sábado, dezembro 14, 2013
"Ser vulnerável, é apenas uma das características."
Tudo começou com a sensação de
que o barco andava sem rumo, corria sempre mal, os erros eram sempre os mesmos, e de repente, percebi que não existia o “mundo está contra mim” e sim o “é
necessário aprender a estar no mundo”. A vontade de mudar falou mais alto e
fervilhou dentro de mim. Preciso de ajuda… Foram inúmeras as tentativas de
relações de intimidade, no entanto, eram sempre voláteis, rápidas e quando
estava aparentemente a ser bom (controlado por mim) acabavam por terminar.
Chegava à conclusão que afinal não tinha sido tão bom, era a minha vontade que
fosse bom que sustentava a relação. Aí o mundo desabava, mais uma vez. Quando
olhava pela janela via apenas o que sentia nos relacionamentos amorosos, não
existia mais nada ou quase nada. Percebi que o limiar entre a sanidade e a
patologia era curto, procurei ajuda, comecei por conhecer mais sobre mim e
aceitar. A palavra resiliência passou a fazer parte do meu vocabulário. Sentir
é ok, saber gerir é uma grande sabedoria, alguém disse que a vida é uma peça de
teatro que não permite ensaios. Ou seja, aprender com os erros, conhecer e
viver…sem nunca esquecer que a vida é feita de opções e nós somos a personagem
principal. As escolhas são nossas. Ainda a caminhar na minha jornada de
recuperação, estou menos angustiada, aprendi a gerir o sentimento de
ambivalência e a tomada de decisão passou a ser uma plataforma mais segura.
Resumindo, hoje olho pela janela e observo interações, nuns dias observo
pessoas a circular na rua, noutros as árvores que estão ao lado das pessoas, é
sempre diferente. Mas, vejo e sinto mais coisas. Sou mais feliz e vivo um dia
de cada vez, recuperar é que está a dar.
S.
sexta-feira, dezembro 06, 2013
Recuperar das compras compulsivas
As compras compulsivas são um problema actual menosprezado.
Todos os dias fazemos compras. Todos os dias, por
variadíssimas razões e motivos gastamos dinheiro. Gastamos dinheiro porque
estamos tristes ou porque estamos felizes. Gastar dinheiro faz parte do
dia-a-dia, do ser social, da auto estima e isso é OK.
Entretanto, existe outra realidade, sobre o gastar dinheiro,
que tem sido negligenciada. Somos bombardeados a um número indeterminado de
estímulos para fazer compras, onde para isso, necessitamos de recorrer a estratégias
altamente engenhosas para equilibrar os nossos orçamentos. Perante tanta
oferta, facilmente nos iludimos com o “Preciso de comprar aquilo…” quando na
realidade, “aquilo” não é uma prioridade, mas uma necessidade de satisfazer os
nossos desejos e vontades com base no prazer imediato. Basta entrarmos no
centro comercial e ao fim de 15 minutos, já dispomos de uma lista de coisas que
precisamos de preciso comprar. Sentimo-nos bem a gastar dinheiro. Todos nós
estamos sujeitos a este fenómeno, todavia gastar dinheiro compulsivamente,
comportamento adictivo, está associado a uma fonte intensa de prazer e
bem-estar com consequências negativas (problemas familiares, incluindo as
crianças, stress, dividas, créditos,)
efeito semelhante ao individuo que abusa de substâncias psicoactivas, vulgo
drogas.
Estamos prestes a iniciar a época natalícia, segundo a
tradição, é uma das alturas do ano que mais se gasta dinheiro. O Natal é um
período crítico de risco que justifica os exageros e os excessos em relação às
compras compulsivas. Por exemplo, no final de Janeiro do ano seguinte, os extractos
da conta bancaria são reveladores da perda do controlo, muitas vezes fonte de
discórdia e conflito entre o casal.
sábado, novembro 02, 2013
Paradoxo
"Paradoxo em recuperação.
Rendemo-nos para vencer.
Perdoamos para ser perdoados.
Para manter o que temos, entregamos, em vez de controlar.
A força advém da fraqueza.
Enfrentamos a dor para ficar mais resilientes.
A luz advém da escuridão.
A independência advém da dependência.
Vivemos, o mais intensamente possível, um dia de cada vez,
sabendo que um dia iremos morrer.” (tradução - autor anónimo)
Comentário: Apesar
da complexidade da adicção (e do ser humano), hoje sabemos que a adicção é uma
doença e podemos afirmar que existe esperança no tratamento e na recuperação.
O que é que significa a palavra Paradoxo? Segundo o
dicionário da língua portuguesa é:
“Opinião contrária à comum.”
Na vida, aprendemos através da dor, que aquilo que pensamos
estar certo, pode mais tarde estar errado. Perante o perigo e o risco,
associado aos comportamentos adictivos, desenvolvemos um sentimento de
impunidade e invencibilidade que nos embebeda, extremamente apelativo,
arriscado, intenso e sedutor; “É perigoso…mas vou controlar a situação. A vida
são dois dias e um é para acordar.” Na adicção activa, quando julgamos que
estamos a controlar, depois em retrospectiva, aprendemos com os erros, e
impotentes, concluímos que afinal a realidade é bem diferente.
Segundo o dicionário de Psicologia, de Roland Doron e
Françoise Parot, paradoxo “é uma proposição ao mesmo tempo verdadeira e
falsa, que acarreta deduções contraditórias, entre as quais a razão oscila
interminavelmente; dilema, círculo vicioso. “
Mais uma vez, tal como acontece na vida, vivemos entre duas
linhas distintas mas que estão interligadas entre si, a ilusão e a realidade. A
ilusão permite-nos fantasiar, criar e sonhar, a realidade permite-nos ser
honestos, disciplinados e responsáveis. O mesmo fenómeno sucede na recuperação
da adicção. A pessoa impotente, de acordo com o léxico comum, significa uma
pessoa vulnerável, fraca e condenada ao fracasso. Todavia, algumas pessoas
identificam a vulnerabilidade (impotência) em relação à adicção, todavia isso
não é impeditivo de terem o controlo sobre as suas atitudes, comportamentos e
adoptar estilos de vida saudáveis e construtivos. Por exemplo, o individuo que
está abstinente de drogas, incluindo o álcool, em recuperação, é impotente
perante as substâncias psicoactivas alteradoras do humor (sistema nervoso
central), porém consegue ter o controlo necessário para fazer a sua vida. O individuo
que é adicto ao jogo, ao sexo, distúrbio alimentar que está em recuperação é
impotente perante determinados atitudes e comportamentos de risco, que reforçam
a logica adictiva (compulsiva), porém consegue ter o controlo necessário para
executar as mais diversas tarefas e actividades do seu dia-a-dia.
