- À intuição e à curiosidade (mente aberta).
- À fé (conexão/crenças morais universais espirituais) num Poder Superior/Espírito Criador, conforme você O/A concebe, (religioso ou não). Por exemplo, Deus, Alá, Ensinamentos do Buda, Deusa, Deuses, Anjo, Natureza, etc. O conceito espiritual, neste retiro, visa reforçar as suas próprias crenças individuais, a relação com as outras pessoas e com um mundo transcendental e imaterial, não religioso, com ou sem dogmas e/ou divindades. Você é que decide em quem acredita e o quê; o importante é acreditar. O objetivo do retiro é enriquecer a sua literacia emocional/espiritual e não determinar quaisquer crenças/valores.
- À oração e à meditação (monitorizar qualidade de pensamentos),
- À tolerância e à esperança contra o preconceito,
- Aos afetos e à integridade (amor),
- Ao significado e propósito (rumo da vida),
- À sua criança interior (criativa e espontânea - sentimentos).
quarta-feira, novembro 01, 2017
Retiro Espiritual Online - Programa Desenvolvimento Pessoal @ - Kit
Retiro online pioneiro e inovador.
Importante:
Todos os seus dados são mantidos sob o mais rigoroso sigilo (confidencialidade).
Durante 30 dias consecutivos pode participar
num Retiro Espiritual – momentos iluminados de inspiração apelando:
Segundo o dicionário Priberam
da Língua Portuguesa, a palavra retiro significa: “refugio, remanso, período de
afastamento da vida ativa consagrado à meditação religiosa, à oração.”
Gostaria de reforçar que este
Kit não tem um cariz religioso (exemplo, dogma e/ou divindades), todavia cabe a
você, proporcionar a orientação espiritual, em relação às suas próprias
crenças, que considerar validas. A espiritualidade, característica inusitada e
intrínseca ao ser humano, é uma aprendizagem contínua e uma jornada que se
desenrola ao longo da vida; sentimos, acreditamos e isso basta, para se ser
espiritual.
Para a grande maioria de nós,
torna-se difícil dispor de um fim-de-semana para frequentar um retiro espiritual,
longe da agitação do dia-a-dia. Falo por experiência própria, visto ter
frequentado alguns retiros em Portugal e no estrangeiro. Este PDP@/Retiro Online, em formato PDF, surge como forma de ultrapassar estas condicionantes e proporcionar-lhe um
acesso a uma porta iluminada - conceitos e valores espirituais, sempre
presentes no dia a dia, mas em muitos casos negligenciados pelas nossas vidas
agitadas e consumistas (pressão e correrias).
Caso esteja interessado/a envie email para joaoalexx@sapo.pt e escreva no assunto da mensagem PDP@. O valor é acessível a todas as carteiras
quarta-feira, outubro 25, 2017
106ª Dica Arte Bem Viver de 31.03.2013
Olá
Sentimento de posse vs. Sentimento de pertença nos
relacionamentos de intimidade.
Nascemos livres e morremos livres. A uma dada altura do desenvolvimento,
por exemplo, no início da idade adulta, abraçamos o desafio de seguirmos as
nossas próprias convicções, ideais, crenças, necessidades, valores, através da
coerência e da integridade, reconhecido pelo nosso próprio cunho/identidade. O desenvolvimento
pessoal depende da liberdade de escolha e expressão, mas por outro lado,
dependemos de relações significativas; sistema complexo e (des) sincronizado de
dinâmicas, enraizados na cultura da família, da comunidade e da sociedade.
O sentimento de posse é o oposto ao sentimento de pertença.
Se somos livres, de acordo com os direitos humanos universais, qualquer ser
humano não pode ser dominado/controlado pela obsessão do outro. Erradamente,
existem tradições que evocam o amor (e o sexo) e a necessidade de se sentir
íntimo e especial para alguém através do sentimento de posse; é um mito.
O sentimento de posse é alimentado pela exaltação sofrida,
melodramática e os jogos psicológicos de domínio (amor dependente), onde
exigimos ao outro a responsabilidade em satisfazer a nossa própria felicidade
fantasiosa e as expectativas irreais (vitimização). Isto é, como não
conseguimos preencher as nossas próprias necessidades básicas e estar seguros,
exigimos ao outro que faça o trabalho por nós; “Se realmente gostas de mim… não deves fazer isto ou aquilo… e/ou tens
que fazer aquilo que te peço/imploro senão fico a sofrer por tua causa”.
