A nicotina a droga que o acompanha, de uma forma praticamente indolor e eficaz em lidar com tudo. O cigarro, o maço de tabaco estava sempre comigo para onde quer que fosse. Esta mudança tem sido provavelmente a decisão mais dura que tomei em recuperação, pois já há alguns anos que tinha o desejo de parar. Fiz várias tentativas com os métodos que todos conhecemos e não resultou voltava sempre a acender só mais um que me levava a um maço de seguida e diariamente andava na casa dos dois maços sentia-me pessimamente por depender desta droga mesmo estando em recuperação há vários anos. Comecei a sentir que a relação que tinha com os cigarros era semelhante às drogas, mais tarde de facto vim a aceitar que a nicotina é uma droga e que os cigarros são uma invenção de engenheiros químicos que permitem levar a nicotina e os 4000 químicos que compõem o fumo do cigarro a entrar na corrente sanguínea até atingirem o cérebro. De facto, é uma droga poderosíssima, pela minha experiência de muitas tentativas. Esta droga foi mesmo a mais difícil de deixar e é mesmo só por hoje. Há dias que é só por agora.
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sábado, março 13, 2010
Recuperação da adicção activa à nicotina
O meu nome é
Tó-Zé para além de dependente químico e alcoólico em recuperação há 12 anos, 3
meses e 7 dias. Também estou em recuperação da Adicção à nicotina há 2 meses e
dois dias, só posso dizer que me sinto um milagre com pernas, pois para conseguir estar livre de todas estas dependências, só
por hoje, é o meu maior investimento e tesouro. Quanto à recuperação da adicção
à nicotina o que posso dizer é que não foi fácil e continua a ser um desafio
diário. Passei pelo menos 22 anos de consumo diário desde que acordava, aquele
ritual do café e do cigarro, até antes de apagar a luz ao deitar-me o cigarro foi
o meu melhor amigo.
A nicotina a droga que o acompanha, de uma forma praticamente indolor e eficaz em lidar com tudo. O cigarro, o maço de tabaco estava sempre comigo para onde quer que fosse. Esta mudança tem sido provavelmente a decisão mais dura que tomei em recuperação, pois já há alguns anos que tinha o desejo de parar. Fiz várias tentativas com os métodos que todos conhecemos e não resultou voltava sempre a acender só mais um que me levava a um maço de seguida e diariamente andava na casa dos dois maços sentia-me pessimamente por depender desta droga mesmo estando em recuperação há vários anos. Comecei a sentir que a relação que tinha com os cigarros era semelhante às drogas, mais tarde de facto vim a aceitar que a nicotina é uma droga e que os cigarros são uma invenção de engenheiros químicos que permitem levar a nicotina e os 4000 químicos que compõem o fumo do cigarro a entrar na corrente sanguínea até atingirem o cérebro. De facto, é uma droga poderosíssima, pela minha experiência de muitas tentativas. Esta droga foi mesmo a mais difícil de deixar e é mesmo só por hoje. Há dias que é só por agora.
A nicotina a droga que o acompanha, de uma forma praticamente indolor e eficaz em lidar com tudo. O cigarro, o maço de tabaco estava sempre comigo para onde quer que fosse. Esta mudança tem sido provavelmente a decisão mais dura que tomei em recuperação, pois já há alguns anos que tinha o desejo de parar. Fiz várias tentativas com os métodos que todos conhecemos e não resultou voltava sempre a acender só mais um que me levava a um maço de seguida e diariamente andava na casa dos dois maços sentia-me pessimamente por depender desta droga mesmo estando em recuperação há vários anos. Comecei a sentir que a relação que tinha com os cigarros era semelhante às drogas, mais tarde de facto vim a aceitar que a nicotina é uma droga e que os cigarros são uma invenção de engenheiros químicos que permitem levar a nicotina e os 4000 químicos que compõem o fumo do cigarro a entrar na corrente sanguínea até atingirem o cérebro. De facto, é uma droga poderosíssima, pela minha experiência de muitas tentativas. Esta droga foi mesmo a mais difícil de deixar e é mesmo só por hoje. Há dias que é só por agora.
terça-feira, fevereiro 05, 2008
Descobertas recentes relacionadas com a Dependência

Segundo o Jornal de Notícias de 15/1/2008 cientistas chineses anunciaram a descoberta de 396 genes relacionados com a dependência de drogas como a cocaína, o ópio, a nicotina e álcool, o que pode abrir caminho para tratar o abuso dessas substâncias , informou a imprensa estatal chinesa.
