sexta-feira, junho 12, 2009
Apanhada na Rede
Tenho 35 anos e nunca consumi drogas. Namoro há cerca de 2 anos com o Alberto (nome fictício), de 38 anos. O problema é o facto de me ter apercebido que o Alberto tem um problema com drogas. Sempre soube que ele consumia drogas desde a adolescência ( todas !) mas, desde que estamos juntos, pensei que fosse uma questão controlada e meramente social. Ou seja, sabia que por vezes, quando saía com os amigos, ao fim de semana costumava consumir cocaína. Nos últimos meses, percebi que na verdade não é assim.
O Alberto consome cocaína e por vezes cannabis todos os fins-de-semana. Em ocasião social "apropriada" ou não. Por mais que tente demove-lo ele nunca conseguiu resistir ou cumpre o prometido. Isto está a afectar gravemente a nossa relação, e mais importante que isso, estou certa que ele tem um problema e não sei como ajudar, até porque ele não o reconhece. É complicado falar com ele sobre este assunto, mas nas poucas vezes em que consegui, o que ele me disse foi: "Não tenho nenhum problema com drogas, o problema que tive com drogas está resolvido há 10 anos. Neste momento o único problema que tenho com drogas… és tu. Consumo drogas quando me apetece porque gosto, não me sinto mal e isso não afecta a minha vida profissional."
Já tentei várias coisas para tentar demovê-lo, já pedi a amigos que sei que ele tem em conta que o aconselhem. Nada tem resultado. Não sei o que fazer. Nesta altura, a única coisa que me parece restar é contar à mãe do Alberto (ela sabe que ele teve problemas com drogas na adolescência e pelo que sei fez o que estava ao alcance dela e na altura pareceu resultar.). Tenho receio por outro lado que isto degrade de vez a nossa relação e também a relação dele com os pais, agora que tem 38 e não 18! E seja ainda pior. Pode dar-me a sua opinião sobre este assunto? Há alguma coisa que me aconselhe?
Desde já muito obrigada pela sua opinião e ajuda.Subscrevo-me
Isabel (nome fictício)
Boa noite Isabel
Após ler o seu email apresso-me a felicita-la por pedir ajuda.
Apesar da minha limitação na informação sobre o caso do Alberto posso sugerir algumas orientações e algum “alimento pró pensamento”. Vou abordar duas questões importantes quanto ao problema da dependência de substâncias.
A primeira questão, e talvez para sua surpresa, está direccionada para a Isabel. Mantenha-se atenta ao seu comportamento. Isto é, não encobrir, esconder, não facilitar, não negar, não pactuar com coisas que não é capaz de cumprir ou com coisas que você não acredite, assim como minimizar as consequências da dependência do Alberto, na sua vida (trabalho, amizades, família, saúde mental – cognitivo-comportamental, etc.) e na vossa relação (observar que o Alberto não está presente, disponível, mentira, preocupação, na vossa intimidade, etc) . Você corre o serio risco de se tornar codependente (preocupação constante e dolorosa sobre o Alberto e o problema do Alberto) se enveredar pelo caminho da protecção e socorro, em detrimento dos seus valores e da sua família, seguindo um apelo interior (irracional) de ajudar, quando na realidade não está a fazer, pelo contrario, está a contribuir para a progressão e deterioração da doença. Obviamente que a Isabel não é culpada absolutamente de nada, todavia é importante definir limites e critérios na ajuda e no socorro. Pode ficar apanhada na “rede” da dependência, pelas suas emoções e pelos seus comportamentos, afinal você é um ser humano.
A segunda questão está direccionada para o problema do Alberto. Procure informação sobre o abuso e a dependência de substâncias psico-activas (drogas licitas e ilícitas, incluindo o álcool). Informação é poder. A dependência é um processo da qual o Alberto perdeu totalmente o controlo da sua vida e do consumo de substâncias. A componente lazer e social desaparecem totalmente. Torna-se incapaz de prever, com exactidão, as consequências do seu comportamento quando está sob o efeito e ou quando está abstinente, vulgo ressaca. Pela discrição do seu email o Alberto quando confrontado recorre a um sistema de defesa; racionalização, minimização, negação, culpar os outros ou coisas, racionalizar. Este muro - isolamento - que ele constrói, é extremamente difícil quebrar, todavia pode retirar tijolo-a-tijolo. Não confronte o Alberto com base na sua intuição. Reflicta as consequências com factos e coisas específicas e concretas (contrario de abstractas e generalistas). Pode socorrer-se de outras pessoas, mas lembre-se, coisas específicas e concretas. Faça uma lista de coisas que estão directamente relacionadas com as drogas e outros comportamentos disfuncionais; mentiras, promessas quebradas, juras, desonestidade, objectos ou coisas relacionadas com drogas.
Espero que tenha contribuído com alguma luz no túnel.
Se desejar, caso seja residente na área do Porto, recorrer às consultas, caso contrário pode optar pelas consultas Online. Estou disponível para ajudar.
Gostava de saber se permite que publique, nos blogues, o seu pedido de ajuda corajoso, garanto total confidencialidade de todos os seus dados e do Alberto. È confidencial e seguro. O seu pedido de ajuda pode servir de “exemplo” visto as dependências afectarem a vida de milhares pessoas.
Os meus sinceros cumprimentos
O Alberto consome cocaína e por vezes cannabis todos os fins-de-semana. Em ocasião social "apropriada" ou não. Por mais que tente demove-lo ele nunca conseguiu resistir ou cumpre o prometido. Isto está a afectar gravemente a nossa relação, e mais importante que isso, estou certa que ele tem um problema e não sei como ajudar, até porque ele não o reconhece. É complicado falar com ele sobre este assunto, mas nas poucas vezes em que consegui, o que ele me disse foi: "Não tenho nenhum problema com drogas, o problema que tive com drogas está resolvido há 10 anos. Neste momento o único problema que tenho com drogas… és tu. Consumo drogas quando me apetece porque gosto, não me sinto mal e isso não afecta a minha vida profissional."
Já tentei várias coisas para tentar demovê-lo, já pedi a amigos que sei que ele tem em conta que o aconselhem. Nada tem resultado. Não sei o que fazer. Nesta altura, a única coisa que me parece restar é contar à mãe do Alberto (ela sabe que ele teve problemas com drogas na adolescência e pelo que sei fez o que estava ao alcance dela e na altura pareceu resultar.). Tenho receio por outro lado que isto degrade de vez a nossa relação e também a relação dele com os pais, agora que tem 38 e não 18! E seja ainda pior. Pode dar-me a sua opinião sobre este assunto? Há alguma coisa que me aconselhe?
Desde já muito obrigada pela sua opinião e ajuda.Subscrevo-me
Isabel (nome fictício)
Boa noite Isabel
Após ler o seu email apresso-me a felicita-la por pedir ajuda.
Apesar da minha limitação na informação sobre o caso do Alberto posso sugerir algumas orientações e algum “alimento pró pensamento”. Vou abordar duas questões importantes quanto ao problema da dependência de substâncias.
A primeira questão, e talvez para sua surpresa, está direccionada para a Isabel. Mantenha-se atenta ao seu comportamento. Isto é, não encobrir, esconder, não facilitar, não negar, não pactuar com coisas que não é capaz de cumprir ou com coisas que você não acredite, assim como minimizar as consequências da dependência do Alberto, na sua vida (trabalho, amizades, família, saúde mental – cognitivo-comportamental, etc.) e na vossa relação (observar que o Alberto não está presente, disponível, mentira, preocupação, na vossa intimidade, etc) . Você corre o serio risco de se tornar codependente (preocupação constante e dolorosa sobre o Alberto e o problema do Alberto) se enveredar pelo caminho da protecção e socorro, em detrimento dos seus valores e da sua família, seguindo um apelo interior (irracional) de ajudar, quando na realidade não está a fazer, pelo contrario, está a contribuir para a progressão e deterioração da doença. Obviamente que a Isabel não é culpada absolutamente de nada, todavia é importante definir limites e critérios na ajuda e no socorro. Pode ficar apanhada na “rede” da dependência, pelas suas emoções e pelos seus comportamentos, afinal você é um ser humano.
A segunda questão está direccionada para o problema do Alberto. Procure informação sobre o abuso e a dependência de substâncias psico-activas (drogas licitas e ilícitas, incluindo o álcool). Informação é poder. A dependência é um processo da qual o Alberto perdeu totalmente o controlo da sua vida e do consumo de substâncias. A componente lazer e social desaparecem totalmente. Torna-se incapaz de prever, com exactidão, as consequências do seu comportamento quando está sob o efeito e ou quando está abstinente, vulgo ressaca. Pela discrição do seu email o Alberto quando confrontado recorre a um sistema de defesa; racionalização, minimização, negação, culpar os outros ou coisas, racionalizar. Este muro - isolamento - que ele constrói, é extremamente difícil quebrar, todavia pode retirar tijolo-a-tijolo. Não confronte o Alberto com base na sua intuição. Reflicta as consequências com factos e coisas específicas e concretas (contrario de abstractas e generalistas). Pode socorrer-se de outras pessoas, mas lembre-se, coisas específicas e concretas. Faça uma lista de coisas que estão directamente relacionadas com as drogas e outros comportamentos disfuncionais; mentiras, promessas quebradas, juras, desonestidade, objectos ou coisas relacionadas com drogas.
Espero que tenha contribuído com alguma luz no túnel.
Se desejar, caso seja residente na área do Porto, recorrer às consultas, caso contrário pode optar pelas consultas Online. Estou disponível para ajudar.
Gostava de saber se permite que publique, nos blogues, o seu pedido de ajuda corajoso, garanto total confidencialidade de todos os seus dados e do Alberto. È confidencial e seguro. O seu pedido de ajuda pode servir de “exemplo” visto as dependências afectarem a vida de milhares pessoas.
Os meus sinceros cumprimentos
quinta-feira, junho 11, 2009
Adicção ao sexo - A perda do controlo é um sintoma
Comportamentos disfuncionais acerca de sexo podem interferir negativamente e tornar caotico a vida daqueles que "alinham" no prazer imediato e no frenezim gerado por esta energia "poderosa". A vergonha, a impotencia e a perda de controle paralelamente à obsessão e à compulsividade são sinais de adicção.
Sabia que o sexo é uma fonte natural de prazer? Qual é o limite que é preciso ultrapassar de forma a que o sexo seja uma fonte de sofrimento?
É possivel interromper este frenezim constante e "indomável"atraves da "rendição" e pedir ajuda.
O actor da famosa serie X-Files, David Duchovny pediu ajuda.
Caso precise da qualquer tipo de esclarecimento sobre a adicção ao sexo envie um email para xx.joao@gmail.com. Todos os dados são confidenciais
Siga o link e comente:
http://www.youtube.com/watch?v=ZQrJA4eZCOY
Sabia que o sexo é uma fonte natural de prazer? Qual é o limite que é preciso ultrapassar de forma a que o sexo seja uma fonte de sofrimento?
É possivel interromper este frenezim constante e "indomável"atraves da "rendição" e pedir ajuda.
O actor da famosa serie X-Files, David Duchovny pediu ajuda.
Caso precise da qualquer tipo de esclarecimento sobre a adicção ao sexo envie um email para xx.joao@gmail.com. Todos os dados são confidenciais
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domingo, junho 07, 2009
Jornal Expresso - A negação e o alcoolismo