Nestas alturas, fazemos exigências que ninguém pode satisfazer porque são as
nossas ilusões e fantasias que alimentam o sentimento de posse. Sabia que a
violência doméstica está associada ao sentimento de posse?
O sentimento de pertença reforça os afetos e os limites saudáveis
nas relações porque existe a liberdade de ser; é um acordo mútuo, apoiado na
confiança, na honestidade e na coesão, onde ambas as pessoas têm a legitimidade
à sua individualidade, ao seu desenvolvimento e crescimento. Respeitam os
limites e os compromissos do acordo; vivem abertos à mudança, à lealdade, à
intimidade e aos desafios do dia-a-dia. As pessoas não permanecem estáticas,
pelo contrário, as pessoas mudam e o mesmo acontece aos relacionamentos. É um
processo orgânico onde não existem acordos com garantia vitalícia, dependem
somente da liberdade. Os parceiros pertencem ao mesmo projeto/relação de
intimidade (acordo) porque se revêm nos mesmos princípios, sonhos e objetivos.
Potencie o sentimento de pertença e repudie o sentimento de
posse.
Exclusivamente, para si, votos de uma semana livre nos afetos
«O amor tem a virtude, não apenas de desnudar dois amantes
um em face do outro, mas também cada um deles diante de si próprio.» Cesare
Pavese.
Cumprimentos
- Considera que esta dica também pode ser útil a alguém seu conhecido? Se a resposta é sim, partilhe a dica através do seu correio electrónico.
Nota: caso você
esteja interessado/a em receber a dica, na sua caixa de correio eletrónico, é
simples, basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt
e escreva Dica Arte Bem Viver no assunto
da mensagem . Todos os seus dados são confidenciais. Bem haja
quarta-feira, setembro 13, 2017
10 anos de existência na blogosfera 2007/2017
Setembro de 2007/2017 – O blogue comemora 10 anos de
existência. Em 2007, decidi criar dois blogues: 1.
Sobre a prevenção das dependências e o 2. sobre o tratamento e a recuperação da
adicção. Foram os primeiros blogues,
em Portugal, escritos por um profissional (Addiction Counselor), a abordar a
prevenção, o tratamento e a recuperação dos comportamentos adictivos –
substâncias psicoactivas do sistema nervoso central, vulgo drogas, e/ou dos
comportamentos.
Recordo a minha ambivalência em relação às primeiras
publicações, estava consciente das minhas limitações e duvidas, em termos da
escrita. Tinha varias questões na minha mente: «Será que alguém vai
interessar-se pelos temas?» e « Será que as pessoas vão gostar do meu estilo de
escrita?» Existiam um rol infindável de duvidas e questões para as quais não
conseguia obter uma resposta concreta, mas por outro lado, estava motivado e entusiasmado
em explorar o potencial da Internet e lançar a discussão publica a fim de
quebrar o estigma, a negação e a vergonha, partilhando ideias, experiência
profissional, conhecimento e alguns avanços na investigação cientifica. Em
Setembro, decidi arriscar. Passados 10 anos, ainda bem que o fiz.
O blogue sobre a recuperação da adicção aborda ( envolve) a espiritualidade
(conceito não religioso), o conhecimento empírico e a investigação cientifica
na intervenção, na prevenção, no tratamento e na recuperação da adicção –
doença primaria, progressiva e cronica, todavia, existe a esperança associada à
recuperação.
Numero total de visualizações 92.872
Numero total de visualizações 92.872
O blogue conta também com
a participação de pessoas (indivíduos anónimos) que partilham as suas
experiências em recuperação da adicção, assim como, vários profissionais.
Passados dez anos, recebo uma media de 3 emails por semana,
de adictos e/ou familiares que procuram orientação sobre a problemática da
adicção nas suas vidas.
O blogue é interactivo com o
Facebook, o Google + e o LinkedIn .
