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quarta-feira, julho 22, 2026

A Paz de Espirito tão desejada na recuperação dos comportamentos adictivos


 imagem gerada por IA

A paz de espírito não é somente um estado de alma ou de graça, a paz de espírito exige acção, é estar disponível para olhar novos horizontes, rumos e aceitar a mudança. Não há garantias.

Paz de Espirito é estar no momento presente.

Paz de Espirito é estar conectado com a consciência de si proprio (Ser).

Paz de Espirito é uma experiencia livre de qualquer sentimento ou sensação de stress toxico.

Paz de Espirito é a liberdade, assertiva com limites e fronteiras, regras e valores.

Paz de Espirito é livre da adicção (obsessão e compulsão).

Paz de Espirito é ausência do ego. É uma experiencia transcendental de ego-free.

Paz de Espirito é recuperação. Recuperação é __________________ .

Paz de Espirito é honestidade, compaixão, gratidão, espiritualidade (não religioso).

Paz de Espirito sente-se o poder da contemplação. Contemplar novos horizontes, rumos,etc.

A Paz de Espirito desperta com a observação do nascer do dia (energia renovada, novo dia, não existem dias iguais) e também com o por do Sol (gozamos o presente de um dia ativo. Energia relaxante e acolhedora, Estamos em paz), 

A Paz de Espirito permite a reflexão e a inspiração da criatividade, da resiliência, da relação com um espirito criador/poder superior - renovar a fé.

A Paz de Espirito pode ser também uma experiencia social/grupo de pessoas na mesma sintonia (por exemplo, pratica do mindfulness, meditação, oração, musica, arte, rituais, partilha, servir)

quinta-feira, fevereiro 13, 2025

Amor e desamor


 Foto Lumen IA

 

Amores e desamores

Mito. Afirma-se, com frequência que um dos requisitos para uma relação duradoura está relacionado com o individuo gostar de si próprio o suficiente, (e em primeiro lugar) e só assim consegue relacionar-se com o outro. O amor que temos por nós próprios (indivíduos) é diferente do amor que nutrimos pelo outro (relação romântica). Quando selecionamos determinada pessoa (especial) entra em jogo um conjunto de energias poderosas e em muitos casos incontroláveis, designadas de vinculação. A evolução humana revelou existir imensa vantagem para a sobrevivência uma coexistência entre indivíduos (vinculação de intimidade, de interesse, de confiança, proteção) a fim de se protegerem, preocuparem um com o outro/a (ele ou ela é parte de mim), aquilo que designamos de intimidade, pertença, coesão, vulnerabilidade, confiança, cumplicidade. Não sejamos naïfs, a evolução também contemplou (e continuamos o processo) com aqueles indivíduos que tinham outros interesses completamente antagónicos, refiro-me ao amor/intimidade.

«Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.» Friedrich Nietzsche

Mito relação romântica - «O amor vence tudo» Evocamos o amor para justificar algumas crenças, atitudes e comportamentos disfuncionais para o relacionamento romântico. Crescemos, com a ideia de que o amor vence tudo, nesse sentido, evocamos a ilusão para o amor vencer. Na prática não resulta, pode servir de justificação para o desamor.

