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sexta-feira, junho 25, 2021
Living a Life Beyond Eating Disorders: A Conversation with Demi Lovato +...
Lemi Lovato e Jameela Jamil
sexta-feira, janeiro 18, 2019
Entre o medo de comer e a vontade de comer demais
Sofri de anorexia-bulímica durante
20 anos, até ao dia em que decidi procurar ajuda psiquiátrica (Outubro de
2017). Isto significa que passei mais de metade da minha vida a lutar contra
duas doenças que fragilizaram fisiológica e psicologicamente durante as fases
mais importantes da vida em termos de desenvolvimento pessoal – a adolescência
e a primeira década da idade adulta. Já tinha 34 anos quando recorri a ajuda
especializada.
Três meses depois de começar o
tratamento – medicação e terapia – já me sentia mais capaz de me manter fiel a
uma promessa que nunca sei se será para sempre: não praticar atos de compulsão
alimentar seguidos de purga e não fazer restrição alimentar. Não é fácil
abandonar por completo um vício que alimentei durante tanto tempo, pois os meus
distúrbios alimentares, por muita dor física e emocional que me causassem,
sempre foram a forma dominante de preencher um vazio interior que sempre senti.
Já tive recaídas desde então, mas
isso não significa que fracassei, mas sim que ainda estou num processo de
construção de auto controlo que me permita viver além deste vício e da fobia de
engordar.
A dificuldade não está em decidir
tratarmos-mos, mas sim em nos mantermos empenhados em cumprir essa resolução,
por muito que nos custe dar esse salto de fé. Os meus distúrbios alimentares
têm na sua base um transtorno de ansiedade crónico, posteriormente diagnosticado.
Todos temos coisas dentro de nós por resolver e que nos causam ânsias, mas o
importante é mantermos o foco no presente que podemos controlar e na construção
de um futuro mais saudável e livre de fobias e vícios que nos impedem de viver
plenamente.
Visite a pagina da Joana no facebook Tripolaridades - Ansiedade, Anorexia e Bulimia
Joana Marques
Comentário: Muitos parabéns Joana, por ter decidido quebrar o ciclo vicioso da doença e pedir ajuda, iniciando assim a recuperação, um dia de cada vez. Parabéns por lutar contra o estigma, a negação e a vergonha associados às perturbações do comportamento alimentar através da pagina do facebook. Obrigado por participar com a sua historia no recuperar é que está a dar. Sucessos e tudo de bom!
segunda-feira, outubro 15, 2018
A ambivalência na perturbação dos comportamentos alimentares
Este texto foi escrito pela Inês
(nome fictício) sobre a sua luta contra a perturbação dos comportamentos
alimentares. A Inês escreve de uma forma explicita e especifica sobre a relação
consigo própria, os hábitos alimentares e a sua doença. Na perturbação dos
comportamentos alimentares a vida do individuo orienta-se pela imagem, corpo,
peso. Obrigado Inês pela partilha.
“Depois de comer: Eu vi qualquer miniatura na vitrina que me chamou
a atenção, mas não me recordo qual foi. Não tenho fome, mas apetece-me qualquer
coisa doce. (Já na caixa para pagar e ao telemóvel) aquela miniatura de
chocolate é muito maçuda para mim, pois não tenho fome. A castanha de ovos é
mais leve. Também posso, pois até sinto as calças mais largas.
Logo vou comprar
kinders... Não vou nada, pois já comi a minha dose de doces por hoje
(ansiedade). Mas apetecia-me tanto os kinders... (ansiedade)
Saída da escola: E se eu fosse comprar uma caixa de kinders? Não, tenho de me
controlar com os doces (ansiedade). É verdade, ali vendem gomas e se eu fosse
lá...? Mesmo que fosse só ver... Não, nem posso pensar nisso (ansiedade). E se
eu fosse comprar a torta de canela para comer ao jantar? Não, tenho de comer a
sopa que lá tenho. Mas também podia fingir que comia sopa e ela (colega de
casa) nem se apercebia o que realmente comia. Mas para isso teria que abrir a
sopa que lá tenho e isso não me apetecia... Se não a abro, ela fica cada vez
desconfiada que não como. Não, não posso
continuar a alimentar-me assim. Não posso comer a torta. (ansiedade)
Supermercado: Vou só ver se tem kinders... Oh não, tem! Vou levar destas
barras para o fim de semana. Mas é só para o fim de semana mesmo ou para o
feriado que é quando ela (colega de casa) não está.
Tantos chocolates,
apeteci-me provar aqueles de menta. Devem ser mesmo bons, mas não posso mesmo.
Já sei que se levo não aguento e acabo por comer a caixa inteira numa noite.
Aqui tem destes cereais
com chocolate, mas tem tantas calorias (680). Não levo mesmo! Vou ao continente
comprar os kinders, mas só como 1 ou 2, não mais.
quinta-feira, outubro 29, 2015
Recuperar é uma opção pessoal
«A perturbação do comportamento alimentar não é um escolha, contudo, a recuperação da doença é um escolha pessoal.»
Ninguém escolhe ficar doente. Pode revelar-se uma tarefa muito complexa identificar e diagnosticar sintomas e sinais relacionados com a perturbação do comportamento alimentar por parte da família, dos amigos, etc. Na grande maioria dos casos, os sintomas e sinais são ignorados, inclusivamente, o mesmo acontece, por parte do doente. Contrariamente, a esta realidade, nos últimos anos, tem-se verificado avanços significativos, por parte da investigação, sobre o tratamento e a recuperação das pessoas com perturbação do comportamento alimentar; da anorexia nervosa, bulímia nervosa e das crises de voracidade alimentar (binge eating).
Algumas áreas importantes:
- Historial de dietas
- Corpo e peso
- Historial de abuso e dependência de substâncias psicoactivas, do sistema nervoso central, vulgo drogas.
- Utilização de diuréticos, laxantes e comprimidos relacionados com dietas.
O diagnostico, na fase inicial da perturbação do comportamento alimentar, pode ser determinante e crucial para o sucesso do tratamento.
