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sábado, julho 25, 2009

As Drogas e o Amor

Algumas drogas licitas podem interferir negativamente na capacidade de expressar sentimentos/comportamentos relacionados com o amor e o sexo - intimidade.
Estas drogas afectam o funcionamento do nosso cerebro.
Veja o video da Dra Helen Fisher sobre o tema. Siga o link.
Comente em Recuperar É Que Esta a Dar.

http://www.youtube.com/watch?v=IcG6J-8OwAo

segunda-feira, julho 20, 2009

A Filosofia dos 12 Passos - Evidência cientifica



Estudos recentes procuram revelar a forma como a abordagem espiritual, não religiosa sem dogmas e divindades, influencia o individuo na recuperação da adicção. 
Para indivíduos dependentes de drogas lícitas, incluindo o alcool, e/ou ilícitas a filosofia dos 12 Passos, dos Alcoólicos Anónimos (AA) provoca causa um impacto profundo e positivo na manutenção da abstinência e no estilo de vida. Estes resultados comprovam-se através dos Grupos de Ajuda-Mutua desde 1935, ou de uma abordagem num contexto (setting) terapêutico (profissional) por atraves do Modelo Minnesota de Hazelden Foundation ou do 12 Step Facilitation.
Nos últimos anos, alguns investigadores estudaram a abordagem através do qual a filosofia dos 12 Passos, dos AA, influencia os resultados deste programa espiritual, não religioso sem dogmas e divindades, de recuperação da adicção. Os estudos revelam:
1. Existência de uma rede social de apoio na manutenção da abstinência,
2. Efeito da auto-eficácia (desenvolvimento de competências cognitivas e emocionais),
3. Confiança na manutenção da abstinência (sobriedade). Consequentemente, estes três factores são promotores de saúde e de prevenção do abuso de drogas lícitas, incluindo o alcool, e/ou ilícitas.

A espiritualidade, não religiosa sem dogmas e divindades, na recuperação da adicção é outra componente importante que contribui para o impacto da filosofia dos 12 Passos dos AA. É um paradoxo, reconhecido ao longo da história, sobre os seres humanos quando sujeitos a experiencias geradoras de sofrimento e carência estas revelam-se uma oportunidade para um despertar espiritual. Os fundadores dos Alcoólicos Anónimos, Bill W e o Bob S., descobriram que a adicção às drogas e/ou álcool proporciona uma disposição emocional para determinadas experiências espirituais. Espiritualidade, não religioso sem dogmas e divindades, é o núcleo central do programa do AA, da qual os 12 passos fazem parte. Os princípios espirituais referem a admissão da doença da adicção (dependência de drogas lícitas, incluindo o álcool, e/ou  ilícitas) a necessidade em confiar no outro indiviudo em recuperação e no programa e o compromisso em manter um “contacto consciente” com um poder superior não religioso, sem dogmas e divindades, exterior ao indivíduo. Este conceito é individual e imaterial.

quarta-feira, julho 08, 2009

Recuperação - uma forma de arte

5 historias diferentes, um objectivo em comum - Recuperação.
Apesar da destruição e do inferno causada pela adicção activa a recuperação proporciona esperança, tolerância, dignidade, fé e unidade. Uma jornada que merece ser vivida...
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terça-feira, julho 07, 2009

Prevenção e intervenção no ambiente de trabalho




Desde há uma década, que em Portugal, alguns empresários têm vindo a preocupar-se acerca dos efeitos negativos que ocorrem nas suas empresas, como resultado de empregados que abusam (uso problemático) de álcool e drogas. 

Sabia que a grande maioria dos indivíduos com dependência de álcool e/ou drogas estão empregados. Segundo um estudo o álcool é a substancia eleita e a que mais preocupação gera no local de trabalho. Estima-se que exista, um milhão de indivíduos que abusam de álcool (750 mil alcoólicos crónicos) e 45 mil dependentes de drogas. Se incluirmos as drogas psicoactivas lícitas, por auto medicação - não monitorizado por um médico; ex. benzodiazepinas -ansioliticos e tranquilizantes, assim como o uso concomitante de várias substâncias diferentes, ex. álcool e tranquilizantes, o problema aumenta exponencialmente dentro da empresa e sendo transversal na sociedade.