Recuperação dos comportamentos adictivos de longa duração. Seres sociais. Falar sobre o amor, num contexto social entre família, com o/a filho/a, amigos, colegas de trabalho, numa reunião, com um estranho no comboio, etc, significa que estamos honestamente a partilhar ideias, conceitos, reflexões, expressar sentimentos que realmente importam, no que aos vínculos de intimidade e vulnerabilidade, diz respeito. Falar sobre o amor ou o desamor, honestamente, é falar da "cola" que permite ao amor expandir valores/princípios, criar sinergias, reforçar vínculos e raízes, largar a zona de conforto e explorar o universo imaterial do outro e vice-versa. Falar sobre o amor e a vulnerabilidade, não é conversa lamecha, é conversa de pessoas adultas e integras. Se não falarmos sobre o amor estaremos a privar de participar em áreas tão significativas como a liberdade, a vulnerabilidade, a confiança, a família, a espiritualidade. Conversar sobre o amor é explorar vinculações (sistemas) complexas, profundas na psique (individuo) e nas relações com os outros. Conversar sobre o amor deparamo-nos com mitos sobre o amor, a paixão (obsessão/sofrimento), efeito químico de sensações intensas e prazerosas associadas ao sexo. Confrontamo-nos com o dilema: é sexo/química ou amor? É paixão (obsessão) ou amor? Qual é a relação entre o amor e o sexo?  Durante um período da vida, precisamos do amor para desenvolver e prosperar, como de oxigénio para respirar. Esse período extremamente marcante desenrolou-se após o nascimento e durante a infância.

«Lutar pelo amor é bom, mas alcança-lo sem luta é melhor.» William Shakespeare, “Noite dos Reis”

Está em recuperação dos comportamentos adictivos? 

Sabia que a adicção pode estar associada ao sexo (sexo compulsivo)? Sabia que a adicção ativa, no individuo, interfere nas competências e capacidades para amar? Qual é a sua definição de amor? Considera que a sua definição de amor funciona? Já alguma vez foi “obrigado/a” a rever e a alterar algumas ideias, crenças sobre o amor? Considera que tem dúvidas em distinguir a paixão (obsessão) e o amor, isto é, na maior parte das vezes a paixão (obsessão) é sinónimo de relação de intimidade de curta duração (é humanamente impraticável estar demasiado tempo sob o efeito da obsessão/sofrimento)? Está numa relação duradoura e é feliz, se a resposta é sim, quais são os fatores que contribuem para manutenção e duração da relação?

quarta-feira, janeiro 29, 2025

Os Principios Básicos da Literacia Financeira para Pessoas com Comportamentos Adictivos, por Rita Piçarra



Uma Ferramenta Essencial para a Recuperação e Bem-Estar

A literacia financeira é a capacidade de entender e utilizar eficazmente diferentes habilidades financeiras, incluindo a gestão financeira pessoal, a elaboração de orçamentos e o investimento. Para pessoas que desenvolveram comportamentos adictivos, seja em recuperação ou não, a literacia financeira é uma ferramenta essencial para alcançar a estabilidade e o bem-estar. Vamos explorar alguns dos princípios básicos da literacia financeira e como podem ser aplicados na vida quotidiana.

1. Compreender a Importância de um Orçamento

Elaborar um orçamento é o primeiro passo para uma gestão financeira eficaz. Um orçamento ajuda a entender quanto dinheiro entra e sai todos os meses. Para pessoas em recuperação de comportamentos adictivos, um orçamento pode ser uma maneira de recuperar o controlo sobre as suas finanças, identificar gastos desnecessários e garantir que recursos sejam alocados para necessidades fundamentais como habitação, alimentação e tratamento. Além disso, um orçamento bem planeado pode ajudar a estabelecer limites claros para os gastos supérfluos, permitindo que as pessoas em recuperação evitem tentações financeiras que possam comprometer a sua estabilidade.

Para criar um orçamento eficaz, comece por listar todas as fontes de rendimento, incluindo salários, benefícios sociais e outras formas de rendimento. Em seguida, liste todas as despesas fixas e variáveis, como renda, serviços públicos, alimentação, transporte e despesas médicas. Subtraia as despesas totais do rendimento total para determinar se há um saldo positivo ou negativo. Utilize este saldo para ajustar o orçamento, cortando despesas desnecessárias ou encontrando formas de aumentar o rendimento.

2. Gerir Dívidas

A dívida pode ser um dos maiores obstáculos para a recuperação financeira. É crucial entender os tipos de dívida (como cartões de crédito, empréstimos pessoais, etc.) e desenvolver um plano para pagá-las. Priorizar o pagamento de dívidas com taxas de juro mais altas pode ajudar a reduzir o fardo financeiro mais rapidamente. Manter um diálogo aberto com credores e procurar aconselhamento financeiro pode ser essencial para gerir de forma eficaz as dívidas existentes. Além disso, é importante evitar contrair novas dívidas desnecessárias durante o processo de recuperação.