Apesar dos desafios, relacionados com o tratamento e a recuperação da perturbação do comportamento alimentar, refiro-me à ambivalencia e à resistência à mudança, é possível recuperar. Recuperar da doença pode revelar-se uma experiência enriquecedora e recompensadora, em vez de permanecer doente e isolado. Se você identifica sinais ou sintomas, relacionados com a perturbação do comportamento alimentar, procure orientação e esclareça as suas duvidas.
segunda-feira, maio 19, 2014
Parar de comer compulsivamente
A minha história começa como tantas
outras. Sempre fui uma criança gordinha, mas nunca obesa, o que não me
preocupava nada, até ao dia em que alguém verbalizou que eu estava gorda e
precisava de perder peso. Não sei quem foi, nem quando. Só sei que me marcou
profundamente. De repente, eu era diferente dos outros. Tinha peso a mais,
tinha de o perder e, pior ainda, tinha de deixar de comer para o conseguir.
A partir desse momento, parecia que
estava sempre alguém à espreita, pronto a apontar o dedo e a lançar um olhar
reprovador, cada vez que metia um pedaço de bolo à boca. Desde então, o dedo
acusador passou a estar presente em todos os momentos que houvesse comida e eu
a desejasse comer.
Como criança pensei que a solução passava
por comer às escondidas. Se ninguém vir o que como, é como se não acontecesse,
ninguém me pode acusar ou lançar olhares reprovadores… Foi assim que aprendi a
comer às escondidas. Nesses momentos, era só a comida e eu, a minha nova melhor
amiga. O prazer foi crescendo, à medida que criava um mundo secreto, só meu.
Com a entrada na adolescência a
situação agravou-se e o aumento de peso tornou-se evidente. A primeira reacção
foi fazer de conta e evitar os espelhos. O que não se vê, não existe… Os comentários
continuaram e ajudaram a que comesse cada vez mais, numa espécie de espiral
compulsiva. Evitava comer em público.
Aos 18 anos, levaram-me ao médico e fiz
a minha primeira dieta. Segui à risca o que me disseram, mediante a promessa de
perder peso. Em seis meses, perdi 20 quilos. A minha vida mudou. De repente, o
mundo olhava-me com outros olhos, ou pelo menos, assim os sentia… vieram os
elogios, os convites e, de repente, tudo me servia e assentava bem. Tive o meu
primeiro namorado a sério.
sábado, maio 03, 2014
Dia-a-dia na recuperação das dependências
Apresento alguns excertos das pessoas, que diariamente
procuram a motivação necessária, a fim de recuperarem a dignidade, a estima e a
esperança num mundo em constante mudança. Todos nós, estamos expostos e vulneráveis
às mais diversas condições adversas e ao invés de ser a adversidade a definir o
rumo das nossas vidas, pelo contrário, somos nós seres fantásticos e
resilientes que decidimos romper com aquilo que nos prende à dor e ao
sofrimento.
No aconselhamento, as pessoas são o mais importante: os seus
falhanços são os meus falhanços e os seus sucessos também são os meus sucessos.
Ambos partilhamos esta aventura, porque o aconselhamento só é eficiente se o/a
terapeuta e o cliente estiverem em sintonia, na relação terapêutica de confiança, com o
mesmo propósito - recuperação.
Importante: Todos os dados foram alterados de forma a proteger a
identidade das pessoas e qualquer semelhança é pura coincidência.
- Durante a consulta com a Natália, 39 anos (nome fictício –
dependência emocional), abordamos a questão da intimidade nos relacionamentos
românticos de compromisso: a química do amor (êxtase e o desassossego, vulgo
paixão) e o amor duradouro (intimidade e o compromisso). Ela afirmava, com
legitimidade, que a fim de manter o relacionamento duradouro é necessário haver
entre os parceiros tempo para amar, sem este tempo a relação pode
deteriorar-se.
Nota: Sabia que a novidade e o inesperado, por exemplo,
quebrar a rotina e fazer coisas fora do comum, mantêm o amor duradouro. Não me
estou a referir à paixão
- Durante a consulta com o Daniel, 25 anos (nome fictício –
problemas com o Jogo), abordamos alguns factores que contribuem para o jogo
compulsivo; 1. Jogar (curiosidade, correr riscos e o perigo inerente das
apostas). 2. Gestão de sentimentos desconfortáveis, quebrar o tédio, a
ansiedade e o aborrecimento 3. Recompensa (prazer intenso) e oscilações bruscas
do humor.
Nota: Sabia que ganhar dinheiro não é o mais importante? O
mais importante é jogar e apostar.
- Durante a consulta com a Anita, 38 anos (nome fictício –
problemas com o álcool) e os seus pais abordamos os problemas associados ao
álcool e o estigma social. A vergonha de expor o problema e pedir ajuda é tão
doloroso que optaram por negar as evidências e as consequências negativas.
Durante 10 anos não se falou sobre o assunto, inclusive, com outros membros da
família. Afirmaram "Sentíamos que ninguém nos compreendia, pelo contrário,
conscientemente, optamos pelo silêncio e pelo isolamento."
Nota: Sabia que o álcool é uma droga e que o alcoolismo é um
problema de saúde publica?
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
à(s)
sábado, maio 03, 2014
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sábado, setembro 21, 2013
O açucar em excesso pode tornar-se adictivo
Dada a escassez informação para o publico em geral, acabamos por ingerir açúcar, nos mais diversos tipos de alimentos, em quantidades excessivas e nefastas para a saúde. Erradamente, recorremos ao açúcar para nos mimar e "adormecer" as nossas emoções mais dolorosas, alívio típico do stress do dia-a-dia.
O açúcar afeta e pode comprometer seriamente o funcionamento normal do cérebro e assim provocar dependência. Neste caso específico informação é poder. Veja este video interessante e reflicta sobre o assunto em família, incluindo os seus filhos. Siga o link "That Sugar Film"
terça-feira, agosto 20, 2013
Pedidos de ajuda que quebram o estigma, a negação e a vergonha V
Pequenos excertos de pedidos de ajuda que recebo todos os
dias por email, posteriormente, foram
enviadas as respectivas respostas para cada situação.