A equipa de cientistas da Universidade de Pequim descobriu também a informação genética relacionada com dependência e identificou cinco trilhas biológicas comuns ao vicio nas quatro substâncias, segundo o jornal oficial chinês China Daily.
Comentário: Estas investigações revelam importantes avanços no diagnostico e tratamento da dependência (adicção) das substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o alcool e a nicotina, e as ilícitas, nos indivíduos possibilitando um conhecimento mais alargado e profundo deste problema altamente complexo.
Saliento que a investigação cientifica (neurobiologia), bem como, todos os outros campos de conhecimento têm contribuído significativamente para o tratamento da adicção às drogas nestes últimos vinte anos. Todavia, os consumidores de “crack”, metanfetamina e cocaína, quando desejam sair da dependência, assim como os profissionais da área, são confrontados com a impotência visto não existir um tratamento (clinico; que proteja estes individuos contra o craving das drogas estimulantes – fixação/desejo intenso em usar) como existe para os opiáceos (ex. a heroina) e o álcool refiro-me por ex. aos antagonistas e à metadona.
Apesar dos grandes avanços na investigação, na minha opinião, não basta apenas a descoberta de um novo fármaco (milagroso) para acabar de vez com este flagelo que afecta tantas famílias, incluindo as crianças. A experiência empírica revela-nos que a “descoberta” da metadona e naltrexone não resolveu, e não resolve, o problema da heroina e do alcoolismo, atenua e reduz os danos associados ao consumo.
A adicção às drogas é um sistema complexo que carece mais do que apenas um fármaco “milagroso” para ser tratado na sua totalidade (corpo e mente). São necessarias pessoas (sociedade) determinadas, honestas e reslientes
Agradeço à Dra. Madalena Muñoz www.madalenamunoz.com ter contribuido com este artigo. Bem haja!
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Drogas e a Adicção Cruzada

Existem drogas para todos os gostos e preferências. Umas drogas servem para relaxar, outras para dormir, outras para ficar mais activo, mais produtivo e "fecundo" (ex. trabalhar), outras servem para se divertir (ex. dançar ou conviver com o grupo de pares), outras para não comer (inibidores do apetite), outras para melhorar a actividade e resistência física, etc. Umas naturais, outras sintéticas.
Na minha opinião, não existem drogas leves nem drogas duras. São todas drogas cujas especificidades não devem ser menosprezadas nem embelezadas com bonitos e apelativos rótulos como por exemplo se faz com as bebidas alcoólicas e/ou com as drogas leves ou pesadas. Na sua generalidade, todas fornecem altos níveis de bem-estar, alivio, recompensa, gratificação imediata e profunda no ser humano, umas mais outras menos quer seja físico, mental e espiritual, não religioso sem dogmas e divindades. Afectam a maneira como nos sentimos, como pensamos e como agimos. Quem nunca se sentiu tentado, pelo prazer proibido ou através do “atalho” quando estamos desconfortáveis e inadequados em contextos sociais?!
Ao longo da minha experiência, não existem adictos que consumam substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o alcool, e as ilícitas, cujo efeito dessas mesmas drogas, após a sua ingestão o efeito surja passado 24 horas. Não! O individuo que consome drogas procura o efeito instantâneo, de preferência intenso e forte. Esta experiência para algumas pessoas é altamente gratificante e libertadora, de tal maneira, que o desejo de voltar a sentir a mesma experiência tende a repetir mais vezes. Todavia, ninguém fica adicto de drogas de um dia para o outro. Os comportamentos adictivos (adicção) são parte de um processo (comportamentos repetitivos) e de um complexo sistema de factores - cerebro-bio-psico-sociais. Em Dublin, na Irlanda, estudos revelam os filhos de pais alcoólicos apresentam uma pre-disposição para ficar adictos à heroina. De qualquer maneira, não é necessário ter uma predisposição genética para ficar adicto, sabemos que este factor só “ajuda” o processo da adicção.
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