quarta-feira, julho 13, 2011
Visitantes do Recuperar É Que Está A Dar (Cidades)
Durante mês de Junho os visitantes do Recuperar das Dependências (Top 10 Cidades portuguesas).
1º Lisboa - (mais visitantes)
2º Porto
3º Aveiro
4º Setúbal
5º Viseu
6º Santarém
7º Braga
8º Castelo Branco
9º Faro
10º Évora (menos visitantes)
Ao analisar estes dados constato, com agrado, que o Recuperar É Que Está A Dar encontra-se presente de Norte (Braga) ao Sul (Faro) do país,e pelo interior (Viseu),(Castelo Branco) (Évora). Continuem a visitar e a participar com comentarios e mensagens. Caso esteja interessado/a adira, ao Recuperar É Que Está A Dar também presente no Facebook.com/joaoalexx. Bem haja
1º Lisboa - (mais visitantes)
2º Porto
3º Aveiro
4º Setúbal
5º Viseu
6º Santarém
7º Braga
8º Castelo Branco
9º Faro
10º Évora (menos visitantes)
Ao analisar estes dados constato, com agrado, que o Recuperar É Que Está A Dar encontra-se presente de Norte (Braga) ao Sul (Faro) do país,e pelo interior (Viseu),(Castelo Branco) (Évora). Continuem a visitar e a participar com comentarios e mensagens. Caso esteja interessado/a adira, ao Recuperar É Que Está A Dar também presente no Facebook.com/joaoalexx. Bem haja
segunda-feira, julho 11, 2011
Pessoas Especiais (Mentores) Betty Ford
Betty Ford - 1918 - 2011
Na passada sexta-feira faleceu Betty Ford, aos 93 anos.
Quem foi
Betty Ford? Nasceu a 18 de Abril de 1918, na cidade de Chicago. O seu nome de
nascimento é Elizabeth Anne Bloomer. Era uma adicta em recuperação, ao álcool e medicamentos
sujeitos a receita médica, em recuperação há mais de 30 anos. Foi esposa do
Presidente Americano Gerald R. Ford (Primeira Dama entre 1974 - 1977). Esta
ilustre senhora conseguiu surpreender pelo seu carácter e talento ao conseguir
superar a adicção ao álcool e aos medicamentos (substancias psicoactivas
licitas – benzodiazepinas) e o cancro da mama, onde mais tarde sofreu uma mastectomia.
Em 1974, a sua família reuniu-se para a apoiar de forma a
interromper a progressão da adicção activa. Logo após esta intervenção familiar,
Betty Ford foi admitida para tratamento, em regime de internamento, no Long
Beach Naval Hospital, na Califórnia. Depois de terminar o tratamento, e iniciar
a sua recuperação da adicção inaugurou em 1982, com o empresário na área da indústria
e embaixador Leonard K. Firestone, um dos centros de tratamento mais reputados
nos EUA, o Betty Ford Center, instituição sem fins lucrativos. Esta conceituada
instituição de tratamento, para indivíduos adictos a drogas licitas e/ou ilícitas,
adoptou a filosofia dos 12 Passos, dos Alcoólicos Anónimos, ao modelo de tratamento.
Algumas celebridades que estiveram internadas nesta instituição; Liza Minnelly,
Elizabeth Taylor, Mary Tyler Moore, Mickey Mantle e Darryl Strawberry entre
outros.
Aproveito a oportunidade para prestar uma sincera homenagem
a esta ilustre e humilde senhora pelo seu trabalho, em prol dos outros, e pelo
seu valioso contributo no tratamento e recuperação da adicção ao álcool e
medicamentos sujeitos a receita médica.
Na minha passagem pelos EUA constatei, com surpresa, que o movimento
associado à Recuperação da Adicção assume um papel muito significativo na
sociedade americana porque, entre outros factores, pessoas ilustres, como a
Betty Ford, assumiram a sua adicção publicamente, realçando a necessidade da
recuperação, contribuindo assim para a luta contra o estigma, a negação e a
vergonha. Este flagelo não acontece só aos outros. Precisamos de exemplos semelhantes em Portugal.
A Dependência (Adicção) à medicação prescrita pelo médico é um fenómeno oculto, do publico em geral, que assume proporções preocupantes.
Um saudoso adeus.
“Sou uma mulher simples, que foi chamada ao palco num
momento extraordinário da minha vida” Betty Ford
Siga este link (entrevista)
quarta-feira, julho 06, 2011
Grupos de Ajuda Mutua Sem Fronteiras, em Português
Constato com imenso agrado que desde o inicio, em 2007, este projecto Online, uma parte significativa dos seguidores (visitas) são indivíduos do Brasil.