Se você identificar com alguma situação e ou comportamento
em concreto pode escrever um email e
solicitar apoio. A resposta será enviada o mais brevemente possível. Todos os
dados pessoais foram alterados de forma a manter a confidencialidade.
A publicação destes pequenos excertos tem como propósito
quebrar o ciclo disfuncional associado ao estigma, à negação e à vergonha. Na
sociedade atual, é cada vez mais frequente o aparecimento deste tipo de
problemas, refiro-me aos comportamentos adictivos. Por vezes, a distancia,
entre pessoas com problemas adictivos idênticos, pode ser uma porta, um prédio
e/ou uma mesa do escritório. A ajuda surge quando o ciclo disfuncional do
silêncio é interrompido. É possível recuperar a dignidade, peça ajuda.
Pedidos de ajuda que quebram o estigma, a negação e
a vergonha.
- "Chamo M. durante uma pesquisa na Internet sobre a codependência encontrei o seu blogue que me despertou o interesse. Li vários artigos do blogue e gostei. Identifico um problema serio nos relacionamentos de intimidade. Não me sinto realizada e gostada, como considero que mereço. Sinto-me atraída por homens que não disponíveis para me amar. Não foi um caso, mas já acontece há alguns, demasiados, anos. Gostaria de saber como funciona as consultas online. Agradeço desde já a sua atenção e disponibilidade.
- "Chamo me J. e tenho 24 anos. Desde que me conheço sempre tive problemas com a comida. A comida é mesmo um vício. Às vezes, abuso imenso e depois só me apetece vomitar. Engordei 40kgs nos últimos 2anos. Parece que não consigo parar de comer e fico super irritada comigo própria por me ter deixado chegar a este ponto. Tenho sentimentos de culpa. Preciso de ajuda. Não aguento mais este sofrimento."
- "Chamo me C. quero pedir orientação sobre um problema que existe há anos na nossa família e que não conseguimos resolver.Um familiar, com 52 anos, tem há muitos anos problemas com álcool. Quando bebe, mesmo que sejam 3 ou 4 cervejas fica logo perturbado e torna-se agressivo. Saliento que ele não se embebeda todos os dias, mas quando o faz, duas ou três vezes por mês, conduz, já foi a tribunal por conduzir alcoolizado, já ficou sem carta de condução temporariamente, já teve que pagar multas elevadas e já cumpriu trabalho comunitário imposto pelo tribunal. Já perdeu vários empregos, aliás já está desempregado há 3 anos. Não sabemos o que fazer. A situação está a piorar cada vez mais. Precisamos de ajuda."
- Chamo me T. Encontrei por acaso o seu blogue sobre comportamentos de adição. A minha história é a de alguém que luta e sofre com a adição pelos doces. Tenho alternado entre períodos de ser muito cuidadosa e saudável e depois como que algo se apodera de mim e perco a noção de tudo, faço muito mal a mim mesma, isolo-me e caio na compulsão. Passei por alguns traumas na vida, de entre os quais ter ficado viúva aos 28 anos, e ainda bloqueei mais. Não sei porquê este meu perfeccionismo, de querer sempre tudo perfeito, exigir de mim e dos outros aquilo que afinal é mesmo humanamente impossível...tem sido muito complicado gerir todos os meus desequilíbrios e quedas, quer seja a nível pessoal, familiar e profissional. Preciso de ajuda, por favor."
Comentário:
Quebre o silêncio disfuncional, tal como aconteceu a centenas de indivíduos e
famílias resilientes que conseguiram alcançar a Recuperação e um novo modo de
vida. Se identifica um problema, você não está sozinho/a.
terça-feira, julho 30, 2013
Compreender o distúrbio alimentar
Para além da Anorexia Nervosa e da Bulimia Nervosa, segundo o Manual de Diagnostico e Estatística das
Perturbações Mentais (DSM-IV) refere a Perturbação do Comportamento Alimentar Sem Outra
Especificação, do Inglês EDNOS, é uma categoria para perturbações que não
preencham os critérios completos para uma Perturbação do Comportamento
Alimentar específica. Os exemplos incluem:
1. Para mulheres, todos os critérios de Anorexia
Nervosa estão presentes excepto a amenorreia (ausência da mestruação)
2 . Todos os critérios de Anorexia Nervosa, estão
presentes excepto que, apesar de uma perda de peso significativa, este
encontra-se dentro dos valores normais.
3 . Todos os critérios de Bulimia Nervosa estão
presentes excepto que os episódios de ingestão compulsiva e os mecanismos
compensatórios inapropriados ocorrem numa frequência inferior a 2 vezes por
semana, ou têm uma duração inferior a 3 meses.
4. Uso regular de comportamentos compensatórios
inapropriados por uma pessoa de peso normal após ingestão de pequenas
quantidades de alimentos (por exemplo, indução de vómito após comer 2
bolachas).
5. Mastigar ou cuspir repetidamente, mas não engolir,
grandes quantidades de alimentos.
6 . Perturbação de ingestão alimentar maciça: episódios
recorrentes de ingestão alimentar maciça na ausência dos comportamentos compensatórios
inapropriados característicos de Bulimia Nervosa.
Critério de investigação para a Perturbação de Ingestão Compulsiva:
Critério de investigação para a Perturbação de Ingestão Compulsiva:
A. Episódios recorrentes de ingestão compulsiva.
1. Um episódio de ingestão compulsiva é caracterizado pelas
seguintes condições: Ingestão, num período de tempo isolado (por exemplo,
qualquer período de 2 horas), de uma quantidade de comida francamente superior
à que a maioria das pessoas poderia consumir no mesmo espaço de tempo e sob
circunstâncias singulares;
2. Sensação de perda de controlo sobre a ingestão de durante
o episodio (por exemplo, sensação de que não pode parar de comer ou controlar o
quê ou quanto se está a comer).
