terça-feira, abril 15, 2008

"A nossa vida é assim tão simples?"










A nossa vida é asssim tão simples!?
Uma noite, um velho índio Cherokee contou ao seu neto sobre uma batalha que acontece todos os dias dentro das pessoas.
Ele disse:- Meu filho, a batalha é entre dois lobos dentro de todos nós.
Um é mau: é a raiva, a inveja, o ciúme, a tristeza, o desgosto, a arrogância, a pena de si mesmo, a culpa, o ressentimento, a inferioridade, as mentiras, a superioridade.
O outro é bom: é a alegria, a paz, a esperança, a serenidade, a bondade, a benevolência, a empatia, a generosidade, a verdade, a compaixão e a fé.
O neto pensou naquilo por alguns minutos e perguntou ao seu avô:- Qual o lobo que vence? O velho Cherokee simplesmente respondeu:
- O que tu alimentas.

Comentário: Recebi este pequeno texto num e-mail e adequa-se ao proposito do nosso blog.



Para aqueles que recuperam de comportamentos adictivos e que já experimentaram no seu passado activo (historia de vida) ou no seu dia-a-dia o impacto negativo do ressentimento vale a pena tornar as coisas simples.
Senão vejamos os prós e os contra. O ressentimento molda e interfere negativamente a nossa visão de uma vida satisfatória e plena.
Limita-nos nas escolhas e impede-nos de relacionar com os outros.
Ficamos defensivos, desconfiados e sozinhos. Tenho acompanhado adictos/as que na sua senda de liberdade e autonomia buscam a libertação do sofrimento “barato”, aquele que só nos prejudica e que as vezes sem nos darmos conta “cultivamos”, como se "lenha para o lume se tratasse".


Já pensaram que a energia negativa do ressentimento poderá ser equiparada a um vulcão “adormecido”?! O que acontece a um vulcão que está adormecido antes da sua erupção abrupta? A sua energia encontra-se contida, todavia está em ebulição, até ao dia que o vulcão inicia a sua actividade – explodindo e semeando o caos e a destruição.


È importante valorizar-mos as nossas emoções, mesmos aquelas que nos magoam e que nos fazem sofrer.


Recuperar dos comportamentos adictivos é sentir, mesmo a dor, a separação, a perda, a frustração e a desilusão, etc. A adicção activa “adormece” e/ou reprime as nossas genuínas e valiosas emoções. Tornamo-nos básicos e “animais” irracionais (impulsivos, reactivos, intolerantes, confusos, ressentidos, etc).


Por isso, vamos identificar quais são realmente as nossas emoções - as que estão à superfície e aquelas que estão escondidas no âmago do “vulcão” inactivo.


E tal como o velho índio vamos alimentar e valorizar as emoções que enaltecem a nossa existência, a relação com o nosso poder Superior e as nossas relações. Quebrando as “amarras”, os preconceitos e valores disfuncionais impostos pela nossa cultura e tradição.
Neste caminho somos livres e fortes...

1 comentário:

Araújo disse...

Sou estudante de Psicologia e neste momento a realizar um estágio num centro de tratamento. Vim parar a este blog um pouco por acaso, a meio de uma pesquisa e de facto quero felicitá-lo pela iniciativa e pela valiosa informação que aqui transmite. Muito obrigada