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quarta-feira, março 13, 2024

My Shopping Addiction Is Out Of Control | Compulsive Shoppers | Our Stories

 

Comportamentos adictivos - compras, gastar dinheiro. 
  • Qual é o limite entre fazer compras, como algo inofensivo, proporciona sensações prazerosas, cuidar da imagem, estatuto, seguir tendências/modas, socializar e o comportamento compulsivo e repetitivo (craving/desejo intenso) cujas consequências é a perda total do controlo (impotência, agir no prazer imediato, sensação de alheamento, isolamento, ansiedade e depressão)?
  • Considera que perde o controlo do seu comportamento e comprar, gastar dinheiro? Peça ajuda e fale procure esclarecimento/informação. 

quarta-feira, março 31, 2021

176ª Dica Arte Bem Viver


 

Olá, 

com muita frequência, aparecem pessoas angustiadas e frustradas nas consultas, porque não gostam de si próprias e/ou procuram orientação para mudar alguns aspectos da sua personalidade.

Ao longo de 20 anos de experiência profissional conheci algumas pessoas que segundo os padrões e valores instituídos pela família e pela sociedade tinham tudo para serem feliz – eram pessoas bonitas, ricas, magras e famosas, mas surpreendentemente, segundo elas próprias, não o eram.

Senão vejamos, de acordo com determinadas tradições e paradigmas da nossa sociedade, ter sucesso e ser feliz é preciso ser “bonito, rico e magro”. Todavia, quando nascemos, transportamos na biologia, o potencial humano, resultado da evolução de milhares que anos, que é facilmente ignorado. A partir da infância e ao longo da vida, somos constantemente bombardeados e estimulados, através dos meios de comunicação social e da sociedade moralista, da existência de um mundo superficial e efémero, de um conjunto de “famosos de sucesso” com vidas aparentemente glamorosas. Somos também classificados e rotulados de acordo com o género, as preferências sexuais, os dogmas, o estatuto, a cultura, todavia, durante este processo de rotulagem massiva e dogmática, podemos perder a noção da nossa verdadeira essência e do propósito do rumo da vida.  Dizemos a nós mesmo e/ouvimos demasiados: “Tens de ser…” ou “Deves fazer…”

Não existe nada de errado consigo. Caso você não saiba; é um ser único e fantástico.

•             Imagine que não está condicionado às modas e às tradições moralistas e retrogradas da sociedade. Ser único e fantástico reside na simplicidade do ser - aceitação.

•             Não possuímos as competências precisas a fim de nos avaliarmos correctamente; tendencialmente, optamos por menosprezar as oportunidades de auto conhecimento, em prol do estatuto social. Num mundo de aparências ser simples e honesto é um verdadeiro acto de coragem.

•             Faça um favor a si mesmo. Não precisa de mudar nada, porque já é um ser único e fantástico de acordo com a sua biologia e o potencial emocional e espiritual. Explore e reinvente-se.

Uma das mais belas características que aprecio nas pessoas é a sua capacidade de simplificar e de serem espontâneas, ingénuas, honestas, com sentido de humor e singelas. Simplicidade é Ok. É nos detalhes que as pessoas revelam a sua essência.

Exclusivamente para si, caso esteja a trabalhar ou de férias, votos de uma excelente semana com simplicidade

Cumprimentos

Comentário: Sabia que a Dica Arte de Bem-Viver começou com uma "brincadeira" para os amigos, em Abril de 2011? Atualmente é enviada para mais de 500 pessoas e vários países de expressão portuguesa (Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e para os Estados Unidos da América. À data deste post vai na sua 250ª publicação. Caso deseje receber a Dica Arte Bem-Viver basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva: Dica Arte Bem-Viver. Todos os dados são confidenciais. É grátis.