Não posso deixar de expressar a minha estupefacção ao ver publicado no Jornal Expresso de sábado (06/06/2009), do qual sou leitor, num dos cadernos - Actual, um artigo sobre um conhecido artista, que não vou referir o nome, visto a minha critica ser direccionada ao trabalho jornalístico, na abordagem à problemática do álcool. Segundo a jornalista a dependência é realçada, mas desvalorizada no conteúdo.
Sendo o referido artista uma figura publica e segundo a notícia estar a viver “…o auge da sua popularidade.” parece completamente descabido, visto parte significativa do artigo, fazer alusão ao alcoolismo em jeito de novela, apelando ao glamour antiquado e desfasado da realidade, alusivo ao sexo, drogas e rock`n` rollcaracterístico do meio artístico, em Inglaterra e nos EUA nos anos 60. Esta máxima tornou-se moda, perpetuando-se no tempo, afectando negativamente a vida de milhares de artistas - homens e mulheres - e pessoas anónimas. Infelizmente, muitos deles já não fazem parte do mundo dos vivos, felizmente outros permanecem em recuperação (mudança de estilo vida) das suas dependências. Qualquer profissional ou indivíduo dedicado e comprometido com a recuperação das dependências rejeita este tipo de jornalismo nos dias de hoje.
O alcoolismo é uma doença grave que afecta milhares de pessoas e famílias inteiras, incluindo as crianças. È um problema de saúde publica em Portugal. Segundo alguns dados existem 1.800.000 indivíduos com problemas com o álcool em Portugal. Apesar de a nossa cultura continuar a reforçar o consumo e o abuso do álcool, não será digno para aqueles que sofrem de alcoolismo, esta doença ser tratada com o devido respeito? Sim, claro.
É urgente “desmontar” e descodificar estes mitos, crenças e novelas que teimam em permanecer resistentes na nossa cultura sobre as dependencias de substâncias psicoactivas lícitas, inlcuindo o alcool e as ilícitas, parece existir pessoas e instituições interessadas em “imortaliza-los”, infelizmente os meios de comunicação social são peritos em gerar a confusão nesta materia em vez de prestarem um serviço digno e especializado às pessoas. É indispensável proteger as crianças e os adolescentes vulneráveis, que idolatram os seus ídolos, a estes fenómenos culturais/artisticos disfuncionais, e assim prevenir novos casos de dependência. O problema das dependências não acontece só aos outros. Na realidade, todos nós conhecemos casos de excelentes artistas que sucumbem à dependência activa e que são notícia pelos piores motivos.
terça-feira, junho 02, 2009
Psicologo de Harvard Nega o Conceito de Doença da Adicção
Segundo um psicologo de Harvard afirma que a Adicção não é uma doença. Os individuos que sofrem de dependências conseguem controlar os seus comportamentos.
Ver link e comente:
http://www.thestar.com/news/insight/article/635237
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http://www.thestar.com/news/insight/article/635237
domingo, maio 31, 2009
Facilitador/a financeiro - "Patrocinador"

Um dependente financeiro (D.F.) precisa de um facilitador financeiro (F.F.), a que apelido de “Patrocinador”, assim como, um facilitador financeiro precisa de um dependente financeiro. Este relacionamento pode gerar atitudes e comportamentos de dependência disfuncional entre ambos e caso existam, as crianças também são prejudicadas. Qualquer dependência patológica (perda do controlo) afecta todas áreas da vida de ambos parceiros (ex. casal), refiro-me à inexistência de por ex. da confiança, da comunicação honesta, a auto-estima, assertividade e à intimidade.
Pena de si mesmo e o síndrome do salvador/salvadora
O indivíduo que “patrocina” financeiramente exerce um papel semelhante ao co-dependente (parceiro/a do individuo dependente de drogas, incluindo o álcool) exerce na vida de um alcoólico ou dependente de drogas, isto é, sente-se realizado ao participar activamente na solução dos problemas do outro – uma missão impossível (mito do salvador, herói, controlo), descorando as consequências que essa facilitação – patrocínio - surte na sua vida pessoal e social. Na realidade, não só coopera na progressão da doença da adicção activa como se prejudica a si mesmo. Já acompanhei indivíduos co-dependentes tão disfuncionais (ex. deprimidos, ansiedade aguda, pânico, segredos – “vida dupla”, isolamento, mentira) como o próprio dependente de drogas.
Perda de controlo e o medo daquilo que os outros pensam
Os F.F. emprestam dinheiro em detrimento das suas próprias finanças. Sacrificam a segurança e a estabilidade do seu capital em benefício dos outros (dependentes financeiros). Não são assertivos o suficiente para recusar (dizer NÃO) aos pedidos relacionados com dinheiro, inclusive recorrem a empréstimos ou ficam endividados, visto não possuírem recursos suficientes para liquidar essas dívidas. Na maioria dos casos, depois de presentear o D.F., de “bandeja” com capital pretendido, os F.F. sentem raiva e ficam ressentidos, pela sensação de que os outros estão a tirar partido das suas fraquezas (abuso/vitimização). Aparentam sentir-se culpados por ter dinheiro e buscam o alivio das suas emoções dolorosas; invocando o bem/dar (altruísmo, o desprendimento de bens materiais, a solidariedade, a tolerância) – para prejuízo pessoal e beneficio dos outros. A percepção da sua auto-estima (auto conceito) é disfuncional, confundindo intimamente com a a causa em ajudar (facilitar) o outro.
O FF identifica-se como pessoa com valores e princípios, por ex. altruísmo, abnegação, solidariedade, apoiar os mais “fracos” e “desprotegidos”. Todavia, tal como acontece com ao codependente, que patrocina o consumo de drogas ou álcool, o facilitador financeiro não só afecta as suas próprios recursos financeiros como também adopta comportamentos permissivos e facilitadores que contribuem somente para adiar e interferir negativamente na recuperação do individuo dependente - “Tapa os buracos causados pelo dependente financeiro” e sente-se responsável por isso. Reage segundo impulsos e crenças disfuncionais.
Qual ou quais as consequências na vida de um F.F. quando proporciona ao outros aquilo que não tem, mas que engendra esquemas para ter? Sente-se desiludido, vergonha tóxica e sentimentos de culpa, ressentido e angustiado por perder o controlo do seu próprio comportamento.
Impotência: agente catalízador para a mudança
A maioria dos indivíduos com distúrbios financeiros, reconhece a nível intelectual o básico de forma a manter uma situação financeira estável e duradoura ex. poupar para o futuro, não gastar mais do que aquilo que ganha e aprender a usufruir do sucesso financeiro de uma forma responsável e autónoma.
Todavia, como qualquer outro tipo de comportamento adictivo, a informação ou o conhecimento sobre uma gestão equilibrada das suas finanças pessoais não é de todo suficiente para mudar o comportamento disfuncional. Para a maioria dos dependentes de substâncias, incluindo o álcool, o sinal de alerta surge da pior forma, por ex. problema de saúde ou legais, separação ou divorcio, perda do trabalho.
Caso identifique comportamentos disfuncionais, que ao invés de proporcionar qualidade de vida, proporcionam tristeza, preocupação exagerada, ansiedade e solidão, peça ajuda.
A solução deste tipo de problemas e do sofrimento não está obviamente nos outros. Somos nós próprios que precisamos de mudar e viver a vida de acordo com princípios e valores, em vez de viver em função de pessoas e coisas.
Caso deseje esclarecimentos sobre este tema envie um email para xx.joao@gmail.com
terça-feira, maio 19, 2009
Dependência financeira

