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sexta-feira, novembro 13, 2009

Recuperar É Que Está a Dar Sem fronteiras


Após ter conhecimento que o Movimento Recuperar É Que Está a Dar já ultrapassou as expectativas iniciais (desde Maio de 2007), constato com entusiasmo, que o blogue também é visitado, provavelmente, por portugueses residentes no estrangeiro. Nesse sentido, apresento alguns dos países que mais aparecem referenciados:


África - Nigéria, Moçambique, Angola, Tanzânia, Senegal, África do Sul, Egipto, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Burkina Faso, Quénia, Namíbia, Uganda,


Américas - Estados Unidos da America, Brazil, Canadá, México, Argentina, Colômbia, Bolívia, El Salvador, Paraguai, Chile, Equador, Peru, Dominica, Costa Rica, Porto Rico, Venezuela


Ásia - Paquistão, Macau, Hong-Kong, Turquia, Federação Russa, Republica da Coreia, Arábia Saudita, Israel, Japão, Kuwait, Singapura, Filipinas, China, Indonésia, Vietname,  


Europa - Suiça, Suécia, Luxemburgo, Polónia, Holanda, Bélgica, Itália, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Espanha, Grécia, Áustria, Eslováquia, Rep. Checa, França, Roménia, Luxemburgo, Finlândia, Dinamarca,Malta, Ucrânia, Irlanda, Áustria

Oceania Austrália, Nova Zelândia


Para o movimento/causa Recuperar É Que Está a Dar não existem fronteiras ou limites (oceanos, continentes, etc) quanto à passagem da Esperança de Recuperar (um novo estilo de vida) dos Comportamentos Adictivos.



quarta-feira, novembro 04, 2009

A Dependência às drogas lícitas



As drogas lícitas, sujeitas a prescrição médica, quando administradas ao doente, são substâncias que devem ser submetidas a uma rigorosa monitorização, quer seja efectuada pelo próprio medico que as receitas, e principalmente, pelo próprio paciente, porque, caso o plano de tratamento seja alterado de acordo com os critérios do doente sem a participação do doente pode iniciar a auto medicação, e isso afectar negativamente a qualidade de vida e gerar dependência (adicção). 
Visto serem drogas legais, aceites e toleradas do ponto de vista da sociedade, todavia os dependentes destas substâncias lícitas, adotam comportamentos probematicos que comprometem seriamente a sua qualidade de vida e das outras pessoas à sua volta, incluindo as crianças, e perdem o controlo da dependência, na prática significa negligenciarem as obrigações familiares, profissionais e sociais, processo idêntico aos dependentes das drogas ilícitas. Sabia que a dependência substâncias psicoactivas lícitas (auto medicação) interfere na forma como o individuo pensa, sente e age?

 A dependência é caracterizada pelo abuso recorrente de substâncias psicoactivas lícitas sujeitas a receita médica:
  • O individuo, apesar de saber do perigo da auto medicação e da dependência, recusa seguir o plano/guia de tratamento medico quanto à administração do(s) medicamento(s);
  • A medicação que o individuo decidiu ingerir não foi aconselhada por profissionais de saúde. O tipo de medicamento que está a tomar não foi prescrito para si. È comum em Portugal, pessoas que tomam determinada medicação sugerirem outras pessoas a faze-lo. Nota: Este tipo de procedimento é extremamente perigoso.
  • O individuo não segue o plano/guia de tratamento e ingere doses do medicamento diferentes daquelas pelas quais o médico prescreveu;  

As substâncias psicoactivas, sujeitas a receita medica, mais utlizadas como auto medicação são aquelas direcionadas para o tratamento da dor, para o tratamento da ansiedade, perturbações do sono. A ingestão desta recorrente deste tipo de substâncias psicoactivas e em doses não recomendadas pelo médico gera dependência física e adicção (doença).

Um número muito significativo de indivíduos que são dependentes de drogas ilícitas (ex. heroína e/ou cocaína) também apresentam consumos/abuso concomitantes com drogas lícitas, sujeitas a receita medica, caso das benzodiazepinas - analgésicos, ansioliticos, tranquilizantes, também pode incluir bebidas alcoólicas – policonsumo ou adicção cruzada. Também existem indivíduos  dependentes do jogo ou sexo ou relacionamentos, ou  distúrbio alimentar ou compras ou workaholism (adicção) dependentes de drogas lícitas, medicação sujeita a receita medica.

Quer seja através das substâncias psicoactivas,geradoras de dependências, e/ou os comportamentos adictivos (Adicção) os dependentes evitam, a todo o custo expressar e viver em contacto com a realidade (ilusão e negação da doença) mecanismo psicológico reforçado pela logica adictiva.


Caso deseje receber informação sobre as drogas lícitas e a adicção pode enviar um email para xx.joao@gmail.com



domingo, novembro 01, 2009

Um dia o gigante desperta irreconhecivel



Uma história antiga que se perpetua no tempo
No dia 21 de Outubro de 2009 assisti a um documentário (TV) sobre actividades criminosas, numa determinada cidade onde obviamente, os dependentes de drogas ilícitas ocuparam um lugar de destaque. Quase no final do referido programa surgiu um relato de uma mãe, cujo filho se tinha tornado dependente (adicto a drogas ilícitas). Ao ouvir esta mãe fiquei apreensivo e trouxe recordações de outros relatos semelhantes, sobre as consequências imprevisíveis da adicção activa no indivíduo, na família e na comunidade. Neste caso especifico, foram as drogas ilícitas, mas podemos acrescentar drogas lícitas, ex. o álcool, jogo, relações dependentes, sexo. Será que se podia fazer algo a fim de evitar a tragédia? Naquela situação, estavam reunidos todos os ingredientes para a “bomba” rebentar - violência física, verbal, abuso constante e adicção activa - “mistura volátil e explosiva”.
Esta história começa num país bem distante do nosso. Uma mãe solteira de um filho que após a infância exibia traços de personalidade de um jovem com tendência para a musica e com um futuro promissor. Esta mãe, que apelido de Carol afirmava que o seu filho era um ser encantador, bem-disposto e dedicado. Mais tarde, a Carol começou a identificar comportamentos estranhos e bizarros no filho. Um dia, ela descobriu que o seu filho de 14 anos tomava drogas ilícitas. A partir dessa altura o inferno invadiu esta casa de família

quinta-feira, outubro 22, 2009

Dependência - Ontem, Hoje e Amanhã

O consumo de drogas ilícitas, tais como a cannabis, heroína, cocaína, e as drogas lícitas tais como álcool e fármacos (ex. benzodiazepinas) podem ter contornos dignos de atenção clínica, quando presentes alguns factores.
Apresentam-se os critérios para a dependência de substâncias, segundo o DSM-IV. A dependência tem um padrão maladaptativo do consumo de uma substância, levando á deterioração ou mal-estar clinicamente significativo, manifestado por 3 (ou mais) dos seguintes itens:
1 - Tolerância – necessidade de aumentar os consumos de uma determinada substância para conseguir o efeito desejado.