sexta-feira, janeiro 18, 2019

Entre o medo de comer e a vontade de comer demais




Sofri de anorexia-bulímica durante 20 anos, até ao dia em que decidi procurar ajuda psiquiátrica (Outubro de 2017). Isto significa que passei mais de metade da minha vida a lutar contra duas doenças que fragilizaram fisiológica e psicologicamente durante as fases mais importantes da vida em termos de desenvolvimento pessoal – a adolescência e a primeira década da idade adulta. Já tinha 34 anos quando recorri a ajuda especializada.
Três meses depois de começar o tratamento – medicação e terapia – já me sentia mais capaz de me manter fiel a uma promessa que nunca sei se será para sempre: não praticar atos de compulsão alimentar seguidos de purga e não fazer restrição alimentar. Não é fácil abandonar por completo um vício que alimentei durante tanto tempo, pois os meus distúrbios alimentares, por muita dor física e emocional que me causassem, sempre foram a forma dominante de preencher um vazio interior que sempre senti.
Já tive recaídas desde então, mas isso não significa que fracassei, mas sim que ainda estou num processo de construção de auto controlo que me permita viver além deste vício e da fobia de engordar.
A dificuldade não está em decidir tratarmos-mos, mas sim em nos mantermos empenhados em cumprir essa resolução, por muito que nos custe dar esse salto de fé. Os meus distúrbios alimentares têm na sua base um transtorno de ansiedade crónico, posteriormente diagnosticado. Todos temos coisas dentro de nós por resolver e que nos causam ânsias, mas o importante é mantermos o foco no presente que podemos controlar e na construção de um futuro mais saudável e livre de fobias e vícios que nos impedem de viver plenamente.
Visite a pagina da Joana no facebook Tripolaridades - Ansiedade, Anorexia e Bulimia

Joana Marques
Comentário: Muitos parabéns Joana, por ter decidido quebrar o ciclo vicioso da doença e pedir ajuda, iniciando assim a recuperação, um dia de cada vez. Parabéns por lutar contra o estigma, a negação e a vergonha associados às perturbações do comportamento alimentar através da pagina do facebook. Obrigado por participar com a sua historia no recuperar é que está a dar. Sucessos e tudo de bom!

segunda-feira, outubro 15, 2018

A ambivalência na perturbação dos comportamentos alimentares




Este texto foi escrito pela Inês (nome fictício) sobre a sua luta contra a perturbação dos comportamentos alimentares. A Inês escreve de uma forma explicita e especifica sobre a relação consigo própria, os hábitos alimentares e a sua doença. Na perturbação dos comportamentos alimentares a vida do individuo orienta-se pela imagem, corpo, peso. Obrigado Inês pela partilha.
“Depois de comer: Eu vi qualquer miniatura na vitrina que me chamou a atenção, mas não me recordo qual foi. Não tenho fome, mas apetece-me qualquer coisa doce. (Já na caixa para pagar e ao telemóvel) aquela miniatura de chocolate é muito maçuda para mim, pois não tenho fome. A castanha de ovos é mais leve. Também posso, pois até sinto as calças mais largas.
Logo vou comprar kinders... Não vou nada, pois já comi a minha dose de doces por hoje (ansiedade). Mas apetecia-me tanto os kinders... (ansiedade)
Saída da escola: E se eu fosse comprar uma caixa de kinders? Não, tenho de me controlar com os doces (ansiedade). É verdade, ali vendem gomas e se eu fosse lá...? Mesmo que fosse só ver... Não, nem posso pensar nisso (ansiedade). E se eu fosse comprar a torta de canela para comer ao jantar? Não, tenho de comer a sopa que lá tenho. Mas também podia fingir que comia sopa e ela (colega de casa) nem se apercebia o que realmente comia. Mas para isso teria que abrir a sopa que lá tenho e isso não me apetecia... Se não a abro, ela fica cada vez desconfiada que não como.  Não, não posso continuar a alimentar-me assim. Não posso comer a torta. (ansiedade)
Supermercado: Vou só ver se tem kinders... Oh não, tem! Vou levar destas barras para o fim de semana. Mas é só para o fim de semana mesmo ou para o feriado que é quando ela (colega de casa) não está.
Tantos chocolates, apeteci-me provar aqueles de menta. Devem ser mesmo bons, mas não posso mesmo. Já sei que se levo não aguento e acabo por comer a caixa inteira numa noite.
Aqui tem destes cereais com chocolate, mas tem tantas calorias (680). Não levo mesmo! Vou ao continente comprar os kinders, mas só como 1 ou 2, não mais.

