sexta-feira, setembro 21, 2012
A perspectiva das crianças perante o problema do álcool nos pais
Algumas organizações não-governamentais e agências
governamentais, neste caso específico, na Finlândia, decidiram alertar a
opinião publica e ajudar a mudar atitudes e comportamentos em relação ao abuso
do álcool dos pais e os efeitos nos filhos. Em Portugal somos uma cultura que bebe e
reforça o abuso do álcool, entre adultos e jovens menores de idade. O alerta publica
na Finlândia também se aplica ao nosso país.
A
perspectiva assustadora das crianças perante o problema do álcool nos pais. As
maiorias das crianças, de famílias afectadas pelo abuso do álcool e/ou do
alcoolismo, são negligenciadas ao longo da progressão da doença. Algumas destas crianças, quando adultas carregam os traumas, para o resto das suas vidas:
o alcoolismo passa de geração em geração.
quinta-feira, setembro 20, 2012
As referências, não se aplicam só a alguns, servem para todos.
Tradução: “ A melhor maneira para ter sucesso e crescer na minha
própria sobriedade, é fazer exatamente aquilo que aconselho aos outros para
eles fazerem.”
Fonte: National
Catholic Council on Addictions (NCCA)
Comentário: Contrariando assim a “velha” e desatualizada
máxima: “Não olhes para aquilo que eu faço; mas faz aquilo que te digo”
Visto esta citação surgir de uma organização católica americana
que apoia a recuperação da adicção, isso não representa qualquer afiliação ou
crença religiosa, da parte do autor do blogue.
A publicação desta citação, no blogue, é simplesmente uma
dica que não se aplica somente à recuperação da adicção, como também podemos redireciona-la
a uma dimensão existencial.
O segundo propósito desta citação, neste blogue, serve
também para reforçar a necessidade de haver um entendimento e um compromisso,
plataforma de entendimento, entre religiões, investigadores (ciência),
profissionais e instituições, num objetivo comum: recuperar pessoas, famílias
incluindo as crianças e a própria sociedade afetada pelas consequências
negativas da adicção, contra o estigma, a negação e a vergonha - Recuperar É
Que Está A Dar
domingo, setembro 02, 2012
19ª Dica Arte Bem-Viver de 31/07/2011
Sabe qual é o significado a palavra Ressentimento? Segundo o Dicionário de Língua Portuguesa (6ª Edição) da Porto Editora, “Acto ou efeito de ressentir (sentir novamente) ou de ressentir-se; lembrança dolorosa de uma ofensa recebida; melindre; rancor.”
Segundo o psicanalista Alfred Adler “Atitude de hostilidade generalizada proveniente de uma situação inferiorizante que o individuo não pode remediar por uma revalorização.”
Identifica algum tipo de ressentimento na sua vida? Memorias? Se a resposta honesta for sim, isso é Ok. Não somos perfeitos. E agora?! Avance no tempo, e pense no seguinte:
Sabia que, na maioria dos casos, o seu ressentimento nunca magoa a pessoa contra quem você dirige o seu rancor, ódio ou aversão? Quando não conseguimos direccionar as nossas emoções dolorosas (raiva, ressentimento) para o alvo devido (especifico) acabamos por generalizar e embargar a verdadeira fonte do nosso descontentamento e frustração. Isto é, como o ressentimento assume uma atenção/preocupação excessiva e significativa, só se magoa a si mesmo e/ou algumas pessoas à sua volta; reinicia o “antigo” ciclo do ressentimento, repetitivo e gerador de dor, do passado. No presente, sente que é duplamente vitima e classifica isso como uma injustiça; ressentimento do passado, raiva no presente. O Ressentimento conduz à fúria, ao ódio e à hostilidade e em situações extremas à violência, dependendo dos níveis de atenção e intensidade que dispensa sobre esta questão.
Questões: Seja a mais honesto/a possível.
- Na sua perspectiva, qual é o motivo pela qual ainda valoriza o ressentimento, do passado?
O seu ressentimento mantém-se actualizado, no presente? É de “estimação” ou considera-se uma “dupla vitima”?
- Quais as consequências negativas do Ressentimento? Como é que se magoa? Como é que magoa, as pessoas significativas, à sua volta?
Faça uma lista dos aspectos benéficos e negativos do ressentimento (presente), na sua vida, e avalie as suas conclusões. Também pode envolver, neste trabalho, uma pessoa significativa e disponivel , afim de aflorar ideias, ter perspectivas diferentes e quiçá receber feedback.