B. Os episódios de ingestão compulsiva associam-se a 3 (ou
mais) dos seguintes sintomas
1. Ingestão muito mais rápida do que habitual;
2. Comer até se sentir desagradavelmente cheio;
3. Ingestão de grandes quantidades de comida apesar de não sentir
fome;
4. Comer sozinho para esconder o embaraço pela sua
voracidade;
5. Sentir-se desgostoso consigo próprio, depressão ou grande
culpabilidade depois de ingestão compulsiva.
C. Profundo mal-estar ao recordar as ingestões compulsivas.
D. As ingestões compulsivas têm lugar, em media, pelo menos
2 dias por semana durante 6 meses.
E. A ingestão compulsiva não se associa ao uso regular de
estratégias compensatórias inadequadas (purgantes, jejum, exercício físico excessivo)
e não aparecem no decurso de uma Anorexia Nervosa ou uma Bulimia Nervosa.
Se identifica um
problema de comportamento na relação com a comida, você não é a único/a, fale com o seu medico.
quarta-feira, abril 24, 2013
As 10 desculpas mais frequentes
Quem é gosta de ser confrontado? Ninguém gosta de ser
contrariado. Por exemplo, quando alguém é confrontado devido à descoberta de
uma mentira ou erro que tenha cometido, qual é a primeira reacção? Negar a
realidade. Apesar de haver algumas diferenças, nos comportamentos adictivos o
fenómeno é semelhante, um individuo adicto que seja confrontado, pelas
consequências negativas da sua adicção, irá responder de uma forma defensiva,
esquiva ou omissa. Irá negar qualquer evidência, facto ou realidade.
Irei expor aquelas que são as 10 desculpas mais frequentes
identificadas no discurso de indivíduos adictos quando são confrontados e/ou
convidados a falar abertamente sobre as consequências da adicção. Gostaria de
acrescentar que estas desculpas, mecanismo psicológico de defesa (lógica
aditiva), são observadas em vários tipos diferentes de adicção (substâncias
psicoactivas lícitas, incluindo o álcool, e as ilícitas, jogo, sexo, compras,
dependência emocional, distúrbio alimentar). Gostaria de acrescentar o
seguinte, este tipo de discurso também é identificado em alguns membros da
família do individuo adicto.
Nº 1 – “Não tenho nenhum problema com o meu comportamento.”
Esta é das afirmações mais comuns e aquela que considero a
mais frequente. O individuo adicto não reconhece e ou admite qualquer problema
e/ou consequências negativas da adicção. Nesta fase o individuo avalia os
efeitos obtidos através das substâncias e/ou comportamentos, como algo positivo
e inócuo, contribuem como um reforço da lógica para continuar os mesmos
comportamentos; “Se está tudo bem porque é que hei-de parar?”
Nº2 – “O meu problema não é assim tão grave, o dos outros é
pior. Eu sou diferente e posso parar quando quiser”
Apesar das crises em casa, no trabalho, na saúde (doença) e
acidentes o individuo adicto continua a afirmar que consegue parar, e por
vezes, é tão categórico nas suas convicções que é capaz de arranjar argumentos
que convencem e confundem a esposa/o, as crianças, a família, o patrão/colegas;
o individuo também acredita nas suas afirmações. Alguns membros de família
afirmam “João Alexandre, ele/a dizia que ia parar, e fazia promessas. As nossas
discussões eram de tal angustiantes que eu (mãe, pai, esposa, patrão) algumas
vezes achei que estava a ser injusta e cruel para com ele/a. Nos últimos tempos, praticamente ele fez
dezenas de promessas, que eu acreditava nas suas palavras, mas na realidade,
ele não conseguia cumprir. Cheguei a pensar que estava a ficar doida e a
questionar a minha própria sanidade. ”
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quarta-feira, abril 24, 2013
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quarta-feira, janeiro 23, 2013
Vale a pena recuperar das dependências (Adicção)?
50 Razões pela qual você deve interromper a progressão dos
comportamentos adictivos:
- Drogas lícitas, incluindo o álcool, e/ou ilícitas,
- Dependência emocional, vulgo codependência,
- Distúrbio alimentar,
- Sexo,
- Jogo,
- Compras,
- Furto.
1. Quebra o silêncio e o isolamento. Deixa de ter vida dupla,
sem segredos e mentiras relacionados com a adicção.
2. Assume o controlo da sua vida quebrando a negação, o estigma
e a vergonha associados aos comportamentos adictivos.
3. Aprende que a adicção é uma doença; não é uma fraqueza e não
é um ato voluntario.
4. Você participa na solução do problema, em vez de contribuir
para o agravamento dos sintomas da adicção.
5. Deixa de ser a “ovelha negra” da família e o centro dos
problemas – “bode expiatório.”
6. Interrompe a compulsão, da dependência de substâncias
psicoativas lícitas, incluindo o álcool, e as ilícitas, através da abstinência.
7. Programa de recuperação; plano e objetivos específicos de vida.
8. Ao pedir ajuda profissional não está sozinho/a; quebra a
solidão e a vergonha.
9. Aprende a lidar, de uma forma construtiva, com os
sentimentos dolorosos; raiva, dor, medo, ressentimento, vergonha e culpa.
10. Adquire autonomia, mestria e propósito no rumo da vida.
11. Relação saudável com colegas e empresa: faz parte da equipa;
em vez de fazer parte dos problemas.
12. Melhora a saúde física e mental.
13. Faz mudanças significativas na sua vida: atitudes e
comportamentos – você é o agente da mudança.
14. Gestão construtiva dos recursos financeiros; poupanças,
investimentos, etc.
15. Melhora a performance e produtividade no trabalho ou faz mudanças
na área profissional.
16. Melhora a qualidade da relação com os colegas de trabalho
e/ou patrão.
17. “Deixa de cometer os mesmos erros à espera de resultados
diferentes”.
18. Estabelece relacionamentos saudáveis e positivos com as
outras pessoas.
19. Reconquista a dignidade e a auto estima afetada pelos
comportamentos adictivos.
20. Liberdade de escolha e decisão no rumo da sua vida (sair da
zona de conforto).