Através da Internet a Recuperarão dos Comportamentos Adictivos não está restringida às fronteiras, pelo contrario, a informação está disponível num espaço virtual muito vasto e acessível a todos os interessados.
Neste sentido, após receber vários emails de indivíduos oriundos de varias cidades brasileiras a felicitar o Recuperar É Que Está A Dar solicitei a alguns membros dos Grupos de Ajuda-Mutua, a possibilidade de publicar um post com endereços Online para que a mensagem de recuperação da adicção activa chegue ao maior numero possível de indivíduos. Na realidade, considero um recurso extremamente valioso, os Grupos de Ajuda-Mutua, na nossa comunidade e sociedade, cada vez mais exposta e vulnerável a este fenómeno trágico e global das dependências de substancias psicoactivas (drogas licitas e/ou ilícitas).
Grupos de Alcoólicos Anónimos (AA) na Internet, no Brasil.
Nota: Recuperar É Que Está A Dar
Através da Internet a Recuperarão dos Comportamentos Adictivos não está restringida às fronteiras, pelo contrario, a informação está disponível num espaço virtual muito vasto e acessível a todos os interessados.
Neste sentido, após receber vários emails de indivíduos oriundos de varias cidades brasileiras a felicitar o Recuperar É Que Está A Dar solicitei a alguns membros dos Grupos de Ajuda-Mutua, a possibilidade de publicar um post com endereços Online para que a mensagem de recuperação da adicção activa chegue ao maior numero possível de indivíduos. Na realidade, considero um recurso extremamente valioso, os Grupos de Ajuda-Mutua, na nossa comunidade e sociedade, cada vez mais exposta e vulnerável a este fenómeno trágico e global das dependências de substancias psicoactivas (drogas licitas e/ou ilícitas).
Grupos de Alcoólicos Anónimos (AA) na Internet, no Brasil.
ü Grupo 5 de Abril de AA
– http://www.grupo5deabril.org/
ü
Grupo
Vivencia de AA - www.aagrupovivencia.org/
ü Grupo Jatiuca de AA –
Alagoas - grupo-jatiuca-aa-owner@yahoogrupos.com.br
ü Grupo Gomes Cardim de AA Online www.alcoolicos.gvgcaa.nom.br/
ü Grupo Recomeçar de AA
Online - www.gruporecomecar.org
ü Grupo Recuperar de AA Online - www.recuperaronline.com/
ü Grupo Renascer de AA Online - www.gruporenascer.org/
ü Grupo de A.A. terra da luz – www.aaceara.org.br/grupo_terra_da_luz.htm
ü AA BR-Online - www.aabr-online.com.br
ü AA Grupo 3
legados - grupo-tres-legados@oso-aa.org
terça-feira, junho 21, 2011
Pedidos de ajuda que quebram o estigma, a negação e a vergonha I
Pequenos excertos sobre pedidos de ajuda recebidos por email, sendo posteriormente enviadas as respectivas respostas. Todos os dados pessoais foram alterados de forma a manter a confidencialidade dos seus intervenientes. Se identificar com alguma situação e ou comportamento em concreto pode escrever um email e solicitar apoio.
A
publicação destes pequenos excertos tem como propósito quebrar o ciclo
disfuncional associado ao estigma, à negação e à vergonha. Na sociedade de
hoje, é cada vez mais comum o aparecimento deste tipo de problema e questões
entre pessoas e famílias. Por vezes, a distancia, entre pessoas com problemas
idênticos, pode ser uma porta, um prédio e/ou uma mesa do escritório. A ajuda
surge quando o ciclo disfuncional é interrompido.
Todos, sem
excepção estamos vulneráveis e expostos à adversidade, por ex. comportamentos
adictivos. Determinados comportamentos dolorosos podem despoletar o mecanismo
(ex. procura do prazer, alivio através da comida, sexo, substancias
psicoactivas, jogo, compras, shoplifting) que supostamente nos protege da dor,
mas conduz-nos no sentido contrário, da dependência e da perda do controlo.
Pedidos de Ajuda
Distúrbio alimentar: "Navegava na Internet
para resolver o meu problema de bulimia. Adorei o seu blogue, acho que
encontrei uma luz ao fundo do túnel. Amei o texto sobre perdoar e cada vez mais
me convenço que tenho que aprender a perdoar e a perdoar-me em vez de viver a
apontar o dedo a mim e aos que me estão mais próximos."