Se deseja ser o dono/a do “leme seu do barco” monitorize, actualize as suas atitudes (sentimentos) e comportamentos. As coisas têm o valor que nós próprios lhes proporcionamos. “Só ouvimos aquilo que nos interessa”
Siga o link:
Votos de uma semana feliz na Arte de Bem Viver
Cumprimentos
Comentário: Sabia que a Dica Arte de Bem-Viver começou com uma "brincadeira" para os amigos, em Abril de 2011? Passados 16 meses é enviada para mais de 350 pessoas e vários países de expressão portuguesa (Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e para os Estados Unidos da América. À data deste post vai na sua 76ª publicação. Caso deseje receber a Dica basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva: Dica Arte Bem-Viver. Todos os dados são confidenciais. É grátis
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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domingo, setembro 02, 2012
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quinta-feira, agosto 16, 2012
A resiliência é espiritualidade em acção
Características da Resiliência *(tradução)
- Locus de controlo interno
- Auto estima elevada e sentido apurado de auto eficácia
- Objectivos pessoais definidos e específicos
- Propósito e sentido no rumo da Vida
- Aproveitar experiência de sucesso do passado e converte nos desafios do presente
- Canaliza a energia do stress para desafiar/reforçar as competências individuais e sociais
- Utilização do humor, da paciência, da tolerância e otimismo
- Capacidade de adaptação à mudança
- Abordagem dos problemas orientada para a acção. Ex. Focado nas soluções em vez dos problemas
- Relacionamentos significativos e capacidade em pedir ajuda.
- Fé
·
Fonte:
Connor, KM (2006) Assessment of Resilience in the Aftermath of Trauma. J. Clin.
of Psychiatry
Comentário: O conceito de resiliência foi introduzido e
explorado, há 50 anos, por duas psicólogas (Emmy Werner e Ruth Smith)
especializadas no trabalho infantil, todavia só mais tarde a resiliência foi adotada
aos comportamentos do ser humano, antes era um conceito utilizado na Física.
Apesar de a Resiliência, na psicologia, ser um termo recente
e em estado embrionário, em Portugal, todavia, já é estudado em vários países,
nomeadamente nos EUA, há mais de vinte anos. Por cá, estamos a dar os primeiros
passos, tímidos.
Para todos os efeitos, a adicção é uma doença involuntária,
primaria, cronica e progressiva, que afecta e compromete todas as áreas da vida
do individuo (individual, saúde, familiar, profissional: desta forma o individuo,
e aqueles com quem ele/ela se relacionam, estão sujeitos a situações traumáticas,
e em alguns casos trágicas.
Se você está em recuperação, identifica, em si, alguns dos
itens acima apresentados? Alguns indivíduos conseguem permanecer longos períodos
em abstinência/recuperação, nesse sentido, estou em crer, que apesar do trauma
da adicção activa do seu passado, eles/elas respondem à dor, à ansiedade, à
depressão, à vergonha toxica e ao isolamento de uma forma criativa geradora de
um estilo de vida com qualidade; fazem o seu melhor possível perante cada
desafio; adaptam-se e reinventam-se. Conheço algumas pessoas que passaram por infâncias
traumáticas e abusivas, mais tarde, desenvolveram comportamentos adictivos, têm
todos os motivos, de acordo com paradigmas da nossa sociedade, para serem
marginais e indivíduos problemáticos, todavia, após terem recebido ajuda
profissional e interrompido a progressão (compulsividade) da adicção activa,
hoje são indivíduos perfeitamente integrados na sociedade, membros de família e
dignos. Devemos aprender com eles e uns com os outros. A resiliência é espiritualidade,
não religioso, sem dogmas e divindades, em acção.
quinta-feira, agosto 09, 2012
Motivação
Motivação para enfrentar a realidade da vida. De acordo com a natureza, nascemos com o potencial, todavia, levamos a vida para aprender. A motivação exige uma aprendizagem constante.
sexta-feira, julho 27, 2012
Ecstasy (MDMA) pode ser perigoso e letal
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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sexta-feira, julho 27, 2012
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quinta-feira, julho 26, 2012
O dia-a-dia nas consultas, na busca da recuperação e da dignidade
Tratamento dos comportamentos adictivos. Importante:
Todos os dados pessoais foram alterados de forma a manter o anonimato dos seus
intervenientes.
Consulta com Cristina (nome fictício. Dependência
emocional), abordamos a questão da intimidade nos relacionamentos românticos.
Paixão, no início de um relacionamento, pode não ser sinonimo de intimidade e
de compromisso, ao invés, pode ser sinónimo de sofrimento. Para algumas
pessoas, intimidade é sinonimo de medo – medo do desconhecido, medo da rejeição
e do compromisso, medo da exposição, medo do falhanço, medo do medo. A
intimidade numa relação é semelhante a um contrato, celebrado por duas pessoas,
onde ambas as partes se comprometem a preservar, a partilhar e a colher os seus
benefícios, salvaguardando o bem-estar da relação. A intimidade é fruto do
compromisso e da honestidade, de ambos os parceiros, faz parte de um processo
com propósito e sentido em conjunto com o parceiro/a.
Consulta com Álvaro (nome fictício. Alcoolismo) falamos
sobre a diferença entre a realidade e a ilusão. Quando ficamos iludidos
(negação), através do alcoolismo, só conseguimos enxergar a realidade (verdade)
após sofrimento e consequências negativas. O alcoolismo afecta seriamente todas
as áreas da vida do individuo. Qual é o limite para a negação do alcoolismo?
Não tem... “É só mais uma bebida, amanhã não bebo mais!”
