quarta-feira, abril 24, 2013
As 10 desculpas mais frequentes
Quem é gosta de ser confrontado? Ninguém gosta de ser
contrariado. Por exemplo, quando alguém é confrontado devido à descoberta de
uma mentira ou erro que tenha cometido, qual é a primeira reacção? Negar a
realidade. Apesar de haver algumas diferenças, nos comportamentos adictivos o
fenómeno é semelhante, um individuo adicto que seja confrontado, pelas
consequências negativas da sua adicção, irá responder de uma forma defensiva,
esquiva ou omissa. Irá negar qualquer evidência, facto ou realidade.
Irei expor aquelas que são as 10 desculpas mais frequentes
identificadas no discurso de indivíduos adictos quando são confrontados e/ou
convidados a falar abertamente sobre as consequências da adicção. Gostaria de
acrescentar que estas desculpas, mecanismo psicológico de defesa (lógica
aditiva), são observadas em vários tipos diferentes de adicção (substâncias
psicoactivas lícitas, incluindo o álcool, e as ilícitas, jogo, sexo, compras,
dependência emocional, distúrbio alimentar). Gostaria de acrescentar o
seguinte, este tipo de discurso também é identificado em alguns membros da
família do individuo adicto.
Nº 1 – “Não tenho nenhum problema com o meu comportamento.”
Esta é das afirmações mais comuns e aquela que considero a
mais frequente. O individuo adicto não reconhece e ou admite qualquer problema
e/ou consequências negativas da adicção. Nesta fase o individuo avalia os
efeitos obtidos através das substâncias e/ou comportamentos, como algo positivo
e inócuo, contribuem como um reforço da lógica para continuar os mesmos
comportamentos; “Se está tudo bem porque é que hei-de parar?”
Nº2 – “O meu problema não é assim tão grave, o dos outros é
pior. Eu sou diferente e posso parar quando quiser”
Apesar das crises em casa, no trabalho, na saúde (doença) e
acidentes o individuo adicto continua a afirmar que consegue parar, e por
vezes, é tão categórico nas suas convicções que é capaz de arranjar argumentos
que convencem e confundem a esposa/o, as crianças, a família, o patrão/colegas;
o individuo também acredita nas suas afirmações. Alguns membros de família
afirmam “João Alexandre, ele/a dizia que ia parar, e fazia promessas. As nossas
discussões eram de tal angustiantes que eu (mãe, pai, esposa, patrão) algumas
vezes achei que estava a ser injusta e cruel para com ele/a. Nos últimos tempos, praticamente ele fez
dezenas de promessas, que eu acreditava nas suas palavras, mas na realidade,
ele não conseguia cumprir. Cheguei a pensar que estava a ficar doida e a
questionar a minha própria sanidade. ”
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
à(s)
quarta-feira, abril 24, 2013
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Etiquetas:
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