Nos tempos que correm a dependência financeira atinge dimensões serias e em alguns casos torna-se crónica, equiparável a viver com uma “doença para o resto da vida”, com a probabilidade de se manter activa de geração em geração.
Comportamentos adictivos e a perda de controlo
A dependência financeira é frequente em indivíduos que apresentam comportamentos adictivos, assim como as suas famílias (ex. drogas lícitas, incluindo o alcool, e ilícitas, o jogo, sexo, compras - shopaholics, shoplifting-furto, codependência). Recordo inúmeros casos em que um membro de família dependente de drogas, incluindo o álcool, e jogo afectou drasticamente todo o orçamento, recursos e o património familiar com o consentimento e permissividade de alguns membros da família. A vergonha tóxica, a raiva e o ressentimento, a obsessão e a compulsividade instalam-se e deterioram as relações familiares (homeostase).
A perda total do controlo associado ao dinheiro é uma das consequências mais significativas e dolorosas na vida de um indivíduo, seja dependente/adicto ou não por ex. atraves da falta de uma gestão responsável e construtiva, falta de autonomia dos seus recursos financeiros, bem como, a necessidade de viver dependente do ponto vista financeiro de outra/as pessoa/as e ou instituições. Alguns indivíduos adoptam comportamentos relacionados com dinheiro que não coincidem com os valores, ideais e ou objectivos pessoais e sociais, susceptíveis de sabotar todo e qualquer plano de estabilidade financeira (ex. poupanças). Representam, num contexto social, um status associado a um estilo de vida fausto, vivendo de mentiras, manipulações, ideais irrealistas, de créditos bancários acumulando dividas acima das suas possibilidades, efeito “bola de neve”.
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
à(s)
terça-feira, maio 19, 2009
Sem comentários:
Etiquetas:
aconselhamento,
adicção,
codependencia,
dependencia emocional,
dependencia financeira,
dinheiro,
gastar/compras compulsivo,
mulher,
tratamento,
vergonha toxica
quarta-feira, maio 13, 2009
A Esperança de um novo modo de vida
Olá! Sou a Marta e sou uma adicta em recuperação limpa de drogas há 9 anos e dois meses.
Gostava de partilhar aqui neste blogue um pouco sobre a minha experiência.
Na minha opinião, para interromper a dependência das drogas, em primeiro lugar temos de admitir a nossa adicção e a impotência perante as drogas e que precisamos de ajuda.
Assim sendo, com força de vontade e através da identificação de pessoas com os mesmos problemas, consegui parar de usar drogas e, parar para pensar; se estas pessoas conseguem eu também iria conseguir!
È possível recuperar um modo de vida saudável, pensando um dia de cada vez, procurando as ajudas certas e especializadas.
Quem deseja recuperar da dependência consegue, MAS É PRECISO QUERER, comigo foi assim.
Tive um percurso de drogas curto e duro.
Deu para ver muito rapidamente o que é o fundo do poço e levar ao desespero aqueles que mais gostam de mim. No entanto, a verdadeira lesada, magoada e cansada daquela vida era apenas eu, estava a destruir-me lentamente, dia após dia.
Só eu é que poderia mudar a minha vida, obviamente com ajuda de outras pessoas, pois sozinha não seria capaz. Finalmente, consegui deixar de viver naquela profunda solidão em que me encontrava.
Neste programa, conheci pessoas maravilhosas que me mostraram o lado bom da vida e o quanto é bom estar abstinente e em recuperação.
Hoje, sei que não estou sozinha é muito bom sentir isso.
Estou muito agradecida a este programa de recuperação dos 12 Passos de Narcóticos Anónimos.
Marta
Comentário: Gostaria de agradecer à Marta a sua amabilidade em partilhar connosco a sua experiência pessoal. Creio que para aqueles que desejam recuperar das dependências (comportamentos adictivos) a Esperança de um modo de vida diferente e saudável é aquilo que mais ambicionam, um dia de cada vez. Afinal, é possível viver abstinente de substâncias e feliz. A recuperação duradoura, no caso da Marta, é motivo de júbilo e de realização pessoal. Os meus parabéns e Recuperar É Que Está a Dar.
Gostava de partilhar aqui neste blogue um pouco sobre a minha experiência.
Na minha opinião, para interromper a dependência das drogas, em primeiro lugar temos de admitir a nossa adicção e a impotência perante as drogas e que precisamos de ajuda.
Assim sendo, com força de vontade e através da identificação de pessoas com os mesmos problemas, consegui parar de usar drogas e, parar para pensar; se estas pessoas conseguem eu também iria conseguir!
È possível recuperar um modo de vida saudável, pensando um dia de cada vez, procurando as ajudas certas e especializadas.
Quem deseja recuperar da dependência consegue, MAS É PRECISO QUERER, comigo foi assim.
Tive um percurso de drogas curto e duro.
Deu para ver muito rapidamente o que é o fundo do poço e levar ao desespero aqueles que mais gostam de mim. No entanto, a verdadeira lesada, magoada e cansada daquela vida era apenas eu, estava a destruir-me lentamente, dia após dia.
Só eu é que poderia mudar a minha vida, obviamente com ajuda de outras pessoas, pois sozinha não seria capaz. Finalmente, consegui deixar de viver naquela profunda solidão em que me encontrava.
Neste programa, conheci pessoas maravilhosas que me mostraram o lado bom da vida e o quanto é bom estar abstinente e em recuperação.
Hoje, sei que não estou sozinha é muito bom sentir isso.
Estou muito agradecida a este programa de recuperação dos 12 Passos de Narcóticos Anónimos.
Marta
Comentário: Gostaria de agradecer à Marta a sua amabilidade em partilhar connosco a sua experiência pessoal. Creio que para aqueles que desejam recuperar das dependências (comportamentos adictivos) a Esperança de um modo de vida diferente e saudável é aquilo que mais ambicionam, um dia de cada vez. Afinal, é possível viver abstinente de substâncias e feliz. A recuperação duradoura, no caso da Marta, é motivo de júbilo e de realização pessoal. Os meus parabéns e Recuperar É Que Está a Dar.
terça-feira, maio 12, 2009
Compras compulsivas - Shopaholics
Qual é o problema associado às compras? Será assim tão grave? Nem todas as pessoas que gastam dinheiro em produtos, acessórios ou equipamentos apresentam um problema de comportamento. Quem é que resiste aos saldos? Quem é que resiste a umas compras no centro comercial? Quem não pensa “Bolas, hoje tive um dia muito difícil mereço uma prenda”.Identificar atitudes e comportamentos
Na realidade, ainda existe alguma controvérsia quanto ao estudo e ao diagnóstico, todavia é evidente que existem casos de indivíduos que necessitam de apoio e orientação. O meu principal objectivo é alertar as pessoas, de forma a que consigam PARAR e reflectir sobre a perda de controlo em relação ao frenesim, ao desassossego e às consequências negativas do seu comportamento associado às compras. Conheço alguns casos de pessoas que desenvolvem a compulsão das compras – “culto”. Algumas reconhecem este padrão de comportamento disfuncional, como uma bóia de salvamento - nos momentos de angústia, de raiva, frustração, tristeza, solidão. O problema não é as compras ou o dinheiro, somos nós que adoptamos comportamentos que geram comportamentos disfuncionais e adictivos.
Um estudo realizado nos EUA revela que este problema afecta 5.8% da população (Koran, e tal 2006) e é tão comum como a depressão. Os indivíduos com este distúrbio não conseguem deixar/parar de pensar sobre a sua necessidade e preocupação frequente, em fazer compras.
sexta-feira, maio 08, 2009
A pressão gerada pela ansiedade na escola
A ansiedade é uma resposta ao medo (fugimos ou atacamos). Pode ser caracterizado por um estado de alerta ou vigilia constante. Qualquer estudante sabe perfeitamente a pressão gerada pela expectativa e pela pressão durante a epoca de exame.
Numa Universidade Espanhola foi desenvolvido um programa de forma a diagnosticar a e lidar com a ansiedade.
Seguir link:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=31164
Numa Universidade Espanhola foi desenvolvido um programa de forma a diagnosticar a e lidar com a ansiedade.
Seguir link:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=31164
segunda-feira, maio 04, 2009
Hepatite C - doença silenciosa
A doença da Hepatite C (Hepatitis C Virus - HCV) não apresenta sintomas, por isso, a melhor forma de tratar é fazer o despiste.
Clique no link:
http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=20&visual=9&tm=6&t=Hepatite-C-poderá-aumentar-casos-de-cirrose-em-Portugal&article=217512
Clique no link:
http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=20&visual=9&tm=6&t=Hepatite-C-poderá-aumentar-casos-de-cirrose-em-Portugal&article=217512
sábado, maio 02, 2009
As Dependências associadas ao dinheiro