Aproveito também para manifestar a minha gratidão a todos aqueles que participam com textos (incluindo profissionais e anónimos), mensagens, partilhas e comentários ao longo dos dez anos. Boa noticia, o blogue irá continuar disponível e a lançar a discussão aberta e honesta contra o estigma, a negação e a vergonha. Recuperar é que esta a dar. Segundo o Dr David Best e Alexandre Laudet Ph.D os princípios de recuperação dos comportamentos adictivos assentam na esperança, na liberdade, na decisão e no compromisso.
Aproveito também para manifestar a minha gratidão a todos aqueles que participam com textos (incluindo profissionais e anónimos), mensagens, partilhas e comentários ao longo dos dez anos. Boa noticia, o blogue irá continuar disponível e a lançar a discussão aberta e honesta contra o estigma, a negação e a vergonha. Recuperar é que esta a dar. Segundo o Dr David Best e Alexandre Laudet Ph.D os princípios de recuperação dos comportamentos adictivos assentam na esperança, na liberdade, na decisão e no compromisso.
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
à(s)
quarta-feira, setembro 13, 2017
Sem comentários:


Etiquetas:
adicção,
comunicação,
comunidade,
doença,
partilha,
recuperação,
reflexão,
sociedade,
vozes
quarta-feira, agosto 30, 2017
O poder da escolha pessoal
- «Estou cansado de chorar,
- Estou cansado de gritar,
- Estou cansado de estar triste,
- Estou cansado de fazer de fingir,
- Estou cansado de estar só,
- Estou cansado de estar zangado,
- Estou cansado de sentir que estou louco,
- Estou cansado de sentir que estou preso,
- Estou cansado de sentir que preciso de ajuda,
- Estou cansado de saber o que tenho que fazer,
- Estou cansado de perder oportunidades,
- Estou cansado de sentir que sou diferente,
- Estou cansado de perder pessoas,
- Estou cansado de sentir que não tenho valor,
- Estou cansado de sentir um vazio dentro de mim,
- Estou cansado de sentir que não consigo libertar-me,
- Estou cansado de pensar que gostava de voltar atrás e começar tudo outra vez,
- Estou cansado com a vida, que gostava, mas que nunca irei ter,
- Acima de tudo, estou cansado de estar cansado.» Autor anónimo
Este texto reflete um rol de problemas na vida do individuo.
Reflete a frustração, a desilusão, o remorso e a ausência de esperança. Reflete
a impotência, característica daqueles que sofrem sintomas (físicos e
psicológicos) da adicção activa, seja a substâncias psicoactivas do sistema
nervoso central, vulgo drogas lícitas e/ou ilíctas, seja a comportamentos
adictivos (jogo, compras, sexo, dependência emocional, internet/redes sociais,
perturbação do comportamento alimentar). A impotência, incapacidade do
individuo em controlar a adicção, é por si só uma fonte inesgotável de dor e
sofrimento.
quarta-feira, junho 07, 2017
Na intimidade da relação a comunicação é um prioridade
Limites nas relações de intimidade
As relações de intimidade, conseguem gerar uma energia
desmesurada e esmagadora; alguma dessa energia é positiva e inspiradora, por
outro lado, também consegue gerar energia capaz de sugar e anular todo o otimismo, gerar ansiedade, depressão, ressentimento e agressividade. Exemplo, se você
viver com alguém que faça questão de afirmar: "Não vales nada...,"
"Não fazes nada de jeito." este tipo de afirmações frequentes acabara
por ter um efeito negativo na sua auto estima.
Manifestamos com muito mais frequência a intolerância,
frustração e a critica para com aquelas pessoas com quem estamos todos os dias e
partilhamos «o mesmo teto» - relações mais intimas, por exemplo, família. Aquelas
pessoas que pensamos tê-las como garantidas, dizemos coisas que magoamos,
ofendemos, injuriamos, etc. . Nesse
sentido, os limites saudáveis são uma parte imprescindível nos relacionamentos
de intimidade a fim de não tornar as relações disfuncionais e caóticas. Talvez
por isso muita gente, quando pensa em relações de intimidade afirma «É
complicado», porque definir limites saudáveis pode revelar-se uma tarefa
complexa. Se queremos permanecer numa relação de intimidade duradoura, de
confiança e que nos permita florescer, precisamos de definir limites físicos e
emocionais saudáveis. Este trabalho é da nossa responsabilidade, exige arte e
competências. Ao definir metas, orientações e limites saudáveis estaremos a
proteger a auto estima, o respeito próprio, a segurança, a pertença e a
intimidade ingredientes essenciais para uma relação intima duradoura.