Distúrbio alimentar: "Desde há uns anos quando
acabo uma refeição 90% das vezes fico agoniado/enjoado. Quando tinha 12 anos
era gordinho e a família brincava comigo em relação ao meu peso e ao corpo. Não
achava piada. Dei por mim, a beber um copo de leite de manhã e a jantar. Sempre
que como fico mal disposto. Nunca vomitei após uma refeição, mas tento
controlar-me, porque vontade não me falta. Será que posso ter algum tipo de
distúrbio alimentar?"
sábado, junho 18, 2011
Não é o nosso corpo que precisa de mudar; são as nossas atitudes
O
convite à Margarida Araújo para participar no Recuperar É Que Está A Dar tem
dois motivos. O primeiro surgiu há vários meses atrás quando a vi, acompanhada
pelo seu Personnal Trainer, no mesmo
que Health Club que frequentamos e onde apeteceu-me chegar junto a ela dizer: “Desculpe,
mas só queria dizer-lhe que admiro imenso” só não o fiz por receio de ser mal
interpretado e porque na altura, a Margarida pesava 179 kg. Hoje Pesa 112 quilos e perdeu 67 em oito meses.O outro, mais recentemente, foi através
de uma reportagem de um jornal onde a Margarida, em conjunto com mais três indivíduos,
revelam a sua aventura e resiliência na mudança das suas atitudes.
Nesse
sentido, decidi propor à Margarida um simples questionário com 8 perguntas e às
quais ela respondeu, com honestidade, na totalidade.
Identifica alguém na sua família com
problemas de obesidade ou outro distúrbio alimentar?
Margarida Araújo: Sim. No que respeita à família nuclear, a mãe e a irmã mais velha. Não no grau de obesidade que alcancei, mas com distúrbios alimentares dessa ordem. No sentido mais lato de família, é possível identificar, entre os meus, tios, primos que sempre tiveram excesso de peso e tendência para engordar, mas sem chegar à obesidade.
Qual ou quais os factores que tenham contribuído para o agravamento do problema (obesidade)?
M.A.: Entre os meus familiares sempre houve o hábito de celebrar à mesa. Mesa farta, almoços que se prolongam pela tarde dentro. E, assim, se criaram maus hábitos alimentares e estilos de vida menos saudáveis.
Ansiedade. Acaba por ser um ciclo, comia porque estava nervosa…depois enervava-me porque tinha comido…e voltava a comer ainda mais.
“Perdido por 100, perdido por 1000…”. E deixamo-nos ir…e pensamos: mais quilo, menos quilos…
Nunca tive problemas de mobilidade e não se pode dizer que era uma pessoa totalmente sedentária, porque sempre andei muito a pé. Por isso, sempre me mexi bem e isso não era, para mim um problema ou algo que me levasse a fazer dieta.
Depois, também nunca tive problemas de saúde ligados à obesidade e, de certa forma, sentia-me uma gorda “saudável”.
Lá no fundo, sabia, que mais cedo ou mais tarde, esses problemas acabariam por surgir...mas quando surgissem, tomaria uma decisão.
Até que me apercebi, que o pensamento não devia, nem podia ser esse. E consciencializei-me que devia agir, antes de essas complicações surgirem.
Margarida Araújo: Sim. No que respeita à família nuclear, a mãe e a irmã mais velha. Não no grau de obesidade que alcancei, mas com distúrbios alimentares dessa ordem. No sentido mais lato de família, é possível identificar, entre os meus, tios, primos que sempre tiveram excesso de peso e tendência para engordar, mas sem chegar à obesidade.
Qual ou quais os factores que tenham contribuído para o agravamento do problema (obesidade)?
M.A.: Entre os meus familiares sempre houve o hábito de celebrar à mesa. Mesa farta, almoços que se prolongam pela tarde dentro. E, assim, se criaram maus hábitos alimentares e estilos de vida menos saudáveis.
Ansiedade. Acaba por ser um ciclo, comia porque estava nervosa…depois enervava-me porque tinha comido…e voltava a comer ainda mais.
“Perdido por 100, perdido por 1000…”. E deixamo-nos ir…e pensamos: mais quilo, menos quilos…
Nunca tive problemas de mobilidade e não se pode dizer que era uma pessoa totalmente sedentária, porque sempre andei muito a pé. Por isso, sempre me mexi bem e isso não era, para mim um problema ou algo que me levasse a fazer dieta.
Depois, também nunca tive problemas de saúde ligados à obesidade e, de certa forma, sentia-me uma gorda “saudável”.