Considero oportuno, visto alguns milhares de portugueses atravessarem
tempos conturbados de desconfiança, de desespero, de reflexão, abordar um
assunto polémico e ambíguo. Refiro me ao dinheiro e aos distúrbios a ele
associados na nossa sociedade. São os momentos difíceis, de dor e privação que
influenciam (aprendizagem) o nosso comportamento, refiro á relação entre o
sofrimento e a motivação para mudança. Se nada muda; tudo fica na mesma.
Dependemos do dinheiro. Não podemos prescindir dele, assim
como acabamos por permitir que nos influencie, cada caso um caso, seja de uma
forma negativa (ex. ganância e cobiça) ou positiva (integridade, decência)
sobre as nossas atitudes e acções. Podemos desenvolver uma relação de amor e
ódio, parece ser um assunto tabu recheado de falsas crenças e mitos. Na minha
opinião, o problema não é o dinheiro; mas sim aquilo que as pessoas pensam e
fazem com o ele. Recordo um caso de uma pessoa que afirmava “Na minha
família, ninguém podia mostrar dinheiro vivo, deve permanecer oculto –
circulava debaixo da mesa.”
Qual é o comportamento das pessoas perante o dinheiro ou a
falta de dele, numa cultura que promove e incentiva o consumo e o estatuto,
associado ao prestigio, ao sucesso e ao poder?
Tenho constatado que o dinheiro e os comportamentos
adictivos são temas transversais na nossa sociedade. Precisamos de dinheiro
para viver e algumas pessoas precisam de dinheiro (extra) para
"alimentar" a sua adicção activa ao longo das suas vidas, sejam
substâncias (drogas lícitas, incluindo o álcool e a nicotina, ou ilícitas) e/ou
comportamentos adictivos (jogo, compras - shopaholics,
trabalho, sexo, distúrbio alimentar, shoplifting
- furto). Nesta “indústria da adicção”, anualmente milhões de euros são
despendidos em drogas (licitas e ilícitas), álcool, sexo, jogo, trabalho,
furtos, compras e comida, assim como milhares de pessoas estão envolvidas direta
e/ou indiretamente nesta problemática/adicção activa. De que forma a sociedade
e a cultura são influenciadas pelas dependências associadas ao dinheiro
(capital)? Os fins, obter prestigio, estatuto e sucesso financeiro, justificam
os meios, pouco convencionais e/ou ilícitos?
Todos nós conhecemos alguém que apresenta uma incapacidade
em gerir responsavelmente os seus recursos financeiros, mas podemos não saber
qual a raiz do problema. Pode retirar dinheiro do seu ordenado, pedir dinheiro
emprestado, enganar ou rouba de forma a manter a sua adicção activa -“Não olha
a meios para atingir os fins.”
sexta-feira, abril 24, 2009
BBC2 - Alcoolismo na cultura e tradição na familia
Para os amantes do futebol devem recordar o caso do famoso George Best, jogador de futebol irlandês, nascido em Belfast,que entre 1963 e 1973 fez parte da equipa do Manchester United, onde joga o Cristiano Ronaldo. Conquistou varios premios ao longo da sua carreira a titulo individual e colectivo, também foi conhecido pelo seu temperamento impulsivo e agressivo.
A cadeia de televisão inglesa da BBC2 vai passar um programa, no proximo domingo dia 26 de Abril, onde relata o drama do alcoolismo na familia. Best faleceu em Novembro de 1995, aos 59 anos de idade vitima da doença do alcoolismo.
Ver mais clique no link:
http://www.bbc.co.uk/programmes/b00k71gw
A cadeia de televisão inglesa da BBC2 vai passar um programa, no proximo domingo dia 26 de Abril, onde relata o drama do alcoolismo na familia. Best faleceu em Novembro de 1995, aos 59 anos de idade vitima da doença do alcoolismo.
Ver mais clique no link:
http://www.bbc.co.uk/programmes/b00k71gw
quarta-feira, abril 22, 2009
Testemunho - Admitindo a impotencia
Boa tarde,
Não sei bem por onde começar, tenho um amigo toxicodependente, uma situação muito complicada. Ele é imigrante, esta ilegal, já foi um sem abrigo, actualmente depende da ajuda de algumas pessoas que lhe pagam alojamento e alimentação.
Há mais ou menos três anos fez uma desintoxicação no CAT (Centro de Atendimento Toxicodependência), nunca parou de consumir, mas consumia de uma forma espaçada, tipo uma ou duas vezes por semana, mas agora entrou numa fase de consumir quase todos os dias. Aguenta tipo dois dias, depois bebe um pouco e vai consumir. Está no programa de metadona do CAT com 80mlg.
Sei que tenho alguma culpa nisto, porque acabo por lhe dar sempre o dinheiro que ele diz ter de pagar aos traficantes, diz que lhe emprestam e depois tem de ir pagar o que consumiu. Isto poderá até ser verdade, mas acho que ele depois quando vai lá novamente paga e consome mais.
Ele tem hepatite C e HIV e está tomar medicação no Hospital. O médico já lhe disse que se não pára de consumir lhe retira a medicação. Sinceramente, penso que no CAT com os métodos deles, não vai a lado nenhum.
Ele diz que quer deixar, faz projectos para o futuro, mas acaba sempre por não conseguir concretizar. Ele tem apoio e carinho das pessoas amigas, mas nada parece surtir efeito. Não sei se ele vai conseguir deixar de consumir. Muito sinceramente, não acredito nos programas de internamento, por alguns meses, porque quando saem de lá muitos voltam aos consumos.
Desculpe, isto é mais um desabafo, sei que não devia lhe dar dinheiro, sei que me vai dizer que sou codependente, sei que me vai dizer que é ele que tem de mudar, que tem de ser responsabilizado pelo caminho que está a dar á vida dele. Provavelmente, não o sei ajudar. Sei que eles podem ser mentirosos, inventar histórias, tudo e mais alguma coisa, mas este meu amigo nem sempre mente, e nunca inventou grandes histórias.Obrigada por ler este meu email. Sei que não existem milagres, mas tenho pena que este meu amigo não pare de consumir.
Catarina (nome fictício)
Resposta: Bom dia
lamento que o seu amigo esteja numa situação tão delicada e dolorosa. A dependência das substâncias é uma doença multifacetada e complexa e o tratamento, como sabe, não é através da "eliminação de um vírus" através de uma vacina. São necessárias condições específicas para que o processo destrutivo seja interrompido.
Sugiro que contacte a Comunidade Vida e Paz. Vá ao Google e é fácil de aceder. Pode ser que eles tenham alguma ajuda disponível.
Gostaria de acrescentar que a doença das dependências também pode afectar seriamente as outras pessoas, principalmente aquelas pessoas que não conseguem desapegar-se emocionalmente do problema. Neste caso, refiro-me a si.
Rapidamente, vou ilustrar através deste exemplo.Imagine vai de avião numa viagem para a Austrália. De repente, o avião começa aos saltos e solavancos, a maioria dos passageiros fica em pânico e aos gritos, entretanto surge a voz do comandante, "Atenção por favor, coloquem as mascaras de oxigénio, o avião tem uns problemas no motor da asa esquerda e vamos tomar medidas para prevenir acidentes. Urgente."Nos lugares junto ao seu estão duas senhoras idosas atrapalhadas com as mascaras e começam a ficar em pânico. O que é que você faz?~
Imediatamente, deve colocar A SUA MASCARA DE OXIGENIO, EM PRIMEIRO LUGAR, porque como sabe corre o risco serio de ter consequências graves de saúde caso não tenha oxigénio para respirar. E só depois pode ajudar as senhoras idosas a colocar a mascara e a tranquiliza-las.
Gostaria de saber se posso publicar o seu email, salvaguardando todos os seus dados pessoais. Através do seu caso pode ajudar outros. A vida está repleta de adversidades e desafios podemos aprender lições que nos ajudem no caminho da auto realização e da solidariedade.
Você parece uma pessoa cheia de qualidades, mas não se esqueça da sua "mascara de oxigénio."
Os meus sinceros cumprimentos
Não sei bem por onde começar, tenho um amigo toxicodependente, uma situação muito complicada. Ele é imigrante, esta ilegal, já foi um sem abrigo, actualmente depende da ajuda de algumas pessoas que lhe pagam alojamento e alimentação.
Há mais ou menos três anos fez uma desintoxicação no CAT (Centro de Atendimento Toxicodependência), nunca parou de consumir, mas consumia de uma forma espaçada, tipo uma ou duas vezes por semana, mas agora entrou numa fase de consumir quase todos os dias. Aguenta tipo dois dias, depois bebe um pouco e vai consumir. Está no programa de metadona do CAT com 80mlg.
Sei que tenho alguma culpa nisto, porque acabo por lhe dar sempre o dinheiro que ele diz ter de pagar aos traficantes, diz que lhe emprestam e depois tem de ir pagar o que consumiu. Isto poderá até ser verdade, mas acho que ele depois quando vai lá novamente paga e consome mais.
Ele tem hepatite C e HIV e está tomar medicação no Hospital. O médico já lhe disse que se não pára de consumir lhe retira a medicação. Sinceramente, penso que no CAT com os métodos deles, não vai a lado nenhum.
Ele diz que quer deixar, faz projectos para o futuro, mas acaba sempre por não conseguir concretizar. Ele tem apoio e carinho das pessoas amigas, mas nada parece surtir efeito. Não sei se ele vai conseguir deixar de consumir. Muito sinceramente, não acredito nos programas de internamento, por alguns meses, porque quando saem de lá muitos voltam aos consumos.
Desculpe, isto é mais um desabafo, sei que não devia lhe dar dinheiro, sei que me vai dizer que sou codependente, sei que me vai dizer que é ele que tem de mudar, que tem de ser responsabilizado pelo caminho que está a dar á vida dele. Provavelmente, não o sei ajudar. Sei que eles podem ser mentirosos, inventar histórias, tudo e mais alguma coisa, mas este meu amigo nem sempre mente, e nunca inventou grandes histórias.Obrigada por ler este meu email. Sei que não existem milagres, mas tenho pena que este meu amigo não pare de consumir.
Catarina (nome fictício)
Resposta: Bom dia
lamento que o seu amigo esteja numa situação tão delicada e dolorosa. A dependência das substâncias é uma doença multifacetada e complexa e o tratamento, como sabe, não é através da "eliminação de um vírus" através de uma vacina. São necessárias condições específicas para que o processo destrutivo seja interrompido.
Sugiro que contacte a Comunidade Vida e Paz. Vá ao Google e é fácil de aceder. Pode ser que eles tenham alguma ajuda disponível.
Gostaria de acrescentar que a doença das dependências também pode afectar seriamente as outras pessoas, principalmente aquelas pessoas que não conseguem desapegar-se emocionalmente do problema. Neste caso, refiro-me a si.
Rapidamente, vou ilustrar através deste exemplo.Imagine vai de avião numa viagem para a Austrália. De repente, o avião começa aos saltos e solavancos, a maioria dos passageiros fica em pânico e aos gritos, entretanto surge a voz do comandante, "Atenção por favor, coloquem as mascaras de oxigénio, o avião tem uns problemas no motor da asa esquerda e vamos tomar medidas para prevenir acidentes. Urgente."Nos lugares junto ao seu estão duas senhoras idosas atrapalhadas com as mascaras e começam a ficar em pânico. O que é que você faz?~
Imediatamente, deve colocar A SUA MASCARA DE OXIGENIO, EM PRIMEIRO LUGAR, porque como sabe corre o risco serio de ter consequências graves de saúde caso não tenha oxigénio para respirar. E só depois pode ajudar as senhoras idosas a colocar a mascara e a tranquiliza-las.
Gostaria de saber se posso publicar o seu email, salvaguardando todos os seus dados pessoais. Através do seu caso pode ajudar outros. A vida está repleta de adversidades e desafios podemos aprender lições que nos ajudem no caminho da auto realização e da solidariedade.
Você parece uma pessoa cheia de qualidades, mas não se esqueça da sua "mascara de oxigénio."
Os meus sinceros cumprimentos
segunda-feira, abril 20, 2009
Não, a mais odiada vs. abençoada palavra nos encontros interpessoais