Consulta com Maria (nome fictício. Distúrbio alimentar)
falamos sobre sentimentos e os comportamentos. Podemos confundir os
sentimentos, com aquilo que realmente é o nosso caracter; é necessário
desvincular os sentimentos dos comportamentos. Não somos aquilo que
sentimentos, mas aquilo que fazemos com os pensamentos e com os sentimentos.
Nas consultas abordamos com frequência, a questão da vida e
da morte. Alguns indivíduos estiveram "perto" da morte, como
consequência do sofrimento da adicção ativa (doenças, tentativa de suicídio,
problemas de saúde e/ou overdose, acidentes). Quando se está doente da adicção
ativa, as regras para se sobreviver são diferentes da maioria dos mortais.
Paradoxo, tanto o sofrimento como o isolamento, aparentam ser uma “companhia”
do dia-a-dia, uma segurança, mas no lado oposto, da mesma moeda, são um motivo
suficientemente forte para questionar a razão de estar vivo. Em recuperação, é
possível atenuar a dor/sofrimento através da ajuda de outras pessoas de
confiança.
Consulta com Hilário (nome fictício. Adicto ao Jogo)
identificamos pensamentos e crenças que mantêm o individuo fechado e isolado
(vergonha tóxica). A forma como se defende do sofrimento, por ex. da vergonha e
do sentimento de culpa, é atuar com base no prazer imediato, acting out,
que reforça o isolamento, a vergonha toxica e o sentimento de inadequação. É um
círculo de pensamentos, sentimentos e comportamentos disfuncionais quem mantêm
o problema do jogo e o sofrimento; jogar para evitar o confronto com a
realidade e a mudança de paradigmas.
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quinta-feira, julho 26, 2012
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sexta-feira, julho 06, 2012
quinta-feira, julho 05, 2012
Pedidos de ajuda que quebram o estigma, a negação e a vergonha IV
Pequenos excertos de pedidos de ajuda recebidos por email, posteriormente, foi
uma enviada resposta para a cada situação em particular.
Se você identificar com alguma situação e ou comportamento
em concreto pode escrever um email e solicitar apoio.
A publicação destes pequenos excertos tem como propósito
quebrar o ciclo disfuncional associado ao estigma, à negação e à vergonha. Na
sociedade atual, é cada vez mais frequente o aparecimento deste tipo de
problemas, refiro-me, obviamente, aos comportamentos adictivos. Por vezes, a
distancia, entre pessoas com problemas adictivos idênticos, pode ser uma porta,
um prédio e/ou uma mesa do escritório. A ajuda surge quando o ciclo
disfuncional do silêncio é interrompido.
Pedidos de ajuda que quebram o estigma, a negação e
a vergonha. Todos os dados pessoais foram alterados de forma a manter a confidencialidade dos intervenientes.
"Chamo-me T. e a minha relação com o
meu pai está, neste momento, está estagnada, já praticamente não falamos um com
o outro. Optei por não responder a determinadas conversas (mas não sei se é a
melhor opção). O meu pai foi ao medico, há uns dias, e foi-lhe diagnosticado uma cirrose hepática, também por excesso
de álcool. Sei que a minha mãe sempre foi infeliz. Acha que há alguma coisa que
eu possa dizer/fazer que o vá ajudar? Sei que se as coisas não mudarem, não
serei capaz de manter esta relação, sinto que estou sozinha. Preciso de ajuda, Obrigado."
"Chamo-me C. e o meu pai é alcoólico. Após algumas
tentativas de desintoxicação, está novamente a beber. A minha mãe não consegue
ajudá-lo e decidiu-se pela separação. Ele não acredita que ela concretize. Ela
só quer que ele reconheça a necessidade de ajuda para uma nova tentativa de
desintoxicação e uma vida sem álcool. Ele não aceita que está doente e mente
convictamente dizendo que não bebe. Como o posso levar a perceber a sua doença?Ajude-me."
" Chamo-me M. e venho por este meio pedir ajuda em relação ao vício
das drogas leves. Gostaria de saber o que preciso de fazer para me
tratar. Sinto me doente e perdi a energia para fazer seja o que for. Consumo
drogas leves há vinte anos, e cada vez mais, sinto que o meu corpo e mente,
estão cada vez pior e quero mudar de estilo de vida. Tenho muito para viver e
está a mexer em todos os níveis da minha vida. Obrigado"
-
"Bom dia, chamo-me L. e nunca imaginaria que tal coisa pudesse
tomar proporções tão devastadoras e incapacitantes. Era eu, uma adolescente de
14 doloridos anos, perdida num mundo de inseguranças, medos irracionais e
rejeições quando perdi toda e qualquer vontade de viver a vida, pois
havia sido identificado a bulimia, que me consume todo o meu ser. Atualmente,
os meus dias baseiam-se exclusivamente em comida, vómitos, exercícios, peso,
dietas, calorias, pensamentos, balanças, dor, culpa, compulsividade. Preciso de
uma orientação. Obrigado"
"Chamo me A e venho pedir ajuda, estou deprimida e não sei o que
fazer à minha vida. Descobri no computador, no telemóvel e na conta bancaria do
meu marido que ele é adicto ao sexo (pornografia, prostituição e outras coisas
que tenho vergonha em falar). Estou casada há 25 anos e temos dois
filhos maravilhosos. Ele apesar das evidências continua a negar. Estou
desesperada, ajude-me, por favor."
