quinta-feira, junho 19, 2025
A Inteligência Artificial irá revelar-se uma mais valia.
segunda-feira, maio 12, 2025
Contra o estigma no tratamento da adicção
«Estamos duas vezes armados se lutarmos com fé» Platão
Platão,
segundo relatos e escritos da altura nasceu entre 427/428 a. C., em Atenas. Foi
um filosofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga. Foi considerado
a figura central na história do grego antigo e da filosofia ocidental,
juntamente com o seu tutor Sócrates e seu pupilo Aristóteles. Platão ajudou a
construir os alicerces da filosofia natural, da ciência e da filosofia
ocidental e também tem sido frequentemente citado como um dos fundadores da
religião ocidental, da ciência e da espiritualidade. (fonte Wikipédia).
Desde 1993,
trabalho com indivíduos adultos com adicção (doença com fatores
neuro-bio-psico-social), 1) a substâncias psicoativas geradoras de dependência,
licitas (bebidas alcoólicas) ou ilícitas, e também trabalho com indivíduos com
2) adicção a comportamentos adictivos (exemplo, jogo patológico, ao sexo) e indivíduos
que são adictos a 3) substancias psicoativas e ao mesmo tempo comportamentos
aditivos e/ou perturbação mental (comorbilidade – diagnostico duplo ou triplo). São várias centenas, talvez um
milhar de indivíduos e nenhum deles, nem um, alguma vez mencionou o desejo de
se tornar um adicto. De salientar as implicações, severidade, as consequências
e sintomas da adicção – cada caso é único. Ficar doente é o resultado de um
processo gradual, dinâmico e complexo. Também é verdade que ninguém fica adicto
a substâncias psicoativas ou comportamentos de um dia para o outro. Contudo se
alguém está preocupado com o seu comportamento impulsivo e repetitivo, seja com
o consumo de drogas, incluindo o álcool, ou comportamentos, isso pode querer
dizer que já tem um problema de adicção na sua vida, mas, mas isso não quer
dizer que vá pedir ajuda, naquela altura, naquele momento, podem passar anos a
fio até que a ajuda eficaz, direta ou indireta chegue.
Na sociedade,
um dos fatores mais negativos relacionados com o tratamento da adicção é o estigma.
Felizmente, comparativamente, com há trinta anos atras, hoje o estigma persiste
e continua a fazer vítimas, mas aparenta estar mais “enfraquecido” devido aos
avanços no tratamento, na informação dos meios sociais, no apoio psico social
de várias instituições do estado e/ou privadas, no apoio de proximidade por
parte dos profissionais e na informação disponível na internet. Convém realçar
que apesar de evolução e dos avanços o estigma não desapareceu. Desde os seus
primórdios, há milhares de anos atrás até à atualidade o estigma (as pessoas,
as famílias e a sociedade) permanece ativo como uma doença, com marcas bem visíveis.
Mudam-se os tempos, mas não se muda as vontades. Não são as pessoas de fracos
recursos, os “alvos” prediletos, a adicção é um fenómeno transversal na
sociedade, afeta “ricos”, pobres”, “pretos”, “brancos”, “mestiços” advogados ou
mecânicos, etc.
Como é que
se trata a doença da adicção, num contexto onde o estigma permanece ativo e a
influenciar negativamente, pessoas, famílias, profissionais e instituições
(sociedade)?
Como se
combate o estigma que conduz ao isolamento, à doença (adicção) depressão, à
separação, à vergonha e a negação?
Perante
estas duas questões, iremos abordar o que é o estigma e como afeta pessoas,
familiares, profissionais e instituições ligadas à prevenção, ao tratamento e á
recuperação dos comportamentos adictivos-
O que é o estigma?
Segundo o dicionário da Bertrand da Língua Portuguesa, entre os antigos gregos
designava sinais corporais com os quais se procurava evidenciar alguma coisa de
extraordinária ou de mau acerca do estatuto moral de quem os apresentava. Tratava-se
de marcas corporais feitas com cortes ou com o fogo que identificavam de
imediato um escravo ou um criminoso. Por exemplo o conceito atual é mais amplo,
considera-se estigmatizante qualquer característica, não necessariamente física
ou visível que não se coaduna com o quadro das expectativas sociais acerca de
determinado individuo. Referencias: Erving Goffman
quinta-feira, fevereiro 13, 2025
Amor e desamor
Foto Lumen IA
Amores e desamores
Mito. Afirma-se, com frequência que um dos requisitos para
uma relação duradoura está relacionado com o individuo gostar de si próprio o
suficiente, (e em primeiro lugar) e só assim consegue relacionar-se com o
outro. O amor que temos por nós próprios (indivíduos) é diferente do amor que
nutrimos pelo outro (relação romântica). Quando selecionamos determinada pessoa
(especial) entra em jogo um conjunto de energias poderosas e em muitos casos
incontroláveis, designadas de vinculação. A evolução humana revelou existir
imensa vantagem para a sobrevivência uma coexistência entre indivíduos
(vinculação de intimidade, de interesse, de confiança, proteção) a fim de se
protegerem, preocuparem um com o outro/a (ele ou ela é parte de mim), aquilo
que designamos de intimidade, pertença, coesão, vulnerabilidade, confiança,
cumplicidade. Não sejamos naïfs, a evolução também contemplou (e continuamos o
processo) com aqueles indivíduos que tinham outros interesses completamente
antagónicos, refiro-me ao amor/intimidade.
«Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do
mal.» Friedrich Nietzsche
Mito relação romântica - «O amor vence tudo» Evocamos o amor
para justificar algumas crenças, atitudes e comportamentos disfuncionais para o
relacionamento romântico. Crescemos, com a ideia de que o amor vence tudo,
nesse sentido, evocamos a ilusão para o amor vencer. Na prática não resulta,
pode servir de justificação para o desamor.
Recuperação dos comportamentos adictivos de longa duração.
Seres sociais. Falar sobre o amor, num contexto social entre família, com o/a
filho/a, amigos, colegas de trabalho, numa reunião, com um estranho no comboio,
etc, significa que estamos honestamente a partilhar ideias, conceitos,
reflexões, expressar sentimentos que realmente importam, no que aos vínculos de
intimidade e vulnerabilidade, diz respeito. Falar sobre o amor ou o desamor,
honestamente, é falar da "cola" que permite ao amor expandir
valores/princípios, criar sinergias, reforçar vínculos e raízes, largar a zona
de conforto e explorar o universo imaterial do outro e vice-versa. Falar sobre
o amor e a vulnerabilidade, não é conversa lamecha, é conversa de pessoas
adultas e integras. Se não falarmos sobre o amor estaremos a privar de
participar em áreas tão significativas como a liberdade, a vulnerabilidade, a
confiança, a família, a espiritualidade. Conversar sobre o amor é explorar
vinculações (sistemas) complexas, profundas na psique (individuo) e nas
relações com os outros. Conversar sobre o amor deparamo-nos com mitos sobre o
amor, a paixão (obsessão/sofrimento), efeito químico de sensações intensas e
prazerosas associadas ao sexo. Confrontamo-nos com o dilema: é sexo/química ou
amor? É paixão (obsessão) ou amor? Qual é a relação entre o amor e o sexo? Durante um período da vida, precisamos do amor
para desenvolver e prosperar, como de oxigénio para respirar. Esse período
extremamente marcante desenrolou-se após o nascimento e durante a infância.
«Lutar pelo amor é bom, mas alcança-lo sem luta é melhor.»
William Shakespeare, “Noite dos Reis”
Está em recuperação dos comportamentos adictivos?
Sabia que
a adicção pode estar associada ao sexo (sexo compulsivo)? Sabia que a adicção
ativa, no individuo, interfere nas competências e capacidades para amar? Qual é
a sua definição de amor? Considera que a sua definição de amor funciona? Já
alguma vez foi “obrigado/a” a rever e a alterar algumas ideias, crenças sobre o
amor? Considera que tem dúvidas em distinguir a paixão (obsessão) e o amor,
isto é, na maior parte das vezes a paixão (obsessão) é sinónimo de relação de
intimidade de curta duração (é humanamente impraticável estar demasiado tempo
sob o efeito da obsessão/sofrimento)? Está numa relação duradoura e é feliz, se
a resposta é sim, quais são os fatores que contribuem para manutenção e duração
da relação?
quarta-feira, janeiro 29, 2025
Os Principios Básicos da Literacia Financeira para Pessoas com Comportamentos Adictivos, por Rita Piçarra
Uma Ferramenta Essencial para a Recuperação e Bem-Estar
A literacia financeira é a capacidade de entender e utilizar
eficazmente diferentes habilidades financeiras, incluindo a gestão financeira
pessoal, a elaboração de orçamentos e o investimento. Para pessoas que
desenvolveram comportamentos adictivos, seja em recuperação ou não, a literacia
financeira é uma ferramenta essencial para alcançar a estabilidade e o
bem-estar. Vamos explorar alguns dos princípios básicos da literacia financeira
e como podem ser aplicados na vida quotidiana.
1. Compreender a Importância de um Orçamento
Elaborar um orçamento é o primeiro passo para uma gestão
financeira eficaz. Um orçamento ajuda a entender quanto dinheiro entra e sai
todos os meses. Para pessoas em recuperação de comportamentos adictivos, um
orçamento pode ser uma maneira de recuperar o controlo sobre as suas finanças,
identificar gastos desnecessários e garantir que recursos sejam alocados para
necessidades fundamentais como habitação, alimentação e tratamento. Além disso,
um orçamento bem planeado pode ajudar a estabelecer limites claros para os
gastos supérfluos, permitindo que as pessoas em recuperação evitem tentações
financeiras que possam comprometer a sua estabilidade.