quarta-feira, outubro 12, 2016

Viver em função de números compromete a autoestima


«Não é o peso que dita a saúde e o amor próprio» Redefinir Imagem Corporal

E atrevo-me a acrescentar, peso e imagem. Contrariamente, ao que podemos pensar, algumas pessoas com o peso e imagem, dito, «ideal» não são pessoas com autoestima, visto adotarem comportamentos e dietas disfuncionais, em relação a uma alimentação saudável e equilibrada. No caso da perturbação do comportamento alimentar (anorexia, bulimia, ingestão compulsiva, vulgo binge eating) é o equivalente à ditadura dos números (vive-se em função do numero das calorias, do peso na balança e da imagem). 

Segundo o Dr. Walter Kaye, investigador da Universidade da Califórnia (San Diego, EUA) afirma que as crianças predispostas a desenvolver a perturbação do comportamento alimentar são perfecionistas, ansiosas e os comportamentos são orientados por desafios rigorosos, competição excessiva e extremamente exigentes consigo próprios, assim como, estão vulneráveis às dietas restritivas e à imagem corporal. Contudo, a perturbação do comportamento alimentar revela-se mais complexa do que as características perfecionistas e pessoas extremamente competitivas.
Normalmente, quando temos acesso a informação sobre a perturbação do comportamento alimentar (PCA) são através de noticias, nas revistas ou na televisão, de figuras publicas a assumirem o seu problema. Na maioria dos casos, são mulheres, atrizes ou modelos. Desta forma, podemos ficar com a ideia errada, de que a perturbação do comportamento alimentar está somente associada aos fatores externos; à pressão cultural do «corpo perfeito» e às pessoas do sexo feminino. Apesar dos fatores culturais, das questões familiares e ou eventos traumáticos, estarem associados à perturbação do comportamento alimentar, de acordo com a investigação mais recente, não são assim tão relevantes como se pensava, os fatores determinantes que contribuem para o PCA estão localizados no cérebro (funcionamento de algumas estruturas cerebrais – circuitos neuronais). É fundamental, compreender os fatores associados à doença, a fim de, desenvolverem-se abordagens inovadoras ao tratamento. Para a maioria das pessoas, sentar-se à mesa, proporciona sensações agradáveis, contudo para as pessoas com perturbação do comportamento alimentar, a mesma situação proporciona sensações desconfortáveis e preocupantes. Aparentemente, isso acontece por questões biológicas (International Journal of Eating Disorders, 2012).

quinta-feira, outubro 29, 2015

Recuperar é uma opção pessoal

«A perturbação do comportamento alimentar não é um escolha, contudo, a recuperação da doença é um escolha pessoal.» 

Ninguém escolhe ficar doente. Pode revelar-se uma tarefa muito complexa identificar e diagnosticar sintomas e sinais relacionados com a perturbação do comportamento alimentar por parte da família, dos amigos, etc. Na grande maioria dos casos, os sintomas e sinais são ignorados, inclusivamente, o mesmo acontece, por parte do doente. Contrariamente, a esta realidade, nos últimos anos, tem-se verificado avanços significativos, por parte da investigação, sobre o tratamento e a recuperação das pessoas com perturbação do comportamento alimentar; da anorexia nervosa, bulímia nervosa e das crises de voracidade alimentar (binge eating). 
Algumas áreas importantes:
  • Historial de dietas
  • Corpo e peso
  • Historial de abuso e dependência de substâncias psicoactivas, do sistema nervoso central, vulgo drogas.
  • Utilização de diuréticos, laxantes e comprimidos relacionados com dietas.