Consequências graves no trabalho
É do senso comum quando se refere que aqueles trabalhadores que apresentem problemas de abuso de álcool e/ou drogas licitas e/ou ilícitas são menos produtivos,
Apresentam atrasos no horário laboral,
Conflitos entre chefia e colegas,
Ficam doentes com mais frequência,
Absentismo,
Intoxicação no trabalho,
Lesões e acidentes de trabalho (a si mesmos e aos colegas),
Problemas disciplinares,
Desemprego/tribunal/rescisão de contracto.

terça-feira, junho 30, 2009

Da Lua ao Alcoolismo...um pequeno passo

O famoso austronauta americano Buzz Aldrin no seu livro relata a sua jornada da Lua ao Alcoolismo. Admite o periodo negro e atribulado, associado ao alcool e depressão, e depois salienta os seus 30 anos de sobriedade (resiliência, coragem e dignidade).O alcoolismo não acontece só aos outros.
A vergonha não pode prevalecer em relação à esperança e à recuperação.
Definitivamente, Recuperar É Que Está a Dar,
siga o link e comente:

http://www.msnbc.msn.com/id/31491377/ns/today_books-biography_and_memoirs/

sábado, junho 27, 2009

Escolhas de Vida, Vida de Escolhas

A Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis convida Vossa Excelência para o Colóquio
"Escolhas de Vida, Vida de Escolhas", integrado no Dia Mundial de Luta Contra a Droga,
que se realiza no dia 26 de Junho de 2009, pelas 16 horas, na sala polivalente da Biblioteca
Municipal Ferreira de Castro, em Oliveira de Azeméis.

Oradores:
Luís Almeida Vasconcelos – Técnico Superior do Instituto da Droga e da Toxicodependência e Investigador do Instituto de Ciências Sociais (ICS) – Universidade de Lisboa

Augusto Pinto – Médico do Centro Regional de Alcoologia do Centro – Instituto da Droga e da
Toxicodependência

João Alexandre Rodrigues – Técnico de Comportamentos Aditivos

Comentario: Recuperar É Que Está a Dar esteve em Ol. de Azemeis. Agradeço ao Raul e à Camara Municipal o convite para participar como orador neste coloquio sobre o tema das dependências.
Estas oportunidades são extremamente uteis, porque para além da aprendizagem e experiencia profissional, é uma oportunidade unica para se estar em contacto com o publico interessado nesta materia.

sexta-feira, junho 26, 2009

Dia Nacional da Recuperação da Dependência de Substancias


Aproveito o dia de hoje, alusivo ao Dia Mundial Contra a Droga para aplaudir todos aqueles, sem excepção (homens, mulheres) que estão em recuperação das Dependencias (novo e saudavel estilo de vida) e que contribuem para uma sociedade melhor, sendo membros dignos e activos nas suas familias e na nossa comunidade - "sobreviventes".

Na minha opinião, esta "guerra contra a droga" é uma "ferramenta" politica sem qualquer efeito pratico e concreto. Não "cola" e as pessoas realmente não percebem o que se passa. Não acho que seja possivel algum dia, erradicar a droga da nossa sociedade. É uma rede demasiado complexa que sobrevive e irá manter-se activa - é uma "guerra fantasma".

Existem institições, profissionais e pessoas anónimas (rostos e vozes) que assumem um compromisso honesto e abnegado para a RECUPERAÇÃO das dependências, em vez de procurarem somente o lucro e o prestigio.