Para criar um orçamento eficaz, comece por listar todas as
fontes de rendimento, incluindo salários, benefícios sociais e outras formas de
rendimento. Em seguida, liste todas as despesas fixas e variáveis, como renda,
serviços públicos, alimentação, transporte e despesas médicas. Subtraia as despesas
totais do rendimento total para determinar se há um saldo positivo ou negativo.
Utilize este saldo para ajustar o orçamento, cortando despesas desnecessárias
ou encontrando formas de aumentar o rendimento.
2. Gerir Dívidas
A dívida pode ser um dos maiores obstáculos para a
recuperação financeira. É crucial entender os tipos de dívida (como cartões de
crédito, empréstimos pessoais, etc.) e desenvolver um plano para pagá-las.
Priorizar o pagamento de dívidas com taxas de juro mais altas pode ajudar a
reduzir o fardo financeiro mais rapidamente. Manter um diálogo aberto com
credores e procurar aconselhamento financeiro pode ser essencial para gerir de
forma eficaz as dívidas existentes. Além disso, é importante evitar contrair novas
dívidas desnecessárias durante o processo de recuperação.
Para gerir eficazmente as dívidas, comece por fazer uma
lista de todas as suas dívidas, incluindo o montante devido, a taxa de juro e o
prazo de pagamento. Em seguida, elabore um plano de pagamento que priorize as
dívidas com as taxas de juro mais altas, enquanto continua a fazer pagamentos
mínimos nas outras dívidas. Considere também a possibilidade de consolidar as
dívidas em um único empréstimo com uma taxa de juro mais baixa, se isso for viável.
3. Poupança e Fundo de Emergência
Ter uma poupança é um objetivo fundamental para a
estabilidade financeira. Criar um fundo de emergência pode proporcionar uma
rede de segurança em momentos de crise, evitando que se acumulem mais dívidas.
Mesmo pequenas contribuições regulares podem crescer com o tempo e fornecer um
colchão financeiro necessário. Para pessoas em recuperação de comportamentos
adictivos, um fundo de emergência pode ser particularmente importante, pois
oferece uma sensação de segurança e estabilidade durante períodos de incerteza.
Para começar a poupar, defina uma meta de poupança realista
com base nas suas circunstâncias financeiras. Automatize as transferências para
a poupança sempre que possível, para garantir que uma parte do seu rendimento
seja reservada regularmente. Além disso, procure oportunidades para reduzir
gastos e direcionar as economias para o fundo de emergência. Lembre-se de que
cada pequena contribuição é valiosa e que a consistência é a chave para
construir uma poupança sólida ao longo do tempo.
sexta-feira, dezembro 06, 2024
Motivação para a Mudança - sentimento raiva
A violência é um comportamento irracional humano complexo e
transversal na sociedade. Em cada um de nós, existe um potencial significativo
de raiva, hostilidade, agressividade. Ao longo de mais três décadas de experiência
profissional observei/observo esse comportamento irracional (cérebro –
mecanismo fight ou fly) em pessoas que jamais pensávamos assistir.
Indivíduos, homens e mulheres de “ar doce” tornarem-se agressivos. Há muito que
decorre um debate científico inflamado sobre o comportamento violento; é
resultado de fatores psicológicos, sociais ou biológicos. Investigação atual
indica que violência resulta, de facto, de uma combinação dos três.
No tratamento dos comportamentos adictivos o sentimento de
raiva e o ressentimento (gestão de conflitos e gestão da raiva) assumem
destaque no plano de tratamento do individuo, quando existem evidências de passividade/agressão
verbal, física ou emocional, quer seja durante a adicção ou também ao longo da
vida. Alguns indivíduos com
comportamentos agressivos/passivos desenvolveram mecanismos psicológicos de
forma ocultar, reprimir e a negar a raiva e o ressentimento incapacitando os a
ser honestos consigo próprios e com os outros, consciente ou inconscientemente.
Estes mecanismos servem, principalmente, para culpar os outros afastando-os de
qualquer responsabilidade, alimentar egos (preconceitos sociais) direcionar o
foco da raiva, das doses elevadas de adrenalina e cortisol a fim de reforçar a
crença distorcida de que é preciso estar alerta porque o mundo não é um lugar
seguro.
As pessoas agressivas/passivas costumam ter reações
irracionais despoletadas, por “gatilhos”, devido a sentimentos de injustiça
reais ou cenários imaginários e repisam/ruminam os pensamentos incessantemente,
assim como, ficam frequentemente emperradas em certas ideias fixas distorcidas ou
comportamentos impulsivos. Também costumam interpretar as situações, com um
grau de critica excessiva reagindo impulsivamente. Existem indivíduos com longo
historial de problemas com agressividade e o abuso de drogas e álcool, jogo patológico,
problemas com figuras de autoridade, passividade, incapacidade de aceitar
críticas, relações tóxicas, violência doméstica, problemas com a justiça,
indivíduos institucionalizados (exemplo, cadeia, estabelecimentos de apoio a
crianças), trauma, comportamentos antissociais, ruminar ideias (vingança),
problemas familiares disfuncionais, problemas de impulsividade no local de
trabalho (colegas, direção, chefia, questões de género, etc.) depressão e ansiedade. Evitando estereótipos, os
homens e a agressividade está associada a comportamentos físicos,
irracionalidade, ameaça ao estatuto (macho) e impulsivos (adrenalina, cortisol).
