Um dos temas mais controversos no tratamento da adicção,
gira em torno do auto controlo e/ou a falta dele. Paradoxalmente, um número
muito significativo de adictos (homens e mulheres) e as suas famílias,
apresentam uma predileção especial pelo controlo.
Dependemos unicamente das nossas competências e recursos
para realizar os nossos projetos e ambições, isso é sinonimo de auto controlo.
Na prática, é-nos incutido de uma forma explícita, que precisamos de controlar
os nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos e também dependemos do
autocontrolo, para viver, segundo as tradições, as regras e os rituais
(paradigmas e estereótipos) da família e da sociedade em relação aquilo que
está certo e aquilo que está errado; direitos e deveres.
Dependemos do auto controlo para sobreviver, custe o que
custar, nesta batalha campal que é o dia-a-dia, feito de correrias,
preocupações e stress.
O autocontrolo e o prazer imediato
O que é que o consumo de álcool, drogas ilícitas, a ingestão
de alguns alimentos ou o contrario (restrição alimentar), relacionamentos de
intimidade/paixão, o jogo, o sexo, as compras têm em comum? É a sensação de
prazer imediato, intenso e de bem-estar que as pessoas sentem. Existem
sensações de prazer imediato e intenso, para todo o tipo de gostos e
preferências. Todavia, do ato normal e legitimo, curioso, inofensivo e saudável
da busca de prazer até á dependência pode ir uma distância muito grande ou não.