Comentário: O silêncio disfuncional não o/a protege da doença da adicção, nesse sentido, peça ajuda. Tal como fizeram centenas de indivíduos e famílias resilientes que conseguiram alcançar a Recuperação e um novo modo de vida. Se identifica um problema, você não é o/a unica/o e não está sozinho/a.
sábado, junho 16, 2012
Controlar a adicção pode ser uma obsessão
Um dos temas mais controversos no tratamento da adicção,
gira em torno do auto controlo e/ou a falta dele. Paradoxalmente, um número
muito significativo de adictos (homens e mulheres) e as suas famílias,
apresentam uma predileção especial pelo controlo.
Dependemos unicamente das nossas competências e recursos
para realizar os nossos projetos e ambições, isso é sinonimo de auto controlo.
Na prática, é-nos incutido de uma forma explícita, que precisamos de controlar
os nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos e também dependemos do
autocontrolo, para viver, segundo as tradições, as regras e os rituais
(paradigmas e estereótipos) da família e da sociedade em relação aquilo que
está certo e aquilo que está errado; direitos e deveres.
Dependemos do auto controlo para sobreviver, custe o que
custar, nesta batalha campal que é o dia-a-dia, feito de correrias,
preocupações e stress.
O autocontrolo e o prazer imediato
O que é que o consumo de álcool, drogas ilícitas, a ingestão
de alguns alimentos ou o contrario (restrição alimentar), relacionamentos de
intimidade/paixão, o jogo, o sexo, as compras têm em comum? É a sensação de
prazer imediato, intenso e de bem-estar que as pessoas sentem. Existem
sensações de prazer imediato e intenso, para todo o tipo de gostos e
preferências. Todavia, do ato normal e legitimo, curioso, inofensivo e saudável
da busca de prazer até á dependência pode ir uma distância muito grande ou não.
segunda-feira, junho 04, 2012
Para quê? e para quem?
Caros leitores,
Não queria começar sem agradecer o convite feito pelo João
Alexandre para escrever para os seus blogues. Obrigado!
Decidi escrever sobre este tema porque continuo a assistir a
um fenómeno recente, a meu ver, pouco ético de lidar com o cliente/paciente e
sua família. Em desespero, as pessoas estão prontas para fazer qualquer coisa,
ou aceitar qualquer proposta para parar o sofrimento diário.
Porquê o anonimato? Se pegarmos numa curiosidade verificamos
que nas dezenas de irmandades de 12 Passos existe sempre uma palavra que não
muda. Então vejamos: Narcóticos Anónimos, Alcoólicos Anónimos, Cocaína
Anónimos, Famílias Anonimas, Nicotina Anónimos, entre muitas outras. É fácil, é
a palavra “Anónimos” está sempre presente porque é extremamente importante.
Esta palavra está sempre presente para proteção. Mas para proteção de quem?
Também é fácil. Para proteção dos membros dessas irmandades.
A importância do anonimato surge resultante da experiência acumulada,
ao longo de varias décadas, por membros das mesmas irmandades. Sabe-se que a recuperação
não é fato consumado, isto significa que a recuperação é construída e
alicerçada, todos os dias, um dia de cada vez. Um individuo que hoje está em
recuperação; amanhã pode não estar. Para além disso, a vida é uma maratona, e
aquilo que hoje podemos considerar inofensivo não significa que não possa
trazer consequências para nós ou para as nossas famílias, a medio e a longo
prazo; capaz de gerar muitos momentos de dor e sofrimento.
segunda-feira, maio 28, 2012
Dica: Recuperação dos comportamentos adictivos
Recuperar da Adicção envolve sentimentos, nesse sentido, você
precisa de reaprender novas competências e recursos de forma a identificar e a expressar
os sentimentos (pensamentos-sentimentos-comportamentos). Ao contrário daquilo
que possa sentir, não são os sentimentos que determinam que tipo de pessoa é;
são as suas decisões, das quais você é o único responsável, para o bem ou para
o mal. Não são os sentimentos de definem o caracter, mas o resultado das ações.
Por exemplo, qual é o seu ídolo? Mestre? Mentor? Herói? O que é que você admira
nessa pessoa? São os sentimentos privados dessa pessoa ou aquilo que ele/a é e
faz? Na realidade, você não conhece essa pessoa na intimidade.
Durante a adicção ativa
(circulo adictivo) recorre-se às substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o
álcool e os fármacos, e as ilícitas ou aos comportamentos adictivos (jogo,
sexo, compras, furto, codependência e distúrbio alimentar) para
“fugir/adormecer” os sentimentos dolorosos – dor e a compulsão é direcionada
para a obtenção do prazer/gratificação. Os fins justificam os meios. “Só mais
uma, desta vez vai ser diferente…”
Sentimentos Vs. Resultados
Em recuperação faça uma
monitorização, a mais honesto possível, dos seus sentimentos, em particular da
raiva. Esteja atento/a aos seus impulsos (hábitos e rotinas) aos seus
pensamentos irracionais (padrões antigos de julgar as situações e as pessoas).