Enquanto nas mulheres a agressividade é reprimida e manifestada de uma forma
mais impercetível e indireta, por exemplo, evitam o confronto direto, partilham
com os seus pares (boatos), criam ligações e argumentos que servem para ruminar
(ideias de vingança). Todavia, existem homens e mulheres agressivos e
impulsivos.
sábado, outubro 05, 2024
domingo, julho 28, 2024
Contra o estigma, a negação e a vergonha
Contra o estigma, a negação e a vergonha. Em pleno seculo XXI, estas três palavras poderosas, possuem um efeito nocivo e têm um impacto devastador na sociedade, são como uma pandemia. A sociedade somos todos nós. O fenómeno é transversal, no dia a dia, afectam pessoas, familias e instituições no tratamento e recuperação dos comportamentos adictivos, através de preconceitos, tabus, segredos, recaídas, solidão e crenças retrogadas profundamente enraízadas no individuo. O meu trabalho, contra o estigma, a negação e a vergonhar é diagnosticar, informar, educar, acreditar, emponderar e ser um aliado na transformação de juizos, crenças, atitudes e comportamentos no individuo, na familia e na sociedade. Apesar dos efeitos adversos, é possivel recuperar dos comportamentos adictivos e adoptar um novo e saudavel estilo de vida. Existe a esperança.
quarta-feira, abril 03, 2024
Passagem pela metamorfose para a liberdade de ser
Atualmente,
sabemos que certos circuitos e estruturas neuronais estão associados à adicção,
a dopamina (neurotransmissor) é uma caraterística biológica comum em todas as
dependências e comportamentos adictivos.
Dopamina,
neurotransmissor que despoleta o gatilho (desperta) do desejo, da vontade
associado ao prazer/recompensa é o mesmo que influencia a distorção do
pensamento e do autoengano. A adicção é
uma doença que consegue defraudar o individuo ( e família). Diz, “Não existe
tal coisa…” ou “Existe doença, mas só os outros é que ficam doentes…” ou “Eu
consigo controlar…” Existem uma longa lista de justificações e auto engano
(falsas crenças, rotinas, rituais, tradições), que o individuo, consciente e/ou
inconscientemente, fomentam a incapacidade de diálogo racional consigo próprio
(mente para si mesmo, sem ter a noção que o raciocínio/lógica não corresponde
aos fatos e realidade). Interessante, observar que este processo também é
identificado nas dinâmicas familiares. Nestas situações, se o individuo fosse
sujeito ao poligrafo (detetor de mentiras), as suas afirmações eram
consideradas verdadeiras. No prazer, na recompensa, no alheamento proporcionado
pela adicção, paralelamente, existe um custo, uma divida, “um castigo moral”, “uma
sentença”, um estigma que pode levar anos a desaparecer da vida e da
recuperação do individuo, assim como, da família.
Durante os anos 50 investigadores americanos conduziram uma experiência sobre os mecanismos neurobiológicos associados ao desejo e à motivação. Para surpresa dos investigadores, quando bloquearam a libertação de dopamina em ratos, estes perderam toda a vontade de viver. Passados uns dias os ratos deixaram de beber água e morreram de sede. Quando os investigadores inverteram o processo, os cérebros dos ratos foram inundados de dopamina, ficaram de tal modo desejosos e motivados que se deslocavam ao local onde obtinham a dopamina 80 vezes por hora. Será assim tão diferente nos humanos? O jogador médio de slot machines é capaz de acionar o dispositivo das máquinas barulhentas 600 vezes por hora. A dopamina é libertada não apenas quando se sente prazer, também é libertada quando se antecipa o prazer. Os indivíduos dependentes do jogo, do alcoolismo, drogas, co dependência, sexo apresentam picos elevados de dopamina antes de jogarem, beber bebidas alcoólicas, consumir drogas, ausência de limites na relação (caos/disfuncionalidade), ou desejo intenso/fantasias sobre o sexo. Esta antecipação do desejo e do alheamento é complexa e pode revelar-se extremamente poderosa na personalidade de alguns indivíduos, por exemplos, nos impulsos, nas funções cognitivas, certo e errado (valores morais universais), regular emoções.
quarta-feira, março 27, 2024
José Carlos Pereira e a adição. “A partir do segundo copo..."
terça-feira, janeiro 30, 2024
A avaliação na prevenção da recaída (fatores de risco e fatores de proteção)
Capacidades
e competências cognitivas e emocionais em recuperação.