Lá no fundo, sabia, que mais cedo ou mais tarde, esses problemas acabariam por surgir...mas quando surgissem, tomaria uma decisão.
Até que me apercebi, que o pensamento não devia, nem podia ser esse. E consciencializei-me que devia agir, antes de essas complicações surgirem.
Afinal,
nenhum gordo é saudável, porque a própria obesidade já é uma doença grave.
quinta-feira, junho 02, 2011
Distúrbio Alimentar em “Piloto Automático”
Desde muito cedo aprendemos que o tempo útil disponível aparenta
ser insuficiente. Todos nós vivemos num corrupio diário, capaz de gerar emoções
muito dolorosas (stress), como se o
nosso bem-estar e a qualidade de vida dependessem disso e andamos uma parte
muito significativa das nossas vidas sempre ocupados e preocupados com as
contas, com os estudos, com o trabalho, com os pais, com os filhos, com a
alimentação, com as compras mais variadas e as arrumações, com o patrão, com o
emprego, com a mulher/marido, com a empresa, com as dietas, com o exercício
físico e a imagem, com a saúde, com a casa, com o dinheiro, com a família, com
o/a parceiro/a, com o sucesso e o prestigio, com a perfeição e o controlo
(poder), com a falta de tempo, mas também acontece, por irónico que seja, quando
não estamos ocupados também ficamos preocupados. A vida é difícil.
Progressivamente, vamos acumulando e sobrecarregando a nossa
limitada agenda com tarefas e/ou compromissos urgentes e importantes. Na
maioria dos casos, tudo é urgente, para ontem de preferência. Através deste
tipo de comportamento problema podemos ficar vulneráveis e expostos à adversidade e/ou à
doença, por ex. comportamentos adictivos
(substâncias licitas, incluindo o álcool, as ilícitas, o jogo, o sexo, o
distúrbio alimentar, as compras compulsivas, o shoplifting. Determinados atitudes
e comportamentos geradores de desconforto podem despoletar o mecanismo (ex.
prazer, bem estar, procura do alivio do sofrimento e/da apatia, do
aborrecimento, da depressão ou da ansiedade) que supostamente nos protege da
dor (tipo efeito amortecedor) mas na realidade e progressivamente, conduz-nos
no sentido contrario, da dependência e mais sofrimento.
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
à(s)
quinta-feira, junho 02, 2011
Sem comentários:
Etiquetas:
dependencia emocional,
dependencia financeira,
disturbios alimentares,
doença,
gastar/compras compulsivo,
gestão de emoções,
prevenção da recaída,
sociedade,
stress
segunda-feira, maio 23, 2011
domingo, maio 22, 2011
Projecto “O Jogo Patológico – Um Problema Social” pelos Alunos Esc. de Vila Nova de Cerveira
O jogo patológico não é uma doença, mas sim um divertimento – esta é a maneira como o Estado português trata este cancro que cada vez mais se entranha na nossa sociedade, galopando especialmente com o crescimento dos Casinos Online.
Contra esta posição legal, o nosso grupo de área de projecto decidiu contrariar esta tendência e lutar por informar e prevenir os alunos da escola de Cerveira com a uma simulação de jogos de Casino.
Durante uma semana, quatro jogos de “fortuna ou azar” tradicionalmente jogados nos grandes casinos foram colocados ao dispor do público do secundário da nossa escola. Foi atribuída uma carteira de 500 euros virtuais, por jogador, que poderiam ser gastos nos quatro jogos disponíveis. O grupo agiu como banca, numa actividade que tem como conclusão demonstrar, matematicamente, como os jogadores perdem, e psicologicamente, como estes são facilmente cativados pelo vício.
terça-feira, maio 17, 2011
Renasci
Posso dizer que nasci duas vezes; ao que parece, todos os
nascimentos são dolorosos, e comigo também foi assim.
Dizem que chorei imenso quando a minha Mãe me deu á luz; afinal, era um mundo inteiramente novo e diferente daquele a que estava habituado, no quentinho protegido de uma barriga.
Desse nascimento não me
lembro de nada, mas recordo com o passar dos anos fui crescendo numa infância
feliz, aonde tive tudo o que era preciso para me tornar num adolescente
saudável, de bem com a vida e equilibrado. Ao invés de me adaptar e integrar no
mundo que se me abria e que ia descobrindo, fui crescendo (ou hibernando), cada
vez mais fechado em mim próprio sem nunca saber como lidar com todas as contrariedades
e dificuldades que eram/são comuns e normais a tantos e tantos jovens.