Para gerir eficazmente as dívidas, comece por fazer uma lista de todas as suas dívidas, incluindo o montante devido, a taxa de juro e o prazo de pagamento. Em seguida, elabore um plano de pagamento que priorize as dívidas com as taxas de juro mais altas, enquanto continua a fazer pagamentos mínimos nas outras dívidas. Considere também a possibilidade de consolidar as dívidas em um único empréstimo com uma taxa de juro mais baixa, se isso for viável.

3. Poupança e Fundo de Emergência

Ter uma poupança é um objetivo fundamental para a estabilidade financeira. Criar um fundo de emergência pode proporcionar uma rede de segurança em momentos de crise, evitando que se acumulem mais dívidas. Mesmo pequenas contribuições regulares podem crescer com o tempo e fornecer um colchão financeiro necessário. Para pessoas em recuperação de comportamentos adictivos, um fundo de emergência pode ser particularmente importante, pois oferece uma sensação de segurança e estabilidade durante períodos de incerteza.

Para começar a poupar, defina uma meta de poupança realista com base nas suas circunstâncias financeiras. Automatize as transferências para a poupança sempre que possível, para garantir que uma parte do seu rendimento seja reservada regularmente. Além disso, procure oportunidades para reduzir gastos e direcionar as economias para o fundo de emergência. Lembre-se de que cada pequena contribuição é valiosa e que a consistência é a chave para construir uma poupança sólida ao longo do tempo.

quarta-feira, outubro 28, 2020

A felicidade e a auto estima



200ª Dica Arte Bem Viver

Olá,

Será possível ser feliz caso não tenhamos a autoestima a um nível razoável? Na minha opinião, podemos ser felizes, mas não seremos o suficiente. Em prol da arte de bem-viver, precisamos de dar o nosso melhor possível. Iremos ver porquê.

Segundo a Mayo Clinic, conceituada instituição norte americana, afirma que se possuirmos baixa autoestima, isso não significa o fim do mundo, pelo contrário, podemos aproveitar os pensamentos, as crenças negativas e os sentimentos a fim de compreendermos e melhorarmos a forma como nos avaliamos.

A baixa autoestima pode afectar, praticamente, todas as áreas da nossa vida, incluindo, as relações, o trabalho e a saúde. Entretanto podemos fazer algo que vise estimular a autoestima.

Pense em situações ou questões que afectam negativamente a autoestima: Alguns exemplos.

  • Problemas no desempenho profissional.
  • Autoconceito/sistema de crenças negativas (vergonha, trauma)
  • Gestão de conflitos e falta de assertividade.
  • Dificuldades na comunicação/relacionamento com a esposa/esposo, namorada/o, colegas de trabalho/patrão, ou outra pessoa significativa.

Algumas dicas importantes:

Identifique pensamentos automáticos e crenças negativas

Depois de identificar a situação preocupante, imediatamente a seguir, preste atenção aos pensamentos automáticos negativos. Por exemplo; o que é que você diz a si próprio sobre a situação preocupante? Qual é a sua interpretação da situação?

segunda-feira, março 11, 2019

«Amor Próprio" por Renata Ramos



Recebi directamente da autora, seguidora do blogue, o livro Amor Próprio que aproveito para divulgar. Conta a história de resiliência, onde a Renata relata a sua experiência com a dependência de drogas e não só, a recuperação; a busca por um estilo de vida mais recompensador, livre de drogas e que a sua experiência possa servir de exemplo para alguém que esteja dependente e que procure um caminho para o amor próprio. A Renata, no seu livro, deixa uma mensagem de esperança; é possível recuperar da dependência.  Gostaria de agradecer à autora a menção à minha pessoa no livro.