Um dos paradoxos muito comuns. Não somos a pessoa que dizemos
ser ao nosso parceiro/a, ao familiar, nosso amigo/a, colega de trabalho; na
realidade, somos aquilo que concretizamos; aquilo que fazemos que está certo e/ou
errado. Por exemplo, empregamos palavras elaboradas e evocamos princípios, para
justificar um exercício de retórica, mas aquilo que fazemos, na realidade não é
coerente e íntegro.
Para si que está em recuperação da adicção integre os
paradoxos da vida de acordo com o alinhamento das suas próprias convicções e princípios.
Outro dos paradoxos que a maioria dos adictos, em recuperação encontra é; a
recuperação da adicção é um projecto individual, todavia porém, é reforçado
pela qualidade dos relacionamentos das outras pessoas. Da adicção ninguém
recupera sozinho. Todos nós possuímos uma história para contar, todos nós temos
problemas e a dada altura das nossas vidas precisamos de ajuda.
sábado, outubro 05, 2013
Recuperar é que está a dar, Kristen
Kristen Johnson ganhou dois Emmy`s, actualmente é actriz na serie da televisão "The Exes" e também é docente na Universidade de Nova Iorque. Veja o video sobre recuperação
Siga o link
sexta-feira, outubro 04, 2013
Qual é o seu limite para comprar?
Durante uma consulta com Carolina (nome fictício), 32 anos,
abordamos alguns dos motivos pela qual não se controla nas compras. Ela afirma
"Gasto o dinheiro que faz parte do orçamento para as despesas fixas da
casa e que me faz imensa falta, na realidade, após a adrenalina das compras, passado
uns dias, já perdi a pica (interesse) pelo artigo novo que comprei, fica
guardado no armário. No dia a seguir, encontro outro artigo novo, e
imediatamente arranjo mais uma justificação para gastar mais dinheiro que não
devia. Nunca é suficiente. Tenho acumulado algumas dívidas desnecessárias, por
exemplo com o banco, por causa da utilização abusiva do cartão de crédito. Ando
nesta compulsão há aproximadamente 10 anos."
Segundo a lógica que reforça o
comportamento compulsivo, não se controla nas compras porque :
- "Sinto me muito melhor comigo e mais segura"
- "Para fugir/evitar sentir coisas dolorosas"
- "Quando estou zangada, através das compras, expresso a minha raiva e frustração"
- "Fazer compras tem um significado importante; evoco fantasias sobre riqueza e estatuto"
- " Fazer compras é uma forma de fazer parte da sociedade onde todos têm uma fixação pela imagem"
Importante: Este
texto foi publicado com o consentimento da Carolina (nome fictício). Os parabéns,
pela honestidade e pela motivação para com a mudança de comportamento.
Comentário: O
caso da Carolina é revelador da compulsão e da perda do controlo perante a
sensação de prazer associado às compras. Desde a sua adolescência, ela revela
ter problemas, com a baixa auto estima, assim como, em manter relacionamentos
duradouros. Aparenta não possuir uma carreira profissional que lhe proporcione
um propósito e segurança. Também refere, que durante períodos atribulados e de
pressão, recorre às compras, a fim de ficar anestesiada e de não pensar mais no
assunto. Para além da compulsão das compras outros problemas significativos;
carreira profissional, relacionamentos românticos de intimidade e o corpo
(imagem e peso).
De notar, que algumas pessoas, em especial as mulheres,
estão mais vulneráveis e expostas à pressão e à obsessão da sociedade sobre a
imagem, refiro-me ao marketing
agressivo da indústria da moda. De acordo com a moda vigente, as mulheres devem
seguir as ultimas tendências, isso significa, que é tema serio de conversa entre
amigas.
Dicas:
- Quais são as consequências dos seus impulsos? Proteja os seus recursos, os seus relacionamentos e o seu sustento.
- Monitorize os efeitos das técnicas de marketing (publicidade) que interferem no seu comportamento sobre as compras. Por exemplo, saldos, revistas, publicidade nas redes sociais, por exemplo; no Facebook, etc.
- Diga Não à pressão social que visa reforçar o impulso para comprar coisas que você não precisa e/ou não quer. Algumas afirmações disfuncionais “ Se está chateada, vá às compras.”
- Certifique-se daquilo que realmente quer e precisa de comprar. Por exemplo; faça uma lista. Disponibilize o dinheiro suficiente somente para comprar essas coisas. Não utilize o cartão de crédito.
Deseja obter mais orientação sobre a compulsão nas compras?
Envie email xx.joao@gmail.com. Todos os seus dados são confidenciais.
Veja o trailer do filme: Confessions of a shopaholic trailer
sábado, setembro 21, 2013
O açucar em excesso pode tornar-se adictivo
Dada a escassez informação para o publico em geral, acabamos por ingerir açúcar, nos mais diversos tipos de alimentos, em quantidades excessivas e nefastas para a saúde. Erradamente, recorremos ao açúcar para nos mimar e "adormecer" as nossas emoções mais dolorosas, alívio típico do stress do dia-a-dia.
O açúcar afeta e pode comprometer seriamente o funcionamento normal do cérebro e assim provocar dependência. Neste caso específico informação é poder. Veja este video interessante e reflicta sobre o assunto em família, incluindo os seus filhos. Siga o link "That Sugar Film"
domingo, setembro 08, 2013
27ª Dica Arte Bem-Viver de 25/09/2011
Olá
Ao longo da vida vamos alargando e/ou reforçando o leque de pessoas com as
quais vamos interagindo, cujo historial é completamente distinto uns dos
outros (diversidade). É um processo dinâmico que também influencia o nosso
próprio carácter e algumas das nossas competências individuais e sociais (ex.
família e cultura). Todavia, alguns de nós são seres mais sociáveis do que outros.
Sabia que não podemos escolher a família. Não podemos
escolher o patrão ou os colegas de trabalho. Mas podemos escolher o parceiro/a
romântico e/ou amigos. Nesta diversidade de papéis e seleções, existe um certo equilíbrio
nos afectos e nas vínculos entre uns e outros.
A dica de hoje refere-se à pressão social. Como é que cada um de nós gere a
pressão social? As decisões que você toma, para gerir a pressão social, estão
enquadradas com os seus valores, objectivos e ideias?
Dicas:
1. Acontece com frequência, alguém não aceitar o seu Não?
Essa pessoa teima em não dar importância ao que você diz ou faz? Pense nesta
questão e responda: "Serei daquelas pessoas que desiste daquilo que
acredita, para fazer a vontade aos outros? Isto é, mais uma vez, vou ceder e
retroceder quanto ao Não e continuar a sentir-me ignorado/a?”