Capital de Recuperação das Dependências é: Resiliência, compromisso, honestidade, entre-ajuda, espiritualidade, responsabilidade, tolerância, determinação, altruismo, amizade, motivação, liderança, fé e esperança, equilibrio, emoções, impotência e entrega, trabalho e gestão financeira, dor e perda, familia e sociedade.

sexta-feira, junho 12, 2009

Apanhada na Rede

Tenho 35 anos e nunca consumi drogas. Namoro há cerca de 2 anos com o Alberto (nome fictício), de 38 anos. O problema é o facto de me ter apercebido que o Alberto tem um problema com drogas. Sempre soube que ele consumia drogas desde a adolescência ( todas !) mas, desde que estamos juntos, pensei que fosse uma questão controlada e meramente social. Ou seja, sabia que por vezes, quando saía com os amigos, ao fim de semana costumava consumir cocaína. Nos últimos meses, percebi que na verdade não é assim.

O Alberto consome cocaína e por vezes cannabis todos os fins-de-semana. Em ocasião social "apropriada" ou não. Por mais que tente demove-lo ele nunca conseguiu resistir ou cumpre o prometido. Isto está a afectar gravemente a nossa relação, e mais importante que isso, estou certa que ele tem um problema e não sei como ajudar, até porque ele não o reconhece. É complicado falar com ele sobre este assunto, mas nas poucas vezes em que consegui, o que ele me disse foi: "Não tenho nenhum problema com drogas, o problema que tive com drogas está resolvido há 10 anos. Neste momento o único problema que tenho com drogas… és tu. Consumo drogas quando me apetece porque gosto, não me sinto mal e isso não afecta a minha vida profissional."

Já tentei várias coisas para tentar demovê-lo, já pedi a amigos que sei que ele tem em conta que o aconselhem. Nada tem resultado. Não sei o que fazer. Nesta altura, a única coisa que me parece restar é contar à mãe do Alberto (ela sabe que ele teve problemas com drogas na adolescência e pelo que sei fez o que estava ao alcance dela e na altura pareceu resultar.). Tenho receio por outro lado que isto degrade de vez a nossa relação e também a relação dele com os pais, agora que tem 38 e não 18! E seja ainda pior. Pode dar-me a sua opinião sobre este assunto? Há alguma coisa que me aconselhe?
Desde já muito obrigada pela sua opinião e ajuda.Subscrevo-me
Isabel (nome fictício)

Boa noite Isabel
Após ler o seu email apresso-me a felicita-la por pedir ajuda.
Apesar da minha limitação na informação sobre o caso do Alberto posso sugerir algumas orientações e algum “alimento pró pensamento”. Vou abordar duas questões importantes quanto ao problema da dependência de substâncias.

A primeira questão, e talvez para sua surpresa, está direccionada para a Isabel. Mantenha-se atenta ao seu comportamento. Isto é, não encobrir, esconder, não facilitar, não negar, não pactuar com coisas que não é capaz de cumprir ou com coisas que você não acredite, assim como minimizar as consequências da dependência do Alberto, na sua vida (trabalho, amizades, família, saúde mental – cognitivo-comportamental, etc.) e na vossa relação (observar que o Alberto não está presente, disponível, mentira, preocupação, na vossa intimidade, etc) . Você corre o serio risco de se tornar codependente (preocupação constante e dolorosa sobre o Alberto e o problema do Alberto) se enveredar pelo caminho da protecção e socorro, em detrimento dos seus valores e da sua família, seguindo um apelo interior (irracional) de ajudar, quando na realidade não está a fazer, pelo contrario, está a contribuir para a progressão e deterioração da doença. Obviamente que a Isabel não é culpada absolutamente de nada, todavia é importante definir limites e critérios na ajuda e no socorro. Pode ficar apanhada na “rede” da dependência, pelas suas emoções e pelos seus comportamentos, afinal você é um ser humano.