Por exemplo; se você está irritado/a encara um conflito de uma maneira; se está
confiante encara o conflito de maneira diferente. Não existe absolutamente
problema nenhum, caso você sinta raiva, é humano haver conflitos entre pessoas,
principalmente quando se sente frustrado, magoado, desiludido, enganado e/ou injustiçado.
Todavia, como você sabe, a raiva é uma energia muito poderosa, que precisa de
ser monitorizada e direcionada para algo construtivo. Por exemplo, quando você estiver
em raiva (energia poderosa) precisa de pensar no tipo de decisões que pretende fazer
e os resultados que pretende atingir, de forma a não cometer os mesmos erros à
espera de resultados diferentes.
Dois tipos de decisões:
A. Decisões relevantes que podem gerar resultados
construtivos e positivos;
B. Decisões, menos relevantes, podem gerar resultados
negativos e indesejados, capazes de gerar sentimento de culpa, vergonha e
inadequação, impotência, mais raiva, auto piedade e isolamento social.
Aprenda a utilizar as situações dolorosas (sentimentos) como
catalisador para o seu crescimento emocional/espiritual (não religioso, sem
dogmas e/ou divindades), em vez de ser gerador de mais problemas. É através do
sentimentos que conseguimos ser criativos, intuitivos e resilientes, porque
permite-nos atribuir ao rumo da vida, o propósito e sentido que entendermos e
que melhor se adapta às nossas próprias necessidades.
No processo de adaptação à adversidade e à mudança atribua à
dor um novo e diferente significado: 1. Identifique os seus sentimentos, não
seja demasiado crítico em relação aos sentimentos dos outros. 2. Não coloque rótulos/julgamentos
por sentir raiva “Sou assim, porque o meu pai também era”. 3. Não seja
demasiado rígido e/ou não tire conclusões precipitadas. 4. Tente interpretar os
seus pensamentos (padrões antigos de julgar, de defesa, de reagir perante o
perigo eminente – erros cognitivos) que desencadeiam os sentimentos dolorosos.
Faça esta pergunta a
si mesmo quando estiver a sentir raiva. "Qual é a fonte desta raiva? O que é que
pretendo fazer que seja relevante e construtivo em vez de destrutivo e gerador
de culpa e vergonha?
Na vida as coisas têm a importância (atenção) que nós lhes damos. Na gestão construtiva da raiva o mais importante não é aquilo que sentimos; mas aquilo que fazemos (ações- comportamentos) com os sentimentos de forma a atingir os nossos objectivos.
Na vida as coisas têm a importância (atenção) que nós lhes damos. Na gestão construtiva da raiva o mais importante não é aquilo que sentimos; mas aquilo que fazemos (ações- comportamentos) com os sentimentos de forma a atingir os nossos objectivos.
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Caso não esteja a conseguir obter resultados que pretende peça
ajuda. Envie um email para xx.joao@gmail.com
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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segunda-feira, maio 28, 2012
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sábado, maio 19, 2012
Quando o amor não é suficiente
Veja os bastidores do filme "When love is not enough"1 que aborda a relação entre Bill W (Co-fundador dos Alcoólicos Anónimos) e a sua esposa Lois Wilson (Co-fundadora dos Al-Anon 2), com a participação do actor Barry Pepper "Bill W." e da actriz Winona Ryder "Lois Wilson".
O filme retrata a relação, entre marido e esposa, extremamente afectada pelos efeitos do alcoolismo, durante a "Grande depressão", no inicio dos anos 30, nos EUA.
Em 1999, a prestigiada revista - Time Magazine afirmou que Bill W. era considerado uma das 100 personagens do século.
Notas:
1. Tradução: "Quando o amor não é suficiente"
2. Al-Anon é a designação americana dos grupos de Ajuda-mutua que reunem as mulheres e familiares, dos indivíduos alcoólicos
quarta-feira, maio 09, 2012
O problema, por Dan Keding
O problema
"Era uma vez um lavrador. Embora trabalhasse noite e dia,
nunca conseguia deixar de ser pobre. De cada vez que começava a sentir que
estava a tirar o melhor partido de uma situação, tudo acabava sempre por
falhar. Se num ano havia seca, no outro havia cheia. Se num ano os rebanhos
adoeciam, no ano seguinte os lobos dizimavam-nos. Se num ano o preço do cereal
descia, no ano seguinte o rei subia os impostos.
Certo dia, o lavrador estava sentado num tronco, cabisbaixo
e desesperado. De repente, apareceu uma estranha e grotesca criatura a dançar,
a cantar e a rir à volta do lavrador. Os pelos que lhe cobriam o corpo estavam
emaranhados, os olhos selvagens faiscavam e tinha os dentes pretos. O cheiro
que exalava quase fez o lavrador chorar.
— Quem és tu?
— Eu, bom homem, sou o teu problema. Só passei por aqui para
ter a certeza de que eras o mais infeliz possível!
— Monstro! Então é por tua causa que nunca coisa alguma me
corre bem?
— Pois é! Eu sou o teu azar, a tua desgraça. Sem mim, serias
um homem com sorte.