2. Se identificar um problema serio na comunicação com o seu
interlocutor, com tendência para se agravar (agressividade) opte por sair de
cena. Faça uma interrupção e abandone o local onde se encontra. Inspire e
expire. O problema na comunicação pode estar no conflito de posições
(paradigmas e preconceitos diferentes), a fim de se centrar no que é realmente
importante, invista nos interesses de ambas as partes para a solução. Aprenda
com isso.
3. Arrisque e decida com base na verdade (ética ou
moralidade) e na reciprocidade, abandone a posição do ego. Seja directo e
utilize as suas competências da comunicação (contacto visual, tom de voz,
linguagem corporal, ouvir sem interromper, postura).
4. Após identificar o problema procure as soluções
possíveis. Saiba antecipar que os critérios, de ambas as partes, são legítimos.
Será mais vantajoso, para o problema, se ambos encontrarem uma solução.
5. Coloque-se na posição do seu interlocutor. Irá
compreender o outro ponto de vista. Evite agir nos preconceitos e clarifique a
sua posição, isso não significa manter se intransigente. Separe as pessoas dos
problemas.
6. Aprenda a expressar os seus sentimentos, comece as frases
"Eu sinto..." em vez de "Tu és...". Respeite os sentimentos
das outras pessoas. Não adopte a culpa, como argumento, só agrava os problemas
já de si complexos e delicados, limita o dialogo.
7. Responsabilize-se pelos seus sentimentos e
comportamentos, ficará mais ciente do seu auto conceito e das suas limitações.
Saia da sua zona de conforto.
Votos de uma semana construtiva na gestão da pressão social
e valorização das competências individuais e sociais
Cumprimentos
Comentário: Sabia que a Dica Arte de Bem-Viver começou com uma "brincadeira" para os amigos, em Abril de 2011? Atualmente é enviada para mais de 500 pessoas e vários países de expressão portuguesa (Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e para os Estados Unidos da América. À data deste post vai na sua 129ª publicação. Caso deseje receber a Dica Arte Bem-Viver (semanal) basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva: Dica Arte Bem-Viver. Todos os dados são confidenciais. É grátis. Recuperar É Que Está A Dar.
terça-feira, agosto 20, 2013
Recuperação da adicção - "The Anonymous People"
A Adicção veio para ficar com consequencias tragicas. Todavia, existe a esperança, milhões de pessoas encontraram a resposta para o seu problema.
Veja este video (trailer) do filme "The Anonymous People" siga o link
Anónimos em recuperação
Recuperar É Que Está A Dar
Pedidos de ajuda que quebram o estigma, a negação e a vergonha V
Pequenos excertos de pedidos de ajuda que recebo todos os
dias por email, posteriormente, foram
enviadas as respectivas respostas para cada situação.
Se você identificar com alguma situação e ou comportamento
em concreto pode escrever um email e
solicitar apoio. A resposta será enviada o mais brevemente possível. Todos os
dados pessoais foram alterados de forma a manter a confidencialidade.
A publicação destes pequenos excertos tem como propósito
quebrar o ciclo disfuncional associado ao estigma, à negação e à vergonha. Na
sociedade atual, é cada vez mais frequente o aparecimento deste tipo de
problemas, refiro-me aos comportamentos adictivos. Por vezes, a distancia,
entre pessoas com problemas adictivos idênticos, pode ser uma porta, um prédio
e/ou uma mesa do escritório. A ajuda surge quando o ciclo disfuncional do
silêncio é interrompido. É possível recuperar a dignidade, peça ajuda.
Pedidos de ajuda que quebram o estigma, a negação e
a vergonha.
- "Chamo M. durante uma pesquisa na Internet sobre a codependência encontrei o seu blogue que me despertou o interesse. Li vários artigos do blogue e gostei. Identifico um problema serio nos relacionamentos de intimidade. Não me sinto realizada e gostada, como considero que mereço. Sinto-me atraída por homens que não disponíveis para me amar. Não foi um caso, mas já acontece há alguns, demasiados, anos. Gostaria de saber como funciona as consultas online. Agradeço desde já a sua atenção e disponibilidade.
- "Chamo me J. e tenho 24 anos. Desde que me conheço sempre tive problemas com a comida. A comida é mesmo um vício. Às vezes, abuso imenso e depois só me apetece vomitar. Engordei 40kgs nos últimos 2anos. Parece que não consigo parar de comer e fico super irritada comigo própria por me ter deixado chegar a este ponto. Tenho sentimentos de culpa. Preciso de ajuda. Não aguento mais este sofrimento."
- "Chamo me C. quero pedir orientação sobre um problema que existe há anos na nossa família e que não conseguimos resolver.Um familiar, com 52 anos, tem há muitos anos problemas com álcool. Quando bebe, mesmo que sejam 3 ou 4 cervejas fica logo perturbado e torna-se agressivo. Saliento que ele não se embebeda todos os dias, mas quando o faz, duas ou três vezes por mês, conduz, já foi a tribunal por conduzir alcoolizado, já ficou sem carta de condução temporariamente, já teve que pagar multas elevadas e já cumpriu trabalho comunitário imposto pelo tribunal. Já perdeu vários empregos, aliás já está desempregado há 3 anos. Não sabemos o que fazer. A situação está a piorar cada vez mais. Precisamos de ajuda."
- Chamo me T. Encontrei por acaso o seu blogue sobre comportamentos de adição. A minha história é a de alguém que luta e sofre com a adição pelos doces. Tenho alternado entre períodos de ser muito cuidadosa e saudável e depois como que algo se apodera de mim e perco a noção de tudo, faço muito mal a mim mesma, isolo-me e caio na compulsão. Passei por alguns traumas na vida, de entre os quais ter ficado viúva aos 28 anos, e ainda bloqueei mais. Não sei porquê este meu perfeccionismo, de querer sempre tudo perfeito, exigir de mim e dos outros aquilo que afinal é mesmo humanamente impossível...tem sido muito complicado gerir todos os meus desequilíbrios e quedas, quer seja a nível pessoal, familiar e profissional. Preciso de ajuda, por favor."
Comentário:
Quebre o silêncio disfuncional, tal como aconteceu a centenas de indivíduos e
famílias resilientes que conseguiram alcançar a Recuperação e um novo modo de
vida. Se identifica um problema, você não está sozinho/a.
sexta-feira, agosto 09, 2013
Video interessante! Descubra a diferença, é gritante!
Você sabia que o alcoolismo e a dependência de drogas estão associados à violência doméstica?
Manual sobre os princípios gerais da Recuperação da Adicção
- Existem preferências individuais sobre os vários estilos de recuperação.
- Recuperação é direccionada para o individuo com vista a incutir-lhe competências individuais e sociais.
- Recuperação é um compromisso pessoal que exige mudança a longo prazo.
- Recuperação é holística.
- Recuperação integra questões culturais.
- Recuperação é um processo e um compromisso contínuo gerador de bem-estar e de um estilo de vida saudável.