Se você deseja conhecer a história e adquirir um exemplar pode contactar com a autora através do Whatsapp 31 620378714 Holanda ou encomendar o Livro no amazon Amor Próprio, por Renata Ramos.


sexta-feira, janeiro 18, 2019

Entre o medo de comer e a vontade de comer demais




Sofri de anorexia-bulímica durante 20 anos, até ao dia em que decidi procurar ajuda psiquiátrica (Outubro de 2017). Isto significa que passei mais de metade da minha vida a lutar contra duas doenças que fragilizaram fisiológica e psicologicamente durante as fases mais importantes da vida em termos de desenvolvimento pessoal – a adolescência e a primeira década da idade adulta. Já tinha 34 anos quando recorri a ajuda especializada.
Três meses depois de começar o tratamento – medicação e terapia – já me sentia mais capaz de me manter fiel a uma promessa que nunca sei se será para sempre: não praticar atos de compulsão alimentar seguidos de purga e não fazer restrição alimentar. Não é fácil abandonar por completo um vício que alimentei durante tanto tempo, pois os meus distúrbios alimentares, por muita dor física e emocional que me causassem, sempre foram a forma dominante de preencher um vazio interior que sempre senti.
Já tive recaídas desde então, mas isso não significa que fracassei, mas sim que ainda estou num processo de construção de auto controlo que me permita viver além deste vício e da fobia de engordar.
A dificuldade não está em decidir tratarmos-mos, mas sim em nos mantermos empenhados em cumprir essa resolução, por muito que nos custe dar esse salto de fé. Os meus distúrbios alimentares têm na sua base um transtorno de ansiedade crónico, posteriormente diagnosticado. Todos temos coisas dentro de nós por resolver e que nos causam ânsias, mas o importante é mantermos o foco no presente que podemos controlar e na construção de um futuro mais saudável e livre de fobias e vícios que nos impedem de viver plenamente.
Visite a pagina da Joana no facebook Tripolaridades - Ansiedade, Anorexia e Bulimia

Joana Marques
Comentário: Muitos parabéns Joana, por ter decidido quebrar o ciclo vicioso da doença e pedir ajuda, iniciando assim a recuperação, um dia de cada vez. Parabéns por lutar contra o estigma, a negação e a vergonha associados às perturbações do comportamento alimentar através da pagina do facebook. Obrigado por participar com a sua historia no recuperar é que está a dar. Sucessos e tudo de bom!

sexta-feira, junho 08, 2018

121ª Dica Arte Bem Viver de 15.07.2013 (reeditada)




Olá,
Não existem pessoas ou famílias perfeitas, mas existe o dialogo, o perdão e a confiança. Família, a nossa herança e identidade.  A família são pessoas, todas diferentes, que não podemos escolher. Quando nascemos, existem vínculos que nos unem, como um sistema e ocupamos um determinado lugar na hierarquia/estrutura (seio familiar). Pressupõe-se que a família seja um lugar seguro (pertença e reconhecimento) e os vínculos sejam de confiança, mas na realidade, não existem famílias ou pessoas perfeitas.

Sabia que uma das fontes mais comuns de conflito reside entre membros da mesma família? Alguns exemplos mais comuns da família desestruturada; negligencia e abuso emocional, físico, sexual, relacionamento disfuncional com o dinheiro, incompatibilidade e intransigência nas diferenças de opinião, de convicções e valores (crenças retrogradas, rígidas, perfeccionistas e preconceituosas baseadas na vergonha). Entre membros da família, a raiva excessiva e o ressentimento podem conduzir à fúria, à malícia, traição, à hostilidade, ao segredo e ao ódio e em situações extremas à violência. Alguns familiares, cultivam um ressentimento de "estimação" entre si, capaz de durar uma vida inteira.