2 - Abstinência - vulgo ressaca, privação por cessação ou redução do uso pesado e prolongado de uma determinada substância, causando mal-estar clinicamente significativo.


3 - A substância é tomada com frequência em quantidades maiores ou por um período de tempo maior do que inicialmente se pretendia.

4 - Existe um desejo persistente ou esforços infrutuosos de controlar ou interromper o consumo – perda do controlo.

5 - Dedicar muito tempo em actividades relacionadas com a obtenção da substância, consumo, ou recuperação dos seus efeitos.

6 - Redução de importantes actividades sociais, laborais ou recreativas devido ao consumo da substância.


7 - Uso contínuo da substância apesar da consciência dos problemas psicológicos ou físicos, causados ou exacerbados pelo consumo da substância (Ex. abuso de cocaína provoca depressão ou ingestão continua de álcool apesar de ter uma úlcera).


A compreensão das causas dos comportamentos adictivos que causam a dependência é largamente estudada há vários anos. Trata-se de uma doença biopsicossocial, ou seja, tem influência de factores genéticos, psicológicos e sociais.

Como consequências, estas são regra geral transversais, podendo afectar várias áreas da vida, tais como a pessoal, familiar, financeira, social, profissional, etc.
Na área pessoal, é comum por exemplo, o desenvolvimento de úlceras e aparecimento de doenças (co-morbilidade) como a esquizofrenia que podem ser despoletadas pelo uso compulsivo de determinadas substâncias psico-activas;

Área familiar, poderão haver sucessivas discussões, agressões, negligência dos filhos ou dos afazeres domésticos – disfunção no sistema familiar ex hierarquia e limites;

Área financeira é também, regra geral, prejudicada, podendo variar conforme a substância usada;

Área social, é comum haver uma redução de actividades recreativas e de lazer;

Área profissional, as consequências podem abranger repetidas ausências, ou fraco desempenho no trabalho (absentismo).

Problemas legais são também consequências recorrentes relacionados ao uso/abuso de uma substância psico-activa (por ex., detenções por conduta desordeira, agressões, condução de veículos sob influência da substância).

Apesar de frequentemente nos depararmos com doentes com uma dependência elevada e com repercussões em todas as áreas da sua vida, infelizmente, nem sempre o doente age no sentido da sua recuperação. O factor negação, que corresponde á resistência inconsciente do indivíduo em assumir e ver com clareza os danos causados pelo seu consumo, é o factor preponderante pelo qual o indivíduo não pede ajuda numa fase mais precoce e não toma nenhuma acção no sentido da sua recuperação.

A boa notícia é que, a qualquer momento pode interromper-se este "ciclo vicioso". É aqui que gosto de focar as pessoas que vêm ter comigo. Mais do que procurar as causas, é necessário interromper esta espiral destrutiva e procurar soluções. O primeiro passo para a recuperação é a aceitação do problema, ou seja, reconhecer a dependência. O segundo é pedir ou procurar ajuda especializada.

A partir daí é tudo mais fácil. O degrau mais difícil de subir é sempre o primeiro. A primeira acção é a que tem o grau de desafio maior, pois é a que nos tira da zona de conforto e compromete com novos objectivos. Focados nas soluções e com uma nova atitude, seguimos em frente, passo a passo, com a certeza que não mais vamos abdicar do nosso poder pessoal.

Se fizeres o que sempre fizeste, obterás o que sempre obtiveste” Anthony Robbins


Um objectivo sem um plano, é só um desejo” Antoine de Saint-Exupéry


Até quando deves tentar? Até!” Jim Rohn


Mónica Antunes - Psicóloga Clínica
contacto - monicant@gmail.com

- seja criativo, ouse a diferença, enfrente o desconhecido, saia da sua zona de conforto! Afinal, só se vive uma vez!
- seja criativo, ouse a diferença, enfrente o desconhecido, saia da sua zona de conforto! Afinal, só se vive uma vez!
- damos conta, estamos a fazer mais do mesmo, repetindo-nos em variações subtis daquilo que já vínhamos fazendo. Pense diferente,



Comentario: Agradeçimentos à Dra Monica Antunes pela sua participação no Recuperar É Que Está a Dar e pelo compromisso para com a Recuperação das dependências (adicção). Gostaria de salientar a importancia de todos aqueles, que directa ou indirectamente, estão ligados ao tratamento das Dependencias (Adicção) colaborem na procura de soluções, realistas e eficazes, que melhor se adaptem aqueles que sofrem deste problema - individuo, familia e comunidade. Derivado à complexidade desta doença são necessarios esforços e desenvoler sinergias suficientes para ultrapassar o estigma e a negação associados a este problema de saude publica. A recuperação é possivel. Um grande bem haja à Dra Monica Antunes.

terça-feira, outubro 06, 2009

Frases soltas e com significado




Frases soltas e com significado na Recuperação das Dependências (Adicção)

Estas frases fazem parte da linguagem que define a nossa missão – contributo espiritual, não religioso, junto daqueles que desejam recuperar da doença da adicção (individuo, família e comunidade).

2008
Fevereiro – Mensagem em Recuperar; partilhar a Esperança.

Março – Transformação: Re-inventar a Recuperação.

Abril – Recair não significa “derrota total”, mas experiência (humildade).

Maio – A Recuperação é uma seria ameaça à Adicção.

Junho – “Dá a ti mesmo/a mais do que achas que mereces.” - Fernando A. (utilizador/seguidor do blogue).

Julho – “Procurar mudança nas atitudes e comportamentos é seguir uma filosofia de vida. É estar abstinente” - Manuel F. (utilizador/seguidor do blogue).


Agosto – “Coragem não é ausência do medo. É seguir em adiante apesar do medo” Santos A. (utilizador/seguidor do blogue)


Setembro– “Não te quero pedir nada que não tenhas para me dar nem te quero dar nada que não tenhas vontade de receber” Alexandre (utilizador/seguidor do blogue)

2009
Janeiro – Recuperar é viver de acordo com aquilo que realmente somos.

Março– Recuperar da Adicção através de uma relação saudável com o dinheiro.

Julho– Toda a Família entra em Recuperação da Adicção activa (trauma).

Na sua opinião, qual destas frases melhor enquadra o conceito de Recuperação das Dependências? Vote na sua preferência e envie um email para xx.joao@gmail.com
Se desejar também pode participar com frases suas. 

domingo, outubro 04, 2009

A busca do alivio imediato pode ter consequências elevadas e dolorosas a medio longo prazo


Sabia que comer é uma fonte natural de prazer? Porque é tão difícil adaptar a hábitos alimentares regulares e saudáveis? Porque preferimos adiar, para mais tarde, o prazer de comer? Por ex. esperar pelo final do dia pela refeição mais importante, quer esteja ou não consciente ao escolher este tipo de comportamentos/ rotinas, estão criadas as condições e ambiente para o “festim” (ingestão compulsiva, apetite voraz, empanturrar-se - binge eating).