21. Faz planos realistas, cumpre e recompensa-se, em vez de
fazer promessas infindáveis que não cumpre, que servem somente como álibi,
desculpas e justificações.
22. Liberta-se da auto piedade e pára de culpar os outros e o
mundo à sua volta; responsabilização e respeito.
23. Faz um serio investimento na sua vocação.
24. Desenvolve relacionamento de intimidade, honestidade e compromisso
com o seu parceiro/a.
25. Desenvolve competências individuais e sociais; assertividade,
gestão de emoções, estabelece limites, gere a impulsividade, gestão do stress, organiza atividades saudáveis (hobbies).
26. É devolvido/a à
sanidade. Interrompe a logica adictiva (circulo de pensamentos que reforçam as
crenças e padrões de comportamentos disfuncionais).
27. Melhora o relacionamento com a família, incluindo as
crianças.
28. Vive um dia de cada vez.
29. Adia o prazer imediato. Define critérios saudáveis e
prioridades, no dia-a-dia.
30. Aprende a sorrir, a divertir-se e a não se levar demasiado a
sério.
31. Trabalha as competências da comunicação na gestão dos
conflitos; é assertivo. Não é passivo/a ou agressivo/a ou manipulador/a.
32. Aprende que os ressentimentos do passado são fonte de
aprendizagem em vez de serem fonte de descontentamento, remorso, ódio –
ressentimentos de “estimação”.
33. Identifica os efeitos negativos do perfecionismo e cria uma
lógica construtiva e mais realista de acordo com as suas limitações e talentos.
34. Desenvolve hábitos alimentares saudáveis e diversificados.
35. Integra os paradoxos no seu devir, alterando paradigmas
disfuncionais; as pessoas não são perfeitas, sofremos desilusões, mas também
desiludimos os outros.
36. Identifica as suas emoções e é honesto/a. Sentir é OK, não
existem sentimentos certos e errados.
37. Identifica as áreas de risco de deslize/recaída e os fatores
de proteção – abstinência/recuperação. A recuperação é uma prioridade na sua
vida.
38. Desenvolve e promove uma relação espiritual com uma
entidade/algo superior, sem dogmas e ou divindades: conceito individual e livre
(espiritualidade).
39. Realiza alguns dos seus sonhos, todavia aprende a
importância da persistência e da esperança; basta acreditar.
40. Adota comportamentos saudáveis que reforçam e promovem a sua
sexualidade e o sexo, sem mitos, preconceitos ou tabus.
41. Desenvolve hábitos e comportamentos saudáveis com a
alimentação, com o seu corpo e o seu peso.
42. Aprende a definir limites nos relacionamentos de intimidade:
existe o amor saudável e/ou a dependência emocional, que não é amor.
43. Aprende a importância da genuinidade, da coerência, da
integridade e da liberdade.
44. Desenvolve objetivos de vida auto motivacionais. Busca a
motivação intrínseca.
45. Aprende que para se ser feliz é preciso sair da zona de
conforto.
46. Elabora com regularidade o diário da Gratidão. Do que é que
se sente grato/a?
47. Identifica padrões de comportamentos disfuncionais na gestão
do stress crónico.
48. Identifica a diferença entre a vergonha saudável e a
vergonha tóxica.
49. Desenvolve exercício físico e hábitos saudáveis de
alimentação.
50. Você não é o único e não está sozinho/a.
Esta lista não tem fim… Recuperar é que está a dar!
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quarta-feira, janeiro 23, 2013
Sem comentários:
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quinta-feira, julho 05, 2012
Pedidos de ajuda que quebram o estigma, a negação e a vergonha IV
Pequenos excertos de pedidos de ajuda recebidos por email, posteriormente, foi
uma enviada resposta para a cada situação em particular.
Se você identificar com alguma situação e ou comportamento
em concreto pode escrever um email e solicitar apoio.
A publicação destes pequenos excertos tem como propósito
quebrar o ciclo disfuncional associado ao estigma, à negação e à vergonha. Na
sociedade atual, é cada vez mais frequente o aparecimento deste tipo de
problemas, refiro-me, obviamente, aos comportamentos adictivos. Por vezes, a
distancia, entre pessoas com problemas adictivos idênticos, pode ser uma porta,
um prédio e/ou uma mesa do escritório. A ajuda surge quando o ciclo
disfuncional do silêncio é interrompido.
Pedidos de ajuda que quebram o estigma, a negação e
a vergonha. Todos os dados pessoais foram alterados de forma a manter a confidencialidade dos intervenientes.
"Chamo-me T. e a minha relação com o
meu pai está, neste momento, está estagnada, já praticamente não falamos um com
o outro. Optei por não responder a determinadas conversas (mas não sei se é a
melhor opção). O meu pai foi ao medico, há uns dias, e foi-lhe diagnosticado uma cirrose hepática, também por excesso
de álcool. Sei que a minha mãe sempre foi infeliz. Acha que há alguma coisa que
eu possa dizer/fazer que o vá ajudar? Sei que se as coisas não mudarem, não
serei capaz de manter esta relação, sinto que estou sozinha. Preciso de ajuda, Obrigado."
"Chamo-me C. e o meu pai é alcoólico. Após algumas
tentativas de desintoxicação, está novamente a beber. A minha mãe não consegue
ajudá-lo e decidiu-se pela separação. Ele não acredita que ela concretize. Ela
só quer que ele reconheça a necessidade de ajuda para uma nova tentativa de
desintoxicação e uma vida sem álcool. Ele não aceita que está doente e mente
convictamente dizendo que não bebe. Como o posso levar a perceber a sua doença?Ajude-me."