O que são os problemas na família? Qualquer acontecimento que afete, um membro da família, imediatamente, afeta todos os outros (sistema familiar). Por exemplo, se alguém fica doente, quem é que cuida da situação? Se um membro da família tem problemas com o álcool como é que o sistema familiar fica afetado? Se um pai discorda da mãe, agressivamente, qual é o papel dos filhos? Se existe um divorcio, de que forma interfere no sistema familiar?

quarta-feira, maio 10, 2017

88ª Dica Arte Bem Viver (reeditada)



Olá,
A importância do reconhecimento nos relacionamentos de intimidade. Todos nós almejamos o reconhecimento uns dos outros, em especial daqueles que desenvolvemos uma relação de intimidade.
Reconhecimento implica você valorizar e apreciar os aspetos positivos da relação/parceiro/a; em vez de centrar nas diferenças, nos defeitos de caracter e nos problemas, centra-se nas semelhanças, nas qualidades e nas soluções. Como sabemos, é mais fácil dizer do que fazer, porque na realidade, desde muito cedo, nas nossas vidas, aprendemos a desenvolver um exagerado sentido crítico em relação aos defeitos dos outros, isto é, funciona como um mecanismo de defesa que nos mantém alerta sobre o que pode correr mal e assim inviabilizar a relação; preparamo-nos para o pior, para não sermos surpreendidos ou dizendo de outra maneira «o ataque é a melhor defesa».

Quanto mais você se centrar nos aspetos negativos do seu parceiro/a, com o intuito de melhorar o comportamento dele/a, recorrendo á crítica excessiva, mais ele/a se sente avaliado e menos aceite, tal como é. Ninguém gosta da falta de reconhecimento e de ser sujeito à critica. Não estou a dizer que não devemos criticar o outro, pelo contrario, seria impensavel não haver critica ou conflitos numa relação de intimidade; os conflitos permitem que as pessoas evoluam e se adaptem umas às outras. Todavia, a critica excessiva, com o intuito de «deitar abaixo» poderá originar conflitos duradouros e corroer a confiança na relação de intimidade através da agressividade, raiva e ressentimento, desconfiança, indiferença. Se você está numa relação de intimidade o objetivo fundamental é legitimar e valorizar os aspetos positivos do seu parceiro/a, caso contrario, pode estar a deteriorar a relação.

Recorde-se do seguinte, aquilo que você valorizar, seja os aspetos positivos ou negativos do seu parceiro/a, acaba por se tornar o centro da sua atenção; as coisas têm o valor que nós decidimos que elas tenham.
  • Identifique características inesperadas e menos obvias no seu parceiro/a. Em conjunto com o seu parceiro, e envolvam-se em atividades, fora das rotinas e obrigações do dia a dia.
  • Elogie o seu parceiro, pelo sorriso, pela boa disposição, pelo carinho, pela disponibilidade, pela confiança mutua que nutrem um pelo outro, pelo afeto em vez da critica excessiva.
  • Seja criativo/a no elogio em vez de na critica.
  • Como é que você obtém reconhecimento do seu parceiro/a? e vice-versa? Precisamos do reconhecimento social afim de florescermos e desenvolvermos uma musculatura emocional resiliente, com esperança. 
Votos de uma semana de reconhecimento mutuo.

Cumprimentos

Nota: caso você esteja interessado/a em receber a dica, na sua caixa de correio electrónico, é simples, basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt e escreva Dica Arte Bem Viver no assunto da mensagem . Todos os seus dados são confidenciais. Bem haja

terça-feira, dezembro 20, 2016

67ª Dica Arte Bem Viver de 01/07/2012


Olá
É desde a nascença que aprendemos a monitorizar, a gerir as competências individuais e sociais e os recursos quanto ao sofrimento. Apesar de sabermos que o sofrimento faz parte da condição humana, aparentemente, é confuso avaliar os limites do sofrimento. Isto é, saber a diferença, quando o sofrimento é útil, catalisador da mudança e maturidade vs. sofrimento disfuncional, auto piedade (vitimização), controlo e gerador de mais sofrimento.