O diagnostico, na fase inicial da perturbação do comportamento alimentar, pode ser determinante e crucial para o sucesso do tratamento. 
Apesar dos desafios, relacionados com o tratamento e a recuperação da perturbação do comportamento alimentar, refiro-me à ambivalencia e à resistência à mudança, é possível recuperar. Recuperar da doença pode revelar-se uma experiência enriquecedora e recompensadora, em vez de permanecer doente e isolado. Se você identifica sinais ou sintomas, relacionados com a perturbação do comportamento alimentar, procure orientação e esclareça as suas duvidas.

segunda-feira, maio 19, 2014

Parar de comer compulsivamente



A minha história começa como tantas outras. Sempre fui uma criança gordinha, mas nunca obesa, o que não me preocupava nada, até ao dia em que alguém verbalizou que eu estava gorda e precisava de perder peso. Não sei quem foi, nem quando. Só sei que me marcou profundamente. De repente, eu era diferente dos outros. Tinha peso a mais, tinha de o perder e, pior ainda, tinha de deixar de comer para o conseguir.

A partir desse momento, parecia que estava sempre alguém à espreita, pronto a apontar o dedo e a lançar um olhar reprovador, cada vez que metia um pedaço de bolo à boca. Desde então, o dedo acusador passou a estar presente em todos os momentos que houvesse comida e eu a desejasse comer.

Como criança pensei que a solução passava por comer às escondidas. Se ninguém vir o que como, é como se não acontecesse, ninguém me pode acusar ou lançar olhares reprovadores… Foi assim que aprendi a comer às escondidas. Nesses momentos, era só a comida e eu, a minha nova melhor amiga. O prazer foi crescendo, à medida que criava um mundo secreto, só meu.

Com a entrada na adolescência a situação agravou-se e o aumento de peso tornou-se evidente. A primeira reacção foi fazer de conta e evitar os espelhos. O que não se vê, não existe… Os comentários continuaram e ajudaram a que comesse cada vez mais, numa espécie de espiral compulsiva. Evitava comer em público.

Aos 18 anos, levaram-me ao médico e fiz a minha primeira dieta. Segui à risca o que me disseram, mediante a promessa de perder peso. Em seis meses, perdi 20 quilos. A minha vida mudou. De repente, o mundo olhava-me com outros olhos, ou pelo menos, assim os sentia… vieram os elogios, os convites e, de repente, tudo me servia e assentava bem. Tive o meu primeiro namorado a sério.

sexta-feira, dezembro 06, 2013

Recuperar das compras compulsivas


As compras compulsivas são um problema actual menosprezado.

Todos os dias fazemos compras. Todos os dias, por variadíssimas razões e motivos gastamos dinheiro. Gastamos dinheiro porque estamos tristes ou porque estamos felizes. Gastar dinheiro faz parte do dia-a-dia, do ser social, da auto estima e isso é OK.

Entretanto, existe outra realidade, sobre o gastar dinheiro, que tem sido negligenciada. Somos bombardeados a um número indeterminado de estímulos para fazer compras, onde para isso,  necessitamos de recorrer a estratégias altamente engenhosas para equilibrar os nossos orçamentos. Perante tanta oferta, facilmente nos iludimos com o “Preciso de comprar aquilo…” quando na realidade, “aquilo” não é uma prioridade, mas uma necessidade de satisfazer os nossos desejos e vontades com base no prazer imediato. Basta entrarmos no centro comercial e ao fim de 15 minutos, já dispomos de uma lista de coisas que precisamos de preciso comprar. Sentimo-nos bem a gastar dinheiro. Todos nós estamos sujeitos a este fenómeno, todavia gastar dinheiro compulsivamente, comportamento adictivo, está associado a uma fonte intensa de prazer e bem-estar com consequências negativas (problemas familiares, incluindo as crianças, stress, dividas, créditos,) efeito semelhante ao individuo que abusa de substâncias psicoactivas, vulgo drogas.