Desde muito cedo nas nossas vidas, descobrimos que existe um tipo de alimentos que quando ingeridos em certas quantidades, proporcionam uma sensação de alívio e bem estar (por ex. doces, e outros alimentos excessivamente caloricos). Para alguns indivíduos, ingerem alimentos porque lhes proporcionam o maior alívio possível. Comemos para aliviar a pressão do dia.
Caso não consigamos mointorizar pensamentos, sentimentos e comportamentos em relação à comida saudavel e diversificada podemos atingir o ponto crucial para o desenvolvimento da adicção (distúrbio alimentar). Só comemos (ingestão compulsiva, apetite voraz, “festim”, empanturrar-se) porque sentimos uma sensação de alívio, porque se assim se não fosse não o faríamos. Porque é que funciona? Existem determinados alimentos, que ingeridos em certas quantias podem ser responsáveis por uma cadeia de reacções químicas que interferem na regulação e funcionamento numa zona do nosso cérebro responsável pelo alívio da dor, também afecta e reduz a vigilância/estado de alerta.

quinta-feira, outubro 01, 2009

O Alcoolismo e a família



"Quando Um Homem Ama Uma Mulher"

Este filme retrata na "perfeição" o drama dos relacionamentos (familia, incluindo as crianças) onde um dos parceiros apresenta um problema com o alcoolismo. Neste caso,  ela (Mulher/Meg Ryan) que sofre de alcoolismo e ele (marido/Andy Garcia) sofre as consequencias da adicção.
Quando uma familia é afectada pela adicção (drogas lícitas, incluindo o alcool, e ilícitas, jogo, trabalho, sexo, disturbio alimentare, relações, compras) todos, sem excepção são afectados, incluindo as crianças. Todo o sistema familiar (papeis, rotinas) fica disfuncional - desconfiança, mentira, negação, manipulação, negligência, violencia domestica.
A fim de negar a doença, evoca-se o amor e a familia para justificar o injustificavel. O disfuncional torna-se o normal e instala-se a impotência, a vergonha e a culpa, o medo, o ressentimento, solidão e a raiva. Se o processo destrutivo da doença não for interrompido pode assumir consequências catastroficas. A recuperação é possivel atraves da coragem, da honestidade, confiança e mudança. Se nada mudar tudo fica na mesma.

Se identificar com o papel de algum dos actores, neste filme, escreva como é para si viver as consequencias da adicção. Envie uma email para xx.joao@gmail.com

Siga o link e veja o trailer do filme.www.youtube.com/watch


terça-feira, setembro 29, 2009

Uma marcha "diferente" de Esperança


Já há alguns anos que é tradição, em algumas cidades americanas, realizar-se uma marcha a favor da RECUPERAÇÂO dos comportamentos adictivos que junta milhares de pessoas. Este evento (movimento social) cujo objectivo é alertar o governo, para o problema da adicção (drogas licitas e ou ilicitas, incluindo o alcool, jogo, trabalho, sexo, relacionamentos, disturbios alimentares, compras) e acima de tudo, alertar aqueles individuos (e familias, incluindo as crianças, muitas vezes esquecidas) que ainda sofrem as consequencias desastrosas e brutais da adicção, que afinal é possivel Recuperar.

Aqueles individuos que estão em recuperação da adicção activa, faz todo o sentido ajudar os outros (adictos e adictas que estão activos), atraves do seu proprio exemplo e atraves das suas experiencias.

Felizmente, este Movimento já atravessou o Oceano Atlantico e chegou à cidade de Liverpool, (UK). Parece ter adquirido "pernas para andar" e não vai parar. Como se de um "vírus contagioso de esperança" se tratasse.
siga o link e veja o video:

Ideia! Você gostaria de participar numa marcha pela Recuperação da Adicção?

Caso a resposta seja afirmativa, envie um emal (xx.joao@gmail.com) , e quem sabe se um dia nós estaremos juntos na rua, menosprezando e desmistificando o estigma e a negação, a celebrar a Recuperação. Afinal de Liverpool ate Porto, ou Lisboa, ou Coimbra, Faro, ou Braga, Aveiro, Setubal, ou Evora, Castelo Branco, ou Guarda, Viseu, Beja, Lagos e Portimão é já ali ao virar da esquina.

O movimento Recuperar É Que Esta a Dar responde já. Sim, claro que vou.

terça-feira, setembro 22, 2009

O Alcoolismo é uma doença, não é um vicio e/ou uma fraqueza moral



Apesar do referido video neste post (link) retratar a realidade americana, na minha opinião, em Portugal não estamos assim tão longe dessa mesma realidade. Sabia que o abuso do alcool e o alcoolismo são um problema de saude publica, inacreditavelmente negligenciado pelas autoridades competentes?
O alcoolismo é uma doença, em qualquer lugar do mundo que afecta, directa e indirectamente, milhões de individuos, a familia, incluindo as crianças, e onde se gastam milhões de dolares/euros por ano.

Quantos casos de individuos com problemas de alcool você identifica na sua familia?

Quanto é que o estado gasta por ano, em despesas, relacionadas com as consequencias do alcoolismo?

Qual é o impacto social e economico do abuso (consumo problematico) e do alcoolismo, em Portugal?

Quantos amigos você conhece que apresentam problemas com o alcool?

Identifica um problema com o alcool? Se a resposta for sim, quais as consequencias negativas na sua vida e junto daqueles que vivem consigo (familia, crianças, colegas de trabalho, lei, saude, etc)?

Você tem um relacionamento amoroso com alguém com problemas o alcool?

Você é filho/a de pais ou um dos progenitores com problemas com o alcool?

Responda e envie para xx.joao@gmail.com
Siga o link e veja o video:


Peça ajuda, pela sua saude e pela saude dos seus familiares, incluindo as crianças

quinta-feira, setembro 17, 2009

Recuperar das drogas licitas (automedicação)



O famoso actor americano Burt Reynolds de 73 anos veio a publico revelar a sua adicção às drogas licitas, obtidas mediante receita médica. Segundo o referido actor, o objectivo de vir a publico expôr a sua dependência é um incentivo, e assim, ajudar outras pessoas (dependentes a drogas licitas e ou ilicitas) a procurar ajuda.

Por vezes, quando pensamos ter encontrado uma "solução" para um problema de saude (dor) podemos estar a arranjar mais problemas. A adicção às drogas, prescritas pelos médicos (benzodiazepinas - tranquillizantes, ansiolíticos, analgésicos), podem proporcionar um alivio imediato, todavia aautomedicação representa um risco enorme para o desenvolvimento da adicção (a medio ou longo prazo).