- A recuperação é apoiada pelos pares e aliados/parceiros.
- Os fundamentos da recuperação estão enraizados na esperança e na gratidão.
- A recuperação é um processo de transformação (resiliência) e orientado para o desenvolvimento pessoal do individuo.
- A recuperação contempla uma abordagem construtiva contra a discriminação e rejeita a vergonha e o estigma.
- A recuperação consiste em fazer parte ativa na comunidade.
- Recuperar é uma realidade, significa que é possível recuperar. É um fenómeno diário; acontece todos os dias
Fonte: Center for Substance Abuse Treatment (CSAT) White Paper: Guiding Principles and Elements
of Recovery-Oriented Systems Care
Comentário: É possível recuperar do estigma, da vergonha
e da negação
O termo recuperação surge com o propósito de
contrariar o estigma associado às dependências e a toda a carga simbólica e
moralista negativa, onde a sociedade cataloga os indivíduos adictos como
pessoas marginais e fracas associado aos mitos, preconceitos e também visa
reforçar uma identidade social proactiva (cultura). Porque recuperar a
dignidade e a confiança outrora danificada é um longo processo.
O termo
recuperação é abrangente, apesar de ainda não ser devidamente difundido em
Portugal, todavia, não é sinónimo de cura ou controlo sobre o consumo das
substâncias psicoactivas e/ou comportamentos adictivos. Na recuperação da
adicção não se aplica o termo cura, porque não se trata de um vírus que se
remove do organismo do individuo. A adicção é uma doença. O conceito de recuperação da adicção é
oriundo dos grupos de ajuda dos Doze Passos (Alcoólicos Anónimos), nos EUA,
desde os anos 30. Em Portugal, os termos
adicção e recuperação também surgiram associados aos grupos de ajuda-mutua
(Alcoólicos Anónimos, no final dos anos 70, e mais tarde, com os Narcóticos
Anónimos nos anos 80).
Sabia que o
termo recuperação da adicção é objecto de investigação nos Estados Unidos da
América e em Inglaterra?
Provavelmente,
devem existir dezenas, senão centenas de instituições, profissionais e indivíduos que actualmente,
também adoptaram o conceito de recuperação da adicção em vez de cura.
Recuperação
está intrinsecamente relacionado:
- Esperança,
- Decisões,
- Propósito,
- Pertencer a algo e
- Felicidade.
As
probabilidades de recuperar da adicção, refiro-me a uma recuperação duradoura,
são reduzidas se um/a adicto/a não for feliz. Se você está em recuperação,
pertence a uma classe de indivíduos especiais que escapam às estatísticas
daquelas pessoas que sofrem desta doença através da negação, estigma e
vergonha. Recuperar é que está a dar; isso significa que você está a explorar
outras opções mais viáveis, espirituais e criativas para ser feliz.
Caso
pretenda saber mais sobre o conceito Recuperação envie um email
para xx.joao@gmail.com
Saiba mais
sobre recuperação e a investigação nos EUA.
terça-feira, julho 30, 2013
Compreender o distúrbio alimentar
Para além da Anorexia Nervosa e da Bulimia Nervosa, segundo o Manual de Diagnostico e Estatística das
Perturbações Mentais (DSM-IV) refere a Perturbação do Comportamento Alimentar Sem Outra
Especificação, do Inglês EDNOS, é uma categoria para perturbações que não
preencham os critérios completos para uma Perturbação do Comportamento
Alimentar específica. Os exemplos incluem:
1. Para mulheres, todos os critérios de Anorexia
Nervosa estão presentes excepto a amenorreia (ausência da mestruação)
2 . Todos os critérios de Anorexia Nervosa, estão
presentes excepto que, apesar de uma perda de peso significativa, este
encontra-se dentro dos valores normais.
3 . Todos os critérios de Bulimia Nervosa estão
presentes excepto que os episódios de ingestão compulsiva e os mecanismos
compensatórios inapropriados ocorrem numa frequência inferior a 2 vezes por
semana, ou têm uma duração inferior a 3 meses.
4. Uso regular de comportamentos compensatórios
inapropriados por uma pessoa de peso normal após ingestão de pequenas
quantidades de alimentos (por exemplo, indução de vómito após comer 2
bolachas).
5. Mastigar ou cuspir repetidamente, mas não engolir,
grandes quantidades de alimentos.
6 . Perturbação de ingestão alimentar maciça: episódios
recorrentes de ingestão alimentar maciça na ausência dos comportamentos compensatórios
inapropriados característicos de Bulimia Nervosa.
Critério de investigação para a Perturbação de Ingestão Compulsiva:
Critério de investigação para a Perturbação de Ingestão Compulsiva:
A. Episódios recorrentes de ingestão compulsiva.
1. Um episódio de ingestão compulsiva é caracterizado pelas
seguintes condições: Ingestão, num período de tempo isolado (por exemplo,
qualquer período de 2 horas), de uma quantidade de comida francamente superior
à que a maioria das pessoas poderia consumir no mesmo espaço de tempo e sob
circunstâncias singulares;
2. Sensação de perda de controlo sobre a ingestão de durante
o episodio (por exemplo, sensação de que não pode parar de comer ou controlar o
quê ou quanto se está a comer).
B. Os episódios de ingestão compulsiva associam-se a 3 (ou
mais) dos seguintes sintomas
1. Ingestão muito mais rápida do que habitual;
2. Comer até se sentir desagradavelmente cheio;
3. Ingestão de grandes quantidades de comida apesar de não sentir
fome;
4. Comer sozinho para esconder o embaraço pela sua
voracidade;
5. Sentir-se desgostoso consigo próprio, depressão ou grande
culpabilidade depois de ingestão compulsiva.
C. Profundo mal-estar ao recordar as ingestões compulsivas.
D. As ingestões compulsivas têm lugar, em media, pelo menos
2 dias por semana durante 6 meses.
E. A ingestão compulsiva não se associa ao uso regular de
estratégias compensatórias inadequadas (purgantes, jejum, exercício físico excessivo)
e não aparecem no decurso de uma Anorexia Nervosa ou uma Bulimia Nervosa.
Se identifica um
problema de comportamento na relação com a comida, você não é a único/a, fale com o seu medico.
quarta-feira, julho 17, 2013
Negar a realidade significa agravar os sintomas
Sabia que uma parte significativa das pessoas com comportamentos
adictivos (drogas, álcool, jogo, distúrbio alimentar, sexo, codependência,
compras, furto) retardam um tempo considerável, em alguns casos décadas, até
finalmente reconhecerem que perderam o controlo das suas vidas? Derivado a um
conjunto complexo de factores, onde podemos destacar os mecanismos defesa psicológicos
(por exemplo a negação, a ambivalência), ficam incapacitados de interromper o
comportamento problemático, associado à procura do prazer intenso (excitação,
bem estar, alivio) mesmo com a consciência dos danos e consequências associadas
à adicção. A Adicção é uma doença primária, não é um sintoma de outro tipo de
doença.