" Chamo-me M. e venho por este meio pedir ajuda em relação ao vício
das drogas leves. Gostaria de saber o que preciso de fazer para me
tratar. Sinto me doente e perdi a energia para fazer seja o que for. Consumo
drogas leves há vinte anos, e cada vez mais, sinto que o meu corpo e mente,
estão cada vez pior e quero mudar de estilo de vida. Tenho muito para viver e
está a mexer em todos os níveis da minha vida. Obrigado"
-
"Bom dia, chamo-me L. e nunca imaginaria que tal coisa pudesse
tomar proporções tão devastadoras e incapacitantes. Era eu, uma adolescente de
14 doloridos anos, perdida num mundo de inseguranças, medos irracionais e
rejeições quando perdi toda e qualquer vontade de viver a vida, pois
havia sido identificado a bulimia, que me consume todo o meu ser. Atualmente,
os meus dias baseiam-se exclusivamente em comida, vómitos, exercícios, peso,
dietas, calorias, pensamentos, balanças, dor, culpa, compulsividade. Preciso de
uma orientação. Obrigado"
"Chamo me A e venho pedir ajuda, estou deprimida e não sei o que
fazer à minha vida. Descobri no computador, no telemóvel e na conta bancaria do
meu marido que ele é adicto ao sexo (pornografia, prostituição e outras coisas
que tenho vergonha em falar). Estou casada há 25 anos e temos dois
filhos maravilhosos. Ele apesar das evidências continua a negar. Estou
desesperada, ajude-me, por favor."
Comentário: O silêncio disfuncional não o/a protege da doença da adicção, nesse sentido, peça ajuda. Tal como fizeram centenas de indivíduos e famílias resilientes que conseguiram alcançar a Recuperação e um novo modo de vida. Se identifica um problema, você não é o/a unica/o e não está sozinho/a.
terça-feira, janeiro 24, 2012
Detalhes da vida de pessoas com distúrbio alimentar.
Filipa (nome fictício) “Nos dias cinzentos sabe bem o
aconchego de um doce. Tive que sair para comprar fruta. Fui ao supermercado e passei
nos doces, bolachas, chocolates e comprei. Cheguei a casa e comi. A partir daí
pouco mais fiz senão comer. Entrei numa roda em que o que vem à rede é peixe.
Comi queijo, com queijo, pinhões, e bolachas. E agora estou mal disposta e zangada”
Raquel (nome fictício) “Desde as minhas primeiras memórias
que me lembro da comida. Algo se passou comigo em tudo o que se relaciona com a
comida. Desde os 6 anos que me recordo de sentimentos de vergonha do meu corpo
porque me sentia uma menina gordinha. Desde essa altura que associo o comer a
engordar.”
Carla (nome fictício) “Quando era
criança e recebia a mesada, ia sempre à pastelaria, comprar bolos, e comia às
escondidas. Era um segredo que guardava só para mim. Esse segredo mantém-se nos
dias de hoje em relação ao meu distúrbio alimentar”
Maria (nome fictício) “A balança e o peso é um drama diário, quando peso
mais dois ou três quilos tenho sentimentos de culpa e arrependo-me de tudo o
que tenho comido. É uma desilusão enorme. Não gosto do meu corpo.”
Sandra (nome fictício) “Mais uma tentativa milagrosa e sem sucesso para
emagrecer. Decidi colocar um balão intra-gástrico. Durante uns meses tive uma
dieta restritiva. De inicio só podia beber líquidos. Os primeiros dias foram
cheios de dores, mas perdi dez quilos e cheguei aos 80 quilos. Ao fim de seis
meses retirou-se o balão, e consegui manter um peso aceitável, mas facilmente
aumentei quatro quilos. Voltei mais uma vez à estaca zero, pior ainda, à
desilusão. Detesto-me. Perdi o controlo, se é que alguma vez o tive, em relação
ao distúrbio alimentar. ”
Sofia (nome fictício) “Decidi tomar medicamentos para emagrecer de
venda nas farmácias. Tal como as dietas alimentares restritivas, perdi peso.
Mas quando reparei, na balança e constatei que não tinha perdido o peso que
queria, desisti rapidamente. De seguida, continuei à procura de outra dieta
fácil e “milagrosa. Nestas alturas, dizia para mim: A próxima dieta é que vai
resultar.”
Rita (nome fictício) “Durante uns meses bebia infusões à base de
plantas com efeitos diuréticos e laxantes. Andava a beber o referido líquido
durante todo o dia. Ouvia imensos comentários das pessoas do tipo: O que andas
a fazer com a garrafa atrás de ti? ou Para que é que isso serve? ou Então? È
para emagrecer? Perante as comentários dos outros sentia que tinha de me
justificar…com mentiras. O resultado, no final, destas infusões foi nulo. Iludida,
continuo à procura da dieta milagrosa para perder peso o mais rapidamente
possível”
Ana (nome fictício) “Um dia, enquanto folheava uma revista, encontrei
um anúncio sobre uns comprimidos para emagrecer. A primeira reacção foi: Vou
comprar estes comprimidos para emagrecer. Vou encomenda-los e ninguém tem nada
que saber. Andei a tomar estes e outros comprimidos semelhantes durante um ano
negligenciando os possíveis riscos para a saúde. Até que descobri que não
resultava. Andei a gastar dinheiro para nada.”
Paula (nome fictício) “Frequento o ginásio para emagrecer. Quando penso
que posso ficar gorda sinto imensa ansiedade e pânico. Nem sequer suporto a
ideia de algum dia isso vir a acontecer, e obviamente que este medo se reflecte
nas refeições diárias. Não como nada jeito às refeições, limito-me a ingerir
líquidos. Quero perder peso, o mais possível, porque sinto que estou gorda. Quero
emagrecer, para isso, tenho que treinar, todos os dias, no duro e com
intensidade. Sou compulsiva e não consigo concentrar-me noutro tipo de
actividade. O exercício físico é o mais importante e tem precedência sobre os
relacionamentos e outro tipo de actividades. O meu objectivo é aumentar a
quantidade de exercício e quando estou ausente do ginásio, durante mais do que
um dia, sinto-me inquieta, ansiosa e muito irritada com tudo e com todos.”
sexta-feira, agosto 05, 2011
A adicção afecta qualquer tipo de pessoas.
Qual a influencia, no publico em geral, quando determinadas
pessoas, figuras publicas, admitem que numa determinada altura das suas vidas
se confrontaram com a adicção? Na nossa sociedade, ainda existe o preconceito
de que o alcoólico e ou o dependente de substancias é um individuo marginal, fraco,
sem recursos e ou sem o apoio da família e desempregado. O vício é um rótulo
moral, estigma da nossa cultura.