Não - é a palavra que mais detestamos ouvir quando somos contrariados e assim impedidos de satisfazer a nossa vontade. Desde a tenra idade até à idade adulta odiamos ouvir o Não. Recorremos à manipulação, à desonestidade, à mentira, à culpa e até em situações extremas à violência verbal (intimidação) e/ou física de forma a evitar ouvir o Não da outra pessoa. Na maioria das vezes, é preciso “pressionar” os nossos neurónios para aceitar o Não e continuar com a vida em frente.
Como é que nos sentimos quando estamos a comunicar e precisamos de dizer Não, de forma a satisfazer as nossas necessidades, mas infelizmente, acabamos por dizer; Sim, só para agradar?
Todos nós, sem excepção, no dia-a-dia somos confrontados com situações onde é extremamente difícil dizer Não à outra pessoa ou a um grupo de pessoas. Por ex. combinar um jantar com uns amigos num dia, umas horas depois, você é convidado para jantar em casa dos pais. O patrão pede para ficar umas horas extra no trabalho, quando nesse dia, você tem outros planos para essa noite. Um professor solícito pede apoio, para um trabalho extra de investigação, e você está sem tempo disponível. Você comprou uma camisola e de repente surge uma amiga e diz “Epá, a tua camisola é muito gira! Podias emprestar. Vá lá!” ou alguém que “implora” que o acompanhe a qualquer sítio, e você não está na disposição para tal.
Se você frequentemente se sente pressionado e desconfortável, e em vez de ser assertivo, é agradador e passivo, acabando por sentir-se infeliz e inseguro, então chegou a altura da sua vida para se questionar e procurar as razões e as crenças (expectativas disfuncionais) pela qual diz Sim - sempre com um sorriso amarelo ou o oposto, com um ar de miserável (pena de si mesmo) - quando na realidade quer dizer Não.
Pode recear perder alguém se disser Não, por ex. o namorado/a ou o amor do marido/mulher, sentir que pode afectar a relação negativamente gerando uma discussão enorme entre si e o seu parceiro/a. Pode perder um amigo ou uma amiga. Pode até pensar que as outras pessoas não vão gostar mais de si, se disser – Não - e sentir-se rejeitado. Fugindo ao Não acaba por assumir uma postura de zelador (pacificador, agradador a qualquer custo) e complacente (adapta-se e molda-se aquilo que pensa/calcula que os outros pensam de si) mantendo a relação frágil e dependente. Evita, a qualquer “preço”, que a relação se submeta às adversidades normais, oriundas das diferenças de opinião entre parceiros ou amigos, histórias e perfis diferentes, etc.
Com o tempo, você acaba frustrado e desiludido, porque na realidade não existem pessoas e relações perfeitas. Afinal, somos humanos e a vida é uma aprendizagem constante. No nosso quotidiano, acontece com mais frequência do que nós imaginamos, ficarmos desiludidos com as outras pessoas, mas nós também desiludimos os outros.
Você tal como imensas pessoas, podem sentir culpadas quando dizem Não, por terem aprendido a evitar seguir o seu próprio caminho na vida, evitando assim magoar as emoções dos outros, você sentir que é um fardo pesado. Nesse sentido, estão criadas as condições para acabar por se sentir responsável pelas emoções das outras pessoas, como se a felicidade delas depende-se da sua necessidade de agradar.
quinta-feira, abril 09, 2009
Adicção ao Sexo
Adicção ao Sexo segundo dr Patrick Carnes (reputado investigador americano sobre a adicção ao sexo).
Vergonha, Perda de Controle, Preocupação constante (ex. 24 horas sobre 24 horas), Problemas familiares (casais e filhos) e financeiros (prostituição, internet) são apenas alguns dos sintomas.
É possivel interromper o ciclo de destruição atraves da recuperação (mudança de estilo de vida - MEV)
Veja o video e comente. Clique no link
http://www.youtube.com/watch?v=CIza2yEGw90
Vergonha, Perda de Controle, Preocupação constante (ex. 24 horas sobre 24 horas), Problemas familiares (casais e filhos) e financeiros (prostituição, internet) são apenas alguns dos sintomas.
É possivel interromper o ciclo de destruição atraves da recuperação (mudança de estilo de vida - MEV)
Veja o video e comente. Clique no link
http://www.youtube.com/watch?v=CIza2yEGw90
quarta-feira, abril 08, 2009
Meditar
segunda-feira, abril 06, 2009
Fases de Recuperação atraves da Abstinência

Ao longo dos anos tenho observado indivíduos dependentes de substâncias psico activas / adictivas, lícitas, incluindo o alcool, e/ou ilícitas que são admitidos em tratamento, quer seja em regime residencial de internamento ou através das consultas tradicionais presenciais (terapia individual), e ao mesmo tempo, também acompanho individuos que permanecem abstinentes, como parte do seu programa de recuperação duradoura, a que apelido de mudança de estilo de vida (M.E.V.) através de princípios espirituais - não religioso, sem dogmas e divindades - que promovem o conhecimento interior das suas emoções, auto-conceito, competências e talentos, e uma conexão emocional com os outros e o mundo a sua volta (integração activa na sociedade).
Após a admissão em tratamento, em regime residencial de internamento, é iniciada a primeira fase (crucial) - interrupção do consumo de substâncias psicoactivas (auto-medicação de drogas, incluindo o álcool) geradoras de problemas e consequências negativas, ex. perda do controlo dos seus comportamentos, problemas de saúde e familiares, legais e profissionais. Para alguém dependente de drogas, incluindo o álcool, este “passo” é realmente assustador.
A síndrome da Abstinência (Ressaca - dor/sofrimento físico e psicológico) dura aproximadamente entre 15 a 30 dias, cada caso um caso. Hoje em dia, o sofrimento é mitigado por outras drogas lícitas, receitadas por médicos, que permitem ao indivíduo o desmame gradual das substâncias psicoactivas/adictivas até ficar abstinente - “limpo”.
Existem porém casos excepcionais de indivíduos que por um conjunto de razões/sintomas clínicos necessitam de recursos extra e mais prolongados (medicação - monitorizada pelo medico) a fim de permanecerem compensados e estáveis de forma a conseguirem assimilar e aderir ao programa de tratamento. Muitos destes casos, podem estar relacionados com as consequências da dependência das drogas (ex. neuroquímica do cérebro).
Após a admissão em tratamento, em regime residencial de internamento, é iniciada a primeira fase (crucial) - interrupção do consumo de substâncias psicoactivas (auto-medicação de drogas, incluindo o álcool) geradoras de problemas e consequências negativas, ex. perda do controlo dos seus comportamentos, problemas de saúde e familiares, legais e profissionais. Para alguém dependente de drogas, incluindo o álcool, este “passo” é realmente assustador.
A síndrome da Abstinência (Ressaca - dor/sofrimento físico e psicológico) dura aproximadamente entre 15 a 30 dias, cada caso um caso. Hoje em dia, o sofrimento é mitigado por outras drogas lícitas, receitadas por médicos, que permitem ao indivíduo o desmame gradual das substâncias psicoactivas/adictivas até ficar abstinente - “limpo”.
Existem porém casos excepcionais de indivíduos que por um conjunto de razões/sintomas clínicos necessitam de recursos extra e mais prolongados (medicação - monitorizada pelo medico) a fim de permanecerem compensados e estáveis de forma a conseguirem assimilar e aderir ao programa de tratamento. Muitos destes casos, podem estar relacionados com as consequências da dependência das drogas (ex. neuroquímica do cérebro).
- Fase Sindroma de Abstinência (Ressaca) 0 – 15 dias de abstinência
Alguns sintomas físicos e psicológicos: Cansaço, vómitos, vontade em usar drogas, incluindo o álcool (nesta fase, conheci indivíduos que ingeriram “aftershave” e álcool puro), pesadelos, suores frios, insónia, irritabilidade, deprimido, angustia e ansiedade, alterações extremas do humor, redução do apetite, dificuldade no raciocínio, na concentração e memória, dores de cabeça, perda do controle dos seus comportamentos (impulsos), atitude negativa e baixa resistência física á dor,
Nota: Observei indivíduos, em tratamento, descompensados psicologicamente, que apresentaram alguns destes sintomas, sem que o seu problema estivesse relacionado com drogas (ex. comportamento compulsivo ao sexo).
- Fase da “Lua-de-mel” 16 - 45 dias de abstinência
Alguns Sintomas: “Andar na lua”, euforia, super-confiante - “Está tudo bem…Sinto bem”, Conseguiu ultrapassar a ressaca - sinonimo de dor e sofrimento vs. alivio. Demasiado optimista, negação e ambivalência, o aidcto interrompeu a compulsividade associado aos consumos, e nesta fase pensa que agora já consegue consumir drogas ou álcool de uma forma controlada, conhece outras pessoas que têm o desejo de parar de usar drogas, aprende que a adicção às substâncias psicoactivas é uma doença.
sábado, abril 04, 2009
Partilha/Testemunho