Na maioria das vezes, sofremos de forma inútil. Não se aprende nada, não se muda nada, com a agravante de aumentar a tolerância à pena, que sentimos de nós mesmos - mártir. Sofrer, como condição auto imposta, não justifica a nossa existência e/ou determinados valores/princípios; evocam-se causas nobres, mas na realidade, nada muda; como ser humano. Continua tudo na mesma, com tendência para piorar e gerar mais sofrimento e drama às nossas vidas. “Os homens (mulheres) não se medem aos palmos.”

Qual foi a lição (aprendizagem) mais recente, que você passou, em relação ao sofrimento?

Se está numa fase dolorosa da sua vida, defina um propósito, isto é, qual é o sentido para o seu sofrimento? O sofrimento acrescenta valor à sua vida?

Gestão das emoções dolorosas
  • Procure soluções ao enfrentar os problemas. Como sabe, as coisas têm o valor que nós decidimos que elas tenham. Se der demasiada atenção aos problemas insolúveis; o mundo irá conspirar contra si. 

  • Não procure agradar e dizer Sim, quando, na realidade, quer dizer Não. Seja o mais honesto/a e autentico consigo, possível.

  • Não faça da sua vida, uma antecipação de cenários catastróficos. Não confie sempre nos seus pensamentos e nas suas emoções. Você é aquilo que faz com os pensamentos e sentimentos; não aquilo que sente e ou pensa, irracionalmente.

  • Defina metas realistas, específicas e objetivas. Se quer atingir os seus sonhos, é preciso sair da zona de conforto, tire partido de todas as oportunidades (arrisque).

  • Procure, nas pessoas de confiança, uma oportunidade para receber feedback (escuta activa).

  • Invista na  auto estima; dignifique os seus valores/princípios (pilares).


Votos de uma semana em harmonia; momentos de felicidade e gratidão.

Cumprimentos

Nota: caso você esteja interessado/a em receber a Dica Arte de Bem Viver, na sua caixa de correio eletronico, é simples, basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt e escrever Dica Arte Bem Viver no assunto da mensagem. É gratis e todos os seus dados são confidenciais. Bem haja

quarta-feira, junho 22, 2016

Dica Arte Bem Viver de 06/08/2012 (Reeditada)





Motivação intrínseca e a motivação extrínseca.

Olá,
Qual é o tipo de motivação que o move, desde que acorda até que vai para a cama, todos os dias? Você está satisfeito com os resultados obtidos? Como é que ativamos a motivação? Dependemos de fatores extrínsecos e fatores intrínsecos.

Nesta dica irei abordar um estudo efetuado por três investigadores - Dr. Mark Lepper, Dr. David Greene e o Dr. Robert Nisbet sobre a motivação. Estes investigadores observaram uma turma de alunos do pré-escolar, ao longo da varias semanas, e identificaram crianças que gostavam de desenhar. Depois os investigadores desenvolveram uma experiência para testar o efeito de recompensar a atividade pela qual aquelas crianças tinham preferência especial - desenhar. As crianças foram distribuídas por três grupos:
  • O primeiro grupo era da recompensa esperada. Mostraram a todas elas um certificado de bom aluno e perguntaram se queriam fazer desenhos para receber o premio.
  • O segundo grupo era da recompensa inesperada. Neste caso os investigadores limitaram-se a perguntar às crianças se queriam desenhar. Aos que aderiram à tarefa, os investigadores entregavam os certificados de bons alunos após terminarem os desenhos.
  • O terceiro grupo era o dos que não tinham qualquer recompensa. Os investigadores limitaram-se a perguntar às crianças se queriam desenhar, todavia, não fizeram referencia a qualquer recompensa/certificado de bom aluno.