A adicção é uma doença primária, progressiva, crónica e caso não seja interrompida pode ser fatal. Na realidade, a adicção é uma doença negada e difundida entre uma parte significativa da população, todos nós conhecemos alguém, directa ou indirectamente, afectado por este problema.
Sabia que um adicto (alcoólico, dependente de substancias
licitas e/ou ilícitas, jogador, sexo, distúrbio alimentar, dependência emocional,
shoplifting, compras) pode ser marido, padre, politico, medico, esposa, bispo,
desportista, advogado, piloto, psicólogo, irmão, irmã, engenheiro, filho,
filha, soldado, policia, actor, actriz, musico, psiquiatra, juiz.
Algumas celebridades que admitiram publicamente um problema com a
adicção.
Eric Clapton (musico)
Ringo Star
(musico)
Boy George
(musico)
Anthony
Hopkins (actor)
Betty Ford (primeira dama - faleceu)
Tiger Woods
(desporto)
Bill Cliton (presidente EUA)
Robbie Williams (musico)
Tom Sizemore (actor)
Stephen
King (escritor)
Buzz Aldrin
(austronauta)
Ben Affleck
(Actor)
Jamie Lee
Curtis (actriz)
Drew
Barrymore (actriz)
Samuel L.
Jackson (actor)
Elton John
(musico)
Melanie
Griffith (actriz)
Ewan McGregor (actor)
Robert Downey Jr (actor)
Eminem (musico)
Nick Nolte (actor)
Joaquim Phoenix (actor)
Eddie Van Halen (musico)
Iggy Pop (musico)
Mickey Rourke (actor)
Naomi Campbell (modelo)
Annie Leibowitz (fotografa)
Dennis Quaid (actor)
Jonnhy Depp (actor)
Michael Douglas (actor)
Richard Dreyfuss (actor)
Phillip Seymour Hoffman (actor)
Billy Bob Thornton (actor)
James Goldolfini
(actor)
Elizabeth
Tayler (actriz)
Robbie Williams (actor)
Liza Minneli (actriz)
Winona Ryder
(actriz)
David Bowie
(musico)
Mike Tyson
(desporto)
Dennis Rodman
(desporto)
David Duchovny (actor)
David Duchovny (actor)
Oliver Stone
(cinema)...
A lista não acaba aqui. Existem também figuras publicas portugueses que admitiram o seu problema...e que hoje conseguem ter qualidade de vida.
Vamos quebra o Estigma, a Negação e a Vergonha associado aos comportamentos adictivos. Se identificar problemas relacionado com substancias psicoactivas legais e/ou ilegais e/ou comportamentos, peça ajuda.
Recuperar É
Que Está A Dar
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
à(s)
sexta-feira, agosto 05, 2011
1 comentário:
Etiquetas:
abstinencia,
alcoolismo,
codependencia,
comunidade,
dependencia emocional,
disturbios alimentares,
doença,
drogas,
familia,
gastar/compras compulsivo,
negação,
recuperação,
vergonha toxica
sábado, junho 18, 2011
Não é o nosso corpo que precisa de mudar; são as nossas atitudes
O
convite à Margarida Araújo para participar no Recuperar É Que Está A Dar tem
dois motivos. O primeiro surgiu há vários meses atrás quando a vi, acompanhada
pelo seu Personnal Trainer, no mesmo
que Health Club que frequentamos e onde apeteceu-me chegar junto a ela dizer: “Desculpe,
mas só queria dizer-lhe que admiro imenso” só não o fiz por receio de ser mal
interpretado e porque na altura, a Margarida pesava 179 kg. Hoje Pesa 112 quilos e perdeu 67 em oito meses.O outro, mais recentemente, foi através
de uma reportagem de um jornal onde a Margarida, em conjunto com mais três indivíduos,
revelam a sua aventura e resiliência na mudança das suas atitudes.
Nesse
sentido, decidi propor à Margarida um simples questionário com 8 perguntas e às
quais ela respondeu, com honestidade, na totalidade.
Identifica alguém na sua família com
problemas de obesidade ou outro distúrbio alimentar?
Margarida Araújo: Sim. No que respeita à família nuclear, a mãe e a irmã mais velha. Não no grau de obesidade que alcancei, mas com distúrbios alimentares dessa ordem. No sentido mais lato de família, é possível identificar, entre os meus, tios, primos que sempre tiveram excesso de peso e tendência para engordar, mas sem chegar à obesidade.
Qual ou quais os factores que tenham contribuído para o agravamento do problema (obesidade)?
M.A.: Entre os meus familiares sempre houve o hábito de celebrar à mesa. Mesa farta, almoços que se prolongam pela tarde dentro. E, assim, se criaram maus hábitos alimentares e estilos de vida menos saudáveis.
Ansiedade. Acaba por ser um ciclo, comia porque estava nervosa…depois enervava-me porque tinha comido…e voltava a comer ainda mais.
“Perdido por 100, perdido por 1000…”. E deixamo-nos ir…e pensamos: mais quilo, menos quilos…
Nunca tive problemas de mobilidade e não se pode dizer que era uma pessoa totalmente sedentária, porque sempre andei muito a pé. Por isso, sempre me mexi bem e isso não era, para mim um problema ou algo que me levasse a fazer dieta.
Depois, também nunca tive problemas de saúde ligados à obesidade e, de certa forma, sentia-me uma gorda “saudável”.
Lá no fundo, sabia, que mais cedo ou mais tarde, esses problemas acabariam por surgir...mas quando surgissem, tomaria uma decisão.
Até que me apercebi, que o pensamento não devia, nem podia ser esse. E consciencializei-me que devia agir, antes de essas complicações surgirem.
Margarida Araújo: Sim. No que respeita à família nuclear, a mãe e a irmã mais velha. Não no grau de obesidade que alcancei, mas com distúrbios alimentares dessa ordem. No sentido mais lato de família, é possível identificar, entre os meus, tios, primos que sempre tiveram excesso de peso e tendência para engordar, mas sem chegar à obesidade.