Descobri as drogas, aparentemente, por acaso, devia ter uns 13
ou 14 anos quando dei as primeiras passas num charro incitado por um novo grupo
de amigos, que de vez em quando também o fazia. Rapidamente, percebi que sob o
efeito do haxixe, todas as preocupações, frustrações ou dificuldades que
pudesse ter, deixavam de existir como que por magia; curtir era a palavra de
ordem, e curtir estava sempre associado às drogas; sem perceber que estava a
entrar num processo auto-destrutivo, passei a encarar a vida sem qualquer
sentido de responsabilidade e a única forma de o fazer era estar
permanentemente anestesiado sob o efeito de drogas, na gíria, de cabeça cheia.
domingo, maio 15, 2011
Relacionamento de Intimidade
“Não me interessa qual o teu modo de vida. Quero saber o que
anseias, e se ousas sonhar os desejos do teu coração.
Não me interessa saber que idade tens. Quero saber se
arriscas procurar que nem um louco o amor, os sonhos, a aventura de estar vivo.
Não me interessa saber quais os planetas que estão em
quadratura com a tua lua. Quero saber se tocaste o centro da tua própria dor,
se estiveste aberto às traições da vida ou se te encolheste e te fechaste com medo
de outros sofrimentos! Quero saber se consegues sentar-te com a dor, a minha ou
a tua, sem te mexeres para a esconder, disfarçar ou compor. Quero saber se
consegues viver a alegria, a minha ou a tua; se consegues dançar com loucura e
deixar que o êxtase te encha até às pontas dos pés e das mãos sem nos
advertires para termos cuidado, sermos realistas ou nos relembrares as
limitações do ser humano.
Não me interessa se a história que me contas é verdadeira.
Quero saber se consegues desapontar o outro para seres verdadeiro contigo
mesmo; se consegues suportar a acusação de traição e não atraiçoares a tua própria
alma. Quero saber se consegues ser fiel e, por isso digno de confiança. Quero
saber se consegues ver beleza mesmo num
dia não muito bonito, e se consegues alimentar a tua vida da presença de Deus. Quero
saber se consegues viver com o erro, o teu e o meu, e mesmo assim ficar de pé à
beira de um lago e gritar à Lua prateada, “Sim!”.
quarta-feira, maio 04, 2011
A Dor crónica, a Culpa e a Adicção: Uma triangulação indesejada
Na maioria
dos casos, quando uma família ou relacionamento de intimidade romântico
(casal/parceiros) é afectado, pelas consequências negativas da Adicção activa,
sejam substancias psicoactivas licitas, incluindo o álcool, e/ou ilícitas,
jogo, sexo, distúrbio alimentar, shoplifting, codependência, ocorrem dinâmicas
(atitudes e comportamentos) disfuncionais, entre os seus membros, que afectam o
equilibro da relação, dos limites, dos papeis e dos afectos. Todos, sem
excepção, são afectados pela dor aguda e adoptam uma postura defensiva no
relacionamento uns aos outros, por ex. através da culpa. Procura-se um culpado
pelo problema. Por ex. alguém na hierarquia família é culpado. Um mais do que
outro, alguém tem de ser culpado e “castigado” pela causa do problema e pelas
suas consequências. É perfeitamente legítima esta turbulência.
Sabemos que
a dor é comum a todos os seres vivos. É um mecanismo de sobrevivência. Funciona
como um sistema de alerta que é accionado quando algo está errado e possa
comprometer a integridade física e/ou emocional. Se não sentíssemos dor não
estaríamos vivos. Podemos classificar a dor em duas categorias 1. Dor
Aguda é consequência do trauma, do ferimento, do insulto e pode ser reciclada,
de duração limitada, através de um efeito curativo e transformador de
competências (experiencia empírica). Aprende-se com isso, a vida continua 2. Dor
Crónica persiste no tempo para além do fortuito produzindo sofrimento frequentemente
intolerável capaz de assumir diversos tipo de manifestações físicas e/ou
psicológicas. A Dor Crónica compromete seriamente a qualidade de vida.
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
à(s)
quarta-feira, maio 04, 2011
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recuperação,
regra do silêncio,
relações,
rendição,
ressentimento
terça-feira, abril 19, 2011
Gratidão
Após anos e anos de insanidade em busca de prazer imediato,
cansei-me. Cansei-me de tanta dor, desespero, mentira e solidão...