A segunda questão está direccionada para o problema do Alberto. Procure informação sobre o abuso e a dependência de substâncias psico-activas (drogas licitas e ilícitas, incluindo o álcool). Informação é poder. A dependência é um processo da qual o Alberto perdeu totalmente o controlo da sua vida e do consumo de substâncias. A componente lazer e social desaparecem totalmente. Torna-se incapaz de prever, com exactidão, as consequências do seu comportamento quando está sob o efeito e ou quando está abstinente, vulgo ressaca. Pela discrição do seu email o Alberto quando confrontado recorre a um sistema de defesa; racionalização, minimização, negação, culpar os outros ou coisas, racionalizar. Este muro - isolamento - que ele constrói, é extremamente difícil quebrar, todavia pode retirar tijolo-a-tijolo. Não confronte o Alberto com base na sua intuição. Reflicta as consequências com factos e coisas específicas e concretas (contrario de abstractas e generalistas). Pode socorrer-se de outras pessoas, mas lembre-se, coisas específicas e concretas. Faça uma lista de coisas que estão directamente relacionadas com as drogas e outros comportamentos disfuncionais; mentiras, promessas quebradas, juras, desonestidade, objectos ou coisas relacionadas com drogas.

Espero que tenha contribuído com alguma luz no túnel.

Se desejar, caso seja residente na área do Porto, recorrer às consultas, caso contrário pode optar pelas consultas Online. Estou disponível para ajudar.

Gostava de saber se permite que publique, nos blogues, o seu pedido de ajuda corajoso, garanto total confidencialidade de todos os seus dados e do Alberto. È confidencial e seguro. O seu pedido de ajuda pode servir de “exemplo” visto as dependências afectarem a vida de milhares pessoas.

Os meus sinceros cumprimentos

quinta-feira, junho 11, 2009

Adicção ao sexo - A perda do controlo é um sintoma

Comportamentos disfuncionais acerca de sexo podem interferir negativamente e tornar caotico a vida daqueles que "alinham" no prazer imediato e no frenezim gerado por esta energia "poderosa". A vergonha, a impotencia e a perda de controle paralelamente à obsessão e à compulsividade são sinais de adicção.
Sabia que o sexo é uma fonte natural de prazer? Qual é o limite que é preciso ultrapassar de forma a que o sexo seja uma fonte de sofrimento?
É possivel interromper este frenezim constante e "indomável"atraves da "rendição" e pedir ajuda.
O actor da famosa serie X-Files, David Duchovny pediu ajuda.
Caso precise da qualquer tipo de esclarecimento sobre a adicção ao sexo envie um email para xx.joao@gmail.com. Todos os dados são confidenciais
Siga o link e comente:

http://www.youtube.com/watch?v=ZQrJA4eZCOY

domingo, junho 07, 2009

Jornal Expresso - A negação e o alcoolismo



Não posso deixar de expressar a minha estupefacção ao ver publicado no Jornal Expresso de sábado (06/06/2009), do qual sou leitor, num dos cadernos - Actual, um artigo sobre um conhecido artista, que não vou referir o nome, visto a minha critica ser direccionada ao trabalho jornalístico, na abordagem à problemática do álcool. Segundo a jornalista a dependência é realçada, mas desvalorizada no conteúdo.

Sendo o referido artista uma figura publica e segundo a notícia estar a viver “…o auge da sua popularidade.” parece completamente descabido, visto parte significativa do artigo, fazer alusão ao alcoolismo em jeito de novela, apelando ao glamour antiquado e desfasado da realidade, alusivo ao sexo, drogas e rock`n` rollcaracterístico do meio artístico, em Inglaterra e nos EUA nos anos 60. Esta máxima tornou-se moda, perpetuando-se no tempo, afectando negativamente a vida de milhares de artistas - homens e mulheres - e pessoas anónimas. Infelizmente, muitos deles já não fazem parte do mundo dos vivos, felizmente outros permanecem em recuperação (mudança de estilo vida) das suas dependências. Qualquer profissional ou indivíduo dedicado e comprometido com a recuperação das dependências rejeita este tipo de jornalismo nos dias de hoje.

