sexta-feira, maio 30, 2014
Há palavras que mudam as pessoas
É através da palavra que expressamos os pensamentos e os sentimentos.
É através da palavra que comunicamos as nossas necessidades uns com os outros.
A palavra é uma ferramenta que utilizamos para enaltecer e legitimar,
mas também se pode transformar numa arma para humilhar e ofender.
- Quais são as palavras que normalmente, você utiliza para se
valorizar? Considera que também utiliza as mesmas palavras para valorizar as pessoas significativas?
- Quais são as palavras que normalmente, você utiliza para se criticar? É uma critica construtiva ou o oposto? Considera que também utiliza as mesmas palavras para criticar o outro?
No dia-a-dia, monitorize o efeito das seguintes palavras no
seu desenvolvimento pessoal:
"Sou estúpido/a",
"Sou feio/a",
"Não sou boa pessoa",
"Não presto para nada",
"Não
sou capaz"
“Eu devia…”
“Eu tenho…”.
Pare de usar estas palavras
contra si. Pode estar a criar, na sua mente, uma ideia disfuncional
(pensamentos automáticos negativos), de algo que não tem valor.
Mude as suas palavras e mude o seu mundo interior
sábado, maio 24, 2014
Consumo, abuso e dependência. Sabia que ...
- De acordo com estimativas das Nações Unidas existem mais de
10 milhões de pessoas dependentes de heroína no mundo. Em cada 1.000
consumidores de heroína, 2,6 irão morrer. Por exemplo, de overdose. A heroína é uma substancia psicoactiva extremamente
adictiva.
- Sabia que o consumo de crack
é considerado das drogas ilícitas a mais adictiva. O consumo do crack está associado ao crime.
- Sabia que o álcool é um depressor do sistema nervoso
central. Alguns indivíduos com problemas associados ao álcool apresentam sinais
e sintomas de depressão major; ideação suicida, tristeza, desânimo, insónia,
ansiedade, perda de apetite, fadiga.
- Sabia que o abuso de drogas, incluindo o álcool e algumas drogas sujeitas a prescrição medica, pode
distorcer a percepção da realidade. As pessoas podem revelar-se irracionais,
excêntricas e excessivamente desinibidas. Em alguns casos, podem revelar-se
violentas.
- A dependência de drogas, incluindo o álcool e algumas drogas sujeitas a prescrição medica, afecta todo o
tipo de pessoas, independentemente do seu estatuto social; por exemplo;
estudante universitário, medico, mecânico, engenheiro, canalizador, policia,
advogado, economista, advogado, senhora idosa, contabilista, bancário etc.
- Sabia que associado ao abuso e à dependência de drogas,
incluindo o alcool e algumas drogas sujeitas a prescrição medica, o individuo é sujeito a uma oscilação acentuada das suas
emoções que podem variar entre o ódio e a euforia, do entusiasmo à apatia. Por
exemplo, é frequente o individuo dependente estar triste e consumir drogas
proporcionando a si mesmo uma falsa sensação de felicidade.
- Sabia que no inicio do consumo de drogas ilícitas, estas
intensificam a actividade; mais concentração, mais desinibição, bem-estar e
alivio. Na dependência as drogas suprimem a actividade; menos concentração e
perda de memória, mais desadequação e constrangimento, desconforto físico e psicológico.
- Os custos humanos e económicos associados à dependência de
drogas, incluindo o álcool e algumas drogas sujeitas a prescrição médica, são elevadíssimos e dramáticos. O tratamento é um investimento cujo
retorno pode revelar-se recompensador.
- Existe o mito que se deve desresponsabilizar o individuo
dependente de certos comportamentos disfuncionais, associados à adicção de
drogas ilícitas e/ou álcool. Na realidade, apesar de a adicção ser uma doença, o
individuo deve ser responsabilizado por comportamentos que possam por em causa
a sua saúde e a vida das outras pessoas.
segunda-feira, maio 19, 2014
Parar de comer compulsivamente
A minha história começa como tantas
outras. Sempre fui uma criança gordinha, mas nunca obesa, o que não me
preocupava nada, até ao dia em que alguém verbalizou que eu estava gorda e
precisava de perder peso. Não sei quem foi, nem quando. Só sei que me marcou
profundamente. De repente, eu era diferente dos outros. Tinha peso a mais,
tinha de o perder e, pior ainda, tinha de deixar de comer para o conseguir.
A partir desse momento, parecia que
estava sempre alguém à espreita, pronto a apontar o dedo e a lançar um olhar
reprovador, cada vez que metia um pedaço de bolo à boca. Desde então, o dedo
acusador passou a estar presente em todos os momentos que houvesse comida e eu
a desejasse comer.
Como criança pensei que a solução passava
por comer às escondidas. Se ninguém vir o que como, é como se não acontecesse,
ninguém me pode acusar ou lançar olhares reprovadores… Foi assim que aprendi a
comer às escondidas. Nesses momentos, era só a comida e eu, a minha nova melhor
amiga. O prazer foi crescendo, à medida que criava um mundo secreto, só meu.
Com a entrada na adolescência a
situação agravou-se e o aumento de peso tornou-se evidente. A primeira reacção
foi fazer de conta e evitar os espelhos. O que não se vê, não existe… Os comentários
continuaram e ajudaram a que comesse cada vez mais, numa espécie de espiral
compulsiva. Evitava comer em público.