Se identificar um problema com a automedicação peça ajuda. Envie um email para xx.joao@gmail.com

Veja o link:

sexta-feira, setembro 11, 2009

International Council on Alcohol and Addictions - ICAA


O Conselho Internacional sobre o Álcool e Adicções (CIAA) é uma organização não governamental, independente e sem fins lucrativos, criada em 1907 e com sede em Lausanne, na Suíça.


O CIAA dedica-se à prevenção e redução dos efeitos nocivos do consumo de álcool, tabaco e outras drogas, bem como dos comportamentos adictivos dos indivíduos, famílias, e sociedade. O CIAA promove, de uma forma independente e apolítica a troca de experiências inovadoras e de práticas baseadas na evidência.


Nos seus 100 anos de existência o CIAA afirmou-se como um fórum de discussão heterogéneo onde as experiências do terreno confirmam as abordagens e atitudes em termos de dependências (além do álcool, tabaco e drogas, o CIAA também se debruça sobre outros problemas adictivos como é a dependência do jogo.


É neste sentido que o CIAA se assume como plataforma única para discussão dos problemas das dependências em todo o mundo.

O CIAA promove anualmente uma Conferência internacional, que reúne peritos, sociedade civil e representantes do poder político. Em Junho de 2007, celebrou o 100º aniversário com uma Conferência Internacional sobre Dependências, que teve lugar em Estocolmo e que reuniu 350 participantes de todos os continentes.


A Conferência anual de 2008 teve lugar em Chipre e na reunião do Conselho de Administração do CIAA de Maio de 2008, Portugal, através do IDT, foi escolhido para acolher a Conferência de 2009, que irá realizar-se de 11 a 16 de Outubro, no Centro de Congressos do Estoril.


Veja mais:

terça-feira, setembro 08, 2009

O Ponto de Partida



Para aqueles individuos que são "apanhados" na adicção activa, seja drogas ilicitas, incluindo o alcool, e/ou licítas, o jogo, codependencia, trabalho, sexo, compras, disturbio alimentar, compras (shopaholics), shoplifting (furto) estes homens e mulheres sentem-se impotentes perante tal "adversário" - o seu comportamentos; a sua doença.

Paradoxalmente, a recuperação indiviudal inicia-se precisamente neste especifico ponto de partida - a impotência e a perda do controlo. A partir do momento em que o individuo parar de resisitir, através da lógica adictiva, e viver na negação surge uma "luz no fundo do túnel". È o inicio e o nascimento de algo novo e diferente, como uma folha de papel em branco. Nesse sentido, a recuperação assume diversas formas e estilos. É um processo orgânico e activo de busca de conhecimento e da pratica da solidariedade e entreajuda. Avanços e recuos...é Ok cometer erros.

A vontade de viver uma vida preenchida e enriquecida pelos principios e valores espirituais, não religiosos sem dogmas e divindades, assume um papel preponderante, no proposito, com "conteudo" e honesto nos relacionamentos com as outras pessoas.

Atraves da criatividade, da espiritualidade, do sonho, da contemplação e da espontaniedade o adicto descobre a "arte" de viver uma vida plena. Afinal, foi para isso que nascemos, mesmo sabendo que a vida está repleta de desafios e obstáculos. Não buscamos a perfeição mas o conhecimento para uma consciência elevada.

Somos seres humanos que buscamos a espiritualidade ou somos seres espirituais que procuramos ser humanos?

Clique no link e veja o video. Comente/responda em Recuperar das Dependências.

domingo, setembro 06, 2009

A conduzir sob o efeito de drogas



Como é do conhecimento geral conduzir sob o efeito de drogas licitas, incluindo o alcool, e ou ilicitas pode provocar acidentes e até a morte, isto é transformar a viatura numa arma letal com vítimas inocentes. É crime.
Recordo um episodio que ilustra na perfeição a Negação de quem conduz e consome drogas licitas, incluindo o alcool e ou ilicitas. Vou tentar ilustrar uma situação corriqueira.

Um grupo três amigos sai de um Bar após uma horas a conversar e a beber alcool. Está na hora de voltar a casa porque a noite já vai longa. Dirigem-se para o carro que os aguarda, estacionado no parque a dez metros de distância do referido Bar. Durante o trajecto o Victor, que não bebeu bebidas alcoolicas, decide ser ele a conduzir a viatura, que neste caso até não era a sua, visto os seus dois amigos estarem sob o efeito do alcool, afirma:

- "Eh pessoal, vou eu a conduzir, vocês os dois estão com os copos. Tu, Luís não estás em condições de levar o teu carro. Pode acontecer algum acidente. Vou leva-los a casa e depois entrego-te o carro amanhã. Se fores a conduzir ainda acontece alguma desgraça."

Imediatamente, o amigo Luís responde indignado:
-"O quê?! Com os copos?! Quem é que está com os copos?!Quem eu?!Ouve lá, ó Vitor... quem leva o carro sou eu...O carro é meu. Entra lá para dentro, porque comigo os miudos vão sempre atrás...ahahah!!!..." E tira a chave do bolso das calças, abre a porta e senta-se ao volante.

Questão:
1. O que é que você fazia nesta situação se fosse o Vitor? Entrava no carro com os amigos ou encontrava outra alternativa de forma a chegar a sua casa? Por ex. táxi.
2. Se decidisse entrar no carro e se houvesse um acidente grave, como consequência do efeito do alcool, com varios feridos graves você (Vitor) considera que seria também culpado e responsavel?

Responda a estas questões e envie um mail para xx.joao@gmail.com o titulo (Assunto): A conduzir sob o efeito de drogas

Clique no link e veja o video.

http://www.youtube.com/watch?v=t_jyvLcaMio


quarta-feira, setembro 02, 2009

Merecem algo melhor que o pior que podem aguentar - part II



As necessidades das crianças são negligenciadas
Quando pensamos em indivíduos (membros de família) com comportamentos adictivos associados a drogas, ao álcool, jogo, distúrbio alimentar, compras (shopaholics), shoplifting (furto) e sexo na nossa comunidade, raramente imaginamos que também nós podemos estar expostos a este tipo de adversidade. Recordo inúmeros casos de indiviudos que afirmam “Quando surgem notícias relacionadas com este tipo de problemas, imediatamente pensamos que só acontece aos outros”. Pense, se acontecer na sua propria familia e dentro da sua propria casa? Quais as medidas necessarias a tomar de forma a proteger as crianças das consequencias da adicção?

Na realidade, ninguém tem o desejo de ser “apanhado na rede” da adicção. Mas, infelizmente os factos e a realidade, é bem diferente.