Quis morrer... Baixei os braços e desisti da vida a preto e
branco que levava. Estava tão cansada…
Mais tarde, aceitei
que tinha um problema, aceitei que tinha uma doença que me estava a levar à
loucura e à falência de todo o meu Ser…
Pedi ajuda…
Apesar do vazio que sentia, lutei e ultrapassei a angústia,
o medo e a confusão inicial.
Comecei a pegar as pontas soltas quase perdidas, da minha
vida, e regressei a muito custo ao mundo dos vivos…
Aos poucos fui percebendo que a energia pesada ia saindo de
mim, do meu corpo e da minha alma. Agora eu senti que me estava a libertar de
um buraco negro, quis ligar-me com o Sol e com a sua Luz.
Sempre fui demasiado frágil e sensível, a minha vivência
mostrou-me que existe algo demasiado forte, mais forte que a matéria. Acredito
que somos parte de um Universo imenso com dois pólos, o negativo e o positivo,
o Amor e o Ódio, o yin e o yang, o sim e o não. Coincidências que não são
apenas coincidências… Decidi escolher ligar-me ao Sol e à Luz, ao sim…Agora
podia escolher, estava livre!
quinta-feira, abril 07, 2011
Emoções Associadas aos Comportamentos Adictivos (Doença de Sentimentos)
quarta-feira, abril 06, 2011
Investigação e Intervenção
IX Jornadas da Saúde e das Toxicodependências “Investigação e intervenção em toxicodependência”
Local: Escola Superior de Saúde de Leiria.
Data: 06 de Maio de 2011
A organização é da Comunidade Vida e Paz - Comunidade Terapêutica de Fátima que que se dedica ao tratamento de toxicodependentes e alcoólicos.
A minha intervenção é sobre o Modelo Minnesota. Irei fazer algumas reflexões sobre a adopção deste modelo em Portugal.
Recuperar É Que Está A Dar
Veja o prograna e siga os links:
quinta-feira, março 24, 2011
Pessoas Especiais (Mentores) Earnie Larsen e Alan Marlatt
Recentemente tive conhecimento do falecimento, de duas
pessoas, ambos excelentes profissionais dedicados e empenhados na área do
tratamento e recuperação do alcoolismo e das dependências de substâncias
psicoactivas licitas e/ou ilícitas (drogas), refiro-me ao Dr. Earnie Larsen e
ao Dr. G. Alan Marllat.
Como profissional, há já alguns anos que acompanhava o
trabalho destes dois vultos cujo imenso e valioso contributo irá permanecer na
história da Recuperação dos comportamentos Adictivos. Para além de ser um
profissional dedicado (espírito de missão,) Earnie Larson também era um adicto
em recuperação com um historial de sobriedade de mais de 40 anos. O Dr Alan G. Marllat
desenvolveu, entre muitos, um brilhante trabalho nas áreas da Prevenção da
Recaída e na Redução de Danos.
Uma sincera homenagem ao Dr. Alan G.
Marllat e ao Dr. Earnie Larsen pelo compromisso, profissionalismo e orientação
(mensagem de inspiração) que prestaram, ao longo da sua vida, a milhares de indivíduos,
a profissionais, como eu, e principalmente aqueles que sofrem da Adicção,
incluindo famílias (crianças) e à comunidade.
Gostaria de acrescentar que é urgente, em Portugal,
existirem mais recursos e competências, pessoas especializadas e instituições
dedicadas, tanto a nível cientifico como empírico, no tratamento da doença da adicção às substancias psicoactivas licitas, incluindo
o álcool, e/ou ilícitas. É imperativo aproximar a ciência (investigação) da prática
(experiencia) e formar equipas multidisciplinares. São necessárias reformas (quanto
à metodologia, epidemiologia e etiologia) direccionadas à prevenção, ao tratamento
e à recuperação, assim como um maior envolvimento da sociedade, cujo principal intuito
é derrubar o estigma, a negação e a vergonha associado a esta doença. Aos indivíduos
doentes, assim como às suas famílias, é inevitável devolver a dignidade que
eles merecem. Não basta reinseri-los na sociedade, são obrigatórias terapias
que contemplem o individuo (bio-psico-social e espiritual).
Um Saudoso Adeus.
Earnie Larsen, 1939 – 2011 Alguns
livros: Satge II Relationships – Live Beyond Addiction, Beyond Anger Facilitator`s Guide, Days of Healing Days of Joy, From Anger To Forgiveness, Abused Boys Wounded Man Workbook.
G. Alan Marllat, 1941 -
2011 Investigador reconhecido internacionalmente escreveu e publicou mais de 20
livros e centenas de artigos científicos, recebeu inúmeros galardões. Esteve em Portugal.