Estamos prestes a iniciar a época natalícia, segundo a tradição, é uma das alturas do ano que mais se gasta dinheiro. O Natal é um período crítico de risco que justifica os exageros e os excessos em relação às compras compulsivas. Por exemplo, no final de Janeiro do ano seguinte, os extractos da conta bancaria são reveladores da perda do controlo, muitas vezes fonte de discórdia e conflito entre o casal.

sexta-feira, outubro 04, 2013

Qual é o seu limite para comprar?


Durante uma consulta com Carolina (nome fictício), 32 anos, abordamos alguns dos motivos pela qual não se controla nas compras. Ela afirma "Gasto o dinheiro que faz parte do orçamento para as despesas fixas da casa e que me faz imensa falta, na realidade, após a adrenalina das compras, passado uns dias, já perdi a pica (interesse) pelo artigo novo que comprei, fica guardado no armário. No dia a seguir, encontro outro artigo novo, e imediatamente arranjo mais uma justificação para gastar mais dinheiro que não devia. Nunca é suficiente. Tenho acumulado algumas dívidas desnecessárias, por exemplo com o banco, por causa da utilização abusiva do cartão de crédito. Ando nesta compulsão há aproximadamente 10 anos."

Segundo a lógica que reforça o comportamento compulsivo, não se controla nas compras porque :
  • "Sinto me muito melhor comigo e mais segura"
  •  "Para fugir/evitar sentir coisas dolorosas"
  • "Quando estou zangada, através das compras, expresso a minha raiva e frustração"
  • "Fazer compras tem um significado importante; evoco fantasias sobre riqueza e estatuto"
  • " Fazer compras é uma forma de fazer parte da sociedade onde todos têm uma fixação pela imagem"

Importante: Este texto foi publicado com o consentimento da Carolina (nome fictício). Os parabéns, pela honestidade e pela motivação para com a mudança de comportamento.

Comentário: O caso da Carolina é revelador da compulsão e da perda do controlo perante a sensação de prazer associado às compras. Desde a sua adolescência, ela revela ter problemas, com a baixa auto estima, assim como, em manter relacionamentos duradouros. Aparenta não possuir uma carreira profissional que lhe proporcione um propósito e segurança. Também refere, que durante períodos atribulados e de pressão, recorre às compras, a fim de ficar anestesiada e de não pensar mais no assunto. Para além da compulsão das compras outros problemas significativos; carreira profissional, relacionamentos românticos de intimidade e o corpo (imagem e peso).
De notar, que algumas pessoas, em especial as mulheres, estão mais vulneráveis e expostas à pressão e à obsessão da sociedade sobre a imagem, refiro-me ao marketing agressivo da indústria da moda. De acordo com a moda vigente, as mulheres devem seguir as ultimas tendências, isso significa, que é tema serio de conversa entre amigas.

Dicas:
  • Quais são as consequências dos seus impulsos? Proteja os seus recursos, os seus relacionamentos e o seu sustento.
  • Monitorize os efeitos das técnicas de marketing (publicidade) que interferem no seu comportamento sobre as compras. Por exemplo, saldos, revistas, publicidade nas redes sociais, por exemplo; no Facebook, etc.
  • Diga Não à pressão social que visa reforçar o impulso para comprar coisas que você não precisa e/ou não quer. Algumas afirmações disfuncionais “ Se está chateada, vá às compras.”
  • Certifique-se daquilo que realmente quer e precisa de comprar. Por exemplo; faça uma lista. Disponibilize o dinheiro suficiente somente para comprar essas coisas. Não utilize o cartão de crédito.