Como podemos
executar melhores, e mais eficientes, planos de prevenção de recaída dos comportamentos
adictivos personalizados (cada caso é um caso), sabendo de antemão que estamos,
como seres humanos, expostos à perda da capacidade de avaliação? Da perda do
juízo, do discernimento, do bom senso e capacidade critica.
Nascemos e
vivemos com esta característica enviesada, portanto em recuperação dos
comportamentos adictivos este enviesamento está presente no caminho. Qual é a
atitude que desenvolvemos no caminho de recuperação que construímos, gostamos, protegemos,
queremos ver reconhecido e melhore a autoeficácia (olhar para nós mesmos como
vencedores perante a adicção)? Acontece com um número significativo de
indivíduos, há medida que avançam no caminho, pretendem que a recuperação seja
duradoura, mas mais importante, revele a melhor versão deles próprios (presente).
A recuperação dá trabalho, senão vejamos. Diante a mudança de atitudes e
comportamentos (por exemplo, reestruturação cognitiva e literacia emocional) já
não se utiliza o termo “Porquê”. Utiliza-se o termo “Como.” O individuo é o
agente da mudança.
Vou tentar
resumir o conceito de recuperação da adicção. Cada individuo, deverá ter o seu
próprio conceito de recuperação. Não é um único evento, é um caminho abrangente
e personalizado, abarca a abstinência de drogas lícitas e/ou ilícitas,
incluindo o álcool, a sobriedade, crenças/convicções, relações especiais com
pessoas significativas, planear e coordenar, identificar traumas e/ou
comorbilidades e procurar ajuda, reestruturação cognitiva e literacia emocional
(honestidade, compromisso, regular as emoções, assertividade, espiritualidade, promover
um estilo de vida que contempla a saúde física e mental, a carreira
profissional, hobbies, auto cuidado, fatores de risco e fatores de proteção da
deslize/recaída, relações saudáveis e um caminho/rumo com sentido e propósito.
O que significa avaliação? Quando procuramos a
melhor resposta/abordagem é importante recorrermos à avaliação/discernimento/capacidade
critica. Diante problemas, desafios e conflitos almejamos possuir capacidades e
competências eficientes e resilientes que promovam a autoeficácia.
Porque é que
o discernimento/bom senso/capacidade critica é tão importante nas decisões,
planos, objetivos?
terça-feira, dezembro 05, 2023
Estou em recuperação
Eu, sou o António e sou Alcoólico.
Estou em recuperação há
23 anos. Neste momento posso dizer que o tempo passa depressa. Quando bebia,
tudo me acontecia, havia uma poluição de vozes na minha cabeça, era infernal.
Devo grande parte da
minha recuperação à minha Mãe. Nunca deixou de acreditar em mim. Fazia parte
das Familias Anónimas e soube como lidar comigo, principalmente nas nalturas
certas.
Vou relatar 2 episódios no inicio de recuperação que me ajudaram muito a compreender o que é estar em recuperação. Aceitação da doença e como relacionar comigo próprio e com os outros de uma forma positiva e assertiva. Fiz 2 tratamentos num espaço de 1 ano. O primeiro 1999 e o segundo em 2000.
1º Episódio
Antes de 1999 fiz algumas
reuniões de Alcoolicos Anónimos (AA) por sugestão da minha Mãe.
Fui a uma reunião e uma senhora mais velha partilhou a sua dificuldade em comprar uma tv para a filha que tinha sido muito importante na sua recuperação. No final da reunião em conversa com um companheiro de sala critiquei a Sra. Disse que não fazia sentido, era uma palhaçada, e isto não é alcoolismo.O companheiro da sala disse-me:
António, esta senhora tem
vários anos de recuperação, já não tem vontade de beber, vontade essa que tú
deves ter neste momento. Tú podes ajudar e em vez disso, estás a criticar. Quando saires da reunião vais beber
certamente.
Dez minutos depois já
estava a beber e foi a 1ª bofatada de luva branca que levei dos AA. Só mais
tarde é que dei significado a este episódio. Identificação e interajuda contra
a negação e a critica.
Em 1999 Após um acidente
viação, conduzia completamente bêbado em que o carro foi para a sucata. Não
compareci no julgamento e a policia compareceu na minha morada dias depois.
Aceitei ir para
tratamento, não tinha alternativa. Mais uma vez foi a minha Mãe a funcionar nas
alturas certas e a organizar a minha vida.
Iniciei o meu primeiro
tratamento. Inicialmente não foi fácil. Aceitação do 1 Passo (Admitimos que eramos impotentes perante a nossa adicção e que tinhamos perdido o dominio da nossa vida) foi complicada, as
confrontações, só queria sair e beber. Fui
ficando, comecei a envolver-me, fiz amizades, os conselheiros sempre
impecáveis, mas não fui honesto.
Tinha terminado uma longa
relação afectiva e guardei só para mim os
sentimentos e acontecimentos que tinha passado com a minha companheira.