Duas semanas depois, durante o tempo livre que dispunham entre as aulas, foram entregues marcadores e papel de desenho. As crianças que tinham feito parte do grupo da recompensa inesperada ou sem recompensa desenharam com prazer e utilizaram todo o tempo disponível, enquanto as crianças que esperavam ser recompensadas revelaram muito menos interesse a desenhar e passaram menos tempo a faze-lo. Segundo os investigadores, as recompensas extrínsecas, referentes ao primeiro grupo - «se fizeres isto recebes aquilo» revelaram um efeito negativo. Este tipo de recompensas extrínsecas exige que as pessoas prescindam de alguma autonomia. De acordo com os investigadores, também foram conduzidas experiências semelhantes com adultos.

Voltando à questão acima formulada, você está satisfeito com os resultados obtidos? Considera que a sua motivação depende excessivamente da recompensa extrínseca? De bónus, de prémios. Ou a sua motivação intrínseca depende de causas, de um propósito no sentido da vida, baseado em causas/campanhas (por exemplo, estar ligado a causas de apoio a problemas sociais na sociedade) e valores morais universais/espirituais, sem dogmas ou divindades?

O ponto de partida para qualquer discussão sobre a motivação no emprego/empresa está relacionado está com o vencimento/retorno do investimento. As empresas e os empregados sabem isto. As empresas precisam de empregados e os empregados precisam das empresas; a motivação de ambos gira em torno do mesmo tema; recompensas extrínsecas, vulgo «ganhar a vida» e se o retorno do investimento/vencimento não corresponder às expectativas e/ou não for adequado a probabilidade da motivação cair a pique é enorme.

quarta-feira, janeiro 06, 2016

Dica Arte Bem Viver de 29/01/2012



Perfeição vs. Cometer erros
Olá
A perfeição é um mito, uma fantasia e uma obsessão imposta pela nossa sociedade. Na obsessão pela perfeição almejamos o controlo das sensações e resultados imediatos. Vivemos numa correria constante, a fim de adquirir o tão ambicionado reconhecimento e sucesso, onde o que fazemos nunca é suficiente. Na perfeição, vivemos em piloto automático, precisamos de ser mais e ter mais. Nos padrões rígidos estabelecidos pela sociedade é imposto:
  • "Tenho que ser melhor que tu..." porque "se não conseguir ser melhor do que tu, não tenho valor"
  • "Tenho que ter mais coisas que tu..." porque " se não tiver mais coisas do que tu, não serei valorizado."
  • "Eu sou mais ......... do que tu." porque "se eu não for mais .... do que tu, não serei gostado."

quarta-feira, dezembro 10, 2014

Devemos viver no presente ou precisamos de contemplar o passado?


Gestão da dor e do conflito: Devemos viver no presente ou precisamos de contemplar o passado?
Durante os momentos mais atribulados do devir, optar por viver no momento presente, pode revelar-se uma excelente escolha. Reduz e atenua a intensidade dos pensamentos bizarros e o estado de alerta excessivo (medo); lixo toxico e inútil.

Diante a adversidade, da dor, do conflito, da impotência, quando tudo o resto falha, após múltiplas tentativas sem sucesso para encontrar a solução ou o alívio imediato, resta-nos concentrar todas as nossas competências cognitivas, emocionais e espirituais no momento presente – aqui-e-agora.

Viver no presente não significa ignorar os problemas, ser irresponsável ou revelar falta de determinação. Significa perspectivar, seleccionar e optar pelos pensamentos construtivos aumentando assim o leque de escolhas viáveis e positivas.
Estamos a cismar sobre aquilo que devíamos ou tínhamos ter feito? Com que frequência você utiliza as palavras; 1. devia ou 2. tinha, sem que obtenha um resultado esclarecedor ou apaziguador sobre o problema? Isto é, você utiliza o devia e o tinha somente para se punir ou castigar? Se a resposta é sim, opte concentrar o pensamento no aqui-e-agora.


Se você está a atravessar uma fase dolorosa da sua vida e após sucessivas tentativas para modificar a situação falharem, quando não restarem mais opções, especular sobre o passado ou futuro é uma perda de tempo e energia. Opte por viver um dia de cada vez, aqui-e-agora.