Deseja obter mais orientação sobre a compulsão nas compras? Envie email xx.joao@gmail.com. Todos os seus dados são confidenciais.
Veja o trailer do filme: Confessions of a shopaholic trailer


segunda-feira, abril 30, 2012

A importância da defesa pessoal, segundo João Carvalho



A sociedade moderna, foi sendo educada a confiar a terceiros, competências essas, que em última instância serão nossas. Um bom exemplo disso será a educação dos nossos filhos, a gestão das nossas casas, a nossa saúde e também a nossa segurança.

Os governos manipulam as pessoas, mediante interesses financeiros e criam melhores ou piores condições de vida consoante as necessidades dos mercados, hoje em dia existe um novo tipo de escravatura. Escravatura, que será mais dissimulada, talvez até pelo adormecimento de grande parte da população, mas também porque as pessoas foram ensinadas a viver (fuga/evitamento) com medos. Alguns exemplos, medo da religião, medo dos governos, medo dos patrões, medo … medo e mais medo!

Provavelmente, são poucos, aqueles que conseguem viver realmente livres … livres de medos infundados, livres nas suas atitudes e livres, na sua forma geral, de viverem em plenitude este dom que temos que é a vida !
Basta recuarmos, alguns seculos, e as pessoas viviam em pequenos grupos, e era nesses grupos que estabeleciam regras para o funcionamento da comunidade. Plantavam em comum, viviam em comum e a defesa das suas aldeias era feita por todos. Completamente alheios, em grande número dos casos, a leis e regulamentações impostas por terceiros, escolhiam viver as suas próprias leis e tradições.

O que nós observamos, hoje em dia na nossa sociedade, são cidades sobrelotadas e onde, apesar de existirem tantas pessoas, os níveis de isolamento são cada vez maiores.
Não é de estranhar observarmos alguém ser assaltado em plena luz do dia e apesar de dezenas de pessoas assistirem ao assalto, nenhuma tem sequer iniciativa para tentar ajudar a vítima.

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

As aparências podem iludir



Jazmín de Grazia (04 de Julho de 1985 /  05 de Fevereiro de 2012

Uma notícia no jornal (JN)de 07 de Fevereiro, atraiu a minha atenção, o título referia o seguinte “Modelo argentina afogou-se na banheira. Jazmín de Grazia, de 27 anos, foi encontrada morta em casa pelo namorado. Droga pode ser a causa.”
Após pesquisar, pela internet, soube que Jazmín após a sua participação num reality show argentino, na altura com 18 anos, tornou-se modelo, mais tarde chegou a ser capa da revista Playboy, também era apresentadora de vários programas de televisão. Mais um caso, de uma jovem que alcançou o estrelato, de rápida ascensão, através dos tão badalados e afamados programas denominados reality show. Todavia, com um trágico desfecho aos 27 anos.

De acordo com a notícia, teria sido encontrado restos de cocaína no seu apartamento, todavia a autópsia revelou que a causa da morte foi “asfixia devido a imersão na água”. Foi também referido que Jazmín terá deixado uma mensagem no espelho da casa de banho, afirmando “Vocês não têm culpa que este mundo seja tão feio.”

Evitando especular sobre as causas da morte desta rapariga gostaria de realçar o fenómeno, sobejamente conhecido, sobre a vulnerabilidade dos jovens em relação ao flagelo associado ao consumo e abuso das drogas lícitas, incluindo o álcool, e/ou ilícitas.

terça-feira, janeiro 24, 2012

Detalhes da vida de pessoas com distúrbio alimentar.



Filipa (nome fictício) “Nos dias cinzentos sabe bem o aconchego de um doce. Tive que sair para comprar fruta. Fui ao supermercado e passei nos doces, bolachas, chocolates e comprei. Cheguei a casa e comi. A partir daí pouco mais fiz senão comer. Entrei numa roda em que o que vem à rede é peixe. Comi queijo, com queijo, pinhões, e bolachas. E agora estou mal disposta e zangada”

Raquel (nome fictício) “Desde as minhas primeiras memórias que me lembro da comida. Algo se passou comigo em tudo o que se relaciona com a comida. Desde os 6 anos que me recordo de sentimentos de vergonha do meu corpo porque me sentia uma menina gordinha. Desde essa altura que associo o comer a engordar.”