Quando terminei o tratamento, iniciei uma nova vida, com reuniões AA e grupos dos Narcóticos Anónimos, tinha amigos, tinha um padrinho, uma vida profissional activa e recuperar a minha companheira era para mim a cereja no topo do bolo. Correu mal.... Recai e entrei de novo num processo destrutivo.
Senti muita vergonha por
ter falhado, mentido, só queria estar de novo sozinho a beber e a ouvir
novamente as vozes poluentes na minha cabeça. Bebe! Bebe! Só mais uma........
A minha Mãe voltou a ser
fundamental para mim. Disse-me para pedir ajuda no centro tratamento.
Sugeriram-me ir a uma reunião e partilhar a recaída.
2º Episódio
Fui a reunião dos AA, só queria ser o primeiro a partilhar e sair da sala, estava farto, não me sentia bem e queria beber. No final da partilha principal, um companheiro de sala antecipou-se e iniciou a partilha. Fiquei fulo, mas ouvi a partilha. Era um sr brasileiro, que passava horas na internet, nos blogs e isto em 2000, e contou o seguinte:
Um alcoólico foi parar a
um centro tratamento e no fim do tratamento o pai dele financiou abertura de uma empresa. Ele precisava de uma
secretária e num anúncio que colocou apareceram 2 candidatas. Escolheu uma
secretária bonita sem formação e vez de uma feia com formação.
A empresa corria bem e
quando quando fez 1 ano de recuperação foi jantar com a secretária para
festejar. Correu mal, envolveu-se com ela e começou a beber, recaiu.
Pergunta do Blog
Quando é que recaiu??
Quando escolheu a
secretária bonita???
Quando fez 1 Ano de
recuperação??
Quando ouvi esta partilha
identifiquei-me tanto, fez-se luz! Quando é que eu recaí?
Quando omiti ou quando
fui beber 10 meses depois.
Percebi que recuperação
não é recuperar o que tinha perdido. Estar em recuperação é uma nova forma de
viver a vida.
Fui novamente para um
centro tratamento em que procurei lidar comigo próprio. Percebi que aceitar a
minha doença, lidar com os meus problemas, pedir ajuda e ajudar os outros foi
fundamental para entrar e manter em recuperação.
Os conselheiros que
conheci ajudaram muito e agradeço toda colaboração e experiência de vida e
paciência que tiveram comigo.
Hoje sou casado, tenho
uma filha, adoro a minha familia. todos os dias, antes de ir para casa no final
de um dia de trabalho passo por casa dos meus pais, já velhotes, para lhes dar
um beijinho e saber como estão.
Tenho um padrinho há 24
anos que sei que posso contar sempre com ele. Um bom amigo.
Não tenho um hobbie.
Gosto de cinema e ouvir música. Tenho um cão há 8 anos. Antes deste também tive
outro. Todos os sábados e Domingos acordo cedo e vou para o parque da Bela
Vista ou para Monsanto passear.
O Bugas vai solto e
sempre à frente durante 1 hora. Eu sigo-o no meio dos meus pensamentos e muitas
tomadas deciões foram aqui arquitectadas. São momentos meus. Dou muita
importâcia e raramente falto.
Sugerir um livro – “Into
the Wild”, existe também em Filme. Forte e pesado, um empurrão para tomadas de
decisões.
Todos os dias rezo a
oração da serenidade.
Obrigado João
Um abraço a todos
+24
António
Comentário: Obrigado António pela tua participação no Recuperar é que está a dar. Sucessos para a tua recuperação. Bem hajas
sábado, outubro 07, 2023
Dependência de Jogo Online e Offline
Dependência/Adicção ao Jogo online e offline
A atividade relacionada com o Jogo, poderá transformar-se numa adicção/dependência,
processo semelhante, por exemplo ao alcoolismo. Até recentemente, a dependência
do Jogo (online e offline) era considerada tabu devido ao estigma e não existir
informação pública sobre as causas, mecanismos e tratamento numa abordagem
multidisciplinar. Quando surgem notícias, o Jogo está associado a casos de
crime/polícia, aumentando exponencialmente o estigma. Aquilo que não
compreendemos temos a tendência para ignorar e ao contrário do alcoolismo, na
dependência do Jogo as pessoas não ingerem no seu organismo quaisquer drogas,
apesar de alguns indivíduos adictos ao jogo, também abusarem de algumas drogas,
referimo-nos por exemplo, a cocaína e ao álcool. Atualmente, apesar de o Jogo Online
ter agravado o número de indivíduos dependentes, existe uma maior informação, compreensão
sobre a natureza da doença, o conhecimento dos seus mecanismos e a
implementação de medidas, junto de terapeutas, investigadores e decisores
políticos a fim de desenvolverem abordagens eficazes na prevenção, na procura
de tratamento e na recuperação.
Apesar de já
estar disponível numa publicação antiga, neste blogue, vou apresentar mais uma
vez as “Fases do Jogo Compulsivo, pelo Dr. Robert Custer.”