“Olá! Sou a Catarina (nome fictício) e vou aqui deixar o meu testemunho sobre Anorexia/Bulimia e a minha Recuperação.
Tenho 23 anos, sou do Algarve e desde os 13 anos que sofro desta problemática.
Desde que me lembro nunca me aceitei e sempre me achei inferior aos outros e “gorda”.
Mas isto veio a piorar quando o “senhor de vermelho” apareceu, o meu corpo, como o de qualquer mulher começou a alargar e eu comecei a entrar em paranóia.
A minha vida girava em torno de pensamentos sobre a gordura e a comida e já antes pela tenra idade não tinha sido capaz de deixar de comer. Até ao dia que decidi que era desta, se emagrecesse eu ia ser feliz, então deixei de comer.
Passava os dias a leite, água e pastilhas elásticas. Em pouco tempo, começaram a notar-se os quilos a desaparecer e a ficar mais feliz. A verdade é que nunca fui gorda, o meu peso máximo era de 59 quilos para 1,65m de altura.
Enfim, lá emagreci e parecia que tudo corria bem. Nesta altura, mudei de escola, de amigos e numa de afirmação comecei a fumar charros. A doença ainda não tinha afectado a minha vida social e eu fazia-o para agradar os outros.
Com os charros, voltaram os quilos a mais. Passava os dias “ganzada[i]” e deixei de pensar no meu corpo, comia e depois sentia me culpada, mas o mais importante eram as “ganzas[ii]”, e voltei a engordar.
No ano a seguir depois de ir para o Liceu voltei a sentir me horrível e muito gorda, até pensava que o rapaz de quem gostava não gostava de mim porque era gorda, etc.
terça-feira, março 31, 2009
As Drogas eleitas pela nossa sociedade

Somos uma sociedade (cultura) que promove e desenvolve
“o culto cool” e da moda associado ao consumo de drogas psicoactivas
adictivas - lícitas, incluindo o alcool, a nicotina e as drogas ilícitas. Será uma forma
diferente, original e criativa de pensar e experimentar sensações e/ou fazer coisas? Ou optamos pelo
caminho mais fácil (atalhos) na ânsia de procurar responder aos milhares de
estímulos e expectativas a que somos sujeitos, dia-a-dia?
Portugal é o país da Europa com menor numero de estudos
especializados realizados especificamente acerca do consumo de álcool e dos
problemas a ele associados (Simpura e tal.,2001).
Quais são as pessoas e ou
organizações interessadas em investigar as consequências autênticas do álcool
na nossa sociedade? Qual o interesse publico desta informação? Qual é o impacto e
o custo na sociedade portuguesa associado ao alcool? Na família, incluindo as crianças. E das outras drogas,
lícitas, medicamentos sujeitos a receita medica (ex. benzodiazepinas - tranquilizantes,
ansioliticos) e as drogas ilícitas?
Uma parte significativa da nossa população, cujos números
exactos (estudos epidemiológicos[i]) não se conseguem
obter com exactidão, (desde os jovens, aos adultos, incluindo a população
sénior) recorre com mais ou menos frequência, ao consumo de substâncias
psicoactivas susceptíveis de causar dependência, designado de auto medicação.
Usar drogas é um acto voluntario, uma escolha individual,
que pode ser sujeita ou não à pressão do grupo e do ambiente. Nem todos os
indivíduos que consomem substâncias psicoactivas adictivas desenvolvem um
problema de abuso ou dependência, assim como consumir esporádicamente seja sinónimo de
doença, mas existe um certo grau de risco (dependendo da potência/efeito da
substância, a dose administrada, a duração do consumo e das características do próprio consumidor).
Estes factores (neurologico-bio-psico-social) juntos podem contribuir para um
problema grave de saúde, familiar e profissional.
Cada um elege as drogas que lhe proporcionam o efeito
desejado. A mesma droga não é eleita por todos. Existem drogas para todos os
gostos. Algumas pessoas usam drogas por mera curiosidade, outros para se
divertirem, outros para praticarem desporto, praticar sexo, para “fugirem” ao
stress e à pressão diária, para trabalhar, para relaxarem, por motivos de
doença, outros recorrem às drogas porque abusam e por último aqueles que estão
dependentes (doença da adicção).
Existe uma relação entre a oferta e a procura que faz com
que hoje as drogas estejam mais disponíveis e presentes no dia-a-dia das
pessoas, comparativamente à 15 anos atrás. Provavelmente, todos nós
conhecemos, directa (ex. um familiar, ou amigos) ou indirectamente (ex. amigo
do amigo), alguém que nesta altura tenha ou já tenha passado por um problema
com drogas, incluindo o álcool.
Porque é que uns sofrem horrores e destruição nas suas
vidas, associado às drogas psicoactivas adictivas, incluindo o álcool, ex
dependência (doença/adicção) e outros não?
Através do consumo de drogas aprende-se a oscilação das
emoções e descobre-se todo um “novo mundo” de novas experiências sensoriais e
singulares que de outro modo não seria possível experienciar.
A dependência às drogas lícitas, incluindo o alcool e a nicotina,
e/ou ilícitas psico-activas, é uma doença do cérebro (adicção). Sabemos que o
consumo de drogas altera a percepção (ideias, compreensão) e o funcionamento
normal do cérebro (neuroquímica/neurotransmissores) enveredando o
adicto na senda da gratificação imediata, procura aquela sensação de
prazer e/ou bem-estar única capaz de gerar energia extra, capaz de modificar e
ou atenuar (dormente) as emoções dolorosas; ex. raiva e ressentimento, o medo e
a insegurança, rejeição numa relação romântica, despedimento (frustração),
perda de alguém querido, cansaço físico e/ou sensação de falta de energia,
ansiedade e ou sentir-se deprimido etc. As drogas psicoactivas modificam a
forma como as pessoas sentem, pensam e agem.
quinta-feira, março 26, 2009
Testemunho/Partilha de Recuperação

“O Fantasma da Licenciatura”
Foi em 1987, bem no auge da adolescência, que a minha adicção despertou.
Foi em 1987, bem no auge da adolescência, que a minha adicção despertou.
Nesse ano, entrei para a Universidade e foi nessa época que eu descobri o meu lado “negro”. A adicção tinha estado escondida em mim embora de vez em quando ela se tivesse manifestado em atitudes compulsivas e desviantes quando eu era mais pequeno. Desta vez a doença da adicção veio para ficar e para arruinar todas as áreas da minha vida. O meu corpo, a mente, o curso, a família, os vários empregos, os sonhos, os projectos, tudo foi arruinado.
Então, em 1997, mostraram-me Narcóticos Anónimos (N.A.)[i] através de um Poder Superior[ii] a mim mesmo que vim a conhecer algum tempo mais tarde. Foram os meus amigos que me levaram. “Vem. Vais reconquistar tudo de novo”. Eu não tinha nada a perder.
Um ano passou desde o meu porta-chaves “Só Por Hoje”[iii] e eu só vivia para os “Passos”[iv] e para a recuperação - “Homem-Programa”[v] era como me chamavam. Fiz (e continuo a fazer) muito “serviço”[vi], enraizando-me cada vez mais em N.A. Que nome lindo e profundo! Narcóticos Anónimos!
Terceiro ano e “vai ser agora, vou voltar a estudar”. O meu “padrinho”[vii] incentivava-me. Força. Vai em frente! Fui matricular-me… Mas que sensações, que sentimentos estranhos, que medo, que tremedeira me deu nas pernas. Inscrevi-me, paguei as propinas, mas… não regressei lá nesse ano. Nem no ano seguinte.
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
Demasiado amor pode ser negativo para a relação-romântica