O alcoolismo é uma doença grave que afecta milhares de pessoas e famílias inteiras, incluindo as crianças. È um problema de saúde publica em Portugal. Segundo alguns dados existem 1.800.000 indivíduos com problemas com o álcool em Portugal. Apesar de a nossa cultura continuar a reforçar o consumo e o abuso do álcool, não será digno para aqueles que sofrem de alcoolismo, esta doença ser tratada com o devido respeito? Sim, claro.

É urgente “desmontar” e descodificar estes mitos, crenças e novelas que teimam em permanecer resistentes na nossa cultura sobre as dependencias de substâncias psicoactivas lícitas, inlcuindo o alcool e as ilícitas, parece existir pessoas e instituições interessadas em “imortaliza-los”, infelizmente os meios de comunicação social são peritos em gerar a confusão nesta materia em vez de prestarem um serviço digno e especializado às pessoas. É indispensável proteger as crianças e os adolescentes vulneráveis, que idolatram os seus ídolos, a estes fenómenos culturais/artisticos disfuncionais, e assim prevenir novos casos de dependência. O problema das dependências não acontece só aos outros. Na realidade, todos nós conhecemos casos de excelentes artistas que sucumbem à dependência activa e que são notícia pelos piores motivos.

domingo, maio 31, 2009

Facilitador/a financeiro - "Patrocinador"



Um dependente financeiro (D.F.) precisa de um facilitador financeiro (F.F.), a que apelido de “Patrocinador”, assim como, um facilitador financeiro precisa de um dependente financeiro. Este relacionamento pode gerar atitudes e comportamentos de dependência disfuncional entre ambos e caso existam, as crianças também são prejudicadas. Qualquer dependência patológica (perda do controlo) afecta todas áreas da vida de ambos parceiros (ex. casal), refiro-me à inexistência de por ex. da confiança, da comunicação honesta, a auto-estima, assertividade e à intimidade.
Pena de si mesmo e o síndrome do salvador/salvadora
O indivíduo que “patrocina” financeiramente exerce um papel semelhante ao co-dependente (parceiro/a do individuo dependente de drogas, incluindo o álcool) exerce na vida de um alcoólico ou dependente de drogas, isto é, sente-se realizado ao participar activamente na solução dos problemas do outro – uma missão impossível (mito do salvador, herói, controlo), descorando as consequências que essa facilitação – patrocínio - surte na sua vida pessoal e social. Na realidade, não só coopera na progressão da doença da adicção activa como se prejudica a si mesmo. Já acompanhei indivíduos co-dependentes tão disfuncionais (ex. deprimidos, ansiedade aguda, pânico, segredos – “vida dupla”, isolamento, mentira) como o próprio dependente de drogas.

Perda de controlo e o medo daquilo que os outros pensam
Os F.F. emprestam dinheiro em detrimento das suas próprias finanças. Sacrificam a segurança e a estabilidade do seu capital em benefício dos outros (dependentes financeiros). Não são assertivos o suficiente para recusar (dizer NÃO) aos pedidos relacionados com dinheiro, inclusive recorrem a empréstimos ou ficam endividados, visto não possuírem recursos suficientes para liquidar essas dívidas. Na maioria dos casos, depois de presentear o D.F., de “bandeja” com capital pretendido, os F.F. sentem raiva e ficam ressentidos, pela sensação de que os outros estão a tirar partido das suas fraquezas (abuso/vitimização). Aparentam sentir-se culpados por ter dinheiro e buscam o alivio das suas emoções dolorosas; invocando o bem/dar (altruísmo, o desprendimento de bens materiais, a solidariedade, a tolerância) – para prejuízo pessoal e beneficio dos outros. A percepção da sua auto-estima (auto conceito) é disfuncional, confundindo intimamente com a a causa em ajudar (facilitar) o outro.
O FF identifica-se como pessoa com valores e princípios, por ex. altruísmo, abnegação, solidariedade, apoiar os mais “fracos” e “desprotegidos”. Todavia, tal como acontece com ao codependente, que patrocina o consumo de drogas ou álcool, o facilitador financeiro não só afecta as suas próprios recursos financeiros como também adopta comportamentos permissivos e facilitadores que contribuem somente para adiar e interferir negativamente na recuperação do individuo dependente - “Tapa os buracos causados pelo dependente financeiro” e sente-se responsável por isso. Reage segundo impulsos e crenças disfuncionais.
Qual ou quais as consequências na vida de um F.F. quando proporciona ao outros aquilo que não tem, mas que engendra esquemas para ter? Sente-se desiludido, vergonha tóxica e sentimentos de culpa, ressentido e angustiado por perder o controlo do seu próprio comportamento. 