Apesar da negação e do autoengano, sabemos quando uma
relação é disfuncional porque não existem limites saudáveis. Sabemos porque
identificamos a perda do controlo, a ansiedade e a impotência. A ausência de
limites saudáveis pode estar associada à dependência emocional, vulgo
Codependência, depressão, ansiedade e stresse extremo (exaustão física e
emocional). Um exemplo sobre o que é que significa a ausência de limites, deixarmos
a porta de casa aberta, qualquer pessoa pode entrar, incluindo, as pessoas
indesejáveis.
O que é que são
limites nas relações de intimidade?
Veja este exemplo. Como sociedade precisamos de leis, valores,
tradições e regras. Estas normas permitem-nos comunicar e expressar as nossas
necessidades uns com os outros de acordo com as características individuais de
cada um de nós. Em sociedade, existem indivíduos que zelam pela aplicação
dessas leis quando elas são violadas e as fazem cumprir. Para vivermos numa
sociedade com direitos e deveres precisamos de leis. O mesmo fenómeno acontece com as relações de
intimidade, visto estarmos envolvidos emocionalmente com outra pessoa diferente
também precisamos de limites, regras, valores e orientações. Como seres
gregários, somos atraídos mais pelas semelhanças do que pelas diferenças,
contudo, não existem duas pessoas iguais e cada individuo transporta consigo (e
para a relação de intimidade) todo um histórico de experiências individuais
positivas e negativas, do seu passado, tais como, sentimentos, expectativas,
crenças, ambições, atitudes e comportamentos. Por exemplo, a relação com os
pais, família, as relações românticas anteriores, valores/crenças, questões
financeiras/económicas, carreira profissional/trabalho, etc.
Os limites saudáveis
nas relações são orientações que permitem-nos sentir seguros, confiar, estar vulneráveis,
investir na intimidade da relação, compreender aquilo que é razoável e
aceitável na interação com o/a parceiro/a e aquilo que permitimos aos outros
fazer e como reagimos quando esses mesmos limites são violados.
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
à(s)
quarta-feira, junho 07, 2017
Sem comentários:


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codependencia,
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emoções,
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gestão de emoções,
mulher,
negação,
relações,
vergonha tóxica
quarta-feira, maio 10, 2017
88ª Dica Arte Bem Viver (reeditada)
Olá,
A importância do reconhecimento nos relacionamentos de
intimidade. Todos nós almejamos o reconhecimento uns dos outros, em especial
daqueles que desenvolvemos uma relação de intimidade.
Reconhecimento implica você valorizar e apreciar os
aspetos positivos da relação/parceiro/a; em vez de centrar nas diferenças, nos
defeitos de caracter e nos problemas, centra-se nas semelhanças, nas qualidades
e nas soluções. Como sabemos, é mais fácil dizer do que fazer, porque na
realidade, desde muito cedo, nas nossas vidas, aprendemos a desenvolver um
exagerado sentido crítico em relação aos defeitos dos outros, isto é, funciona
como um mecanismo de defesa que nos mantém alerta sobre o que pode correr mal e
assim inviabilizar a relação; preparamo-nos para o pior, para não sermos
surpreendidos ou dizendo de outra maneira «o ataque é a melhor defesa».
Quanto mais você se centrar nos aspetos negativos do
seu parceiro/a, com o intuito de melhorar o comportamento dele/a, recorrendo á
crítica excessiva, mais ele/a se sente avaliado e menos aceite, tal como é.
Ninguém gosta da falta de reconhecimento e de ser sujeito à critica. Não estou
a dizer que não devemos criticar o outro, pelo contrario, seria impensavel não
haver critica ou conflitos numa relação de intimidade; os conflitos permitem
que as pessoas evoluam e se adaptem umas às outras. Todavia, a critica
excessiva, com o intuito de «deitar abaixo» poderá originar conflitos
duradouros e corroer a confiança na relação de intimidade através da
agressividade, raiva e ressentimento, desconfiança, indiferença. Se você está
numa relação de intimidade o objetivo fundamental é legitimar e valorizar os
aspetos positivos do seu parceiro/a, caso contrario, pode estar a deteriorar a
relação.