Alguns
livros: Alcohol Use and ProblemDrinking, Brief Alcohol Screening and
Intervention for College Students, Determinants of Relapse, Harm Reduction,
Managing Your Drug or Alcohol Problem, The Tao of Sobriety
Recuperar É Que Está A Dar
quarta-feira, março 16, 2011
Ufit! Mexa-se pela sua saude
Quando pensamos nos grandes desejos, comuns
a todos nós, não será incorrecto afirmar que um deles é viver durante muito
tempo, com qualidade de vida (saúde, alegria, vigor, motivação, etc)
Apesar de estarmos todos de acordo, porque
é que para algumas pessoas os anos parecem não passar e outras carregam o peso
dos anos de forma mais evidente?
De forma consciente ou inconsciente, vamos
criando hábitos que nos podem aproximar ou afastar desse objectivo, desse
estado de equilíbrio, que podemos designar de Wellness (em tradução livre; bem-estar físico, mental e emocional,
que nos permite encontrar estabilidade e ser resilientes).
terça-feira, março 08, 2011
Registo Diario uma ferramenta para Recuperar
Se pensar bem, provavelmente, já escreveu sobre as suas experiências, relacionamentos e
aventuras. Refiro-me ao “velhinho” diário que está guardado numa caixa
esquecido. Aquele diário oferecido, quando éramos crianças e ou
adolescentes, onde secretamente ou não, registávamos os eventos e as experiências mais significativas e passado um tempo voltávamos a ler, vezes sem
conta, tudo outra vez, como se não houvesse amanhã.
Hoje em dia, de acordo com vários estudos, revelam que escrever, sobre si próprio
(registo diário), pode apresentar alguns benefícios, por ex. redução do nível
de stress, melhora o estado de humor e a sensação de bem-estar, reduz sintomas
de tristeza e depressão.
Ao longo da minha experiência profissional, sempre apelei e continuo incentivar o registo diário. Para aqueles que têm o desejo sincero em recuperar da adicção
activa, sejam substâncias psicoactivas (drogas lícitas, incluindo o álcool, e
as ilícitas) ou comportamentos (jogo, distúrbio alimentar, sexo, codependência)
o registo diário é um excelente recurso cujo intuito possibilita a
auto-reflexão e a autocrítica construtiva (feedback).
Como é do conhecimento geral, a mudança de atitudes e comportamentos exige auto
monitorização, motivação, honestidade e compromisso, assim o registo diário pode
revelar-se uma ferramenta útil para recapitular (gravar/histórico) os seus
pensamentos, experiências e emoções num caderno, no Pc, no notebook, tablet,
etc.
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Regra do Silêncio na Adicção (Não fala, Não sente e Não confia)
A Regra do Silêncio aplica-se quando o assunto da Adicção e as suas consequências adversas não é tido em conta, valorizado e/ou negado,
num relacionamento entre duas pessoas (por ex. marido adicto e a esposa) e também perante as dinâmicas da família. Todos são afectados, directa e indirectamente,
mas acaba-se por conformar e resignar, como sendo algo normal, faz parte do
destino e infortúnio. Algumas pessoas afirmam “Não vale a pena tocar no assunto…”
Ao longo da minha experiencia em trabalhar com famílias de
adictos/as e indivíduos (ex. esposas) com relações de intimidade com adictos no
activo (dependências de drogas licitas, incluindo o álcool, e ou ilícitas,
jogo, sexo, distúrbio alimentar) constato, em alguns casos, que a progressão da
doença da Adicção, associado a determinados comportamentos disfuncionais e
insanos advêm da complacência, da passividade, do conformismo determinado pela
Regra do Silêncio. Em muitos casos, esta Regra do Silencio é adoptada, pelas
pessoas, não adictas, derivado ao estigma, à negação e/ou à vergonha.