Aquelas famílias (progenitores) que são confrontadas com a adicção (drogas ilícitas, incluindo o alcool, e/ou licitas, jogo, sexo, codependencia, distúrbio alimentar, compras, furto) são expostas a uma determinada pressão e evidenciam algumas consequências na relação com o/os seu/s filho/os.
Alguns exemplos:
1. Os progenitores desenvolvem crenças negativas e distorcidas sobre o seu papel (pai ou mãe, em alguns casos ambos os progenitores). Ex. Sentem que falharam redondamente, como pais. Sentem-se incompetentes. Oiço desabafos “Como posso ser um exemplo para o meu filho/a se tive problemas com drogas, álcool,ou jogo ou relações, sexo? Não tenho esse direito porque me sinto culpado/a".

quinta-feira, agosto 27, 2009

Lição de Vida - Espiritualidade

"Running the Sahara"
Como é possivel 3 atletas correrem 6.920 Km em Africa? Atravessaram o Senegal, a Mauritânia, o Mali, o Niger, a Líbia e para terminar o Egipto. Esta corrida durou 111 dias. Qual o objectivo desta corrida na vidas destes tres homens (Charlie, Ray e o Kevin) e em todos aqueles que participaram nesta aventura?
Um dos aspectos mais interessantes que gostaria de contemplar prende-se com a Resiliência, o Trabalho de equipa e o Proposito/Sentido de vida. Reflete o anseio na evolução humana em nos superar e vencer os obstaculos na vida.
A adicção não escolhe pessoas, qualquer um está exposto e vulneravel. Esta corrida é sem duvida uma lição de vida (espiritual) para todos. Fabuloso e Brutal.

Veja o link e comente em Recuperar É Que Está a Dar

http://www.runningthesahara.com/

quinta-feira, agosto 13, 2009

Uma viagem pelo inferno até...à esperança.

Após a oportunidade de ajuda (atraves de uma mão amiga)...surge a esperança.
Para quem vive no "inferno" da adicção activa, sonha que um dia, mesmo remoto...possa tornar-se realidade.
Veja o trailer e comente em Recuperar É Que Esta a Dar.

http://www.lostinwoonsocket.com/trailer.html

quarta-feira, agosto 05, 2009

Recuperar é receber e dar apoio digno e valido

Recuperação é assim... "Nothing Else Matters"
Porque um dia também podemos precisar, afinal estamos todos vulneraveis às adversidades da vida.
Veja o vdeo do Ytube do vocalista dos Metallica, James Hetfield:

http://www.youtube.com/watch?v=sv7E7QWsr1A&feature=fvsr

because nothing else matters... recuperar é que está a dar

terça-feira, agosto 04, 2009

Merecem algo melhor que o pior que podem aguentar



As necessidades das crianças são negligenciadasAs crianças, cujos lares são afectados pela adicção, um dos pais ou ambos são adictos (drogas lícitas, incluindo o alcool, e/ou ilícitas, o jogo, distúrbio alimentar, sexo, trabalho, compras - shopaholics, furto - shoplifting, codependencia) são inseguras e carentes de afectos e “desligadas” das suas verdadeiras emoções – ex. abandono e inadequação.

Nos primeiros anos de vida, estas crianças apresentam problemas de comportamento em casa e na escola. No ensino primário surgem problemas de literacia (escrita e leitura). Durante a adolescência as dificuldades nos relacionamentos com os professores e/ou grupo de pares transformam a escola numa experiencia adversa que culmina com o insucesso escolar. Este tipo de experiências, sem a monitorização parental, pode desencadear atitudes e comportamentos que conduzem à delinquência juvenil.

As crianças quando expostas aos comportamentos adictivos podem ficar incapacitadas, a nível competências individuais e sociais, a fim de se realizarem como indivíduos, como consequência de ambientes familiares caóticos. Convém salientar que, na maioria dos casos, os comportamentos adictivos surgem associados (comorbildiade) a outros tipos de problemas de saúde mental; a ansiedade e/ou a depressão, também podemos acrescentar o  isolamento social, problemas nos relacionamentos (ex. falta de intimidade e desconfiança) e a violência doméstica.

Obviamente, este tipo de comportamentos caóticos coloca toda a família numa enorme pressão que pode se perpetuar – paradoxalmente, é encarado algo normal e familiar (homeostase).

sábado, julho 25, 2009

As Drogas e o Amor

Algumas drogas licitas podem interferir negativamente na capacidade de expressar sentimentos/comportamentos relacionados com o amor e o sexo - intimidade.
Estas drogas afectam o funcionamento do nosso cerebro.
Veja o video da Dra Helen Fisher sobre o tema. Siga o link.
Comente em Recuperar É Que Esta a Dar.

http://www.youtube.com/watch?v=IcG6J-8OwAo

segunda-feira, julho 20, 2009

A Filosofia dos 12 Passos - Evidência cientifica



Estudos recentes procuram revelar a forma como a abordagem espiritual, não religiosa sem dogmas e divindades, influencia o individuo na recuperação da adicção. 
Para indivíduos dependentes de drogas lícitas, incluindo o alcool, e/ou ilícitas a filosofia dos 12 Passos, dos Alcoólicos Anónimos (AA) provoca causa um impacto profundo e positivo na manutenção da abstinência e no estilo de vida. Estes resultados comprovam-se através dos Grupos de Ajuda-Mutua desde 1935, ou de uma abordagem num contexto (setting) terapêutico (profissional) por atraves do Modelo Minnesota de Hazelden Foundation ou do 12 Step Facilitation.
Nos últimos anos, alguns investigadores estudaram a abordagem através do qual a filosofia dos 12 Passos, dos AA, influencia os resultados deste programa espiritual, não religioso sem dogmas e divindades, de recuperação da adicção. Os estudos revelam:
1. Existência de uma rede social de apoio na manutenção da abstinência,
2. Efeito da auto-eficácia (desenvolvimento de competências cognitivas e emocionais),
3. Confiança na manutenção da abstinência (sobriedade). Consequentemente, estes três factores são promotores de saúde e de prevenção do abuso de drogas lícitas, incluindo o alcool, e/ou ilícitas.