Rápido como o vento, o pobre homem agarrou o seu problema
pelo pescoço e amarrou-o com cordas fortes. Em seguida, abriu uma cova bem
funda e atirou a sua desgraça lá para dentro. Tapou-a com pedras e regressou a
casa.
No dia seguinte, a sorte começou a mudar. As ovelhas deram à
luz gémeos, as vacas começaram a dar duas vezes mais leite, as culturas
cresciam mais depressa e mais alto do que nunca, e as árvores estavam
carregadas de frutos. Todos os comerciantes queriam comprar os seus produtos e toda
a gente vinha adquirir os seus legumes, frutos e animais. Em poucas semanas, o
homem, que fora tão pobre, estava rico.
O lavrador tinha um vizinho que habitualmente era
bem-sucedido. Este homem rico sempre olhara com desdém para o lavrador e
ridicularizara o seu trabalho. Agora via que o lavrador estava quase tão rico
como ele e, ainda por cima, em tão pouco tempo. Um dia, não conseguiu aguentar
mais a curiosidade e foi visitá-lo.
— Parabéns, vizinho, pela sua recente boa sorte. Devo dizer
que estou admirado com a rapidez com que conseguiu fazer prosperar esta quinta.
Qual é o segredo?
— É simples. Encontrei a raiz do meu infortúnio. O meu
problema veio vangloriar-se da minha má-sorte e eu apanhei-o. Enfiei-o num
buraco fundo, que cobri com pedras, um buraco que fica na minha pastagem. Essa
é, sem dúvida, a razão pela qual finalmente tive sorte, depois destes anos
todos de trabalho e fracasso.
O lavrador rico não gostou que o vizinho tivesse finalmente
triunfado na vida. Naquela mesma noite, rastejou até ao buraco onde o problema
do vizinho estava enterrado. Durante toda a noite levantou as pesadas pedras e
cavou a terra até encontrar o problema. Desamarrou-o e pô-lo em liberdade.
— Muitíssimo obrigado — gritou o problema. — O senhor é um
verdadeiro amigo.
— Agora — disse o homem rico — podes voltar a atormentar o
teu antigo dono outra vez.
— Não, não, não! — Gritou o problema. — Aquele homem
tratou-me muito mal e atirou-me para dentro deste buraco. Mas o senhor foi tão
amável em libertar-me! Vai ser um amo muito melhor. Vou ficar consigo para
sempre. Assim foi e assim devia ser."
- Dan Keding, Stories of Hope and Spirit
- Little Rock, August House Publishers, 2004, (Tradução e adaptação)
segunda-feira, maio 07, 2012
Pedidos de ajuda que quebram o estigma, a negação e a vergonha III
Pequenos excertos de pedidos de ajuda que recebo todos os dias por email, posteriormente foram
enviadas respostas a cada situação em especial.
Se você identificar com alguma situação e ou comportamento
em concreto pode escrever um email e solicitar apoio. A resposta será enviada o
mais brevemente possível. Todos os dados pessoais foram alterados de forma a manter a confidencialidade.
A publicação destes pequenos excertos tem como propósito
quebrar o ciclo disfuncional associado ao estigma, à negação e à vergonha. Na
sociedade atual, é cada vez mais frequente o aparecimento deste tipo de
problemas, refiro-me aos comportamentos adictivos. Por vezes, a distancia,
entre pessoas com problemas adictivos idênticos, pode ser uma porta, um prédio
e/ou uma mesa do escritório. A ajuda surge quando o ciclo disfuncional do silêncio
é interrompido. Peça ajuda.
Pedidos de ajuda que quebram o estigma, a negação e
a vergonha.
1. “Chamo me J. e gostaria de saber como gerir/ conduzir uma
situação de consumo excessivo de álcool. A pessoa em questão não reconhece o
consumo abusivo. Bebe praticamente todos os dias sozinho e em contexto
não-social. Quando o faz, num contexto social, o consumo de bebidas alcoólicas
tende sempre para o excesso. Estou preocupada e não sei como conduzir esta
situação.”
2.“Chamo me A. e sou filho de mãe alcoólica e isso reflete se
na minha vida sentimental. Os meus pais separaram se quando eu era criança,
vivi com a minha avó até ao início da adolescência, depois fui viver com a
minha mãe e aí então, foi realmente muito difícil. Sinto me inadequado e
desconfiado nos relacionamentos de intimidade. Sou demasiado exigente comigo e
com as outras pessoas, inclusive tenho a necessidade de controlar tudo e todos.
Descobri o seu blogue e por isso procurei a sua ajuda. “
segunda-feira, abril 30, 2012
A importância da defesa pessoal, segundo João Carvalho
A sociedade
moderna, foi sendo educada a confiar a terceiros, competências essas, que em
última instância serão nossas. Um bom exemplo disso será a educação dos nossos
filhos, a gestão das nossas casas, a nossa saúde e também a nossa segurança.