Quando o passado (memorias) se torna um "peso"
intolerável e esmagador é necessário um plano de emergência, para o presente. É
um desperdício de tempo e energia reparar algo, do passado, no presente que na
realidade é irreparável. O tempo não pára ou volta para trás, mas a adicção
pode afectar e comprometer seriamente o individuo com consequências trágicas.
Muitas das pessoas que pedem ajuda, para os comportamentos adictivos,
o seu nível de motivação é significativamente reduzido, porque consideram que
não é algo divertido. Consideram ser assustador pensar que devem preocupar seriamente
com o comportamento problema em questão, na prática, se preocuparem pode
significar responsabilidade pela mudança e pelo compromisso. É do senso comum
que a dor faz parte do desenvolvimento das nossas competências e talentos,
todavia, fugimos dela; negando, iludindo, justificando, racionalizando e mentindo.
Por vezes, nem sequer reconhecemos que estamos a mentir, a nós mesmos, auto
ilusão.
- Evite o consolo no prazer imediato (drogas, e/ou comportamentos adictivos), evite culpar os outros de coisas que eles, na realidade, não são culpados. Evite a autopiedade e desafie o seu ego (dogmático).
- Procure as respostas às suas dúvidas e questões dentro de si mesmo, através do auto conhecimento.
- Procure alternativas recompensadoras para se mimar.
- Procure pessoas genuínas e honestas. Se você está doente, faça aquilo que a maioria das pessoas doentes faz, procure apoio, a fim de interromper a progressão da doença e iniciar a sua recuperação.
quarta-feira, julho 10, 2013
A personalidade não muda; mudam as atitudes e os comportamentos (prioridades)
Tradução: "A adicção pode comprometer seriamente a tua vida. A Recuperação irá mudar o rumo da tua história."
Gostaria de acrescentar que a adicção activa afecta e compromete seriamente a saúde, a família, incluindo as crianças, trabalho e relacionamento com colegas, problemas legais e/ou financeiros. A adicção activa afecta e compromete seriamente todas as áreas da vida do individuo (física, mental, emocional e espiritual)
A recuperação da adicção pode proporcionar oportunidades de desenvolvimento individual e social que o individuo nunca imaginou ser possível. Apesar de sabermos que a vida, nos reserva muitas e dolorosas adversidades, em recuperação não existem impossíveis.
Alguns tipo de adicção mais comuns: Substâncias psicoactivas, vulgo drogas, incluindo o alcool, jogo, sexo, disturbio alimentar, compras, furto, dependencia emocional, vulgo codependencia.
sexta-feira, junho 28, 2013
26/6 Dia para reflexão aprofundada sobre a consciência da realidade
O dia 26 de Junho assinala o Dia Internacional Contra o
Abuso de Drogas e o Trafico Ilícito. Este dia, para mim, é de reflexão, onde
dedico algum tempo à pesquisa de artigos publicados forma a manter-me
actualizado sobre a evolução deste fenómeno avassalador, para uns representou uma
verdadeira tragedia. Nomes sonantes vítimas das dependências, recordo, Micael
Jackson, Amy Winehouse e Whitney Houston, só para enumerar alguns, sem esquecer
os indivíduos desconhecidos e as suas famílias.
Em Portugal, estou em crer, que este dia, nunca mereceu a
devida atenção e até posso acrescentar que para a maioria da população
portuguesa passa despercebido, principalmente devido ao estigma, à negação e à
vergonha associados à dependência de substâncias psicoactivas, vulgo
toxicodependência. Estamos atrasados duas décadas em relação ao que se pratica,
se ensina, investiga e no tratamento das dependências a nível internacional. Trabalho
nesta área, desde 1993, e ainda constato, por parte dos profissionais de saúde,
um certo tipo de ignorância e/ou desinteresse. Por exemplo, as universidades
portuguesas ainda não possuem as condições e os recursos necessários a fim de
motivar os seus alunos para a área das dependências. Tenho outro exemplo, mais
concreto, conheci vários psicólogos e são unânimes em afirmar que aquilo que
aprendem, sobre as dependências nas universidades, é insuficiente. Já para não
referir a questão da prevenção das dependências, que tal como o tratamento do
abuso e dependência de drogas, é uma matéria que ainda não mereceu por parte
dos responsáveis políticos, dos media, dos tribunais e dos advogados, das mais
diversas Ordens de profissionais da saúde e da sociedade em geral a devida atenção.
Todos nós, eu e você, negamos as evidências óbvias.
quarta-feira, maio 29, 2013
A adicção não escolhe parceiros; são todos afectados
Sabia que o alcoolismo e/ou a dependência de substâncias
psicoactivas ilícitas afectam o sistema familiar ao longo de varias gerações.
Todos, sem excepção são afectados pela adicção, incluindo as crianças, por exemplo, através
da negligência e/ou abuso de menores.
Consequências prováveis, mas em muitos
casos negadas pelo sistema familiar: Abuso físico, sexual e emocional, as
necessidades físicas, psicológicas e sociais das crianças são negligenciados.
Sabia que muitas famílias, não são todas, afectadas pelo
alcoolismo e ou dependência de outras drogas são incongruentes derivado à negação dos sentimentos e à posse de um
ou mais segredos entre membros da família.
Sabia que as famílias perturbadas tendem a negar os
sentimentos, principalmente, os dolorosos. Alguns membros da família, incluindo
as crianças, não é permitido exprimir o que que sentem, por exemplo, o
sentimento de raiva.
As consequências negativas, óbvias da adicção, observadas
por todos, como um problema é negada. Acrescenta-se um novo modelo ou sistema
falso de crenças de forma a negar a realidade dolorosa, alguns exemplos, o
problema é a falta de dinheiro, a relação conflituosa entre cônjuges, o
problema é o filho/a que é irresponsável e que exige demasiada atenção,
dificuldades no emprego, demasiado stress,
etc. etc.
A negação da realidade, na família desestruturada, aliado ao
sistema de crenças, oculta e retarda o desenvolvimento e o crescimento dos
jovens e das crianças, nas áreas fundamentais da sua vida (Brown, 1986). Este
tipo de constatação pode ser doloroso, mas caso haja mudança de comportamentos,
pode ser o princípio do fim do sofrimento e da confusão.
Algumas características da família disfuncional: negligente,
desrespeitadora, incongruente, imprevisível, rígida e por vezes caótica.
Algumas mensagens
negativas na família disfuncional:
- "Que vergonha! O teu irmão/ã, é melhor que tu. Nunca fazes nada de jeito"
- "As tuas necessidades não interessam, cresce e aparece, porta te como um homem ou como uma menina bonita. Não chateies.”