A espiritualidade, não religiosa sem dogmas e divindades, na recuperação da adicção é outra componente importante que contribui para o impacto da filosofia dos 12 Passos dos AA. É um paradoxo, reconhecido ao longo da história, sobre os seres humanos quando sujeitos a experiencias geradoras de sofrimento e carência estas revelam-se uma oportunidade para um despertar espiritual. Os fundadores dos Alcoólicos Anónimos, Bill W e o Bob S., descobriram que a adicção às drogas e/ou álcool proporciona uma disposição emocional para determinadas experiências espirituais. Espiritualidade, não religioso sem dogmas e divindades, é o núcleo central do programa do AA, da qual os 12 passos fazem parte. Os princípios espirituais referem a admissão da doença da adicção (dependência de drogas lícitas, incluindo o álcool, e/ou  ilícitas) a necessidade em confiar no outro indiviudo em recuperação e no programa e o compromisso em manter um “contacto consciente” com um poder superior não religioso, sem dogmas e divindades, exterior ao indivíduo. Este conceito é individual e imaterial.

quarta-feira, julho 08, 2009

Recuperação - uma forma de arte

5 historias diferentes, um objectivo em comum - Recuperação.
Apesar da destruição e do inferno causada pela adicção activa a recuperação proporciona esperança, tolerância, dignidade, fé e unidade. Uma jornada que merece ser vivida...
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terça-feira, julho 07, 2009

Prevenção e intervenção no ambiente de trabalho




Desde há uma década, que em Portugal, alguns empresários têm vindo a preocupar-se acerca dos efeitos negativos que ocorrem nas suas empresas, como resultado de empregados que abusam (uso problemático) de álcool e drogas. 

Sabia que a grande maioria dos indivíduos com dependência de álcool e/ou drogas estão empregados. Segundo um estudo o álcool é a substancia eleita e a que mais preocupação gera no local de trabalho. Estima-se que exista, um milhão de indivíduos que abusam de álcool (750 mil alcoólicos crónicos) e 45 mil dependentes de drogas. Se incluirmos as drogas psicoactivas lícitas, por auto medicação - não monitorizado por um médico; ex. benzodiazepinas -ansioliticos e tranquilizantes, assim como o uso concomitante de várias substâncias diferentes, ex. álcool e tranquilizantes, o problema aumenta exponencialmente dentro da empresa e sendo transversal na sociedade.

Consequências graves no trabalho
É do senso comum quando se refere que aqueles trabalhadores que apresentem problemas de abuso de álcool e/ou drogas licitas e/ou ilícitas são menos produtivos,
Apresentam atrasos no horário laboral,
Conflitos entre chefia e colegas,
Ficam doentes com mais frequência,
Absentismo,
Intoxicação no trabalho,
Lesões e acidentes de trabalho (a si mesmos e aos colegas),
Problemas disciplinares,
Desemprego/tribunal/rescisão de contracto.

terça-feira, junho 30, 2009

Da Lua ao Alcoolismo...um pequeno passo

O famoso austronauta americano Buzz Aldrin no seu livro relata a sua jornada da Lua ao Alcoolismo. Admite o periodo negro e atribulado, associado ao alcool e depressão, e depois salienta os seus 30 anos de sobriedade (resiliência, coragem e dignidade).O alcoolismo não acontece só aos outros.
A vergonha não pode prevalecer em relação à esperança e à recuperação.
Definitivamente, Recuperar É Que Está a Dar,
siga o link e comente:

http://www.msnbc.msn.com/id/31491377/ns/today_books-biography_and_memoirs/

sábado, junho 27, 2009

Escolhas de Vida, Vida de Escolhas

A Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis convida Vossa Excelência para o Colóquio
"Escolhas de Vida, Vida de Escolhas", integrado no Dia Mundial de Luta Contra a Droga,
que se realiza no dia 26 de Junho de 2009, pelas 16 horas, na sala polivalente da Biblioteca
Municipal Ferreira de Castro, em Oliveira de Azeméis.

Oradores:
Luís Almeida Vasconcelos – Técnico Superior do Instituto da Droga e da Toxicodependência e Investigador do Instituto de Ciências Sociais (ICS) – Universidade de Lisboa

Augusto Pinto – Médico do Centro Regional de Alcoologia do Centro – Instituto da Droga e da
Toxicodependência

João Alexandre Rodrigues – Técnico de Comportamentos Aditivos

Comentario: Recuperar É Que Está a Dar esteve em Ol. de Azemeis. Agradeço ao Raul e à Camara Municipal o convite para participar como orador neste coloquio sobre o tema das dependências.
Estas oportunidades são extremamente uteis, porque para além da aprendizagem e experiencia profissional, é uma oportunidade unica para se estar em contacto com o publico interessado nesta materia.

sexta-feira, junho 26, 2009

Dia Nacional da Recuperação da Dependência de Substancias


Aproveito o dia de hoje, alusivo ao Dia Mundial Contra a Droga para aplaudir todos aqueles, sem excepção (homens, mulheres) que estão em recuperação das Dependencias (novo e saudavel estilo de vida) e que contribuem para uma sociedade melhor, sendo membros dignos e activos nas suas familias e na nossa comunidade - "sobreviventes".

Na minha opinião, esta "guerra contra a droga" é uma "ferramenta" politica sem qualquer efeito pratico e concreto. Não "cola" e as pessoas realmente não percebem o que se passa. Não acho que seja possivel algum dia, erradicar a droga da nossa sociedade. É uma rede demasiado complexa que sobrevive e irá manter-se activa - é uma "guerra fantasma".

Existem institições, profissionais e pessoas anónimas (rostos e vozes) que assumem um compromisso honesto e abnegado para a RECUPERAÇÃO das dependências, em vez de procurarem somente o lucro e o prestigio.

Capital de Recuperação das Dependências é: Resiliência, compromisso, honestidade, entre-ajuda, espiritualidade, responsabilidade, tolerância, determinação, altruismo, amizade, motivação, liderança, fé e esperança, equilibrio, emoções, impotência e entrega, trabalho e gestão financeira, dor e perda, familia e sociedade.

sexta-feira, junho 12, 2009

Apanhada na Rede

Tenho 35 anos e nunca consumi drogas. Namoro há cerca de 2 anos com o Alberto (nome fictício), de 38 anos. O problema é o facto de me ter apercebido que o Alberto tem um problema com drogas. Sempre soube que ele consumia drogas desde a adolescência ( todas !) mas, desde que estamos juntos, pensei que fosse uma questão controlada e meramente social. Ou seja, sabia que por vezes, quando saía com os amigos, ao fim de semana costumava consumir cocaína. Nos últimos meses, percebi que na verdade não é assim.

O Alberto consome cocaína e por vezes cannabis todos os fins-de-semana. Em ocasião social "apropriada" ou não. Por mais que tente demove-lo ele nunca conseguiu resistir ou cumpre o prometido. Isto está a afectar gravemente a nossa relação, e mais importante que isso, estou certa que ele tem um problema e não sei como ajudar, até porque ele não o reconhece. É complicado falar com ele sobre este assunto, mas nas poucas vezes em que consegui, o que ele me disse foi: "Não tenho nenhum problema com drogas, o problema que tive com drogas está resolvido há 10 anos. Neste momento o único problema que tenho com drogas… és tu. Consumo drogas quando me apetece porque gosto, não me sinto mal e isso não afecta a minha vida profissional."