Os governos
manipulam as pessoas, mediante interesses financeiros e criam melhores ou
piores condições de vida consoante as necessidades dos mercados, hoje em dia
existe um novo tipo de escravatura. Escravatura, que será mais dissimulada,
talvez até pelo adormecimento de grande parte da população, mas também porque
as pessoas foram ensinadas a viver (fuga/evitamento) com medos. Alguns
exemplos, medo da religião, medo dos governos, medo dos patrões, medo … medo e
mais medo!
Provavelmente,
são poucos, aqueles que conseguem viver realmente livres … livres de medos
infundados, livres nas suas atitudes e livres, na sua forma geral, de viverem
em plenitude este dom que temos que é a vida !
Basta
recuarmos, alguns seculos, e as pessoas viviam em pequenos grupos, e era nesses
grupos que estabeleciam regras para o funcionamento da comunidade. Plantavam em
comum, viviam em comum e a defesa das suas aldeias era feita por todos.
Completamente alheios, em grande número dos casos, a leis e regulamentações
impostas por terceiros, escolhiam viver as suas próprias leis e tradições.
O que nós
observamos, hoje em dia na nossa sociedade, são cidades sobrelotadas e onde,
apesar de existirem tantas pessoas, os níveis de isolamento são cada vez
maiores.
Não é de
estranhar observarmos alguém ser assaltado em plena luz do dia e apesar de
dezenas de pessoas assistirem ao assalto, nenhuma tem sequer iniciativa para
tentar ajudar a vítima.
quarta-feira, abril 25, 2012
Pessoas Especiais (Mentores) Lewis Melvin Schulstad
Recentemente faleceu o Coronel Lewis Melvin (Mel) Schulstad
ex piloto da United States Air Force (USAF). Pessoa ilustre, visionário e
um pioneiro, e sem sombra de duvidas, um individuo determinado e dedicado à
causa do tratamento e da recuperação da adicção às substâncias psicoactivas
lícitas e/ou ilícitas. Dedicou uma parte significativa da sua vida a promover o
reconhecimento da carreira/profissão do Addiction Counselor. Inclusivamente, em
1974, foi o co-fundador e antigo presidente National Association of Alcoholism
Counselors and Trainers, que uns anos mais tarde, em 1976, se viria a tornar National
Association of Alcoholismo Counselor, e finalmente em 1982, na actual National
Association of Alcoholism and Drug Abuse Counselors (NAADAC), congénere da
portuguesa Associação Nacional de Conselheiros em Abuso de Drogas e Alcoolismo (ANCADA).
Schulstad(Mel) permaneceu 46 anos em recuperação da adicção.
Com frequência partilhava a sua história na recuperação e de esperança. Apos a
sua reforma, manteve-se disponível para ajudar e apoiar os outros.
Foi o c-autor do livro, com James Millan, “Under the Influence”, 1984 e autor do livro “Beyond
the Influence”, 2000. Ambos os livros foram marcantes no tratamento (biologia
da adicção) e na recuperação da adicção.
Data do nascimento: 09 de Março de 1918
Data da morte: 06 de Janeiro de 2012
Uma singela e profunda homenagem a este ser humano “especial”,
um ícone, cujo contributo, para um mundo melhor, irá permanecer presente na memória
de muitas pessoas, incluindo aqueles que estão em recuperação. Os meus pêsames
à sua família.
Comentário: é urgente, novos recursos e competências, pessoas
dedicadas, especializadas e instituições dedicadas, tanto a nível cientifico
como empírico, no tratamento da doença da adicção às substancias psicoactivas
licitas, incluindo o álcool, e/ou ilícitas. É imperativo aproximar a ciência
(investigação) da prática (experiencia) e formar equipas multidisciplinares, de
pessoas competentes, dedicadas e abnegadas com a causa. São necessárias
reformas (quanto à metodologia, epidemiologia e etiologia) direcionadas à
prevenção, ao tratamento e à recuperação, assim como um maior envolvimento da
sociedade, cujo principal intuito é derrubar o estigma, a negação e a vergonha
associado a esta doença. Aos indivíduos doentes, assim como às suas famílias, incluindo
as crianças, é urgente devolver a dignidade que eles têm direito. Recuperar É
Que Está A Dar
sábado, abril 21, 2012
14ª Dica Arte de Bem-Viver de 26/06/2011 - Adiar a gratificação imediata
Olá
Adiar a gratificação imediata. O que é que isso significa?
É humano procurar a gratificação, a satisfação e o
reconhecimento através das pessoas, lugares e coisas, é uma forma de
recompensa, de aprovação e ou de agradecimento.
Todavia, na nossa sociedade, desenvolvemos o culto/habito
pela competitividade e pelo consumismo na procura do caminho mais curto (atalho) e
menos doloroso, neste sentido a gratificação/prazer imediata assume uma
necessidade impreterível e disfuncional na gestão das emoções, gestão das prioridade, no critério da
recompensa e gratificação individual. Se conseguirmos parar, por uns breves momentos, e reflectir sobre
os nossos comportamentos, concluímos "Queremos as coisas já... ou
de preferência para ontem." Evocamos os princípios
( as palavras), mas procuramos satisfazer o nosso Ego (atitudes e comportamento). Aquilo que dizemos que somos; não é coerente com aquilo que fazemos. A
nossa vontade, através dos impulsos reactivos e irreflectidos, na busca da gratificação imediata é
suprema, como se a própria sobrevivência dependesse disso.