Por vezes, evoca-se um conceito positivo e saudável nas relações românticas, mas no final o resultado daquilo que fazemos é o oposto; revela-se disfuncional e em ultima instancia patológico. As emoções românticas podem assumir um papel demasiado intenso, obsessivo e “sagrado”, gerador de pressão e controlo, e o individuo acabar “presos” às suas fantasias e atitudes organizadas em crenças disfuncionais e/ou mecanismos de “fuga” às emoções dolorosas. Refiro-me por exemplo, ao conceito do AMOR. A paixão pode ser um estímulo suficientemente forte para se procurar alguém para AMAR , por vezes, depois da paixão nada resta, senão a separação.
Então se o AMOR é uma necessidade básica de qualquer ser humano (dar e receber afecto, intimidade e compromisso, obviamente não confundamos com coisas materiais) porque tornamos as relações disfuncionais em nome do AMOR?
Um novo estudo veio revelar que um vínculo demasiado intenso (apegado) numa relação romântica pode revelar-se prejudicial. Relacionamentos românticos definem laços especiais de intimidade e de compromisso entre os seus parceiros. Em muitos casos, um pacto apaixonado conduz a relações duradouras, e em último caso, à constituição de famílias.
Por vezes, um ou ambos (parceiros) colocam um anseio e uma expectativa demasiado elevada (preocupação irracional) na sua relação. Como resultado manifestam uma disposição (disfuncional) em exprimir e avaliar a auto estima e os limites, baseando-se somente no resultado das suas interacções românticas. Isto é, se a relação está positiva, está tudo bem, caso contrário, sentem-se exageradamente culpados e frustrados por a relação não apresentar os sinais de segurança, que seria suposto. Não é permitido sentir as emoções desconfortáveis e as angustias “livremente.” Imediatamente, reagem ansiosos e estabelecem planos e projectos para salvar a relação ou fugir à dor à revelia do seu parceiro/a.
É aquilo que os psicólogos apelidam de Relação-Duvidosa que Afecta a Auto-Estima e que segundo o investigador Raymond (Chip) Knee Ph.D. afirma, é um factor negativo para a relação romântica assim como para a auto estima de um ou ambos parceiros.
Segundo o Dr. Raymond (Chip) Knee, Professor Assistente de Psicologia e Director do Departamento de Relações Interpessoais e de Pesquisa em Grupos de Motivação da Universidade de Houston “Os indivíduos que apresentam níveis elevados do fenómeno Relação-Duvidosa que Afecta a Auto Estima estão excessivamente comprometidos (apegados) às relações e também demasiado vulneráveis emocionalmente, caso surja algum tipo de adversidade/conflito – para isso, basta uma pequena discórdia, para que despolete todo um conjunto de problemas que assumem dimensões desproporcionadas."
domingo, fevereiro 22, 2009
terça-feira, fevereiro 03, 2009
Testemunho - Admitindo a impotencia
"Boa noite
Estive a ler o seu texto, que encontrei enquanto pesquisava sobre o assunto.
E porque pesquisava eu pelo assunto? Exactamente por ter perdido alguém de quem julgo gostar imenso e estar na dúvida se amo ou se dependo emocionalmente dessa pessoa. A dúvida essa mantém-se, mas outras questões se levantam quando confronto o meu EU com o meu passado.
O meu nome é Luis N., e a partir de hoje não o escondo de ninguém, sou pai de dois filhos separado de 3 mulheres, e acho que sou incapaz de amar alguém inclusivé a mim próprio.
A minha primeira relação mais séria da qual tenho um filho durou aproximadamente 3 anos e saí dela para me meter noutra exactamente no dia a seguir a ter tido coragem de a acabar, o mesmo se passou com a segunda relação da qual nasce o meu segundo filho e da qual saí para me meter na terceira, da qual não tenho filhos que ao fim de quase dois anos de ter começado chegou ao fim sendo o FIM determinado pela minha falta de controlo emocional e pela incapacidade de viver dentro das minha existência e consequente falta de auto-estima.
Não me consigo valorizar e acabei por castigar a pessoa que tanto valorizo, não sou de confiança e desconfiava dela, sou ou sinto-me fraco e um ser sem energia e acusava-a a ela de o ser.
Enfim a lista poderia continuar mas o essencial fica no ar, não consegui perceber que ao fim de dois anos eu próprio não era quem julgava ser, e pior que isso mentia a mim próprio e assim alimentava a ideia de que a pessoa é que dependia de mim quando a verdade era o oposto.
Como poderei eu vir a não repetir esta façanha???
Quem devo procurar?"
Estive a ler o seu texto, que encontrei enquanto pesquisava sobre o assunto.
E porque pesquisava eu pelo assunto? Exactamente por ter perdido alguém de quem julgo gostar imenso e estar na dúvida se amo ou se dependo emocionalmente dessa pessoa. A dúvida essa mantém-se, mas outras questões se levantam quando confronto o meu EU com o meu passado.
O meu nome é Luis N., e a partir de hoje não o escondo de ninguém, sou pai de dois filhos separado de 3 mulheres, e acho que sou incapaz de amar alguém inclusivé a mim próprio.
A minha primeira relação mais séria da qual tenho um filho durou aproximadamente 3 anos e saí dela para me meter noutra exactamente no dia a seguir a ter tido coragem de a acabar, o mesmo se passou com a segunda relação da qual nasce o meu segundo filho e da qual saí para me meter na terceira, da qual não tenho filhos que ao fim de quase dois anos de ter começado chegou ao fim sendo o FIM determinado pela minha falta de controlo emocional e pela incapacidade de viver dentro das minha existência e consequente falta de auto-estima.
Não me consigo valorizar e acabei por castigar a pessoa que tanto valorizo, não sou de confiança e desconfiava dela, sou ou sinto-me fraco e um ser sem energia e acusava-a a ela de o ser.
Enfim a lista poderia continuar mas o essencial fica no ar, não consegui perceber que ao fim de dois anos eu próprio não era quem julgava ser, e pior que isso mentia a mim próprio e assim alimentava a ideia de que a pessoa é que dependia de mim quando a verdade era o oposto.
Como poderei eu vir a não repetir esta façanha???
Quem devo procurar?"
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Testemunho Corajoso - distúrbio alimentar

"Boa Tarde
Queria apenas partilhar o meu testemunho e explicar-lhe o que se passou comigo, talvez na esperança de que me possa dar alguns conselhos.
Tenho 19 anos, vivo em Coimbra e sou estudante.
Após a minha entrada na Faculdade em Outubro de 2007, com 18 anos, muita coisa mudou na minha vida. Horários diferentes, professores diferentes, amigos novos, mais exigência e stress, etc. Ainda hoje não sei se terão sido estes os motivos para eu ficar doente. Penso que o facto de me terem dito "estás mais gordinha" também ajudou.
Acontece que comecei a deixar de comer e ganhei um enorme medo de engordar. Tinha 1m65 e 55kilos. Progressivamente fui perdendo peso e em Junho de 2008 pesava 42kilos. Na altura penso que nem me apercebia do estado em que estava a ficar. Olho para fotografias dessa altura e estava horrível, era verdadeiramente pele e osso. Mas eu achava que estava bem, que não se passava nada comigo. Alguns amigos meus diziam para ter cuidado porque estava muito magra, perguntaram mesmo se eu tinha anorexia e eu ria-me e dizia que não e que estava só um bocadinho mais magra. Achava que era uma doença que não me ia atingir porque não me achava assim tão magra.
Contudo, depois de muitos amigos dos meus pais se preocuparem e comentarem que eu não estava bem, os meus pais decidiram levar-me ao hospital. Foi então que comecei a ir a consultas de Distúrbios Alimentares, mas continuava a negar que tinha Anorexia. Só no dia em que recebi pelo correio uma carta do Hospital com a conta de uma consulta e li "Diagnóstico Anorexia Nervosa" é que me apercebi de que realmente estava doente.
Nas consultas deram-me um Plano Alimentar Diário para seguir e eu comprometi-me a cumpri-lo. Inicialmente foi muito difícil porque só com uma sopa eu já me sentia cheia, inchada, mal disposta. Mas progressivamente fui conseguindo comer e aumentei de peso.
Aqui surge outro problema. Aumentei de peso de forma saudável, mas cheguei a uma fase em que comecei a comer descontroladamente, sem parar. Comecei a ter compulsões alimentares principalmente à noite. Durante o dia como normalmente, mas chega a noite e é um descontrolo enorme. Como principalmente alimentos com açúcar, por exemplo bolachas, chocolates, etc. Neste momento tenho 55kilos tal como antes, mas sinto-me todos os dias frustrada e infeliz por não conseguir resistir à comida. Passo o dia a pensar que nao devia ter comido tanto, faço exercício físico mas chega a noite e vem outra vez mais um descontrolo. Ando irritada e por vezes fico tão triste que não saio de casa e chego mesmo a isolar-me dos meus amigos. Não percebo o que se passa comigo porque se antes me consegui controlar, o que se passa agora? Porquê este descontrolo?
Continuo a ter consultas e já discuti o meu problema com o meu psicólogo, mas até agora todos os conselhos que me foram dados não serviram de nada. Quero mesmo muito sair desta situação, deste poço no qual entrei há muito tempo. Sempre tive muito pouca auto-estima, nunca me valorizei mas estar neste estado só piora tudo.
Agradeço a atenção"
Madalena (nome ficticio)
sexta-feira, janeiro 02, 2009
Os Executivos e as empresas - Stress e a Adicção

O stress e uma carreira profissional exigente e ambiciosa podem ser uma combinação explosiva e altamente adictiva nas vidas de alguns executivos - homens e mulheres. Em muitos casos este fenómeno pode permanecer oculto e minimizado, até ao dia em que tudo desaba e acontece o impensável (crises emocionais, financeiras, profissionais, familiares etc.) como consequência dos comportamentos adictivos (drogas licitas e/ou ilícitas, incluindo o álcool, relações disfuncionais, jogo patológico, compras, sexo compulsivo, etc.).
Todos os profissionais estão vulneráveis a este flagelo. Recordo alguns casos de executivos/gestores completamente derrotados, humilhados, com sentimentos de culpa e baixa auto estima, apesar da evidências negativas da adicção evitavam a todo o custo enfrentar a realidade das suas vidas destroçadas pelos comportamentos adictivos que os forçaram e encaminharam até tratamento. Não queriam acreditar que todo o seu potencial, competências e regalias tinham sido substituídos pela mentira, a negação, a manipulação, a desonestidade, a auto piedade, a ansiedade e a angústia.
Características dos executivos
Uma personalidade “vencedora”, destemida e perfeccionista, aspiração à liderança e ao sucesso, ambição profissional e uma “forte queda” para os negócios são a “porta de entrada” para o mundo exclusivo dos executivos e para o mais alto nível empresarial. Principalmente, aqueles executivos - “ verdadeiros cérebros” - cujas empresas os valorizam como uma mais-valia para o seus negócios.
domingo, dezembro 21, 2008
Pedido de Ajuda Corajoso - Família

“Boa tarde,
O meu pai um homem com 58 anos começou há 2 anos a mostrar interesse pela net.
Comprou um computador e é vê-lo agarrado a ele de manhã à noite...
Paga semestralmente 70€ para falar com mulheres num site de amizades (Cupido) e já tem inúmeras mulheres adicionadas no Messenger.
A vida familiar foi se degradando...
Só sai da frente do computador para ir a casa de banho e comer.
Não dá assistência nenhuma à minha mãe, nem mesmo quando está doente como já foi o caso.
Esta situação esta a levar ao fim do casamento, e quando confrontado pela minha mãe com o desrespeito da situação, defende-se dizendo que não tem nada com elas é só para falar.
Gostaria que me desse alguma orientação neste sentido.
Obrigado
Natália” (nome fictício)
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Jogo Patologico Online