Regras nos Relacionamentos
Existem regras para a
comunicação e para o bom entendimento entre duas (marido e esposa) ou mais pessoas, uma
família (pai, mãe e filhos – ex. hierarquia), moralmente institucionalizadas,
implícitas e/ou explícitas. Em muitos casos, estas regras são adoptadas ao
longo de gerações, de uma maneira muito imperceptível, mas conscientes dos seus
efeitos. Por ex. imagine uma família de cinco indivíduos; pai, mãe, um filho de
13 anos, uma filha de 9 anos e o filho mais novo de 5 anos. Nesta família, através
da mãe ou do pai, de uma forma subtil, vão passando a mensagem, aos filhos, de
que aquilo que se passa em casa não é para ser falado fora de casa, seja com a
família (tios, primos, avós), amigos e ou na escola, por ex. quando o pai, se
torna violento verbalmente com a mãe (esposa) durante uma discussão ao jantar; quando
se discute questões relacionadas com o dinheiro, por ex. o pai discute com a
mãe porque ela gastou (esbanjou) mais dinheiro do que devia numa ida ao shopping,
a mãe confronta o pai porque foi ao casino com os amigos e gastou o dinheiro
que não devia, o pai acusa a mãe de ser uma protectora dos filhos ao fazer
todas as vontades, sendo estes assuntos tema constante e gerador de conflitos e
“guerras” em casa. Os pais, em conjunto ou individualmente, certificam-se de
que as crianças não falam com absolutamente ninguém, fora de casa, sobre estes
assuntos. Todavia, e quando essas regras impostas, pelos adultos, são
disfuncionais e comprometem, negativamente, os relacionamentos, os limites e os
afectos? Que ocultam o abuso, a desonestidade, a negligência, a insanidade.
sexta-feira, janeiro 14, 2011
O Exercício físico é uma mais valia garantida (Indoor Cycling)
A modalidade de Indoor Cycling,
surge através de Johnny Goldberg (Johnny G) na década de 80. É
uma de aula de grupo, realizada em ginásios e health club’s em bicicletas
estacionárias com resistência manual e ao ritmo de música, cujo lema adoptado
foi: “As pedaladas mais importantes que podes dar na tua vida são as que direccionas
para ti próprio".
Os praticantes são conduzidos por um instrutor/a,
que vai criando um envolvimento “imaginário”, por ex. rectas, subidas e
descidas, visando a motivação do grupo. Cada participante, ajusta a resistência
da bicicleta, em função da música, imaginando o cenário e tendo em conta as suas
próprias capacidades.
No entanto,
apresentando-se como uma aula de grupo, o Indoor
Cycling não possui grande vocação para responder às exigências e necessidades
individuais dos praticantes sendo a intensidade de esforço, habitualmente,
determinada pelo professor em função do ritmo musical “imposto” (Batimento Por Minuto) e não em função das capacidades e/ou objectivos dos
praticantes (Garganta, 2005).
Desde o seu lançamento,
seguiu-se uma ampla proliferação de programas de Indoor Cycling, alguns deles associados a fabricantes de
bicicletas: TrebiSpin, RPM, Cycle Reebok, Tomhawk, Schwinn Indoor Cycling, Top Ride, entre
outros.
sábado, dezembro 11, 2010
Retirar o "pó do armário"
Foi no dia 13 de
Dezembro de 2008 que comecei a renascer.
Tudo para mim era tempestade.
Mudança, decisão, alegria, tristeza.
Tudo era uma dificuldade,
Uma vida repleta de incerteza.
Não sabia o que era Adicção,
Aceitei ajuda para fugir.
Entrei em profunda negação,
A mente não queria abrir.
Pensava na minha idade,
Olhava apenas para as diferenças.
No que fazia não via maldade,
Vontades de “flutuar”? Imensas!
Por vezes sentia dualidades.
Sabia que tinha de mudar,
Dos tempos passados tinha saudades,
Não sabia como recomeçar.
Levei o meu tempo,
E um dia, comecei a entregar.
Não queria mais o cinzento,
Senti
o meu naufragar.
Comecei a compreender
O quanto tinha descambado,
Doeu-me tanto (re)viver
Os episódios do passado.
Era preciosamente necessário
Que tudo eu relembrasse.
Retirar o “pó do armário”.
Para que eu recomeçasse.
Dando um passo de cada vez,
Fui conhecendo a realidade.
Por vezes replecta de porquês
Sobre a “tal” Liberdade.
Espiritualidade, serenidade.
Não sabia como se sentir.
Tinha destruído a capacidade
Que me ajudava a emergir.
Devagar, vou caminhando.
E (re)descubro sentimentos,
Com AMIGOS vou
partilhando,
Os mais profundos pensamentos.
Entrar em recuperação,
Foi o melhor que me aconteceu.
Agora vivo com emoção
Tudo o que o destino/P.S. me teceu.
Comemoro uma data brevemente
Proporciona-me alguma ansiedade
O primeiro preto positivo, felizmente!
Confesso que me faz sentir vaidade.
Neste lugar sempre terei
O aconchego desejado.
Se me manter, eu viverei
“E mais será
revelado….”
J.C. 8/12/2010
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