Impotência: agente catalízador para a mudança
A maioria dos indivíduos com distúrbios financeiros, reconhece a nível intelectual o básico de forma a manter uma situação financeira estável e duradoura ex. poupar para o futuro, não gastar mais do que aquilo que ganha e aprender a usufruir do sucesso financeiro de uma forma responsável e autónoma.
Todavia, como qualquer outro tipo de comportamento adictivo, a informação ou o conhecimento sobre uma gestão equilibrada das suas finanças pessoais não é de todo suficiente para mudar o comportamento disfuncional. Para a maioria dos dependentes de substâncias, incluindo o álcool, o sinal de alerta surge da pior forma, por ex. problema de saúde ou legais, separação ou divorcio, perda do trabalho.
Caso identifique comportamentos disfuncionais, que ao invés de proporcionar qualidade de vida, proporcionam tristeza, preocupação exagerada, ansiedade e solidão, peça ajuda.
A solução deste tipo de problemas e do sofrimento não está obviamente nos outros. Somos nós próprios que precisamos de mudar e viver a vida de acordo com princípios e valores, em vez de viver em função de pessoas e coisas.
Caso deseje esclarecimentos sobre este tema envie um email para xx.joao@gmail.com





terça-feira, maio 19, 2009

Dependência financeira




Nos tempos que correm a dependência financeira atinge dimensões serias e em alguns casos torna-se crónica, equiparável a viver com uma “doença para o resto da vida”, com a probabilidade de se manter activa de geração em geração.
Comportamentos adictivos e a perda de controlo
A dependência financeira é frequente em indivíduos que apresentam comportamentos adictivos, assim como as suas famílias (ex. drogas lícitas, incluindo o alcool, e ilícitas, o jogo, sexo, compras - shopaholicsshoplifting-furto, codependência). Recordo inúmeros casos em que um membro de família dependente de drogas, incluindo o álcool, e jogo afectou drasticamente todo o orçamento, recursos e o património familiar com o consentimento e permissividade de alguns membros da família. A vergonha tóxica, a raiva e o ressentimento, a obsessão e a compulsividade instalam-se e deterioram as relações familiares (homeostase).
A perda total do controlo associado ao dinheiro é uma das consequências mais significativas e dolorosas na vida de um indivíduo, seja dependente/adicto ou não por ex. atraves da falta de uma gestão responsável e construtiva, falta de autonomia dos seus recursos financeiros, bem como, a necessidade de viver dependente do ponto vista financeiro de outra/as pessoa/as e ou instituições. Alguns indivíduos adoptam comportamentos relacionados com dinheiro que não coincidem com os valores, ideais e ou objectivos pessoais e sociais, susceptíveis de sabotar todo e qualquer plano de estabilidade financeira (ex. poupanças). Representam, num contexto social, um status associado a um estilo de vida fausto, vivendo de mentiras, manipulações, ideais irrealistas, de créditos bancários acumulando dividas acima das suas possibilidades, efeito “bola de neve”.

quarta-feira, maio 13, 2009

A Esperança de um novo modo de vida

Olá! Sou a Marta e sou uma adicta em recuperação limpa de drogas há 9 anos e dois meses.

Gostava de partilhar aqui neste blogue um pouco sobre a minha experiência.