Recorde-se do seguinte, aquilo que você valorizar,
seja os aspetos positivos ou negativos do seu parceiro/a, acaba por se tornar o
centro da sua atenção; as coisas têm o valor que nós decidimos que elas tenham.
- Identifique características inesperadas e menos obvias no seu parceiro/a. Em conjunto com o seu parceiro, e envolvam-se em atividades, fora das rotinas e obrigações do dia a dia.
- Elogie o seu parceiro, pelo sorriso, pela boa disposição, pelo carinho, pela disponibilidade, pela confiança mutua que nutrem um pelo outro, pelo afeto em vez da critica excessiva.
- Seja criativo/a no elogio em vez de na critica.
- Como é que você obtém reconhecimento do seu parceiro/a? e vice-versa? Precisamos do reconhecimento social afim de florescermos e desenvolvermos uma musculatura emocional resiliente, com esperança.
Cumprimentos
Nota: caso você esteja interessado/a em receber a dica, na sua caixa de correio electrónico, é simples, basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt e escreva Dica Arte Bem Viver no assunto da mensagem . Todos os seus dados são confidenciais. Bem haja
quarta-feira, março 29, 2017
As justificações e racionalizações mais engenhosas e os super poderes
«A recuperação começa quando interrompemos as
desculpas frequentes e iniciamos a mudança de atitudes e comportamentos» Detox
Concierge, April Grisham
Os Comportamentos Aditivos (sexo, jogo, shoplifting, dependência de drogas,
abuso do álcool, compras, trabalho, dependência emocional, distúrbio alimentar)
na sua génese caracterizam-se pela perda do controle do comportamento (padrão
de insanidade/crises exacerbadas), esforços repetitivos para interromper o
comportamento compulsivo/problema (e as consequências negativas) falham
repetitivamente. Qualquer pessoa, independentemente do seu estatuto social,
pode desenvolver a compulsão, padrão repetitivo, associado aos comportamentos
adictivos. Algumas pessoas mais vulneráveis, apresentam a adicção cruzada
(comorbilidade) desenvolvem várias adicções; por exemplo, jogo patológico e a
dependência de drogas/abuso de álcool, dependência emocional e a dependência de
drogas, lícitas (medicação sujeita a receita medica – benzodiazepinas),
distúrbio alimentar e a dependência de drogas/abuso de álcool. Quando contemplamos a compulsão e a perda de
controlo, no tratamento da adicção, precisamos também de contemplar, o contexto social (fatores/forças
externas) em que o individuo está inserido, assim como o seu percurso de vida,
através de rotinas, sistema de crenças, hábitos e relacionamento com pessoas. Na
adicção activa, o dia-a-dia, do individuo gira em torno da
compulsão e da perda do controlo. É um processo insidioso de tentativas
frustradas, angustias, de interrupções temporárias, de justificações, autoengano
e frustração, alibis geradores de ansiedade, angustia, depressão e isolamento
(segredos) onde também podemos acrescentar problemas familiares, de saúde,
profissionais e problemas em outras obrigações sociais. De notar, que este
mecanismo psicológico de defesa de justificações, racionalizações e desculpas
não é identificado, unicamente, no individuo adicto, o ser humano, ao longo da
vida, também adota esta abordagem diante alguns problemas mais complexos. Todavia,
quando se trata da recuperação da adicção isso implica identificar esse sistema
de crenças, hábitos, rotinas e encontrar motivação para mudar de atitudes e
comportamentos. Perante a adversidade,
se o silencio (incapacidade de abordar o comportamento problema) é sinonimo de
negação ou vergonha, são necessárias medidas honestas e concretas a fim de
quebrar o processo repetitivo e compulsivo.
Possuímos
super poderes, por vezes ocultos, que aguardam para ser despertados
Seja qual
for o comportamento adictivo, hoje sabemos que existe a esperança quanto ao tratamento,
é possível interromper a progressão da adicção activa e iniciar a recuperação.