Carla (nome fictício) “Quando era criança e recebia a mesada, ia sempre à pastelaria, comprar bolos, e comia às escondidas. Era um segredo que guardava só para mim. Esse segredo mantém-se nos dias de hoje em relação ao meu distúrbio alimentar”

Maria (nome fictício) “A balança e o peso é um drama diário, quando peso mais dois ou três quilos tenho sentimentos de culpa e arrependo-me de tudo o que tenho comido. É uma desilusão enorme. Não gosto do meu corpo.”

Sandra (nome fictício) “Mais uma tentativa milagrosa e sem sucesso para emagrecer. Decidi colocar um balão intra-gástrico. Durante uns meses tive uma dieta restritiva. De inicio só podia beber líquidos. Os primeiros dias foram cheios de dores, mas perdi dez quilos e cheguei aos 80 quilos. Ao fim de seis meses retirou-se o balão, e consegui manter um peso aceitável, mas facilmente aumentei quatro quilos. Voltei mais uma vez à estaca zero, pior ainda, à desilusão. Detesto-me. Perdi o controlo, se é que alguma vez o tive, em relação ao distúrbio alimentar. ”

Sofia (nome fictício) “Decidi tomar medicamentos para emagrecer de venda nas farmácias. Tal como as dietas alimentares restritivas, perdi peso. Mas quando reparei, na balança e constatei que não tinha perdido o peso que queria, desisti rapidamente. De seguida, continuei à procura de outra dieta fácil e “milagrosa. Nestas alturas, dizia para mim: A próxima dieta é que vai resultar.” 

Rita (nome fictício) “Durante uns meses bebia infusões à base de plantas com efeitos diuréticos e laxantes. Andava a beber o referido líquido durante todo o dia. Ouvia imensos comentários das pessoas do tipo: O que andas a fazer com a garrafa atrás de ti? ou Para que é que isso serve? ou Então? È para emagrecer? Perante as comentários dos outros sentia que tinha de me justificar…com mentiras. O resultado, no final, destas infusões foi nulo. Iludida, continuo à procura da dieta milagrosa para perder peso o mais rapidamente possível”
 
Ana (nome fictício) “Um dia, enquanto folheava uma revista, encontrei um anúncio sobre uns comprimidos para emagrecer. A primeira reacção foi: Vou comprar estes comprimidos para emagrecer. Vou encomenda-los e ninguém tem nada que saber. Andei a tomar estes e outros comprimidos semelhantes durante um ano negligenciando os possíveis riscos para a saúde. Até que descobri que não resultava. Andei a gastar dinheiro para nada.”

Paula (nome fictício) “Frequento o ginásio para emagrecer. Quando penso que posso ficar gorda sinto imensa ansiedade e pânico. Nem sequer suporto a ideia de algum dia isso vir a acontecer, e obviamente que este medo se reflecte nas refeições diárias. Não como nada jeito às refeições, limito-me a ingerir líquidos. Quero perder peso, o mais possível, porque sinto que estou gorda. Quero emagrecer, para isso, tenho que treinar, todos os dias, no duro e com intensidade. Sou compulsiva e não consigo concentrar-me noutro tipo de actividade. O exercício físico é o mais importante e tem precedência sobre os relacionamentos e outro tipo de actividades. O meu objectivo é aumentar a quantidade de exercício e quando estou ausente do ginásio, durante mais do que um dia, sinto-me inquieta, ansiosa e muito irritada com tudo e com todos.”

quarta-feira, março 16, 2011

Ufit! Mexa-se pela sua saude





Quando pensamos nos grandes desejos, comuns a todos nós, não será incorrecto afirmar que um deles é viver durante muito tempo, com qualidade de vida (saúde, alegria, vigor, motivação, etc)

Apesar de estarmos todos de acordo, porque é que para algumas pessoas os anos parecem não passar e outras carregam o peso dos anos de forma mais evidente?