Aos 18 anos, levaram-me ao médico e fiz
a minha primeira dieta. Segui à risca o que me disseram, mediante a promessa de
perder peso. Em seis meses, perdi 20 quilos. A minha vida mudou. De repente, o
mundo olhava-me com outros olhos, ou pelo menos, assim os sentia… vieram os
elogios, os convites e, de repente, tudo me servia e assentava bem. Tive o meu
primeiro namorado a sério.
sábado, maio 17, 2014
Independentemente das crenças de cada um, somos seres espirituais
"Não somos seres humanos que almejamos um rumo espiritual. Somos seres espirituais que nos transformamos ao longo da vida." Pierre Teilhard de Chardin
quarta-feira, maio 14, 2014
Sensações fantásticas, mas com consequências dramáticas
Paradoxo: sensações fantásticas, com base no prazer imediato, mas com consequências dramáticas, a médio e a longo prazo.
Durante as minhas deambulações pelo espaço virtual, seleccionei esta fotografia da qual desconheço o seu autor, atraiu a minha atenção, principalmente, pelo conteúdo das palavras, reflectem uma constatação sobre a complexidade do consumo, do abuso e da dependência de substâncias psicoactivas do sistema nervoso central, vulgo drogas lícitas, incluindo o álcool, e as ilícitas.
O ser humano, ao longo da sua evolução e há milhares anos, sempre consumiu e irá continuar a consumir drogas, por inúmeras razões; rituais, tradições, sensações, tendências, etc. Em pleno seculo XXI o que é que aprendemos com o recurso e a utilização das drogas? Quais são os ensinamentos que retiramos dos benefícios e as desvantagens sobre o consumo de drogas?
O consumo de drogas, sejam elas quais forem lícitas e/ou ilícitas, proporcionam sensações e experiências fantásticas ao ser humano, de tal forma que existem drogas para todo o tipo de preferências e gosto. Obviamente, que excluo as drogas (medicação) sujeitas a receita médica.
Todos nós, procuramos sensações que nos permitam experimentar o transcendente, o alívio e o bem estar, o misterioso ou desafiar o perigo, como um jogo que procuramos jogar recorrendo às nossas próprias regras, às tradições, rituais e talentos. Todavia, não somos todos iguais, existem limites e regras, quando são ultrapassados e/ou quebradas, tal como acontece com as regras do sociedade em que vivemos, inevitavelmente sofremos o impacto negativo e as suas consequências. Esta questão aplica-se a praticamente a tudo na vida, visto também precisarmos de regras para ser livres e felizes. Quanto às consequências do consumo frequente de drogas, refiro-me inevitavelmente ao abuso e à dependência de drogas (doença) com os danos trágicos que todos nós conhecemos, directa e/ou indirectamente.
Somos livres em procurar as sensações e as experiências que acrescentem valor e significado no rumo da vida, mas é preciso assumir a responsabilidade pelas opções e decisões que seleccionamos a fim de vivermos uma vida plena.
Com isto quero somente dizer que as drogas proporcionam sensações extraordinárias, mas na realidade, não funcionam quanto a resolver problemas existenciais, familiares e profissionais.
sábado, maio 03, 2014
Dia-a-dia na recuperação das dependências
Apresento alguns excertos das pessoas, que diariamente
procuram a motivação necessária, a fim de recuperarem a dignidade, a estima e a
esperança num mundo em constante mudança. Todos nós, estamos expostos e vulneráveis
às mais diversas condições adversas e ao invés de ser a adversidade a definir o
rumo das nossas vidas, pelo contrário, somos nós seres fantásticos e
resilientes que decidimos romper com aquilo que nos prende à dor e ao
sofrimento.
No aconselhamento, as pessoas são o mais importante: os seus
falhanços são os meus falhanços e os seus sucessos também são os meus sucessos.
Ambos partilhamos esta aventura, porque o aconselhamento só é eficiente se o/a
terapeuta e o cliente estiverem em sintonia, na relação terapêutica de confiança, com o
mesmo propósito - recuperação.
Importante: Todos os dados foram alterados de forma a proteger a
identidade das pessoas e qualquer semelhança é pura coincidência.
- Durante a consulta com a Natália, 39 anos (nome fictício –
dependência emocional), abordamos a questão da intimidade nos relacionamentos
românticos de compromisso: a química do amor (êxtase e o desassossego, vulgo
paixão) e o amor duradouro (intimidade e o compromisso). Ela afirmava, com
legitimidade, que a fim de manter o relacionamento duradouro é necessário haver
entre os parceiros tempo para amar, sem este tempo a relação pode
deteriorar-se.
Nota: Sabia que a novidade e o inesperado, por exemplo,
quebrar a rotina e fazer coisas fora do comum, mantêm o amor duradouro. Não me
estou a referir à paixão
- Durante a consulta com o Daniel, 25 anos (nome fictício –
problemas com o Jogo), abordamos alguns factores que contribuem para o jogo
compulsivo; 1. Jogar (curiosidade, correr riscos e o perigo inerente das
apostas). 2. Gestão de sentimentos desconfortáveis, quebrar o tédio, a
ansiedade e o aborrecimento 3. Recompensa (prazer intenso) e oscilações bruscas
do humor.
Nota: Sabia que ganhar dinheiro não é o mais importante? O
mais importante é jogar e apostar.
- Durante a consulta com a Anita, 38 anos (nome fictício –
problemas com o álcool) e os seus pais abordamos os problemas associados ao
álcool e o estigma social. A vergonha de expor o problema e pedir ajuda é tão
doloroso que optaram por negar as evidências e as consequências negativas.
Durante 10 anos não se falou sobre o assunto, inclusive, com outros membros da
família. Afirmaram "Sentíamos que ninguém nos compreendia, pelo contrário,
conscientemente, optamos pelo silêncio e pelo isolamento."
Nota: Sabia que o álcool é uma droga e que o alcoolismo é um
problema de saúde publica?
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
à(s)
sábado, maio 03, 2014
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