- "Estou a fazer sacrifícios por ti, és tão estúpido/a, assim deixamos de gostar de ti,"
- “ Nunca irás conseguir nada na vida,"
- "Queríamos tanto que fosses um rapaz, em vez de uma rapariga ou vice-versa",
- "Como é que podes fazer uma coisa dessas? Os problemas da família ficam dentro da família." Algumas regras negativas:
- Não te zangues,
- Não chores,
- Faz como te digo; não como eu faço,
- Evita o conflito,
- Não faças essas perguntas,
- Não me desmintas,
- Estou sempre certo e tu estás sempre errado,
- Faz sempre um ar bem-disposto, os assuntos da família; não se falam na rua (segredos),
- Não respondas, porta-te bem e fica sossegado, limita te a fazer aquilo que te mandam
Sabia que os comportamentos adictivos afectam seriamente o
sistema familiar, incluindo as crianças. As pessoas desenvolvem padrões de
comportamento disfuncionais e rígidos (ex. negação, raiva, vergonha, medo),
criam alianças/tramas contra o indivíduo doente, distanciam-se ou envolvem-se
demasiado (codependência). Estão criadas as condições para uma crise, em muitos
casos, ocultada.
"A família é um organismo complexo composto por
diversas partes que compõem o todo” Dra. Claudia Black. Este todo, complexo,
funciona quando as partes estão sintonizadas (equilíbrio). Nos comportamentos
adictivos activos a dor aguda exige modificações e adaptações em muitos casos
radicais, sacrificando o equilíbrio das relações.
Século XXI - Estigma, a vergonha e a negação em acção. Sociedade
preconceituosa.
- "Eles (bêbados/drogados) são uns fracos".
- “Eles (bêbados/drogados) são uns marginais".
- "Eles (bêbados/drogados) não têm força de vontade"
- "Eles (bêbados/drogados) são assim porque a família não quer saber deles"
- "São (bêbados/drogados) porque não têm recursos (vitimas)"
- " São (bêbados/drogados) porque nunca lhes faltou nada e não sabem o que é a vida"
- "Ele é assim (bêbado/drogado) por causa da família"
- "Ela é assim (bêbada/drogada) sai ao pai. Ele também teve os mesmos problemas"
- "Não vale a pena dizer nada, eles (drogados/bebados) não se querem tratar"
- "Se um filho meu fosse assim (bebado/drogado) punha o logo na rua"
- "Esta gente (bêbados/drogados) devia ir todos presos..."
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quarta-feira, maio 29, 2013
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quarta-feira, maio 08, 2013
A recuperação faz toda a diferença
De acordo com as últimas investigações, através de imagem de ressonância magnética, sabemos que a adicção é uma doença do cérebro. Determinados
comportamentos e/ou o abuso de substâncias psicoactivas interferem e afectam a
estrutura cerebral responsável pelo prazer, motivação, memoria (sistema de
recompensa). Através dos comportamentos adictivos e abuso de substâncias
psicoactivas adictivas, provoca uma modificação dos circuitos neuronais e o aparecimento
de sintomas físicos, psicológicos e espirituais no individuo através da procura
e recompensa patológica do prazer e alivio imediato. Para que você perceba
melhor, esta região do cérebro controla os movimentos do corpo[i] o núcleo caudado (região do cérebro) situa-se na parte interna é muito
primitiva e faz parte daquilo que se chama cérebro reptilário. Esta região do cérebro
(sistema de recompensa) evoluiu muito antes dos mamíferos, há aproximadamente
65 milhões de anos. O núcleo caudado ajuda-nos a detectar e a aperceber de
determinada recompensa, a seleccionar entre recompensas, a preferir uma
recompensa específica, a prever uma recompensa e a esperar uma recompensa.
Se você é um adicto/a toda a sua vida (família, trabalho,
amizades, saúde, recursos financeiros, etc) gira em torno da recompensa da adicção
a comportamentos (jogo, compras, sexo, dependência emocional, distúrbio alimentar)
e/ou a substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o álcool, e/ou ilícitas, geradoras
de dependência e fica comprometido/a em termos das suas decisões (atitudes e
comportamentos), por outras palavras; perde o controlo sobre as já referidas substâncias
e/ou os comportamentos adictivos.
Áreas do cérebro afectadas pela adicção:
- Recompensa (motivação)
- Prazer
- Motora (Aptidão psicomotora)
- Humor
- Memoria (processamento)
- Sono
- Cognição (défice cognitivo)
Considera que a sua adicção está a comprometer seriamente a
sua qualidade de vida e a qualidade dos relacionamentos com pessoas
significativas? Se estiver confuso/a em relação à resposta pode enviar um email para xx.joao@gmail.com e colocar as suas questões. Todos os dados são confidenciais (sigilo total).
[i] Referências
bibliográficas
Schultz, 2000; Delgado e colegas, 2000; Elliot e
colegas, 2003; Gold, 2003
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quarta-feira, abril 24, 2013
As 10 desculpas mais frequentes
Quem é gosta de ser confrontado? Ninguém gosta de ser
contrariado. Por exemplo, quando alguém é confrontado devido à descoberta de
uma mentira ou erro que tenha cometido, qual é a primeira reacção? Negar a
realidade. Apesar de haver algumas diferenças, nos comportamentos adictivos o
fenómeno é semelhante, um individuo adicto que seja confrontado, pelas
consequências negativas da sua adicção, irá responder de uma forma defensiva,
esquiva ou omissa. Irá negar qualquer evidência, facto ou realidade.
Irei expor aquelas que são as 10 desculpas mais frequentes
identificadas no discurso de indivíduos adictos quando são confrontados e/ou
convidados a falar abertamente sobre as consequências da adicção. Gostaria de
acrescentar que estas desculpas, mecanismo psicológico de defesa (lógica
aditiva), são observadas em vários tipos diferentes de adicção (substâncias
psicoactivas lícitas, incluindo o álcool, e as ilícitas, jogo, sexo, compras,
dependência emocional, distúrbio alimentar). Gostaria de acrescentar o
seguinte, este tipo de discurso também é identificado em alguns membros da
família do individuo adicto.
Nº 1 – “Não tenho nenhum problema com o meu comportamento.”
Esta é das afirmações mais comuns e aquela que considero a
mais frequente. O individuo adicto não reconhece e ou admite qualquer problema
e/ou consequências negativas da adicção. Nesta fase o individuo avalia os
efeitos obtidos através das substâncias e/ou comportamentos, como algo positivo
e inócuo, contribuem como um reforço da lógica para continuar os mesmos
comportamentos; “Se está tudo bem porque é que hei-de parar?”
