o trauma, o estigma e a vergonha. Recuperar É Que Está A Dar 

Importante: Todos os dados são confidenciais. Sigilo total

quarta-feira, Junho 18, 2014

Somos mais parecidos uns com os outros do que aquilo que imaginamos


Todos nós temos problemas. Todos nós temos uma história para contar e a dada altura precisamos de ajuda. Porque é que possuímos a tendência excessiva para culpar o outro? Creio que existe uma tendência para avaliar e criticar o outro recorrendo a generalizações demagógicas e a padrões – preconceitos disfuncionais acompanhado de uma falsa sensação de moralismo e de inimputabilidade, em vez de, avaliar o contexto em que o individuo está inserido e investirmos naquilo que considero essencial nos relacionamentos, refiro-me à EMPATIA. É através da relação com o outro que adquirimos consciência de nós próprios. " De perto ninguém é normal."

As pessoas mais felizes gostam de pessoas. São nos detalhes que nos é revelado a essência da personalidade das pessoas.

sábado, Junho 07, 2014

Desligue o complicómetro


Meditação do dia: Oportunidades e pessoas significativas. Não dê ouvidos às crenças e pensamentos negativos que o/a puxam para baixo, que o/a desvalorizam, que o/a distanciam de pessoas importantes, que antecipam cenários catastróficos. Esses pensamentos negativos são o ego orgulhoso dorido e a vergonha tóxica, que o impedem de ser vulnerável e honesto/a com os sentimentos e que visam reforçam o isolamento e a rejeição. Renove a coragem nos critérios necessários a fim de ser honesto/a, explore novas oportunidades para viver uma vida plena, reforce os vínculos de intimidade e de confiança com as pessoas significativas.
Desligue o complicometro! Seja autentico/a, o mais possível, em vez de uma miragem! As pessoas mais felizes gostam de pessoas!

Nota: Esta publicação é publicada semanalmente no Facebook, designada de meditação e não serve para fornecer respostas, mas para proporcionar discernimento, motivação e resiliência na selecção das opções e no rumo do devir. É exclusiva e fruto da minha experiencia profissional de duas décadas.

sexta-feira, Maio 30, 2014

Há palavras que mudam as pessoas


É através da palavra que expressamos os pensamentos e os sentimentos. É através da palavra que comunicamos as nossas necessidades uns com os outros.
A palavra é uma ferramenta que utilizamos para enaltecer e legitimar, mas também se pode transformar numa arma para humilhar e ofender.
- Quais são as palavras que normalmente, você utiliza para se valorizar? Considera que também utiliza as mesmas palavras para valorizar as pessoas significativas?
- Quais são as palavras que normalmente, você utiliza para se criticar? É uma critica construtiva ou o oposto? Considera que também utiliza as mesmas palavras para criticar o outro?

No dia-a-dia, monitorize o efeito das seguintes palavras no seu desenvolvimento pessoal:
"Sou estúpido/a",
"Sou feio/a",
"Não sou boa pessoa",
"Não presto para nada",
"Não sou capaz"
“Eu devia…”
“Eu tenho…”. 
Pare de usar estas palavras contra si. Pode estar a criar, na sua mente, uma ideia disfuncional (pensamentos automáticos negativos), de algo que não tem valor.


Mude as suas palavras e mude o seu mundo interior