Na minha opinião, para interromper a dependência das drogas, em primeiro lugar temos de admitir a nossa adicção e a impotência perante as drogas e que precisamos de ajuda.

Assim sendo, com força de vontade e através da identificação de pessoas com os mesmos problemas, consegui parar de usar drogas e, parar para pensar; se estas pessoas conseguem eu também iria conseguir!

È possível recuperar um modo de vida saudável, pensando um dia de cada vez, procurando as ajudas certas e especializadas.

Quem deseja recuperar da dependência consegue, MAS É PRECISO QUERER, comigo foi assim.
Tive um percurso de drogas curto e duro.

Deu para ver muito rapidamente o que é o fundo do poço e levar ao desespero aqueles que mais gostam de mim. No entanto, a verdadeira lesada, magoada e cansada daquela vida era apenas eu, estava a destruir-me lentamente, dia após dia.

Só eu é que poderia mudar a minha vida, obviamente com ajuda de outras pessoas, pois sozinha não seria capaz. Finalmente, consegui deixar de viver naquela profunda solidão em que me encontrava.

Neste programa, conheci pessoas maravilhosas que me mostraram o lado bom da vida e o quanto é bom estar abstinente e em recuperação.

Hoje, sei que não estou sozinha é muito bom sentir isso.
Estou muito agradecida a este programa de recuperação dos 12 Passos de Narcóticos Anónimos.

Marta

Comentário: Gostaria de agradecer à Marta a sua amabilidade em partilhar connosco a sua experiência pessoal. Creio que para aqueles que desejam recuperar das dependências (comportamentos adictivos) a Esperança de um modo de vida diferente e saudável é aquilo que mais ambicionam, um dia de cada vez. Afinal, é possível viver abstinente de substâncias e feliz. A recuperação duradoura, no caso da Marta, é motivo de júbilo e de realização pessoal. Os meus parabéns e Recuperar É Que Está a Dar.

terça-feira, maio 12, 2009

Compras compulsivas - Shopaholics

Qual é o problema associado às compras? Será assim tão grave? Nem todas as pessoas que gastam dinheiro em produtos, acessórios ou equipamentos apresentam um problema de comportamento. Quem é que resiste aos saldos? Quem é que resiste a umas compras no centro comercial? Quem não pensa “Bolas, hoje tive um dia muito difícil mereço uma prenda”.


Identificar atitudes e comportamentos
Na realidade, ainda existe alguma controvérsia quanto ao estudo e ao diagnóstico, todavia é evidente que existem casos de indivíduos que necessitam de apoio e orientação. O meu principal objectivo é alertar as pessoas, de forma a que consigam PARAR e reflectir sobre a perda de controlo em relação ao frenesim, ao desassossego e às consequências negativas do seu comportamento associado às compras. Conheço alguns casos de pessoas que desenvolvem a compulsão das compras – “culto”. Algumas reconhecem este padrão de comportamento disfuncional, como uma bóia de salvamento - nos momentos de angústia, de raiva, frustração, tristeza, solidão. O problema não é as compras ou o dinheiro, somos nós que adoptamos comportamentos que geram comportamentos disfuncionais e adictivos.


Um estudo realizado nos EUA revela que este problema afecta 5.8% da população (Koran, e tal 2006) e é tão comum como a depressão. Os indivíduos com este distúrbio não conseguem deixar/parar de pensar sobre a sua necessidade e preocupação frequente, em fazer compras.



sexta-feira, maio 08, 2009

A pressão gerada pela ansiedade na escola

A ansiedade é uma resposta ao medo (fugimos ou atacamos). Pode ser caracterizado por um estado de alerta ou vigilia constante. Qualquer estudante sabe perfeitamente a pressão gerada pela expectativa e pela pressão durante a epoca de exame.

Numa Universidade Espanhola foi desenvolvido um programa de forma a diagnosticar a e lidar com a ansiedade.
Seguir link:

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=31164