sexta-feira, julho 27, 2012
Ecstasy (MDMA) pode ser perigoso e letal
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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sexta-feira, julho 27, 2012
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quinta-feira, julho 26, 2012
O dia-a-dia nas consultas, na busca da recuperação e da dignidade
Tratamento dos comportamentos adictivos. Importante:
Todos os dados pessoais foram alterados de forma a manter o anonimato dos seus
intervenientes.
Consulta com Cristina (nome fictício. Dependência
emocional), abordamos a questão da intimidade nos relacionamentos românticos.
Paixão, no início de um relacionamento, pode não ser sinonimo de intimidade e
de compromisso, ao invés, pode ser sinónimo de sofrimento. Para algumas
pessoas, intimidade é sinonimo de medo – medo do desconhecido, medo da rejeição
e do compromisso, medo da exposição, medo do falhanço, medo do medo. A
intimidade numa relação é semelhante a um contrato, celebrado por duas pessoas,
onde ambas as partes se comprometem a preservar, a partilhar e a colher os seus
benefícios, salvaguardando o bem-estar da relação. A intimidade é fruto do
compromisso e da honestidade, de ambos os parceiros, faz parte de um processo
com propósito e sentido em conjunto com o parceiro/a.
Consulta com Álvaro (nome fictício. Alcoolismo) falamos
sobre a diferença entre a realidade e a ilusão. Quando ficamos iludidos
(negação), através do alcoolismo, só conseguimos enxergar a realidade (verdade)
após sofrimento e consequências negativas. O alcoolismo afecta seriamente todas
as áreas da vida do individuo. Qual é o limite para a negação do alcoolismo?
Não tem... “É só mais uma bebida, amanhã não bebo mais!”
Consulta com Maria (nome fictício. Distúrbio alimentar)
falamos sobre sentimentos e os comportamentos. Podemos confundir os
sentimentos, com aquilo que realmente é o nosso caracter; é necessário
desvincular os sentimentos dos comportamentos. Não somos aquilo que
sentimentos, mas aquilo que fazemos com os pensamentos e com os sentimentos.
Nas consultas abordamos com frequência, a questão da vida e
da morte. Alguns indivíduos estiveram "perto" da morte, como
consequência do sofrimento da adicção ativa (doenças, tentativa de suicídio,
problemas de saúde e/ou overdose, acidentes). Quando se está doente da adicção
ativa, as regras para se sobreviver são diferentes da maioria dos mortais.
Paradoxo, tanto o sofrimento como o isolamento, aparentam ser uma “companhia”
do dia-a-dia, uma segurança, mas no lado oposto, da mesma moeda, são um motivo
suficientemente forte para questionar a razão de estar vivo. Em recuperação, é
possível atenuar a dor/sofrimento através da ajuda de outras pessoas de
confiança.
Consulta com Hilário (nome fictício. Adicto ao Jogo)
identificamos pensamentos e crenças que mantêm o individuo fechado e isolado
(vergonha tóxica). A forma como se defende do sofrimento, por ex. da vergonha e
do sentimento de culpa, é atuar com base no prazer imediato, acting out,
que reforça o isolamento, a vergonha toxica e o sentimento de inadequação. É um
círculo de pensamentos, sentimentos e comportamentos disfuncionais quem mantêm
o problema do jogo e o sofrimento; jogar para evitar o confronto com a
realidade e a mudança de paradigmas.
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quinta-feira, julho 26, 2012
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sexta-feira, julho 06, 2012
quinta-feira, julho 05, 2012
Pedidos de ajuda que quebram o estigma, a negação e a vergonha IV
Pequenos excertos de pedidos de ajuda recebidos por email, posteriormente, foi
uma enviada resposta para a cada situação em particular.
Se você identificar com alguma situação e ou comportamento
em concreto pode escrever um email e solicitar apoio.
A publicação destes pequenos excertos tem como propósito
quebrar o ciclo disfuncional associado ao estigma, à negação e à vergonha. Na
sociedade atual, é cada vez mais frequente o aparecimento deste tipo de
problemas, refiro-me, obviamente, aos comportamentos adictivos. Por vezes, a
distancia, entre pessoas com problemas adictivos idênticos, pode ser uma porta,
um prédio e/ou uma mesa do escritório. A ajuda surge quando o ciclo
disfuncional do silêncio é interrompido.
Pedidos de ajuda que quebram o estigma, a negação e
a vergonha. Todos os dados pessoais foram alterados de forma a manter a confidencialidade dos intervenientes.
"Chamo-me T. e a minha relação com o
meu pai está, neste momento, está estagnada, já praticamente não falamos um com
o outro. Optei por não responder a determinadas conversas (mas não sei se é a
melhor opção). O meu pai foi ao medico, há uns dias, e foi-lhe diagnosticado uma cirrose hepática, também por excesso
de álcool. Sei que a minha mãe sempre foi infeliz. Acha que há alguma coisa que
eu possa dizer/fazer que o vá ajudar? Sei que se as coisas não mudarem, não
serei capaz de manter esta relação, sinto que estou sozinha. Preciso de ajuda, Obrigado."
"Chamo-me C. e o meu pai é alcoólico. Após algumas
tentativas de desintoxicação, está novamente a beber. A minha mãe não consegue
ajudá-lo e decidiu-se pela separação. Ele não acredita que ela concretize. Ela
só quer que ele reconheça a necessidade de ajuda para uma nova tentativa de
desintoxicação e uma vida sem álcool. Ele não aceita que está doente e mente
convictamente dizendo que não bebe. Como o posso levar a perceber a sua doença?Ajude-me."
" Chamo-me M. e venho por este meio pedir ajuda em relação ao vício
das drogas leves. Gostaria de saber o que preciso de fazer para me
tratar. Sinto me doente e perdi a energia para fazer seja o que for. Consumo
drogas leves há vinte anos, e cada vez mais, sinto que o meu corpo e mente,
estão cada vez pior e quero mudar de estilo de vida. Tenho muito para viver e
está a mexer em todos os níveis da minha vida. Obrigado"
-
"Bom dia, chamo-me L. e nunca imaginaria que tal coisa pudesse
tomar proporções tão devastadoras e incapacitantes. Era eu, uma adolescente de
14 doloridos anos, perdida num mundo de inseguranças, medos irracionais e
rejeições quando perdi toda e qualquer vontade de viver a vida, pois
havia sido identificado a bulimia, que me consume todo o meu ser. Atualmente,
os meus dias baseiam-se exclusivamente em comida, vómitos, exercícios, peso,
dietas, calorias, pensamentos, balanças, dor, culpa, compulsividade. Preciso de
uma orientação. Obrigado"
"Chamo me A e venho pedir ajuda, estou deprimida e não sei o que
fazer à minha vida. Descobri no computador, no telemóvel e na conta bancaria do
meu marido que ele é adicto ao sexo (pornografia, prostituição e outras coisas
que tenho vergonha em falar). Estou casada há 25 anos e temos dois
filhos maravilhosos. Ele apesar das evidências continua a negar. Estou
desesperada, ajude-me, por favor."
Comentário: O silêncio disfuncional não o/a protege da doença da adicção, nesse sentido, peça ajuda. Tal como fizeram centenas de indivíduos e famílias resilientes que conseguiram alcançar a Recuperação e um novo modo de vida. Se identifica um problema, você não é o/a unica/o e não está sozinho/a.
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