De forma consciente ou inconsciente, vamos criando hábitos que nos podem aproximar ou afastar desse objectivo, desse estado de equilíbrio, que podemos designar de Wellness (em tradução livre; bem-estar físico, mental e emocional, que nos permite encontrar estabilidade e ser resilientes).

sábado, dezembro 12, 2009

As aparências (beleza) podem ser uma ilusão



A obsessão sobre o conceito de beleza associado ao corpo perfeito. A perfeição é um mito que pode transformar-se numa obsessão.
Existem em Portugal, homens e mulheres, que desejariam modificar, se pudessem, algo no seu aspecto físico. Mesmo que sejam realistas quanto aquilo que desejam alterar no seu corpo, sentem-se descontentes e isso reflecte-se negativamente no seu dia-a-dia.

Por vezes, distorcemos a imagem corporal através de ideias extremas por ex. bonito ou feio, bom ou mau, magro ou gordo. A aparência física pode tornar-se uma verdadeira obsessão; a preocupação principal geradora de sofrimento. A indústria das dietas (moda) rigorosas e milagrosas aproveita-se das pessoas vulneraveis que não aceitam a sua aparência física. Outro factor a ter em conta é o egocentrismo, ex. preocupação exagerada sobre o peso ideal, se a barriga está saliente, como está fisicamente, etc. Algumas pessoas chegam mesmo a odiar algumas partes ou o seu próprio corpo.
Se você identifica um problema associado à sua aparência física que lhe cause ansiedade, raiva, sentimento de inadequação, obsessão, vergonha e medo procure falar sobre aquilo que pensa e sente acerca do seu corpo com pessoas significativas e tolerantes (feedback). Desenvolva discernimento e procure ajuda, não me refiro às dietas, de forma a fazer um trabalho de desenvolvimento pessoal. Afinal o corpo perfeito não existe porque a perfeição nas pessoas é irreal.
Siga os links e comente em Recuperar das Dependências.



Como pensa e sente em relação ao seu corpo? Quais os valores impostos pela sua família e pela cultura? 








sábado, abril 04, 2009

Partilha/Testemunho


“Olá! Sou a Catarina (nome fictício) e vou aqui deixar o meu testemunho sobre Anorexia/Bulimia e a minha Recuperação.
Tenho 23 anos, sou do Algarve e desde os 13 anos que sofro desta problemática.

Desde que me lembro nunca me aceitei e sempre me achei inferior aos outros e “gorda”.

Mas isto veio a piorar quando o “senhor de vermelho” apareceu, o meu corpo, como o de qualquer mulher começou a alargar e eu comecei a entrar em paranóia.
A minha vida girava em torno de pensamentos sobre a gordura e a comida e já antes pela tenra idade não tinha sido capaz de deixar de comer. Até ao dia que decidi que era desta, se emagrecesse eu ia ser feliz, então deixei de comer.

Passava os dias a leite, água e pastilhas elásticas. Em pouco tempo, começaram a notar-se os quilos a desaparecer e a ficar mais feliz. A verdade é que nunca fui gorda, o meu peso máximo era de 59 quilos para 1,65m de altura.

Enfim, lá emagreci e parecia que tudo corria bem. Nesta altura, mudei de escola, de amigos e numa de afirmação comecei a fumar charros. A doença ainda não tinha afectado a minha vida social e eu fazia-o para agradar os outros.

Com os charros, voltaram os quilos a mais. Passava os dias “ganzada[i]” e deixei de pensar no meu corpo, comia e depois sentia me culpada, mas o mais importante eram as “ganzas[ii]”, e voltei a engordar.

No ano a seguir depois de ir para o Liceu voltei a sentir me horrível e muito gorda, até pensava que o rapaz de quem gostava não gostava de mim porque era gorda, etc.