Nº2 – “O meu problema não é assim tão grave, o dos outros é
pior. Eu sou diferente e posso parar quando quiser”
Apesar das crises em casa, no trabalho, na saúde (doença) e
acidentes o individuo adicto continua a afirmar que consegue parar, e por
vezes, é tão categórico nas suas convicções que é capaz de arranjar argumentos
que convencem e confundem a esposa/o, as crianças, a família, o patrão/colegas;
o individuo também acredita nas suas afirmações. Alguns membros de família
afirmam “João Alexandre, ele/a dizia que ia parar, e fazia promessas. As nossas
discussões eram de tal angustiantes que eu (mãe, pai, esposa, patrão) algumas
vezes achei que estava a ser injusta e cruel para com ele/a. Nos últimos tempos, praticamente ele fez
dezenas de promessas, que eu acreditava nas suas palavras, mas na realidade,
ele não conseguia cumprir. Cheguei a pensar que estava a ficar doida e a
questionar a minha própria sanidade. ”
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sexta-feira, março 29, 2013
Contra factos não há argumentos sobre o consumo de drogas
Vidas despedaçadas, com consequências irreversíveis, de acordo com estimativas das Nações Unidas, as mortes por ano relacionadas com com o consumo de drogas, no Mundo, podem atingir entre 99 mil e as 253 mil pessoas. De acordo com a mesma noticia, o canábis é a substância psicoactiva mais consumida, seguido pelas anfetaminas, os consumos de cocaína e heroína estabilizaram.
«O canabis não mata, mas pode conduzir à loucura.»
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quarta-feira, março 13, 2013
Será o amor uma adicção saudável? Artigo do Dr. Robert Weiss
O Amor romântico e para onde vamos, depois de morrer, sempre
se destacaram como os grandes mistérios da humanidade. É difícil definir o
conceito do amor, apesar de ser diferente de pessoa para pessoa, mas é fácil,
para todos nós o reconhecerem. Você com certeza sabe quando é atingido pelo
amor; não é muito diferente quando é atingido pela gripe. Ao longo dos anos,
milhares de homens e mulheres, têm sido desenvolvidas várias filosofias sobre o
conceito do amor e/ou quando um individuo está sob o efeito do amor e as razões
pelas quais é necessário para a vida, todavia, as conclusões a que se chega não
acrescentam nada mais do “ Amor é a amizade em chamas”. Tais sentimentos são utilizados
para a composição de excelentes letras para musicas e/ou poesia, na realidade,
não se ajustam à perspectiva da psicoterapia. Ao longo dos séculos, e apesar de
inúmeras tentativas quanto a uma definição concreta de um conceito sobre o amor,
estas têm-se revelado infrutíferas, todavia, não há como negar; na realidade, o
amor existe e é essencial para a maioria dos seres humano, tal como respirar,
comer e/ou dormir.
Tradicionalmente, o amor é um estado de espírito associado
ao coração, inclusivamente, muitas pessoas afirmam sentir o amor no seu peito,
o que é compreensível visto o coração bater mais depressa quando estamos
completamente imersos nas fantasias do amor e/ou na descoberta/procura de um
parceiro/a romântico. Na realidade porém, o termo utilizado nestas circunstâncias
atribuído ao “coração” não é mais do que uma metáfora de algo que representa
uma parte essencial da natureza humana. O amor está dentro de nós. Nós
sentimos, gostamos e sofremos por ele e com ele. Algumas vezes, pensamos que
não conseguimos viver sem o amor. É capaz de fazer com que os adultos se
comportem como adolescentes, e aos adolescentes sentirem que agem como uns
idiotas. Perseguimos o amor, imploramos, mentimos, enganamos e roubamos por
ele. Idolatramos e somos capazes, sob o efeito do amor, compor poemas épicos. Mas
depois, no fundo, parece que pouco sabemos sobre o amor, ou não é?
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
Violência é abuso emocional e fisíco
Não existe amor que justifique violência. Não existe confiança se há violência. Não existe comunicação através da violência. Violência é um abuso emocional e físico com consequências trágicas. Violência é violar a integridade e a liberdade de expressão e de escolha. Violência na relação é dependência; para haver violência são necessárias duas pessoas.
Amor é liberdade. Amor é confiança. Amor é honestidade. Amor é tolerância. Amor é comunicação e entendimento.
Se você é sujeita/o qualquer tipo de violência; não sofra em silêncio; partilhe os seus sentimentos, para um dia conseguir terminar a relação de dependência emocional.
Nota: De acordo com os últimos dados o homem, apesar de em menor numero comparativamente às mulheres, também é vitima de violência domestica pela parte da sua parceira.
Saiba mais sobre a violência doméstica. Siga o link da APAV
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quarta-feira, fevereiro 20, 2013
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segunda-feira, fevereiro 18, 2013
24ª Dica Arte Bem-Viver de 4/09/2011
Olá,
a Dica da Arte de Bem-Viver desta semana é dedicada ao Medo. Como bem sabe o medo faz
parte das nossas vidas. Sem ele (medo) não estaríamos vivos, mas se
levado a extremos pode contribuir para níveis elevados de ansiedade,
preocupação, pânico, ódio, agressividade. É uma questão de
saber e conseguir interpretar os pensamentos que originam o medo
(equilíbrio). Infelizmente aprendemos, na nossa cultura e agravado
pelo estilo de vida consumista e hedonista, a fugir e a negar as
emoções, acreditando que assim iremos livrar-nos do Medo. Na
realidade, esta atitude não funciona em abono da verdade, bem pelo
contrario, é necessário enfrenta-lo e conhece-lo. Sabia que uma das
manifestações mais comuns sobre o medo, no
dia-a-dia, é a projeção de cenários catastroficos geradores de
preocupação excessiva e controlo?
Pergunte
a si mesmo: Qual o motivo pela qual esta situação me está a causar
medo? Qual é o sentido em sentir este medo?
- Alguns medos mais comuns:
Medo
do abandono, medo da rejeição, medo da intimidade, medo do medo,
medo falhanço/sucesso, medo do desconhecido.
Da mesma maneira que valoriza a
gratidão e a felicidade, sugeria que abençoe o Medo, como uma
dádiva da Vida. É através do medo que desafiamos as nossas
questões existenciais mais complexas do nosso devir (intuição,
motivação, curiosidade, introspecção, reflexão) e desenvolvemos
as competências cognitivas e emocionais. Quando procuramos
identificar competências e recursos para enfrentar o Medo (paralisa,
incapacitante), isso significa que ao mudar de padrões/rotinas/status
(atitudes e comportamentos), por vezes as
coisas pioram antes de ficar melhor. Isto não é sinónimo de
falhanço, mas avanço. Identificou-se o medo, fomos apresentados a
ele.