1 - Qual o perfil e o padrão do jogador compulsivo na internet? Quais os sinais de alerta?
Em Portugal, ainda não existem estudos fidedignos sobre este problema, todavia, já existem profissionais determinados a avaliar o perfil do jogador. É ainda difícil, identificar o perfil do Jogador Compulsivo na Internet (JCI). Pode ser qualquer jovem ou adulto (homem ou mulher). Ao contrário do que acontece com a dependência de substâncias adictivas (drogas licitas e ilícitas, incluindo o álcool) o individuo que joga online não apresenta sinais/sintomas evidentes a nível físico, cognitivo e comportamental. No indivíduo que joga compulsivamente online é extremamente difícil observar qualquer destes sintomas.
Pode ser alguém com poder financeiro que desvia fundos para jogar on-line, por ex. o homem/mulher de negócios que aplica os recursos financeiros das suas empresas e/ou dos seus sócios nas apostas. Alguém que utiliza o cartão de credito. Pode ser qualquer individuo que retira dinheiro da sua conta e/ou do seu cônjuge, do filho/a e que aplica nas apostas on-line (ex. desporto) de uma forma compulsiva. O dia-a-dia do JCI gira em torno do jogo on-line. É o assunto nº 1 na sua vida.
O JCI pode ter sido um indivíduo honesto, mas cujo comportamento adictivo o levou a cometer actos ilegais (fraude, roubo, falsificações, crimes de “colarinho branco”, etc.). São pessoas competitivas, energéticas, inquietas e que facilmente se aborrecem quando as aquelas actividades não envolvem risco. Podem mostrar-se demasiado preocupados com a aprovação dos outros e ser generosos ao ponto da extravagancia.
A actividade associada ao jogo proporciona oscilações drásticas no humor. Os altos, são muitos altos (por ex. quando se pensa em vencer, quando se consegue mais um empréstimo, quando se ganha um premio, etc.) e de imediato, os baixos, são muito baixos (por ex. quando se perde todo o dinheiro – ex. 10.000 €, não consegue recuperar o dinheiro do ordenado que foi apostada, quando se é confrontado pelas dividas e/ fraudes, quando se rouba e mente “promessas sucessivas quebradas”, quando já não existem álibis para angariar mais fundos para apostar, quando se descobre uma falsificação, a angustia e o pânico e em ultimo caso ideias sobre o suicídio).
Segundo o DSM IV (Manual de Diagnostico de Psiquiatria) define alguns critérios associados ao jogo patológico:
1. Preocupação com o jogo (por ex., preocupa-se em reviver experiências de jogo passadas, avalia possibilidades e/ou planeia a próxima aposta, e/ou pensa em esquemas para obter dinheiro para jogar).
2. Necessidade de apostar quantias de dinheiro mais elevadas (arriscar), a fim de obter a excitação desejada.
3. Esforços repetidos e fracassados no sentido de controlar, reduzir ou interromper o jogo.
4. Ansiedade ou irritabilidade, quando tenta reduzir ou parar de jogar.
5. Jogar como forma de fugir dos problemas ou aliviar uma sensação de mal-estar (por ex., sentimentos de impotência, culpa, vergonha, ansiedade, depressão).
6. Após perder dinheiro no jogo, frequentemente regressa no dia seguinte a fim de recuperar as perdas.
7. Recorre à mentira (familiares e outros) para encobrir a extensão do seu envolvimento no jogo (consequências nocivas).
8. Pratica actos ilegais, tais como a falsificação, fraude, furto etc., para financiar o jogo.
9.Coloca em perigo ou destruiu uma relação significativa, o emprego ou uma evento educacional ou profissional associado ao jogo.
10. Recorre a outras pessoas com o fim de obter dinheiro para aliviar uma situação financeira desesperada causada pelo jogo.
Publicada por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
à(s)
sexta-feira, dezembro 19, 2008
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terça-feira, dezembro 16, 2008
Pedido de Ajuda Corajoso - Adicção Sexo
"Caro Senhor,
Peço-lhe que me dê uma ajuda ou orientação pois sinto que necessito de auxílio. Tenho 48 anos, solteiro, sou gay e tenho um comportamento sexual adicto. Estou numa relação com uma pessoa, que amo, e faço-a sofrer com a minha atitude. Não gosto deste meu comportamento que me leva à traição, remorso, ansiedade, vazio e insatisfação. Quero ultrapassar este meu vício em sexo. Gostaria que me desse uma orientação ou indicasse alguém, ou grupo, que me pudesse ajudar, perto da minha zona de residência, que é Fátima (cidade ficticia)
Grato pela atenção"
Francisco (nome ficticio)
Resposta:
Bom dia
compreendo perfeitamente e lamento que esteja a atravessar uma fase dificil com a pessoa com quem vive e com a sua propria vida.
Acompanho casos identicos ao seu, e tal como o Francisco, só encontraram alguma paz de espirito nas suas vidas quando pediram ajuda sincera e honesta.
Na sua zona nao conheço nenhum grupo mas atraves dos grupos existentes, por ex em Lisboa, pode beneficiar de algum apoio atraves de adictos ja com alguma experiencia de recuperação. Consulte http://recuperarequeestaadar.blogspot.com na coluna da direita na secção - blogues interessantes "Adictos ao Amor e ao Sexo Anónimos (AASA)".
Gostaria de acrescentar uma questão importante para si. Se o Francisco constata que perdeu o controlo do seu comportamento, identifica a compulsividade e a obsessão, se faz promessas sucessivas que vai fazer diferente ao seu companheiro mas nao consegue cumpri-las, se você passa grande parte do seu dia-a-dia a pensar, a pensar em comportamentos adictivos relacionados com o sexo e na procura da satisfação imediata, tenha muito cuidado porque a partir de uma certa altura irá perdendo, e cada vez mais acentuado o controlo dos seus impulsos e comportamentos, dos seus valores e da sua vida. Só conseguirá retomar o controlo da sua vida após um tratamento em regime de internamento intensivo.
Se for este o seu caso sugiro que seja internado o mais rapidamente possivel, para o seu proprio bem, porque o Francisco já não estará apto a se responsabilizar pelas suas atitudes, comportamentos destrutivos e insanos. Então será preciso um Plano de Intervenção.
Se desejar posso apoia-lo atraves das consultas online, Se estiver interessado pode enviar um mail que reencaminhar-lhe-ei toda a informação necessaria sobre o aconselhamento online.
Gostaria de publicar o seu pedido de ajuda corajoso nos meu blogues, visto existirem imensas pessoas que sofrem em silencio (aterradas e cristalizadas) e que podem seguir o seu exemplo de coragem e humildade. Garanto-lhe total confidencialidade em relação aos seus dados pessoais.
Estou ao seu dispôr para o ajudar a resolver os problemas que o afecta neste momento.
Atenciosamente
Peço-lhe que me dê uma ajuda ou orientação pois sinto que necessito de auxílio. Tenho 48 anos, solteiro, sou gay e tenho um comportamento sexual adicto. Estou numa relação com uma pessoa, que amo, e faço-a sofrer com a minha atitude. Não gosto deste meu comportamento que me leva à traição, remorso, ansiedade, vazio e insatisfação. Quero ultrapassar este meu vício em sexo. Gostaria que me desse uma orientação ou indicasse alguém, ou grupo, que me pudesse ajudar, perto da minha zona de residência, que é Fátima (cidade ficticia)
Grato pela atenção"
Francisco (nome ficticio)
Resposta:
Bom dia
compreendo perfeitamente e lamento que esteja a atravessar uma fase dificil com a pessoa com quem vive e com a sua propria vida.
Acompanho casos identicos ao seu, e tal como o Francisco, só encontraram alguma paz de espirito nas suas vidas quando pediram ajuda sincera e honesta.
Na sua zona nao conheço nenhum grupo mas atraves dos grupos existentes, por ex em Lisboa, pode beneficiar de algum apoio atraves de adictos ja com alguma experiencia de recuperação. Consulte http://recuperarequeestaadar.blogspot.com na coluna da direita na secção - blogues interessantes "Adictos ao Amor e ao Sexo Anónimos (AASA)".
Gostaria de acrescentar uma questão importante para si. Se o Francisco constata que perdeu o controlo do seu comportamento, identifica a compulsividade e a obsessão, se faz promessas sucessivas que vai fazer diferente ao seu companheiro mas nao consegue cumpri-las, se você passa grande parte do seu dia-a-dia a pensar, a pensar em comportamentos adictivos relacionados com o sexo e na procura da satisfação imediata, tenha muito cuidado porque a partir de uma certa altura irá perdendo, e cada vez mais acentuado o controlo dos seus impulsos e comportamentos, dos seus valores e da sua vida. Só conseguirá retomar o controlo da sua vida após um tratamento em regime de internamento intensivo.
Se for este o seu caso sugiro que seja internado o mais rapidamente possivel, para o seu proprio bem, porque o Francisco já não estará apto a se responsabilizar pelas suas atitudes, comportamentos destrutivos e insanos. Então será preciso um Plano de Intervenção.
Se desejar posso apoia-lo atraves das consultas online, Se estiver interessado pode enviar um mail que reencaminhar-lhe-ei toda a informação necessaria sobre o aconselhamento online.
Gostaria de publicar o seu pedido de ajuda corajoso nos meu blogues, visto existirem imensas pessoas que sofrem em silencio (aterradas e cristalizadas) e que podem seguir o seu exemplo de coragem e humildade. Garanto-lhe total confidencialidade em relação aos seus dados pessoais.
Estou ao seu dispôr para o ajudar a resolver os problemas que o afecta neste momento.
Atenciosamente
domingo, dezembro 14, 2008
Época Festiva - Natal

Estamos em plena época natalícia.
Andamos todos a pensar no Natal. Alguns de nós passam em familia outros nem por isso,todos somos invadidos por um misto de nostalgia e euforia.
Gostaria simplesmente de referir e enaltecer a importância de nos centrarmos no verdadeiro sentido e proposito do Natal, em vez de no dinheiro,consumismo desenfreado.
Na minha opinião, considero o Natal como algo que "obedece" a certos rituais e tradições aos sonhos e à imaginação.
Boas Festas :º)
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