Já tentei várias coisas para tentar demovê-lo, já pedi a amigos que sei que ele tem em conta que o aconselhem. Nada tem resultado. Não sei o que fazer. Nesta altura, a única coisa que me parece restar é contar à mãe do Alberto (ela sabe que ele teve problemas com drogas na adolescência e pelo que sei fez o que estava ao alcance dela e na altura pareceu resultar.). Tenho receio por outro lado que isto degrade de vez a nossa relação e também a relação dele com os pais, agora que tem 38 e não 18! E seja ainda pior. Pode dar-me a sua opinião sobre este assunto? Há alguma coisa que me aconselhe?
Desde já muito obrigada pela sua opinião e ajuda.Subscrevo-me
Isabel (nome fictício)

Boa noite Isabel
Após ler o seu email apresso-me a felicita-la por pedir ajuda.
Apesar da minha limitação na informação sobre o caso do Alberto posso sugerir algumas orientações e algum “alimento pró pensamento”. Vou abordar duas questões importantes quanto ao problema da dependência de substâncias.

A primeira questão, e talvez para sua surpresa, está direccionada para a Isabel. Mantenha-se atenta ao seu comportamento. Isto é, não encobrir, esconder, não facilitar, não negar, não pactuar com coisas que não é capaz de cumprir ou com coisas que você não acredite, assim como minimizar as consequências da dependência do Alberto, na sua vida (trabalho, amizades, família, saúde mental – cognitivo-comportamental, etc.) e na vossa relação (observar que o Alberto não está presente, disponível, mentira, preocupação, na vossa intimidade, etc) . Você corre o serio risco de se tornar codependente (preocupação constante e dolorosa sobre o Alberto e o problema do Alberto) se enveredar pelo caminho da protecção e socorro, em detrimento dos seus valores e da sua família, seguindo um apelo interior (irracional) de ajudar, quando na realidade não está a fazer, pelo contrario, está a contribuir para a progressão e deterioração da doença. Obviamente que a Isabel não é culpada absolutamente de nada, todavia é importante definir limites e critérios na ajuda e no socorro. Pode ficar apanhada na “rede” da dependência, pelas suas emoções e pelos seus comportamentos, afinal você é um ser humano.

A segunda questão está direccionada para o problema do Alberto. Procure informação sobre o abuso e a dependência de substâncias psico-activas (drogas licitas e ilícitas, incluindo o álcool). Informação é poder. A dependência é um processo da qual o Alberto perdeu totalmente o controlo da sua vida e do consumo de substâncias. A componente lazer e social desaparecem totalmente. Torna-se incapaz de prever, com exactidão, as consequências do seu comportamento quando está sob o efeito e ou quando está abstinente, vulgo ressaca. Pela discrição do seu email o Alberto quando confrontado recorre a um sistema de defesa; racionalização, minimização, negação, culpar os outros ou coisas, racionalizar. Este muro - isolamento - que ele constrói, é extremamente difícil quebrar, todavia pode retirar tijolo-a-tijolo. Não confronte o Alberto com base na sua intuição. Reflicta as consequências com factos e coisas específicas e concretas (contrario de abstractas e generalistas). Pode socorrer-se de outras pessoas, mas lembre-se, coisas específicas e concretas. Faça uma lista de coisas que estão directamente relacionadas com as drogas e outros comportamentos disfuncionais; mentiras, promessas quebradas, juras, desonestidade, objectos ou coisas relacionadas com drogas.

Espero que tenha contribuído com alguma luz no túnel.

Se desejar, caso seja residente na área do Porto, recorrer às consultas, caso contrário pode optar pelas consultas Online. Estou disponível para ajudar.

Gostava de saber se permite que publique, nos blogues, o seu pedido de ajuda corajoso, garanto total confidencialidade de todos os seus dados e do Alberto. È confidencial e seguro. O seu pedido de ajuda pode servir de “exemplo” visto as dependências afectarem a vida de milhares pessoas.

Os meus sinceros cumprimentos

quinta-feira, junho 11, 2009

Adicção ao sexo - A perda do controlo é um sintoma

Comportamentos disfuncionais acerca de sexo podem interferir negativamente e tornar caotico a vida daqueles que "alinham" no prazer imediato e no frenezim gerado por esta energia "poderosa". A vergonha, a impotencia e a perda de controle paralelamente à obsessão e à compulsividade são sinais de adicção.
Sabia que o sexo é uma fonte natural de prazer? Qual é o limite que é preciso ultrapassar de forma a que o sexo seja uma fonte de sofrimento?
É possivel interromper este frenezim constante e "indomável"atraves da "rendição" e pedir ajuda.
O actor da famosa serie X-Files, David Duchovny pediu ajuda.
Caso precise da qualquer tipo de esclarecimento sobre a adicção ao sexo envie um email para xx.joao@gmail.com. Todos os dados são confidenciais
Siga o link e comente:

http://www.youtube.com/watch?v=ZQrJA4eZCOY

domingo, junho 07, 2009

Jornal Expresso - A negação e o alcoolismo



Não posso deixar de expressar a minha estupefacção ao ver publicado no Jornal Expresso de sábado (06/06/2009), do qual sou leitor, num dos cadernos - Actual, um artigo sobre um conhecido artista, que não vou referir o nome, visto a minha critica ser direccionada ao trabalho jornalístico, na abordagem à problemática do álcool. Segundo a jornalista a dependência é realçada, mas desvalorizada no conteúdo.

Sendo o referido artista uma figura publica e segundo a notícia estar a viver “…o auge da sua popularidade.” parece completamente descabido, visto parte significativa do artigo, fazer alusão ao alcoolismo em jeito de novela, apelando ao glamour antiquado e desfasado da realidade, alusivo ao sexo, drogas e rock`n` rollcaracterístico do meio artístico, em Inglaterra e nos EUA nos anos 60. Esta máxima tornou-se moda, perpetuando-se no tempo, afectando negativamente a vida de milhares de artistas - homens e mulheres - e pessoas anónimas. Infelizmente, muitos deles já não fazem parte do mundo dos vivos, felizmente outros permanecem em recuperação (mudança de estilo vida) das suas dependências. Qualquer profissional ou indivíduo dedicado e comprometido com a recuperação das dependências rejeita este tipo de jornalismo nos dias de hoje.

O alcoolismo é uma doença grave que afecta milhares de pessoas e famílias inteiras, incluindo as crianças. È um problema de saúde publica em Portugal. Segundo alguns dados existem 1.800.000 indivíduos com problemas com o álcool em Portugal. Apesar de a nossa cultura continuar a reforçar o consumo e o abuso do álcool, não será digno para aqueles que sofrem de alcoolismo, esta doença ser tratada com o devido respeito? Sim, claro.