Factos
sobre o medo. Conforme vamos crescendo e desafiando os nossos limites
(status) o medo não irá desaparecer. Paradoxalmente,
enfrenta-lo melhora os niveis de auto estima, o auto conceito e é
mais recompensador do que adotar condutas de evitamento (medo do
medo). Todos nós sentimentos medo em contextos desconhecidos.
A
coragem não é ausência do medo; mas o compromisso em transformar o
mito e/ou o status em realidade. Siga o seu
proposito (objetivos) e proporcione ao medo um sentido construtivo na
sua vida - Liberdade de escolha e expressão.
Votos de uma semana com coragem
Comentário: Sabia que a Dica Arte de Bem-Viver começou com uma "brincadeira" para os amigos, em Abril de 2011? Atualmente é enviada para mais de 500 pessoas e vários países de expressão portuguesa (Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e para os Estados Unidos da América. À data deste post vai na sua 100ª publicação. Caso deseje receber a Dica Arte Bem-Viver (semanal) basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva: Dica Arte Bem-Viver. Todos os dados são confidenciais. É grátis. Recuperar É Que Está A Dar.
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sábado, fevereiro 16, 2013
quarta-feira, janeiro 23, 2013
Vale a pena recuperar das dependências (Adicção)?
50 Razões pela qual você deve interromper a progressão dos
comportamentos adictivos:
- Drogas lícitas, incluindo o álcool, e/ou ilícitas,
- Dependência emocional, vulgo codependência,
- Distúrbio alimentar,
- Sexo,
- Jogo,
- Compras,
- Furto.
1. Quebra o silêncio e o isolamento. Deixa de ter vida dupla,
sem segredos e mentiras relacionados com a adicção.
2. Assume o controlo da sua vida quebrando a negação, o estigma
e a vergonha associados aos comportamentos adictivos.
3. Aprende que a adicção é uma doença; não é uma fraqueza e não
é um ato voluntario.
4. Você participa na solução do problema, em vez de contribuir
para o agravamento dos sintomas da adicção.
5. Deixa de ser a “ovelha negra” da família e o centro dos
problemas – “bode expiatório.”
6. Interrompe a compulsão, da dependência de substâncias
psicoativas lícitas, incluindo o álcool, e as ilícitas, através da abstinência.
7. Programa de recuperação; plano e objetivos específicos de vida.
8. Ao pedir ajuda profissional não está sozinho/a; quebra a
solidão e a vergonha.
9. Aprende a lidar, de uma forma construtiva, com os
sentimentos dolorosos; raiva, dor, medo, ressentimento, vergonha e culpa.
10. Adquire autonomia, mestria e propósito no rumo da vida.
11. Relação saudável com colegas e empresa: faz parte da equipa;
em vez de fazer parte dos problemas.
12. Melhora a saúde física e mental.
13. Faz mudanças significativas na sua vida: atitudes e
comportamentos – você é o agente da mudança.
14. Gestão construtiva dos recursos financeiros; poupanças,
investimentos, etc.
15. Melhora a performance e produtividade no trabalho ou faz mudanças
na área profissional.
16. Melhora a qualidade da relação com os colegas de trabalho
e/ou patrão.
17. “Deixa de cometer os mesmos erros à espera de resultados
diferentes”.
18. Estabelece relacionamentos saudáveis e positivos com as
outras pessoas.
19. Reconquista a dignidade e a auto estima afetada pelos
comportamentos adictivos.
20. Liberdade de escolha e decisão no rumo da sua vida (sair da
zona de conforto).
21. Faz planos realistas, cumpre e recompensa-se, em vez de
fazer promessas infindáveis que não cumpre, que servem somente como álibi,
desculpas e justificações.
22. Liberta-se da auto piedade e pára de culpar os outros e o
mundo à sua volta; responsabilização e respeito.
23. Faz um serio investimento na sua vocação.
24. Desenvolve relacionamento de intimidade, honestidade e compromisso
com o seu parceiro/a.
25. Desenvolve competências individuais e sociais; assertividade,
gestão de emoções, estabelece limites, gere a impulsividade, gestão do stress, organiza atividades saudáveis (hobbies).
26. É devolvido/a à
sanidade. Interrompe a logica adictiva (circulo de pensamentos que reforçam as
crenças e padrões de comportamentos disfuncionais).
27. Melhora o relacionamento com a família, incluindo as
crianças.
28. Vive um dia de cada vez.
29. Adia o prazer imediato. Define critérios saudáveis e
prioridades, no dia-a-dia.
30. Aprende a sorrir, a divertir-se e a não se levar demasiado a
sério.
31. Trabalha as competências da comunicação na gestão dos
conflitos; é assertivo. Não é passivo/a ou agressivo/a ou manipulador/a.
32. Aprende que os ressentimentos do passado são fonte de
aprendizagem em vez de serem fonte de descontentamento, remorso, ódio –
ressentimentos de “estimação”.
33. Identifica os efeitos negativos do perfecionismo e cria uma
lógica construtiva e mais realista de acordo com as suas limitações e talentos.
34. Desenvolve hábitos alimentares saudáveis e diversificados.
35. Integra os paradoxos no seu devir, alterando paradigmas
disfuncionais; as pessoas não são perfeitas, sofremos desilusões, mas também
desiludimos os outros.
36. Identifica as suas emoções e é honesto/a. Sentir é OK, não
existem sentimentos certos e errados.
37. Identifica as áreas de risco de deslize/recaída e os fatores
de proteção – abstinência/recuperação. A recuperação é uma prioridade na sua
vida.
38. Desenvolve e promove uma relação espiritual com uma
entidade/algo superior, sem dogmas e ou divindades: conceito individual e livre
(espiritualidade).
39. Realiza alguns dos seus sonhos, todavia aprende a
importância da persistência e da esperança; basta acreditar.
40. Adota comportamentos saudáveis que reforçam e promovem a sua
sexualidade e o sexo, sem mitos, preconceitos ou tabus.
41. Desenvolve hábitos e comportamentos saudáveis com a
alimentação, com o seu corpo e o seu peso.
42. Aprende a definir limites nos relacionamentos de intimidade:
existe o amor saudável e/ou a dependência emocional, que não é amor.
43. Aprende a importância da genuinidade, da coerência, da
integridade e da liberdade.
44. Desenvolve objetivos de vida auto motivacionais. Busca a
motivação intrínseca.
45. Aprende que para se ser feliz é preciso sair da zona de
conforto.
46. Elabora com regularidade o diário da Gratidão. Do que é que
se sente grato/a?
47. Identifica padrões de comportamentos disfuncionais na gestão
do stress crónico.
48. Identifica a diferença entre a vergonha saudável e a
vergonha tóxica.
49. Desenvolve exercício físico e hábitos saudáveis de
alimentação.
50. Você não é o único e não está sozinho/a.
Esta lista não tem fim… Recuperar é que está a dar!
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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