Adiar a gratificação imediata compromete o prazer imediato. Como? Primeiro, executamos as tarefas mais complexas que exigem auto sacrifício,
disciplina, reflexão, criatividade, responsabilidade e determinação. É um
processo de maturidade na gestão das competências cognitivas e
sociais, dos impulsos, da dor e do prazer (balança emocional) nas coisas
simples do dia-a-dia. Aprende-se a privilegiar (prioridades) os
valores morais/éticos acima do prazer imediato, por ex. através da abnegação e
o altruísmo Vs. egoísmo frenético e egocêntrico.
Se conseguirmos fazer uma gestão construtiva do desconforto
emocional e da dor acabamos por aceitar esta condição, as prioridades, em primeiro lugar, ao invés de
gerir a dor com um único proposito - preencher o vazio emocional
(isolamento, solidão) com pessoas, lugares e coisas.
Muitas vezes o que queremos (ter) não é o que
precisamos (ser).
Votos de uma semana recheada de momentos de disciplina,
honestidade, abnegação, reflexão, responsabilidade e determinação.
Cumprimentos
Nota: Esta Dica é um excerto do Retiro Espiritual Online (Programa Desenvolvimento Individual).
Comentário: Sabia que a Dica Arte de Bem-Viver começou com
uma "brincadeira" para os amigos, em Abril de 2011? Passado um ano é enviada para mais de 300 pessoas,
para vários países de expressão portuguesa (Portugal, Angola,
Moçambique e Brasil) e para os Estados Unidos da América. Vai na sua 56ª publicação. Caso deseje
receber a Dica basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da
mensagem escreva: Dica Arte Bem-Viver. Todos os dados são
confidenciais. É grátis
quarta-feira, abril 18, 2012
O que é que aconteceu à felicidade da mulher?
Recue uns 40 ou 50 anos e imagine-se, como mulher, a viver
nos anos do Portugal do Estado Novo. Nesse passado não tão longínquo, as mulheres
casadas não podiam ausentar-se do país sem autorização escrita do marido e as
enfermeiras não podiam casar. A gestão dos bens do casal, incluindo da mulher,
pertenciam ao marido e numerosas profissões estavam legalmente vedadas às
mulheres.
Hoje os tempos são outros e, comparativamente, a situação
da mulher melhorou muito, mesmo que ainda haja muito a fazer culturalmente. As
mulheres são mais independentes, têm mais direitos e liberdades, formam-se em
maior número nas universidades, distinguem-se em diversas profissões e ascendem
a lugares de adminstração ou cargos politicos.
Com estas mudanças, teriamos, assim, muitos motivos para
ter elevados índices de felicidade nas mulheres, mas paradoxalmente tal não
acontece. Segundo alguns estudos* de referência, desde a década de 70 que o nível geral de felicidade da mulher nos EUA e na
Europa, tende a cair e acentua-se à medida que a mulher avança na idade,
contrariamente ao do homem. Em Portugal, as mulheres trabalham mais e dormem
menos, as doenças associadas ao estilo de vida e ao stress, assim como o
consumo de tabaco e anti-depressivos tendem a aumentar.
quinta-feira, abril 12, 2012
O problema não é o álcool, são as pessoas.
No seguimento das recentes declarações Secretario de
Estado Adjunto e da Saúde, nos meios de comunicação social, sobre a prevenção, direccionada aos jovens, afirmou, tem
“falhado tudo” considero relevante abordar a questão do álcool e as pessoas.
Nunca é demais, relembrar que a nossa cultura promove e
incentiva o consumo/abuso de bebidas alcoólicas, em jovens menores de idade. Vejamos
os resultados do estudo do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT). De
acordo com a referida notícia, no Jornal de Noticias, o estudo do IDT sobre o
consumo de álcool, tabaco e drogas em meio escolar refere que os jovens
portugueses começam a consumir álcool cada vez mais cedo, beber em maiores
quantidades e a embriagarem-se mais vezes. Estes fenómeno, sobre os jovens beberem
maiores quantidades e embriagarem-se mais vezes já motivo de investigação e
medidas excecionais de prevenção, quer seja nos Estados Unidos da América (EUA)
ou no Reino Unido há pelo menos dez anos ou mais, é designado de Binge Drinking
(beber álcool cujo intuito é a intoxicação/embriaguez). Em Portugal, não existe
Prevenção, por exemplo em relação ao binge
drinking. Até há data da publicação deste post, ainda é permitido por lei,
aos jovens menores de idade, consumirem/abusarem de bebidas alcoólicas com a
conivência dos políticos, dos tribunais, da ordem dos médicos e dos advogados.
Segundo o mesmo estudo, efetuado pelo IDT, 37% dos alunos
com 13 anos (menores de idade) já experimentou beber álcool, numero que sobe
para 90,8% nos jovens com 18 anos. Depois destes dados, pergunto:
Na minha opinião pessoal, estes números são apenas a ponta
do iceberg. Em algumas zonas remotas
do país, tipo aldeias, não existe controlo sobre este fenómeno.
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