Fases do
Jogo Compulsivo
Três fases
distintas na progressão da adicção ao jogo pelo Dr. Robert Custer.
Primeira
fase: Busca da euforia/acção – designada “sorte do principiante”, onde este
perde e ganha nas suas sessões de jogo, perde algumas somas/poupanças
significativas, faz empréstimos (ex. dinheiro emprestado a amigos ou
familiares), todavia nesta fase ainda não sente o desconforto gerado pelos seus
comportamentos.
Fase da
procura da reposição do que gasta e perde. Nesta fase, surgem os danos
significativos. Identificam-se as tentativas desesperadas de repor (reembolsar)
as perdas, intensificam-se ainda mais as sessões de jogo (frequência e a
duração). A autoestima deteriora-se e o sentimento de culpa intensifica-se.
Esta fase pode prolongar-se por vários anos.
Fase de
desespero, o indivíduo é totalmente obsessivo com o jogo. As perdas e o
endividamento assumem dimensões significativas. Nesta fase, o indivíduo recorre
a atividades ilegais como consequência da impulsividade. A família, a carreira
profissional e a vida social ficam devastadas. Nesta fase, os jogadores adictos
contemplam o suicídio e/ou a fuga (por exemplo: mudanças geográficas).
Problemas com legais/justiça e, em última instância pedem ajuda para o seu
comportamento problema.
Algumas
atividades lícitas e/ou ilícitas associadas ao jogo: casinos, casinos online,
apostas online, apostas desportivas, jogos de cartas, dados, lotarias e
bingos.
20 PERGUNTAS sobre o Jogo:
1. Você já
perdeu horas de trabalho, convívio família ou da escola devido ao jogo?
2. Alguma
vez o jogo já causou infelicidade na sua vida familiar?
3. O jogo
afectou a sua reputação?
4. Você já
sentiu remorso após jogar?
5. Alguma
vez jogou para obter dinheiro para pagar dívidas ou então resolver dificuldades
financeiras?
6. O jogo
causou uma diminuição na sua ambição ou eficiência?
7. Após ter
perdido você se sentiu como se necessitasse voltar o mais cedo possível e
recuperar as suas perdas?
8. Após um
ganho sentiu uma forte vontade de voltar e ganhar mais?
9. Você
geralmente jogava até ao seu último cêntimo?
10. Você já
pediu dinheiro emprestado para financiar o jogo?
11. Alguma
vez vendeu alguma coisa para financiar o jogo?
12. Você já
esteve relutante em usar o “dinheiro de jogo” para as despesas normais?
13. O jogo
tornou-o descuidado com o seu bem-estar e o de sua família?
14. Alguma
vez você já jogou por mais tempo do que planeava?
15. Alguma
vez você já jogou para fugir de preocupações ou problemas?
16. Alguma
vez você já cometeu, ou pensou em cometer um acto ilegal para financiar o jogo?
17. O jogo
fez com que você tivesse dificuldades em dormir?
18. As
discussões, desapontamentos ou frustrações fizeram com que você tivesse vontade
de jogar?
19. Alguma
vez você já teve vontade de celebrar alguma boa sorte com algumas horas de
jogo?
20. Alguma
vez você já pensou em provocar danos/magoar-se a si próprio como resultado de
seu jogo?
Se 8 ou mais
respostas positivas significa que tem adicção ao jogo.
Escala
retirada dos “Jogadores Anónimos” e validada “cientificamente” como instrumento
diagnóstico para definição de jogado compulsivo.
Se
identificar um problema peça ajuda, antes que o problema tome conta da sua
vida.
quarta-feira, setembro 13, 2023
Conflitos na comunicação
Sabe o que significa a palavra Ressentimento? Segundo o Dicionário de Língua Portuguesa (6ª Edição) da Porto Editora, “Ato ou efeito de ressentir (sentir novamente) ou de ressentir-se; lembrança dolorosa de uma ofensa recebida; melindre; rancor.”
Se você
identifica um ressentimento, isso é OK é normal. Na sua perspetiva, qual é o
motivo pela qual ainda valoriza o ressentimento do passado? É um ressentimento
de “estimação” ou considera-se uma vítima? Quais as consequências negativas do
ressentimento? Derivado ao ressentimento, atualmente, como é que lida com os
sentimentos? Considera que o ressentimento afeta, as pessoas significativas, à
sua volta? Considera que o ressentimento afeta a comunicação com os outros? É
agressivo/a? É passivo/a?
A comunicação desempenha um fator crucial na existência entre seres humanos cuja aprendizagem decorre ao longo da vida. É assim, desde há milhares de anos. Atualmente, a comunicação é alvo de estudo em instituições e pessoas, estuda-se a comunicação em organizações, comunidades, no trabalho, na família e no individuo em recuperação da adicção.
Algumas
dicas para a gestão de competências e conflitos na comunicação.
- Assertividade é arriscar em ficar vulnerável e decidir com base na verdade.
- Assertividade é utilizar critérios objetivos.