O conceito de recuperação, a que faço questão, está intrinsecamente relacionado
com um estilo de vida mais gratificante e pleno, através da mudança de atitudes
e comportamentos (sistema de crenças negativas, tomada de consciência, relações
de ajuda). Recuperação consiste no desenvolvimento de uma atitude proactiva ( o
individuo é o agente de mudança), na re-aprendizagem de competências, na
possibilidade de materializar sonhos/ambições pessoais e relacionamentos com
outras pessoas que de outra forma jamais seria possível concretizar. A natureza
da evolução humana concedeu-nos um sentido (instinto) que perante a adversidade
nos impele a agir e a reagir (exemplo, sobrevivência) e nesse sentido, podemos
utilizar este recurso na aceitação, na honestidade e na motivação necessários para
enfrentar a compulsão da adicção. Ao longo de duas décadas em trabalhar na área
dos comportamentos adictivos, acompanhei, até à data de hoje, aproximadamente 1000
indivíduos e confirmo, todos são unânimes em afirmar, de acordo com o seu
instinto, que 1. Estão em sofrimento devido à adicção 2. Desejam interromper o
comportamento problemático/compulsão 3. É necessário a mudança de atitudes e
comportamentos 4. E precisam de esperança.
terça-feira, janeiro 03, 2017
Nação resiliente no facebook 2016
Passatempo no Facebook
sobre a gratidão 2016. Pedi aos seguidores para completarem a seguinte afirmação: - «Estou grato/a por…» a fim de o conteúdo ser publicado aqui no blogue.
Escreva uma lista de 5
coisas pelas quais está grato/a.
- Isabel Garrido
Estou grata por estar viva, estou grata por ter saúde, estou grata por ter uma família que me acarinha, estou grata por ter amigos (poucos, mas bons), estou grata por ter conseguido
reestruturar a minha vida e ter continuado na luta.
- Evelise Fonseca
Estou grata, vivo um dia de cada vez.
- Vitor Guimarães
Grato por estar vivo, ter saúde, ter família e amigos, ter trabalho, grato por estar em recuperação.
- Abdul Karim
Estar
vivo
- Maria De Fátima Antunes
Estou grata por ter saúde, pela casa que me abriga, pelas mantas que me aquecem,pela comida, porque estou limpa.
- Maria Aparecida Nunes
Estou
grata por estar viva.
- Evelise Fonseca
Vida, saúde, amor, família e dinheiro
- Bela Duarte
Acordar
e sentir
- Beatriz Silva
Estar em recuperação. ter um filho maravilhoso, por
os meus pais ainda estarem vivos, por ter amigos, por ter 1 cão e 3
gatas.
- Iris Maria
Por
ter encontrado seu Blog ★★★★★, por
meus amigos verdadeiros, por
ver meu filho formado, por
poder ver a realização pessoal e profissional de minha filha, Deus.
- Leonor Nobre
Estou grata por ter uma mãe que me ama.
- Sandra Pinheiro
Por
ter gosto pela vida mesmo com todas as contrariedades.
- Cecília Cavalheiro
Estou
grata pelo filho que a vida me deu, pela família e amores, por ter vindo
trabalhar, pela esperança na bonança depois das tempestades (renovada
diariamente) e pelo que tenho para semear, no jardim de cada um, daqueles que a
vida traz para a minha beira.
- Maria De Fátima Antunes
Estou
grata porque tenho saúde, paz, comida, amigos verdadeiros, e especialmente
porque voltei a acreditar em mim.
- Evelise Fonseca
Viver, saúde, família, amor, amigos
- Maria Aparecida Nunes
Viver
- Patrícia Bento
Estou grata por ser
mãe, ser esposa, ser filha, ter saúde e ter trabalho.
- Iris Maria
Estou grata por uma
amiga não ter desistido de mim e também sou grata pelos que desistiram.
- Dina Isabel Santos
Estou grata por todos os dias crescer/aprender
mais um pouco
- Carina Branco Dias
Grata
pela minha família e amigos e por todos aqueles que me olham com carinho. Grata
por ter estes olhos, braços, pernas, sexo vida e corpo. Grata por esta benção
que se chama vida.
- Leonor Nobre
Estar
viva
- Maria Aparecida Nunes
Respirar
- Sofia Megre
Estou
grata por ter saúde.
Nota: bem
hajam pela participação. Recuperar é que está a dar.
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