É urgente “desmontar” e descodificar estes mitos, crenças e novelas que teimam em permanecer resistentes na nossa cultura sobre as dependencias de substâncias psicoactivas lícitas, inlcuindo o alcool e as ilícitas, parece existir pessoas e instituições interessadas em “imortaliza-los”, infelizmente os meios de comunicação social são peritos em gerar a confusão nesta materia em vez de prestarem um serviço digno e especializado às pessoas. É indispensável proteger as crianças e os adolescentes vulneráveis, que idolatram os seus ídolos, a estes fenómenos culturais/artisticos disfuncionais, e assim prevenir novos casos de dependência. O problema das dependências não acontece só aos outros. Na realidade, todos nós conhecemos casos de excelentes artistas que sucumbem à dependência activa e que são notícia pelos piores motivos.

domingo, maio 31, 2009

Facilitador/a financeiro - "Patrocinador"



Um dependente financeiro (D.F.) precisa de um facilitador financeiro (F.F.), a que apelido de “Patrocinador”, assim como, um facilitador financeiro precisa de um dependente financeiro. Este relacionamento pode gerar atitudes e comportamentos de dependência disfuncional entre ambos e caso existam, as crianças também são prejudicadas. Qualquer dependência patológica (perda do controlo) afecta todas áreas da vida de ambos parceiros (ex. casal), refiro-me à inexistência de por ex. da confiança, da comunicação honesta, a auto-estima, assertividade e à intimidade.
Pena de si mesmo e o síndrome do salvador/salvadora
O indivíduo que “patrocina” financeiramente exerce um papel semelhante ao co-dependente (parceiro/a do individuo dependente de drogas, incluindo o álcool) exerce na vida de um alcoólico ou dependente de drogas, isto é, sente-se realizado ao participar activamente na solução dos problemas do outro – uma missão impossível (mito do salvador, herói, controlo), descorando as consequências que essa facilitação – patrocínio - surte na sua vida pessoal e social. Na realidade, não só coopera na progressão da doença da adicção activa como se prejudica a si mesmo. Já acompanhei indivíduos co-dependentes tão disfuncionais (ex. deprimidos, ansiedade aguda, pânico, segredos – “vida dupla”, isolamento, mentira) como o próprio dependente de drogas.

Perda de controlo e o medo daquilo que os outros pensam
Os F.F. emprestam dinheiro em detrimento das suas próprias finanças. Sacrificam a segurança e a estabilidade do seu capital em benefício dos outros (dependentes financeiros). Não são assertivos o suficiente para recusar (dizer NÃO) aos pedidos relacionados com dinheiro, inclusive recorrem a empréstimos ou ficam endividados, visto não possuírem recursos suficientes para liquidar essas dívidas. Na maioria dos casos, depois de presentear o D.F., de “bandeja” com capital pretendido, os F.F. sentem raiva e ficam ressentidos, pela sensação de que os outros estão a tirar partido das suas fraquezas (abuso/vitimização). Aparentam sentir-se culpados por ter dinheiro e buscam o alivio das suas emoções dolorosas; invocando o bem/dar (altruísmo, o desprendimento de bens materiais, a solidariedade, a tolerância) – para prejuízo pessoal e beneficio dos outros. A percepção da sua auto-estima (auto conceito) é disfuncional, confundindo intimamente com a a causa em ajudar (facilitar) o outro.
O FF identifica-se como pessoa com valores e princípios, por ex. altruísmo, abnegação, solidariedade, apoiar os mais “fracos” e “desprotegidos”. Todavia, tal como acontece com ao codependente, que patrocina o consumo de drogas ou álcool, o facilitador financeiro não só afecta as suas próprios recursos financeiros como também adopta comportamentos permissivos e facilitadores que contribuem somente para adiar e interferir negativamente na recuperação do individuo dependente - “Tapa os buracos causados pelo dependente financeiro” e sente-se responsável por isso. Reage segundo impulsos e crenças disfuncionais.
Qual ou quais as consequências na vida de um F.F. quando proporciona ao outros aquilo que não tem, mas que engendra esquemas para ter? Sente-se desiludido, vergonha tóxica e sentimentos de culpa, ressentido e angustiado por perder o controlo do seu próprio comportamento. 

Impotência: agente catalízador para a mudança
A maioria dos indivíduos com distúrbios financeiros, reconhece a nível intelectual o básico de forma a manter uma situação financeira estável e duradoura ex. poupar para o futuro, não gastar mais do que aquilo que ganha e aprender a usufruir do sucesso financeiro de uma forma responsável e autónoma.
Todavia, como qualquer outro tipo de comportamento adictivo, a informação ou o conhecimento sobre uma gestão equilibrada das suas finanças pessoais não é de todo suficiente para mudar o comportamento disfuncional. Para a maioria dos dependentes de substâncias, incluindo o álcool, o sinal de alerta surge da pior forma, por ex. problema de saúde ou legais, separação ou divorcio, perda do trabalho.
Caso identifique comportamentos disfuncionais, que ao invés de proporcionar qualidade de vida, proporcionam tristeza, preocupação exagerada, ansiedade e solidão, peça ajuda.
A solução deste tipo de problemas e do sofrimento não está obviamente nos outros. Somos nós próprios que precisamos de mudar e viver a vida de acordo com princípios e valores, em vez de viver em função de pessoas e coisas.
Caso deseje esclarecimentos sobre este tema envie um email para xx.joao@gmail.com





terça-feira, maio 19, 2009

Dependência financeira




Nos tempos que correm a dependência financeira atinge dimensões serias e em alguns casos torna-se crónica, equiparável a viver com uma “doença para o resto da vida”, com a probabilidade de se manter activa de geração em geração.
Comportamentos adictivos e a perda de controlo
A dependência financeira é frequente em indivíduos que apresentam comportamentos adictivos, assim como as suas famílias (ex. drogas lícitas, incluindo o alcool, e ilícitas, o jogo, sexo, compras - shopaholicsshoplifting-furto, codependência). Recordo inúmeros casos em que um membro de família dependente de drogas, incluindo o álcool, e jogo afectou drasticamente todo o orçamento, recursos e o património familiar com o consentimento e permissividade de alguns membros da família. A vergonha tóxica, a raiva e o ressentimento, a obsessão e a compulsividade instalam-se e deterioram as relações familiares (homeostase).
A perda total do controlo associado ao dinheiro é uma das consequências mais significativas e dolorosas na vida de um indivíduo, seja dependente/adicto ou não por ex. atraves da falta de uma gestão responsável e construtiva, falta de autonomia dos seus recursos financeiros, bem como, a necessidade de viver dependente do ponto vista financeiro de outra/as pessoa/as e ou instituições. Alguns indivíduos adoptam comportamentos relacionados com dinheiro que não coincidem com os valores, ideais e ou objectivos pessoais e sociais, susceptíveis de sabotar todo e qualquer plano de estabilidade financeira (ex. poupanças). Representam, num contexto social, um status associado a um estilo de vida fausto, vivendo de mentiras, manipulações, ideais irrealistas, de créditos bancários acumulando dividas acima das suas possibilidades, efeito “bola de neve”.