Qual ou quais os factores que tenham contribuído para o agravamento do problema (obesidade)?
M.A.: Entre os meus familiares sempre houve o hábito de celebrar à mesa. Mesa farta, almoços que se prolongam pela tarde dentro. E, assim, se criaram maus hábitos alimentares e estilos de vida menos saudáveis.
Ansiedade. Acaba por ser um ciclo, comia porque estava nervosa…depois enervava-me porque tinha comido…e voltava a comer ainda mais.
“Perdido por 100, perdido por 1000…”. E deixamo-nos ir…e pensamos: mais quilo, menos quilos…
Nunca tive problemas de mobilidade e não se pode dizer que era uma pessoa totalmente sedentária, porque sempre andei muito a pé. Por isso, sempre me mexi bem e isso não era, para mim um problema ou algo que me levasse a fazer dieta.
Depois, também nunca tive problemas de saúde ligados à obesidade e, de certa forma, sentia-me uma gorda “saudável”.
Lá no fundo, sabia, que mais cedo ou mais tarde, esses problemas acabariam por surgir...mas quando surgissem, tomaria uma decisão.
Até que me apercebi, que o pensamento não devia, nem podia ser esse. E consciencializei-me que devia agir, antes de essas complicações surgirem.
Afinal,
nenhum gordo é saudável, porque a própria obesidade já é uma doença grave.
quinta-feira, junho 02, 2011
Distúrbio Alimentar em “Piloto Automático”
Desde muito cedo aprendemos que o tempo útil disponível aparenta
ser insuficiente. Todos nós vivemos num corrupio diário, capaz de gerar emoções
muito dolorosas (stress), como se o
nosso bem-estar e a qualidade de vida dependessem disso e andamos uma parte
muito significativa das nossas vidas sempre ocupados e preocupados com as
contas, com os estudos, com o trabalho, com os pais, com os filhos, com a
alimentação, com as compras mais variadas e as arrumações, com o patrão, com o
emprego, com a mulher/marido, com a empresa, com as dietas, com o exercício
físico e a imagem, com a saúde, com a casa, com o dinheiro, com a família, com
o/a parceiro/a, com o sucesso e o prestigio, com a perfeição e o controlo
(poder), com a falta de tempo, mas também acontece, por irónico que seja, quando
não estamos ocupados também ficamos preocupados. A vida é difícil.
Progressivamente, vamos acumulando e sobrecarregando a nossa
limitada agenda com tarefas e/ou compromissos urgentes e importantes. Na
maioria dos casos, tudo é urgente, para ontem de preferência. Através deste
tipo de comportamento problema podemos ficar vulneráveis e expostos à adversidade e/ou à
doença, por ex. comportamentos adictivos
(substâncias licitas, incluindo o álcool, as ilícitas, o jogo, o sexo, o
distúrbio alimentar, as compras compulsivas, o shoplifting. Determinados atitudes
e comportamentos geradores de desconforto podem despoletar o mecanismo (ex.
prazer, bem estar, procura do alivio do sofrimento e/da apatia, do
aborrecimento, da depressão ou da ansiedade) que supostamente nos protege da
dor (tipo efeito amortecedor) mas na realidade e progressivamente, conduz-nos
no sentido contrario, da dependência e mais sofrimento.
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
à(s)
quinta-feira, junho 02, 2011
Sem comentários:
Etiquetas:
dependencia emocional,
dependencia financeira,
disturbios alimentares,
doença,
gastar/compras compulsivo,
gestão de emoções,
prevenção da recaída,
sociedade,
stress
sexta-feira, julho 23, 2010
segunda-feira, dezembro 28, 2009
A adicção é uma doença

2. Alcoolismo (Adicção)
3. Adicção ao Sexo

4. Distúrbio Alimentar

5. Adicção ao Trabalho
6. Adicção às Compras
7. Relações disfuncionais (ex. Codependência)
9. Adicção ao tabaco (Nicotina)
Para iniciar a Recuperação, a peça mais importante é você.
A Recuperação em 1º lugar. Compromisso, Honestidade, Mudança,Entreajuda e Espiritualidade, não religioso sem dogmas e divindades - Um Novo Modo de Vida.sábado, dezembro 12, 2009
As aparências (beleza) podem ser uma ilusão

A obsessão sobre o conceito de beleza associado ao corpo
perfeito. A perfeição é um mito que pode transformar-se numa obsessão.
Existem em Portugal, homens e mulheres, que desejariam
modificar, se pudessem, algo no seu aspecto físico. Mesmo que sejam realistas
quanto aquilo que desejam alterar no seu corpo, sentem-se descontentes e isso
reflecte-se negativamente no seu dia-a-dia.
Por vezes, distorcemos a imagem corporal através de ideias
extremas por ex. bonito ou feio, bom ou mau, magro ou gordo. A aparência física
pode tornar-se uma verdadeira obsessão; a preocupação principal geradora de
sofrimento. A indústria das dietas (moda) rigorosas e milagrosas aproveita-se
das pessoas vulneraveis que não aceitam a sua aparência física. Outro factor a
ter em conta é o egocentrismo, ex. preocupação exagerada sobre o peso ideal, se
a barriga está saliente, como está fisicamente, etc. Algumas pessoas chegam
mesmo a odiar algumas partes ou o seu próprio corpo.
Se você identifica um problema associado à sua aparência
física que lhe cause ansiedade, raiva, sentimento de inadequação, obsessão,
vergonha e medo procure falar sobre aquilo que pensa e sente acerca do seu
corpo com pessoas significativas e tolerantes (feedback). Desenvolva
discernimento e procure ajuda, não me refiro às dietas, de forma a fazer um
trabalho de desenvolvimento pessoal. Afinal o corpo perfeito não existe porque
a perfeição nas pessoas é irreal.
Siga os links e comente em Recuperar das Dependências.
Como pensa e sente em relação ao seu corpo? Quais os valores impostos pela sua família e pela cultura?
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