- Assertividade é reciprocidade. Os seus pontos de vista são tão validos como os do outro.
- Assertividade é fazer valer as suas competências e talento.
- Assertividade é honestidade, escutar (refletir) e colocar-se nos “sapatos” do outro.
- Assertividade é expressar os sentimentos e respeitar os sentimentos do outro.
- Assertividade não é agressividade, passividade e ou manipulação.
- Assertividade é definir limites nos relacionamentos.
- Assertividade está associado ao desenvolvimento pessoal do indivíduo.
- Assertividade é estar aberto à mudança e à adaptação da realidade.
- Assertividade é escolher à vez, tirar à sorte e/ou deixar que a outra pessoa decida.
- Assertividade é identificar o problema, em vez de atacar a pessoa.
- Assertividade é centrar-se nas soluções em vez dos problemas (colocar barreiras à negociação/cedência).
- Assertividade é conseguir antecipar os critérios, de ambas as partes, são legítimos realistas e específicos.
- Assertividade é aprender a dizer não. Porque é que dizemos sim quando, na realidade, queremos dizer não?
- Quais são os princípios associados à assertividade? De acordo com os princípios da assertividade, hoje quais foram as suas prioridades/limites?
Pode participar com ideias, comentários e partilhas. Bem haja
sexta-feira, outubro 02, 2020
Sentimentos e a vida plena
Não existem sentimentos "bons ou maus", todos são manifestações da vida plena e uma dádiva do auto conhecimento
sexta-feira, abril 26, 2019
130ª Dica Arte Bem Viver - Mudança de comportamentos
quarta-feira, janeiro 24, 2018
Abecedário da Recuperação dos Comportamentos Adictivos
- Comportamentos Adictivos 2018
- Caso você pretenda acrescentar algumas das suas palavras, ao ABC da recuperação envie email para xx.joao@gmail.com com as palavras ABC da recuperação no assunto da mensagem. Bem haja
quinta-feira, janeiro 11, 2018
São necessarios mais consensos do que divergências contra o estigma, a negação e a vergonha
quarta-feira, agosto 30, 2017
O poder da escolha pessoal
- «Estou cansado de chorar,
- Estou cansado de gritar,
- Estou cansado de estar triste,
- Estou cansado de fazer de fingir,
- Estou cansado de estar só,
- Estou cansado de estar zangado,
- Estou cansado de sentir que estou louco,
- Estou cansado de sentir que estou preso,
- Estou cansado de sentir que preciso de ajuda,
- Estou cansado de saber o que tenho que fazer,
- Estou cansado de perder oportunidades,
- Estou cansado de sentir que sou diferente,
- Estou cansado de perder pessoas,
- Estou cansado de sentir que não tenho valor,
- Estou cansado de sentir um vazio dentro de mim,
- Estou cansado de sentir que não consigo libertar-me,
- Estou cansado de pensar que gostava de voltar atrás e começar tudo outra vez,
- Estou cansado com a vida, que gostava, mas que nunca irei ter,
- Acima de tudo, estou cansado de estar cansado.» Autor anónimo
quarta-feira, março 16, 2016
Recuperar é auto conhecimento
- Relacionamentos, educação, emprego
- Saúde e bem-estar
- Tipos de adicção
- Recuperação (duração, abstinência)
- Envolvimento em tratamento e/ou participação em grupos de ajuda mutua
- Área financeira
- Família e vida social
- Justiça/questões legais
- Redução acentuada, na colocação dos filhos de pais dependentes de substâncias psicoativas em recuperação, em instituições de apoio à criança, assim como, em relação ao reagrupamento/estrutura familiar apresentam resultados positivos concretos.
- O índice de violência domestica, em indivíduos adictos ativos calcula-se entre os 39%, enquanto a mesma taxa entre os indivíduos em recuperação calcula-se entre os 7%, uma diferença significativa de 32%.
- Aumento da empregabilidade, segundo o relatório do estudo, 74% dos indivíduos em recuperação permanece durante longos períodos no local de trabalho e 70% afirma pagar impostos, as suas dividas, assim como, voltam a ter acesso ao crédito, por exemplo, em instituições bancarias.
- Apresentam taxas reduzidas de problemas com a justiça, por exemplo; prisão. Aqueles indivíduos em recuperação, de longa duração, gradualmente deixam de se envolver em actividades ilícitas.
- A conclusão final dos autores, sobre este estudo, reforça que a recuperação das dependências de substancias psicoactivas, licitas e/ou ilícitas, vulgo drogas, não se resume somente à interrupção dos comportamentos problemáticos e ao consumo de drogas, visa também a adoção de estilos de vida responsáveis e positivos em prol do autoconhecimento (selfcare) e da sociedade.
- 79.4% dos participantes no estudo, após terem iniciado a sua recuperação, refere ter participado em ações de voluntariado na comunidade e participado em grupos cívicos.




















